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Autor: aly
last update Data de publicação: 2025-12-31 08:29:38

Cody se senta do outro lado e acarinha o rosto dela.

— Nós daremos um jeito.

Troco um olhar divertido com Louis.

— Alguém precisa fazer o meu trabalho, Cody. — ela diz. — É muita coisa e requer tempo para aprender.

— Não é tão difícil. — digo. — Já vi você fazendo.

Louis e Cody trocam olhares e depois olham para a minha irmã.

— Que foi? — pergunto.

— Pode se vestir? — Louis pede. — Você é gostosa para um caralho e eu ainda te vi nua. Muita emoção para um dia só.

Ele sabia usar as palavras certas para me deixar sem jeito. Eu me levanto sem falar nada e vou para o quarto que divido com Amelia, e visto o primeiro pijama que vejo na minha frente. Quando volto para a sala, os três estão de conchavo.

— Vou fingir que aquela sua gracinha não foi uma forma de me tirar da sala. — digo para Louis.

— Foi sim. E adorei o pijama.

O pijama tinha uma estampa de vaca. Ele estava sendo irônico.

— E por que eu precisei sair? — pergunto. — Além de estar prestes a dar uma ereção para Louis, obvio.

— Já decidimos quem irá ficar no meu lugar.

Olho Louis e Cody e pouso meu olhar em Amelia.

— E?

— Dakota, você será minha substituta. Irá trabalha com The Mines.

[...]

Acordo com um pouco de dor de cabeça, devido as tequilas que não devia ter tomado na última noite. E agora serei obrigada a trabalhar com essa dor insuportável.

Trabalhar...

Com The Mines.

Quando Amelia me falou aquilo, eu ri. Ri muito. Afinal, eu não fazia ideia de que ele escolheria logo a mim, para ficar em seu lugar. Logo depois, quando notei que ela estava falando sério, fiquei repetindo várias e várias vezes que não. Amelia dizia que ia saber me instruir bem e que lá teria pessoas para também fazê-lo. Já Louis, ficou repetindo a cada não que eu dizia: Vamos Dakota, vai ser legal.

Confesso que eu aceitei de verdade, com aquele vai ser legal, de Louis. Quando topei, ele e Cody foram embora e minha irmã falou o básico que eu precisaria saber para hoje.

Hoje os meninos teriam mais uma entrevista, em sei lá qual emissora de rádio. Eu teria que estar ao lado deles e proibir perguntas erradas. Tipo a que eu fiz.

— Dakota? ACORDA! VEM AQUI.

Olho para a cama de Amelia e ela está vazia. Empurro as cobertas rapidamente e corro para fora do quarto, com medo de que ela tivesse caído de novo. Mas ao chegar na cozinha, minha irmã estava sentada à mesa e ela estava posta.

— Que droga, Amelia! — bufo. — Por que me assustou daquele jeito?

— Achei que ainda estivesse dormindo. Se senta aí. Vamos tomar café da manhã.

Arrasto a cadeira, ainda irritada, e me sento.

— Quando eu me comprometo com algo, eu sou responsável. Parece até que não me conhece.

— Você agiu como uma irresponsável por tanto tempo, que eu esqueci desse seu lado. — ela sorri, irônica. — Agora come. Depois vou te ajudar a escolher a roupa certa.

— Você devia estar fazendo repouso. Sabe disso.

— Não consigo ficar parada. — diz. — Lembra do cronograma de hoje?

— Pensei que eles só iriam àquela entrevista na rádio.

— Verdade. — ela balança a cabeça e pega o telefone. — Recebi a mensagem ainda agora. Eles vão ter que tirar umas fotos hoje. O endereço está aqui.

Ela empurra o celular na minha direção.

— Você terá que ficar com ele. É nesse telefone que recebo todas as informações dos meninos. Aonde vão, o que farão. Esse tipo de coisa.

— E sabem da sua situação? — pergunto, lendo a mensagem que havia sido entregue às seis da manhã. Esse pessoal não dorme?

— Eu avisei. Precisei firmar várias vezes que você não era fã dos meninos.

— E se eu fosse?

— Você não poderia trabalhar com eles. Nós estamos sujeitas a ouvir todo tipo de coisa. Novidades de CD, filme, turnê. E uma fã não poderia ter acesso à essas coisas, senão se espalharia.

— Ahhh... Entendi.

Depois que tomamos café e eu tomo pelo menos dois comprimidos para dor de cabeça, vamos para o quarto e Amelia me ajuda a escolher uma roupa.

Quando estou pronta, parece que sou uma versão dois ponto zero da minha irmã mais velha. Eu usava uma calça preta, uma bota da mesma cor e uma blusa cinza, com a manga caída. Sem contar na bolsa exageradamente grande, onde eu carregaria apenas o celular e o carregador.

— Lembre-se, não permita perguntas sobre o Zed. — diz, quando estamos indo para a sala. — Por mais que eles digam que está tudo bem, não está. Os meninos ainda sofrem com a saída dele.

— Então aquelas respostas ontem...

— Eles foram sinceros. Mas dói.

— Tudo bem. — respiro fundo. — Melhor eu ir, não posso chegar atrasada, não é? — ela balança a cabeça negativamente. — Olha, qualquer coisa, me liga.

— Vou ficar bem. — Amelia me abraça. — Obrigada por fazer isso.

— Estou em dívida com você. E não tive outra opção. Tchau.

Dou um breve beijo em seu rosto e saio do apartamento. Quando estou chegando no térreo, o celular de trabalho, vibra e chega uma mensagem informando que o carro já está à minha espera.

— Carro? — murmuro, saindo do prédio. — Aí meu Deus.

Tinha um baita de um carro parado na frente do meu prédio. Se me perguntassem o nome, eu apenas iria dizer o quão grande e preto ele era.

Olho para os dois lados da rua, me perguntando se aquele era realmente o carro que tinha vindo me buscar.

Um cara alto e bem arrumado, sai do carro e vem até a minha direção.

— Senhorita Mitchell?

— Sim... Mas... Eu sou...

— Dakota, não é? — pergunta, tirando os óculos escuros. — Senhor Graham pediu para que viesse buscá-la.

— Louis?

Ele assente e anda até o carro, abrindo a porta para mim.

— Vamos?

Estou começando a gostar desse trabalho.

— Claro.

Após lhe dar um sorriso, entro no carro e nós partimos rumo ao meu destino.

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Último capítulo

  • A Babá do Popstar   FINAL

    Meu olhar vai diretamente para o altar. Hugo, que tinha a cabeça baixa, quando ouve a música e olha na minha direção, sorri de lado. Ele estava lindo e se eu não fosse destinada a outro, teria me apaixonado por ele facilmente. Enquanto caminhava em passos lentos e torturantes até o altar, reparo em todas aquelas pessoas a minha volta. Não tinha um rosto conhecido sequer. E no altar, no espaço destinado à minha família, estava um vazio triste. Assim que me aproximo de Hugo, ele estica a mão para mim. — Eu achei que você não viesse. — diz, me abraçando em seguida. — Obrigado. Sorrio de lado e entrego o buque a uma senhora que está no altar. — Quem são todas essas pessoas? — pergunto, ao cruzar nossos braços. — Meus amigos e família. Ficaram tão felizes que eu iria me casar, que fizeram questão de vir. Todos. Sorrio ao notar quão amado Hugo era. Obviamente sua perda será sofrido por todos. — Queridos irmãos e irmãs, estamos aqui hoje para celebrar a união desse belo e jovem casal

  • A Babá do Popstar   35

    Acabei por vesti-lo e fiquei parada diante do espelho. Eu tinha que estar na igreja, em uma hora e só estava sentindo vontade de sumir. Minha garganta estava fechada, formada por um bolo, seguido de uma enorme vontade de chorar. Estava prestes a casar com um cara, que mal conseguia chegar perto. Só de ouvir a voz dele, meu estomago já se embrulhava, em total repulsa. Mas apesar de tudo, vê-lo animado com os preparativos do casamento, me fez pensar em uma possível cura. Hugo não havia voltado ao hospital, desde o meu aniversário. Isso só podia significar uma resposta boa aos medicamentos e uma possível melhora. Pensar na sua cura, me levava a pensar em Louis. Quando mais perto Hugo estivesse de ficar bem, mais perto eu estava de ser feliz de verdade. Só então eu lembrava que ele tinha meses de vida, e eu poderia perder Louis para sempre. Pensando nisso de nunca mais ter Louis, e lembrando que ele me ignorou o mês todo, resolvo pegar meu celular e gravar uma mensagem de voz para ele

  • A Babá do Popstar   34

    Ele se aproxima de mim e me beija, eu retribuo o beijo e levo a mão até seus cabelos os puxando levemente, sinto que ele começa a abrir meu vestido e me vira de costas para ter melhor acesso ao zíper, o vestido é aberto e cai nos meus pés. Cody beija meu corpo e meu sutiã é aberto, eu termino de o jogar no chão, me viro de frente para o mesmo e beijo seu pescoço. Passo a mão pelo seu membro sobre a calça e sem perder tempo ele tira toda sua vestimenta permanecendo apenas de cueca. Ele volta a me beijar com todo o desejo, suas mãos correm por minhas pernas e logo um impulso sobre elas, me fazendo entrelaçá-las sobre sua cintura. Ele passa minhas mãos por seus ombros, enquanto seus braços me seguravam firmes. Sou carregada até a cama em meio a beijos e juras de amor. Cody me coloca deitada na cama, me olha nos olhos e vai distribuindo beijos pelo meu tronco. Sua língua me tocava delicadamente, mas o suficiente para me deixar delirando de desejo. Ele tira minha calcinha, abre minhas p

  • A Babá do Popstar   33

    Ele me olha e eu assinto. Depois de alguns comentários deles de como é perigoso dormir assim começamos um assunto sobre o próximo show e como vamos fazer a passagem de som amanhã. O garçom se aproxima, Cody pede uma bebida para mim e para ele e acabamos por já fazendo os pedidos pois estávamos famintos. Fomos servidos mais rápido do que pensávamos e nossa conversa passou de trabalho para algo mais descontraído, em meio a piadas e risadas. Depois de termos abusado da sobremesa que estava realmente maravilhosa, Cody levanta e diz que já volta, Louis questiona aonde ele iria mas o mesmo só respondeu que já voltava. Eu dei de ombros e fui verificar várias notificações que tinha no meu celular. Amanhã temos uma entrevista rápida na parte da manhã e um show a noite e eu realmente não fiz nada hoje. Os meninos conversavam sobre futebol quando o silêncio se instala repentinamente na mesa e eu olho para eles e vejo três garotos que tinham os olhos estáticos para algum lugar atrás de mim — O

  • A Babá do Popstar   32

    Louis fala todo animado e eu reviro os olhos pelo plano idiota. — Louis, você está muito desesperado e não está pensando. Às vezes você esquece que é uma pessoa pública e não pode sair dando uma surra nas pessoas por aí. Já basta da primeira vez que foi um inferno. — Lógico que estou desesperado. Eu amo a Dakota e ela vai se casar com outra pessoa. Não finja que não está preocupada porque te conheço, dona Amelia. — Eu estou preocupada, mas não sei o que fazer. Acho que o jeito é deixar ver no que vai dar... — Vocês já pensaram em ir ao hospital onde o Hugo estava internado? — Cody questiona e eu o olho espantada. — Vocês não pensaram nisso? — ele olha para mim e para Louis e nós dois balançamos a cabeça em negação. — Simples, vão até o Hospital. Louis é famoso e você é nossa assessora, não será tão difícil descobrir as falhas que existe nessa história. — CODY, MEU DEUS... VOCÊ É UM GÊNIO. Louis pula em cima do Cody o abraçando e o beija na bochecha. — Vamos logo, temos pouco te

  • A Babá do Popstar   31

    [Amelia] — Você podia parar de andar um pouco. — Cody pede. — Você tem noção das coisas que estão acontecendo na vida da minha irmã e eu estou longe? Estou uma pilha de nervos, Walsh. — Não me chame pelo sobrenome. Você só faz isso quando está irritada e eu não fiz nada. — Eu sei. — relaxo meu corpo e ando até ele. — Desculpe, amor. Quando Louis entrou no avião para voltarmos a turnê e eu olhei seu semblante triste, sabia que algo tinha dado errado com Dakota. Puxando-o de canto, descubro que ele ia pedir minha irmã em namoro, mas seu ex-namorado moribundo impediu isso. Só então percebo o quão afastada eu estava de Dakota, a ponto de não saber o que está acontecendo em sua vida. — O que vou fazer? — pergunto a Cody, que mexia em seu celular. — Talvez você não tenha que fazer nada. Dakota é adulta, ela... — Ela não sabe o que faz. — o interrompo. — Ela sempre... — Amelia, você devia pensar menos na sua irmã e mais em você. Em nós. — Eu foco na minha irmã pelo simples fato de

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