LOGIN— Ai, meu Deus! — Exclamou Bruna, em pânico. Ela entrelaçou os braços ao redor do meu pescoço, jogando todo o peso do seu corpo esbelto contra o meu.No segundo seguinte, nossos olhares se cruzaram. Estávamos a meros centímetros de distância, tão perto que eu podia sentir o calor da respiração dela batendo no meu rosto. Bruna ficou paralisada, processando a cena. Quando a ficha caiu, a pele perfeita dela assumiu um tom vermelho vivo.— Gustavo, seu idiota! Você fez isso de propósito só para se aproveitar de mim! — Protestou ela, cheia de pudor e timidez. Em seguida, ela fez um esforço para se firmar nas próprias pernas e soltou o meu pescoço. Mas não demorou nem dois segundos para ela cambalear de novo, traída pela dor aguda no tornozelo. Fui rápido e ofereci apoio para que não caísse, sem conseguir segurar uma risada anasalada.— Olha, admito que a minha mão escorregou da primeira vez, mas agora foi você quem se jogou em mim. Como é que eu estou me aproveitando? — Brinquei, tentando
Diante dos membros da Facção Dragão, a tensão de Bruna era visível. Ela hesitou por um instante, transparecendo o nervosismo antes de quebrar o silêncio. — Gustavo, você não está envolvido com o crime organizado, está? — Perguntou ela, com um traço de apreensão na voz.Balancei a cabeça de imediato para afastar aquela ideia absurda. Eu nunca havia cruzado o caminho do submundo de Santa Maria, muito menos possuía qualquer ligação com as forças de Oeiras. — Já que você não precisa mais prestar contas ao Raul, por que continuou seguindo as minhas ordens agora há pouco? — Indaguei, incapaz de conter a curiosidade que me consumia.Duarte manteve a postura respeitosa e abaixou o tom de voz para responder:— A verdade, senhor, é que eu preciso de um favor.A peça que faltava no quebra-cabeça fez sentido. — Entendo o motivo. E o que você precisa de mim?— Senhor Gustavo, tenho uma irmã mais nova que estuda na Universidade de Oeiras. Ela acabou se metendo em apuros com pessoas muito influent
— Vai se foder, seu gordo inútil! Você chama arrumar briga com o Sr. Gustavo de cobrar uma dívida? Isso é pedir para morrer! Quer se jogar de um penhasco, pule sozinho, mas não puxe a gente junto para o buraco! — Duarte esbravejou, com as veias do pescoço saltadas de puro ódio. Ele acenou para o grupo e ordenou. — Rapazes, o que esse lixo planejava fazer com o Sr. Gustavo, vamos fazer com ele em dobro. Acabem com a raça desse imbecil!— Pode deixar, Duarte!Com a ordem dada, os capangas cercaram Maurício feito uma matilha de cães selvagens. O que se seguiu foi uma tempestade de socos e pontapés sem qualquer pingo de misericórdia.— Ai! Parem com isso! Vocês enlouqueceram? Sou o vice-presidente do Grupo Alegria! Posso pagar mais, tenho dinheiro vivo! Ah, socorro! Por favor, já entendi o recado, eu estava errado! Vocês vão me matar desse jeito!Os berros e súplicas de Maurício preenchiam o ar sem parar. Em questão de minutos, ele estava coberto de hematomas profundos, com as roupas rasga
— Era só brincadeira, Bruna. Afinal, os homens acabam amadurecendo com o tempo. — Respondi em um tom descontraído, tentando quebrar o gelo após a nossa conversa anterior.— Que absurdo! Desde quando isso é sinal de amadurecimento? — Bruna retrucou com o rosto em chamas, parada no mesmo lugar. Ela hesitou por um longo momento, brincando com os próprios dedos, antes de falar com uma voz tão baixa que parecia um sussurro. — Gustavo, sei que devo muito a você. Se... se você de fato precisar de algum serviço especial, pode me falar. Eu posso pensar no seu caso.Ela aguardou ansiosa, mas o silêncio pairou no ar sem qualquer resposta.— Gustavo? — Chamou ela, erguendo o olhar.Foi então que Bruna percebeu que eu já havia me afastado. Caminhei por conta própria até a espaçosa sala de jantar e estava ali, alheio a tudo, admirando a vista deslumbrante do jardim através das imensas portas de vidro."Ele estava mesmo brincando... Que vergonha absurda. Desde quando você ficou tão desesperada para s
— Foi excelente. — Respondi, encarando a postura submissa do gerente e captando a situação de imediato. — Mas e essa papelada toda?— O Sr. Raul fez questão de transferir o valor integral da propriedade logo cedo. Se a casa for do seu agrado, basta o senhor assinar aqui na linha pontilhada. E a comissão da Bruna vai cair na conta dela neste exato momento! — Explicou ele, com um sorriso de orelha a orelha, estendendo uma caneta de luxo na minha direção.Saber que o pagamento da Bruna estava garantido foi o incentivo que faltava. Sem perder tempo com burocracias desnecessárias, peguei a caneta e deixei a minha assinatura no papel.O rosto do gerente se iluminou. Ele enfiou a mão no bolso da calça, puxou o celular e se virou para a funcionária transbordando animação: — Trabalho impecável, Bruna! Pega o seu celular aí que eu vou transferir a sua comissão agora mesmo!— Como assim, chefe? — Ela arregalou os olhos, estupefata. — Não tem que passar pela triagem do setor financeiro primeiro?
— Tudo bem. — Murmurou Bruna, com a voz suave. O calor das minhas mãos sobre as dela a fez estremecer de leve, e ela concordou com o rosto tomado por um rubor adorável. No entanto, a nossa tranquilidade durou pouco. Assim que nos viramos para cruzar a porta de entrada da mansão, fomos interrompidos pela expressão sombria de Maurício, que avançou a passos pesados e agarrou o outro pulso de Bruna com extrema violência.— Espera aí! — Rosnou ele, transbordando agressividade. — Quem você chamou de zé-ninguém, seu moleque? E quem é que vai quebrar a cara de quem?O aperto do homem era brutal. A dor e a repulsa ficaram evidentes no rosto da garota, que tentava se soltar daquele aperto de ferro sem sucesso. Diante daquela cena, meu sangue ferveu e uma frieza cortante tomou conta do meu semblante.— Tira essas patas de cima dela agora. — Avisei, com o tom de voz gélido e letal. — Se não soltar, eu não vou nem esperar o contrato de compra ser impresso para arrebentar a sua cara na frente de t