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Author: Karol Dark
last update publish date: 2026-10-02 16:13:20

Vila Nova estava em chamas quando chegaram.

Helena viu a fumaça antes de ver os primeiros telhados — colunas negras subindo contra o céu cinzento, visíveis a quilômetros de distância. O coração dela disparou, e ela esporeou o cavalo, ignorando o cansaço dos últimos dois dias de viagem.

— Helena, espere! — gritou Gabriel atrás dela. — Pode ser uma armadilha!

Ela não ouviu. Ou ouviu, mas não importava.

A cidade que encontrara paz, que lhe dera abrigo quando ela mais precisava... ardia diante de s
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  • A Bebé Secreta Do Bilionário    35.1

    ---Ela partiu ao amanhecer do dia seguinte.Aurora abraçou-a longamente, suas lágrimas molhando o ombro de Helena.— Escreva.— Vou escrever.— E volte.— Sempre volto.Gabriel deu-lhe um abraço rápido, seus olhos brilhando.— Cuide-se.— Você também.Silas simplesmente tocou sua mão, seus olhos vazios mas gentis.— Obrigado, Helena.— Por quê?— Por me dar um propósito.Helena sorriu, tocando seu rosto.— Cuide das flores, Silas.— Sempre.Ela montou em seu cavalo e partiu, descendo a colina em direção à estrada que levava ao sul. Não olhou para trás — não precisava. Sabia que eles estariam lá, esperando, sempre.A estrada se estendia diante dela, longa e incerta. Helena não sabia para onde ia, nem o que encontraria. Mas não tinha medo.Pela primeira vez em muito tempo, não tinha medo.Ela cavalgou por horas, atravessando campos e florestas, cruzando rios e colinas. O sol moveu-se pelo céu, pintando a paisagem em tons de ouro e verde. Pássaros cantavam nas árvores, e o vento sussurr

  • A Bebé Secreta Do Bilionário    35

    EpílogoHelena acordou com o som de risos.Ficou deitada por um momento, os olhos fixos no teto de madeira, sentindo o peso familiar do corpo contra o colchão macio. O sol da manhã entrava pelas janelas abertas, trazendo consigo o cheiro de flores silvestres e terra molhada. Havia pássaros cantando do lado de fora, e vozes — vozes que ela conhecia, vozes que a faziam sorrir.Levantou-se lentamente, os pés descalços afundando no tapete tecido à mão. Vestiu uma túnica simples de linho e caminhou até a janela.O vale se estendia diante dela, verde e exuberante, banhado pela luz dourada do amanhecer. Vila Nova pulsava com vida — crianças correndo pelas ruas, comerciantes montando suas barracas, o rio brilhando ao longe como uma fita de prata. Não havia sinais do que acontecera meses antes. Nenhuma sombra, nenhum medo. Apenas paz.Helena sorriu.Saiu do quarto e desceu as escadas da cabana — a mesma cabana que seu pai construíra nas montanhas de Eld, agora restaurada, agora um lar. O cheir

  • A Bebé Secreta Do Bilionário    34.1

    Helena ficou em silêncio por um longo momento, o cristal pulsando em suas mãos.— Precisamos voltar — disse ela finalmente. — Precisamos enfrentar o Vazio.— Agora? — perguntou Gabriel.— Agora. Antes que ele fique mais forte. Antes que mais pessoas sofram.Eles saíram da cabana, o cristal envolto em um pano, guardado junto ao peito de Helena. O céu estava escuro agora, nuvens pesadas cobrindo o sol, e o vento uivava entre os picos como um lamento.— Helena. — Aurora aproximou-se. — Há algo que você precisa saber. Algo que Silas me contou antes de partirmos.— O quê?— O Vazio não é apenas a parte corrompida do seu pai. É também... uma parte sua.Helena parou.— O quê?— Quando Rafael criou o Coração, ele usou a si mesmo como âncora. Mas também usou você. Sua luz, sua inocência, sua esperança. O Vazio que foi libertado... ele contém uma parte de você também.— Como?— Não sei explicar. Mas Silas disse que, quando o Vazio for destruído, você também será afetada. Uma parte de você vai d

  • A Bebé Secreta Do Bilionário    34

    As montanhas de Eld erguiam-se contra o céu como garras de pedra, seus picos cobertos de neve eterna brilhando sob o sol pálido da manhã. Helena observou-as da base da trilha, sentindo o peso da memória pressionar contra seu peito.Conhecia aquelas montanhas. Conhecia cada curva do caminho, cada pedra, cada árvore retorcida que crescia teimosamente nas encostas íngremes. Seu pai a levara ali todos os verões, quando ela era criança — uma tradição que durara até o ano em que ele morrera.— Você está bem? — perguntou Aurora, aproximando seu cavalo.— Estou. — Helena respirou fundo. — Só... lembrei de coisas.— Coisas boas?— Sim. E isso torna tudo mais difícil.Gabriel, que vinha atrás, desmontou e começou a ajustar a sela.— Quanto tempo até a cabana?— Meio dia, se subirmos sem parar. Mas a trilha é traiçoeira. Pode levar mais.— Então vamos. — Gabriel olhou para o céu. — Não quero estar nas montanhas quando a noite cair.Helena assentiu, esporeando o cavalo. Eles começaram a subida em

  • A Bebé Secreta Do Bilionário    33.1

    Eles continuaram a caminhada, o silêncio da floresta pesando sobre eles.Finalmente, chegaram à caverna.Era uma abertura escura na base de uma colina, cercada por pedras cobertas de musgo. Havia algo de antinatural naquele lugar — uma sensação de frio que não vinha do ar, mas de algo mais profundo.— É aqui — disse Gabriel.Helena assentiu, acendendo uma tocha.— Vamos.Eles entraram.O túnel era estreito e sinuoso, descendo em direção ao coração da colina. As paredes eram de pedra negra, brilhando com uma umidade que parecia sangue. O ar era pesado, com um cheiro de terra e algo mais — algo que fazia o estômago de Helena revirar.Depois de vários minutos, o túnel se abriu em uma câmara.Helena prendeu a respiração.A câmara era vasta, muito maior do que qualquer coisa que ela esperava. E no centro, suspensas no ar como na caverna do Vazio, estavam as pessoas de Vila Nova.Elas flutuavam, seus corpos envoltos em fios de escuridão que pulsavam como veias. Seus olhos estavam abertos, m

  • A Bebé Secreta Do Bilionário    33

    O retorno a Vila Nova foi silencioso.Helena cavalgava à frente, seus olhos fixos no horizonte, seu corpo exausto além de qualquer coisa que já sentira. O ritual no Lago Espelhado consumira algo dentro dela — não sua vida, não sua alma, mas algo igualmente precioso. Ela sentia como se uma parte de si tivesse sido arrancada, deixando um vazio que pulsava com cada batida do coração.Aurora cavalgava ao seu lado, seu rosto pálido, seus olhos de mel agora mais escuros, mais velhos. Ela não falara muito desde o ritual, e Helena notou que suas mãos tremiam levemente quando seguravam as rédeas.Silas vinha por último, sua figura frágil balançando na sela. Ele parecia menor agora, como se o ritual tivesse drenado o pouco que restava dele. Mas seus olhos ainda brilhavam com uma centelha de consciência — algo que Helena não vira antes.— Quanto tempo até chegarmos? — perguntou Aurora, sua voz rouca.— Dois dias, se mantivermos o ritmo — respondeu Helena.— Não sei se consigo manter o ritmo.— N

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