Compartilhar

6

Autor: aly
last update Data de publicação: 2025-12-31 08:29:58

Quando estava perto do local informado, eu recebi uma mensagem, pedindo que comprasse quatro cafés. Tinha até as informações de como seria cada um deles. E o que estava grifado em negrito: use o cartão da empresa.

Pelo que minha irmã me informou, eu poderia usar aquele cartão para suprir todas as necessidades. Fossem elas minhas ou dos garotos. Portanto que fosse em horário de trabalho.

Então depois de comprar os cafés, entro no prédio da rádio e informo meu nome. Eles me entregam um crachá e dizem onde eu posso encontrar todos eles.

Confesso que não foi difícil de achar, pois dava para ouvir os gritos de Louis do elevador, que ficava no final do corredor.

— Sabia que ainda é muito cedo? — pergunto, adentrando o pequeno camarim. — E que algumas pessoas sentem dor de cabeça?

Os quatro param de falar assim que me veem. Louis quase me engole com os olhos e solta sua piadinha.

— Não deveria ter bebido tequila. Ela fode com as pessoas.

Eu já havia entregado todos os cafés, só faltava o dele. Paro na sua frente e estico o copo. Antes que ele possa pegá-lo, eu o puxo de volta e falo:

— Não vem com essas gracinhas. Você também bebeu. Vai dizer que não está com dor de cabeça?

— Vai passar assim que me der meu café.

Louis pisca para mim e logo lhe entrego seu copo.

— Como está a Amelia? — Cody questiona.

— Bem até demais. Eu acordei e já estava tudo arrumado.

— Mas ela precisa fazer repouso.

— Eu já disse isso a ela, mas... — ele bufa. — Quem sabe se você disser, ela não escuta? Ouvi por aí que você tem influência sobre ela.

O garoto quase morre engasgado com o café que bebia.

— O que...

— Dakota, qual o cronograma de hoje? — Jason pergunta.

— hmmm... — puxo o celular da bolsa e olho as outras mensagens que havia recebido. — Depois daqui, temos que ir almoçar, pois às três da tarde vocês têm uma sessão de fotos. E a noite...

— A noite? Jura que temos algo a noite?

— Felizmente ou infelizmente, sim. Vocês precisam dar o ar da graça em uma festa.

— De quem?

— Não sei. — solto uma risada. — Aqui só tem um endereço e a hora que começa.

— Você vai? — Louis pergunta.

— Não tem nenhuma indicação aqui. Então não faço ideia.

Ele coloca a mão no queixo e fica me encarando.

Passado uns dez minutos, um homem vem chamar os meninos, para que se preparem para a entrevista. Todos nós vamos para o estúdio e eu fico ao lado deles. Eles sentados e eu em pé, em um canto.

— Podemos perguntar de tudo? — um homem pergunta.

Os meninos olham para mim e eu tento me lembrar do pequeno texto que minha irmã me fez gravar.

— Não. Apenas sobre a pausa, o que fizeram, planos de turnê, CD novo... Nada relacionado ao Zed. Nenhuma pergunta sobre ele. E sobre a vida pessoal, isso já é com eles.

— Podemos?

Depois de todos se programarem e resolverem o que vão perguntar, o programa começa. Os meninos faziam com que tudo ficasse bastante engraçado. Toda hora faziam piada um com o outro, levando uma enxurrada de risadas como resposta.

No primeiro intervalo, meu celular tocou. Assim que eu o peguei e pude ler o nome de Hugo na tela, um dos caras da rádio diz que é proibido celular. Então eu sou obrigada a desligar, sem ao menos dar uma satisfação a ele. Antes que ele possa tocar de novo, eu ativei o modo de vibração. Quando as insistentes chamadas, resultam em minha mão não parar de vibrar um segundo, deixo o celular sem nenhum tipo de som ou vibração, e jogo-o dentro da bolsa.

Ergo a cabeça e noto o olhar de Louis em mim. Ele movimenta os lábios e pergunta se está tudo bem. Eu assinto e ergo meus polegares, seguido de um arrasa. 

[...]

Logo depois que a entrevista acabou, todos fomos para uma van, que nos levou até um restaurante bem famoso.

Sentamos todos juntos e fazemos os nossos pedidos. O assunto da mesa, era o quão divertido eles deixaram aquela entrevista.

— Posso confessar uma coisa? — Jason pergunta, e todos assentem. — Eu senti falta disso. De vocês.

— Jason está tão fofinho. — Louis se estica e aperta as bochechas do loiro. — O que foi?

— Nada, ué. Só quis dizer como me sinto.

— É bom estar com vocês de novo. — Leo diz.

— Vocês são sempre esse poço de fofura? — pergunto, fazendo com que eles riam. — Queria fazer uma pergunta a vocês, mas sei que não deve...

— É sobre o Zed? Porque todo mundo quer saber como realmente nos sentimos.

— Eu nunca acompanhei a banda de vocês. Nunca mesmo. Só quando minha irmã falou do trabalho, que entrei na internet para dar uma olhada. E Zed era o meu favorito, mesmo sem ser fã. — Falo. — Quando ele saiu da banda, todo mundo ficou sabendo. Era o assunto do momento. E naquele instante, ele dizia que queria ser apenas um cara normal, o que eu entendi, não querer mais estar no ramo musical. Mas quando ele informou do CD e tudo mais, achei até uma certa traição.

Eles me encaravam, ouvindo atentamente a cada palavra minha.

— Então eu só queria saber, o porquê. Porque ele mentiu. E como vocês se sentiram em relação a isso, claro. Mas se não responderem, eu vou entender. De verdade.

— Para quem nunca acompanhou nossa carreira, você falou bastante. — Cody comenta, rindo de leve. — Sim, todos nos sentimos traídos.

— Zed falou coisas horríveis quando saiu. Disse que nunca quis estar na banda e aquilo nos magoou.

— Nós costumávamos ser melhores amigos. — Louis diz, brincando com o saleiro a sua frente. — Fizemos muita merda juntos. E ele dizer que nunca quis cantar o que cantamos ou viver tudo isso, foi um baque. Nós discutimos pelo telefone. Chamei ele de babaca, mentiroso e falso. Como você falou, eu me senti traído. Ele fez com que tudo o que passamos, fosse falso. E isso era ruim.

— Eu precisei de psicólogo. — Jason diz. — E...

— Era psicóloga e ela era uma gata. — Cody interrompe.

— Qual era o nome dela mesmo? Porra, que saudade de olhar aquela mulher.

— Era Sky. Podem parar de falar dela? Obrigado. — Jason bufa. — Continuando, fiquei muito atormentado e perplexo com tudo. Eu me perguntava, como deixamos chegar a esse ponto. Dele precisar falar aquele tipo de coisa, para se promover.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • A Babá do Popstar   FINAL

    Meu olhar vai diretamente para o altar. Hugo, que tinha a cabeça baixa, quando ouve a música e olha na minha direção, sorri de lado. Ele estava lindo e se eu não fosse destinada a outro, teria me apaixonado por ele facilmente. Enquanto caminhava em passos lentos e torturantes até o altar, reparo em todas aquelas pessoas a minha volta. Não tinha um rosto conhecido sequer. E no altar, no espaço destinado à minha família, estava um vazio triste. Assim que me aproximo de Hugo, ele estica a mão para mim. — Eu achei que você não viesse. — diz, me abraçando em seguida. — Obrigado. Sorrio de lado e entrego o buque a uma senhora que está no altar. — Quem são todas essas pessoas? — pergunto, ao cruzar nossos braços. — Meus amigos e família. Ficaram tão felizes que eu iria me casar, que fizeram questão de vir. Todos. Sorrio ao notar quão amado Hugo era. Obviamente sua perda será sofrido por todos. — Queridos irmãos e irmãs, estamos aqui hoje para celebrar a união desse belo e jovem casal

  • A Babá do Popstar   35

    Acabei por vesti-lo e fiquei parada diante do espelho. Eu tinha que estar na igreja, em uma hora e só estava sentindo vontade de sumir. Minha garganta estava fechada, formada por um bolo, seguido de uma enorme vontade de chorar. Estava prestes a casar com um cara, que mal conseguia chegar perto. Só de ouvir a voz dele, meu estomago já se embrulhava, em total repulsa. Mas apesar de tudo, vê-lo animado com os preparativos do casamento, me fez pensar em uma possível cura. Hugo não havia voltado ao hospital, desde o meu aniversário. Isso só podia significar uma resposta boa aos medicamentos e uma possível melhora. Pensar na sua cura, me levava a pensar em Louis. Quando mais perto Hugo estivesse de ficar bem, mais perto eu estava de ser feliz de verdade. Só então eu lembrava que ele tinha meses de vida, e eu poderia perder Louis para sempre. Pensando nisso de nunca mais ter Louis, e lembrando que ele me ignorou o mês todo, resolvo pegar meu celular e gravar uma mensagem de voz para ele

  • A Babá do Popstar   34

    Ele se aproxima de mim e me beija, eu retribuo o beijo e levo a mão até seus cabelos os puxando levemente, sinto que ele começa a abrir meu vestido e me vira de costas para ter melhor acesso ao zíper, o vestido é aberto e cai nos meus pés. Cody beija meu corpo e meu sutiã é aberto, eu termino de o jogar no chão, me viro de frente para o mesmo e beijo seu pescoço. Passo a mão pelo seu membro sobre a calça e sem perder tempo ele tira toda sua vestimenta permanecendo apenas de cueca. Ele volta a me beijar com todo o desejo, suas mãos correm por minhas pernas e logo um impulso sobre elas, me fazendo entrelaçá-las sobre sua cintura. Ele passa minhas mãos por seus ombros, enquanto seus braços me seguravam firmes. Sou carregada até a cama em meio a beijos e juras de amor. Cody me coloca deitada na cama, me olha nos olhos e vai distribuindo beijos pelo meu tronco. Sua língua me tocava delicadamente, mas o suficiente para me deixar delirando de desejo. Ele tira minha calcinha, abre minhas p

  • A Babá do Popstar   33

    Ele me olha e eu assinto. Depois de alguns comentários deles de como é perigoso dormir assim começamos um assunto sobre o próximo show e como vamos fazer a passagem de som amanhã. O garçom se aproxima, Cody pede uma bebida para mim e para ele e acabamos por já fazendo os pedidos pois estávamos famintos. Fomos servidos mais rápido do que pensávamos e nossa conversa passou de trabalho para algo mais descontraído, em meio a piadas e risadas. Depois de termos abusado da sobremesa que estava realmente maravilhosa, Cody levanta e diz que já volta, Louis questiona aonde ele iria mas o mesmo só respondeu que já voltava. Eu dei de ombros e fui verificar várias notificações que tinha no meu celular. Amanhã temos uma entrevista rápida na parte da manhã e um show a noite e eu realmente não fiz nada hoje. Os meninos conversavam sobre futebol quando o silêncio se instala repentinamente na mesa e eu olho para eles e vejo três garotos que tinham os olhos estáticos para algum lugar atrás de mim — O

  • A Babá do Popstar   32

    Louis fala todo animado e eu reviro os olhos pelo plano idiota. — Louis, você está muito desesperado e não está pensando. Às vezes você esquece que é uma pessoa pública e não pode sair dando uma surra nas pessoas por aí. Já basta da primeira vez que foi um inferno. — Lógico que estou desesperado. Eu amo a Dakota e ela vai se casar com outra pessoa. Não finja que não está preocupada porque te conheço, dona Amelia. — Eu estou preocupada, mas não sei o que fazer. Acho que o jeito é deixar ver no que vai dar... — Vocês já pensaram em ir ao hospital onde o Hugo estava internado? — Cody questiona e eu o olho espantada. — Vocês não pensaram nisso? — ele olha para mim e para Louis e nós dois balançamos a cabeça em negação. — Simples, vão até o Hospital. Louis é famoso e você é nossa assessora, não será tão difícil descobrir as falhas que existe nessa história. — CODY, MEU DEUS... VOCÊ É UM GÊNIO. Louis pula em cima do Cody o abraçando e o beija na bochecha. — Vamos logo, temos pouco te

  • A Babá do Popstar   31

    [Amelia] — Você podia parar de andar um pouco. — Cody pede. — Você tem noção das coisas que estão acontecendo na vida da minha irmã e eu estou longe? Estou uma pilha de nervos, Walsh. — Não me chame pelo sobrenome. Você só faz isso quando está irritada e eu não fiz nada. — Eu sei. — relaxo meu corpo e ando até ele. — Desculpe, amor. Quando Louis entrou no avião para voltarmos a turnê e eu olhei seu semblante triste, sabia que algo tinha dado errado com Dakota. Puxando-o de canto, descubro que ele ia pedir minha irmã em namoro, mas seu ex-namorado moribundo impediu isso. Só então percebo o quão afastada eu estava de Dakota, a ponto de não saber o que está acontecendo em sua vida. — O que vou fazer? — pergunto a Cody, que mexia em seu celular. — Talvez você não tenha que fazer nada. Dakota é adulta, ela... — Ela não sabe o que faz. — o interrompo. — Ela sempre... — Amelia, você devia pensar menos na sua irmã e mais em você. Em nós. — Eu foco na minha irmã pelo simples fato de

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status