LOGINCapítulo 248Apertou a cintura dela e aprofundou o beijo.Quando os lábios se separaram, ela continuou com o braço ao redor do pescoço dele. Os dois respiravam um pouco mais rápido.— Você me beijou.Ela sorriu.— Beijei.— Depois de duas taças de vinho.O sorriso diminuiu.— Não estou bêbada.— Eu sei.— Então não use isso como desculpa para fingir que eu não sabia o que estava fazendo.Silêncio. Aproximou novamente o rosto.— Eu sabia.Dessa vez, beijou mais devagar e ele correspondeu. Deslizou as mãos pelas costas dela e a trouxe um pouco mais para perto. O beijo ganhou intensidade, fazendo ela sentir um arrepio quando os dedos dele apertaram suavemente sua cintura.Não tinha dúvida naquele toque. Ele a desejava. E saber disso fez o coração dela acelerar ainda mais. Quando se afastaram novamente, encostou a testa na dele.— Acha que as coisas estão confusas?Ele sorriu.— Agora estão muito piores.Ela também riu.— Ótimo.— Ótimo?— Eu não gosto de sofrer sozinha.Ela tocou os lábi
Capítulo 247Esmeralda passou os dois dias seguintes sem ir ao apartamento. Trabalhou no hospital durante o dia, teve aula presencial à noite e ainda precisou adiantar um trabalho que seria entregue naquela semana. Mesmo assim, trocaram algumas mensagens.Na quinta-feira, Esmeralda saiu do hospital no meio da tarde e encontrou uma mensagem enviada poucos minutos antes."Vai ter aula hoje?"Ela respondeu enquanto caminhava."On-line. Por quê?"A resposta demorou um pouco."Quer jantar comigo hoje?"Esmeralda parou de andar e leu novamente. Não era um pedido para passar no apartamento.Um sorriso apareceu antes que pudesse evitar."Quero."***Ele deixou o celular sobre a mesa. Não tinha sido difícil.Gael marcou o jantar para depois da aula dela. Escolheu um restaurante tranquilo, fez a reserva e avisou ao motorista.No começo da noite, tomou banho e se arrumou sem pressa. Escolheu uma camisa escura e uma calça que facilitava sua rotina com a cadeira. Quando terminou, parou a cadeira d
Capítulo 246 Nos dias seguintes, os olhares demoravam mais, ganharam outro significado e Gael parecia pensar duas vezes antes de permitir que a proximidade entre eles ultrapassasse uma distância segura. À tarde, chegou ao apartamento pouco depois das três. Tinha acabado de terminar a fisioterapia e estava sozinho. Vicente não aparecia todos os dias como nas primeiras semanas depois da alta. Aos poucos, retomava a própria rotina, exatamente como queria. Ela tocou a campainha. Quando ele abriu a porta, Esmeralda levantou a sacola que carregava. — Trouxe suborno. — Comida? — Bolo. — Entre. Ela riu e passou por ele. — Impressionante como é fácil comprar você. — Depende do bolo. Foi para a cozinha enquanto Gael fechava a porta. Quando voltou para a sala, encontrou alguns objetos sobre o sofá e uma mala aberta no chão. — Vicente está indo embora? — Oficialmente. Só esqueceu metade da existência dele aqui. — Entendi. — Disse que vem buscar o restante hoje. Ela olhou para uma
Capítulo 245 Na manhã seguinte, acordou antes do despertador e ficou olhando para o teto, tentando entender por que tinha acordado tão cedo. Foi então se lembrou do olhar que trocaram na noite anterior. Ela fechou os olhos e puxou o lençol até o rosto. — Que maravilha... Não estava arrependida de nada porque, tecnicamente, nada havia acontecido. O problema era justamente esse. Estava plenamente consciente de que sentia atração por ele. E precisaria sair do quarto e encontrá-lo na cozinha como se não tivesse passado parte da noite pensando em como seria o gosto da boca dele. Tomou banho, vestiu o uniforme e prendeu os cabelos. Quando entrou na cozinha, ele estava acordado preparando café. — Bom dia. Ele se virou para ela. — Bom dia. Ela pegou uma xícara. — Dormiu bem? — Sim. E você? — Também. Ele serviu café para os dois e perguntou: — Que horas começa seu plantão? Conversaram sobre tudo, menos nos acontecimentos da noite anterior. Quando terminou o café, pegou a bolsa
Capítulo 244 Alguns dias depois, Esmeralda chegou ao apartamento no começo da tarde e encontrou a porta aberta. Dois homens retiravam uma caixa grande da sala enquanto Gael observava uma cadeira de rodas motorizada. Ela fechou a porta e perguntou: — Cheguei numa mudança? Ele olhou para ela. — Troca de veículo. Ela deixou a bolsa sobre o sofá e se aproximou. — É nova? — Acabaram de entregar. Um dos homens terminou de explicar os últimos detalhes sobre os controles, entregou alguns documentos e se despediu. Assim que saiu, Esmeralda caminhou ao redor da cadeira admirando a tecnologia. — Gostei. — Nem sentei ainda. Ela riu. Ele fez a transferência sem ajuda e se acomodou. Ajustou a posição, examinou o controle e movimentou a cadeira alguns centímetros para a frente. — Cuidado com a parede. — Eu sei dirigir. — Isso não é um carro. — Tem motor. — Argumento irrefutável. Ele movimentou o controle e fez uma curva pela sala. A resposta da cadeira era mais rápida do que espera
Capítulo 243Dois dias depois, Gael terminou a fisioterapia mais cansado do que gostaria de admitir. A sessão havia avançado para exercícios que exigiam mais força dos braços, do tronco e da perna preservada, além da preparação do membro residual para as próximas etapas da reabilitação.Depois do banho, viu uma mensagem de Esmeralda. Saio do hospital às duas. Precisa que eu leve alguma coisa?"Não. Tem comida suficiente para alimentar metade do prédio."Ela enviou um emoji rindo.Pouco depois das duas e meia, a campainha tocou. Ela entrou, usava jeans, camiseta, tênis e estava com os cabelos presos. A bolsa estava no ombro e segurava uma sacola de papel.— Eu disse que não precisava trazer nada.— E eu obedeci. Isso é meu.Ela retirou dois livros que uma colega havia emprestado.— Você gosta de ler além dos livros da faculdade?— Muito. Só tenho lido menos do que gostaria.— Eu também.— Medicina destruiu seu hábito?— Durante alguns períodos. Quando tinha tempo para ler, meu cérebro







