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87: Segunda chance

last update Data de publicação: 2026-04-30 02:34:16

Ayana Brooks

Eu achei que já tinha visto de tudo e que o pior depois das manchetes, dos comentários, das mentiras jogadas como se fossem fatos já tinha passado. Ingenuidade minha, porque o mundo sempre encontra um jeito de cavar mais fundo, de ir além, de pegar algo que já dói e apertar ainda mais.

Malik já tinha saído, e eu estava no sofá, com o celular na mão, tentando ignorar o impulso de abrir qualquer notificação nova. Tentando, de verdade. Mas a curiosidade ou talvez o medo sempre vence.

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Último capítulo

  • A Babá Do Filho Do Viúvo Bilionário    Capítulo Final: Finalmente juntos

    Malik AndersonUm ano depoisÉ estranho como um ano pode mudar completamente a vida de alguém. Porque, olhando pra trás agora, eu quase não reconheço o homem que eu era antes dela. Antes de Ayana entrar naquela mansão tentando manter distância de tudo e de todos. Antes de Noah aprender a rir de verdade outra vez. Antes de eu entender que amor não é controle, não é proteção excessiva e nem medo de perder. Amor é permanência. É escolha diária. É ficar.E naquela manhã, enquanto ajustavam o meu terno e a casa inteira estava em movimento por causa do casamento, eu percebi uma coisa simples:Eu nunca tinha estado tão nervoso em toda a minha vida.Nem em reunião milionária. Nem em negociação internacional. Nem quando assinei os contratos mais importantes da minha carreira.Nada se comparava à sensação de esperar por Ayana no altar.— Você está assustando os funcionários andando de um lado pro outro — Filipe disse entrando no quarto.Eu lancei um olhar irritado pra ele.— Sai daqui.Ele riu.

  • A Babá Do Filho Do Viúvo Bilionário    110: Você está seguro

    Ayana BrooksEu nunca vou esquecer o silêncio daquela delegacia. Não o silêncio de ausência de som, porque existiam telefones tocando, policiais andando depressa, portas abrindo e fechando e vozes cruzando corredores o tempo inteiro. Mas existia outro silêncio ali. Um silêncio emocional. Daqueles que esmagam o peito da gente porque tudo parece prestes a quebrar de vez. E eu já estava quebrando.A foto de Noah ainda estava sobre a mesa.Meu menino assustado, chorando. Segurando aquele ursinho como se fosse a única coisa familiar naquele pesadelo inteiro. Eu não conseguia parar de olhar. E isso estava me destruindo por dentro.Malik estava ao meu lado completamente consumido pela culpa, mesmo que ninguém dissesse em voz alta. Eu via no olhar dele. Via no jeito como ele andava de um lado para o outro sem conseguir parar. Via na forma como apertava as mãos tentando manter algum controle. Mas não existia controle naquela situação.Existia apenas medo.Muito medo.— Você não precisa fazer i

  • A Babá Do Filho Do Viúvo Bilionário    109: O bilhete

    Ayana Brooks Existe um tipo de espera que destrói a gente devagar. Não é aquela espera silenciosa e calma onde você acredita que tudo vai ficar bem no final. É o contrário. É aquela que vai corroendo os pensamentos, apertando o peito e fazendo a mente criar mil cenários horríveis ao mesmo tempo. E eu estava vivendo exatamente isso. A madrugada já tinha engolido completamente a casa de campo, mas ninguém ali conseguia descansar. As luzes continuavam acesas. Os corredores continuavam movimentados. O telefone tocava sem parar. Seguranças entravam e saíam o tempo inteiro. E eu… Eu só conseguia olhar para a porta. Esperando. Rezando. Implorando em silêncio para que Noah voltasse junto com Malik. Minhas mãos estavam geladas. Meu corpo inteiro doía de tensão. Eu andava de um lado para o outro da sala tentando controlar o desespero, mas era impossível. Porque uma parte de mim já sabia que alguma coisa tinha dado errado. E eu odiava esse sentimento. O som de carros entrando na propried

  • A Babá Do Filho Do Viúvo Bilionário    108: Segura mais um pouco, filho

    Malik AndersonEu me despedi de Ayana, a deixei com o meu irmão e homens fortemente armados dispostos a morrer se fosse preciso unicamente para resguardar a vida dela. Mas antes de sair prometi trazer a nossa família de volta. E eu cumpriria, custe o que custar. Algum tempo depois chegamos ao lugar onde aqueles malditos aprisionaram a minha família. A madrugada tinha um cheiro diferente naquele lugar. Eu sentia cheiro de ferrugem, poeira e sangue antes mesmo do primeiro tiro acontecer.O galpão abandonado surgia no meio da zona portuária como um pedaço morto da cidade, cercado por contêineres enferrujados, iluminação precária e um silêncio pesado demais pra ser normal. O tipo de lugar onde ninguém faz perguntas. Onde coisas erradas acontecem o tempo inteiro sem que ninguém queira enxergar.E, naquela noite, meu filho estava ligado àquele lugar.E só isso importava.O carro parou alguns metros antes da entrada principal. Ricardo olhou pra mim do banco da frente enquanto os homens da s

  • A Babá Do Filho Do Viúvo Bilionário    107: Um pai em busca do filho

    Malik AndersonExiste um tipo de silêncio que não traz paz, ele serve como um alerta e um aviso. O silêncio que ficou naquela sala depois da ligação de Derek parecia exatamente isso. Um aviso. Um prenúncio. Uma contagem regressiva cruel que ninguém ali tinha coragem de dizer em voz alta.Eu permaneci parado no meio do escritório da casa de campo com o celular ainda na mão, sentindo o sangue pulsar forte nas veias enquanto tentava controlar a vontade absurda de destruir tudo ao meu redor. Ayana estava encostada na mesa ao lado, pálida, respirando rápido demais, tentando permanecer firme por Noah, pela avó dela, pela minha mãe… por todos nós. Mas eu conhecia aquele olhar. Ela estava aterrorizada. E eu também. A diferença é que eu não podia demonstrar. Porque, naquele momento, todo mundo naquela casa esperava que eu tivesse uma solução. E eu precisava ter. Nem que precisasse arrancá-la à força.— Senhor Anderson…A voz do chefe da segurança me puxou de volta.Ricardo entrou acompanhado d

  • A Babá Do Filho Do Viúvo Bilionário    106: A ligação

    Malik AndersonExiste um tipo de felicidade que me assusta. Não porque seja ruim. Mas porque, quando você finalmente sente, entende exatamente o tamanho do que pode perder. O caminho de volta da ilha foi assim.Ayana estava sentada na proa do barco com o vento bagunçando o cabelo e o anel brilhando discretamente em sua mão cada vez que ela mexia os dedos. E Deus… eu nunca vou esquecer a forma como ela olhava pra aquele anel como se ainda não acreditasse completamente que aquilo era real.Nós rimos durante quase todo o trajeto. Falamos sobre Noah. Sobre a cerimônia. Sobre a possibilidade da minha mãe transformar o casamento num evento absurdo de tão grande. Sobre a avó dela insistir em escolher o bolo. Coisas simples. Normais. Coisas que pessoas felizes conversam quando acreditam que finalmente encontraram paz. E talvez tenha sido exatamente isso que me cegou. Porque eu devia ter percebido antes. Devia ter sentido o silêncio, a ausência e a falta de movimento na casa.Quando o barco en

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