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Capítulo 32

Autor: Carla Cadete
last update Data de publicação: 2026-04-09 20:26:27

Capítulo 32

Dois dias depois, na noite do dia 24 de dezembro, Rafael terminou de arrumar os presentes embaixo da imensa árvore de Natal. As luzes piscavam devagar, refletindo nos enfeites dourados e prateados.

Ele tinha certeza de que os filhos acordariam felizes no dia seguinte. Daniel, mesmo já adulto, ainda se emocionava com a tradição familiar, e a pequena não cabia em si de ansiedade toda vez que via a pilha de pacotes embrulhados.

Olhou o relógio: quase duas da manhã do dia 25 Pegou o cop
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    Capítulo 209Algumas semanas depois...No apartamento de Téo e Melina. Luna e Leônidas haviam chegado com as meninas, Rafael e Maitê apareceram depois, e em questão de minutos a sala parecia pequena para tanta gente, bolsas, mantas e quatro bebês que, por algum milagre, nunca resolviam dormir ao mesmo tempo.Melina saiu do quarto carregando a filha e encontrou Téo no sofá com o menino apoiado contra o peito. Ele balançava o corpo devagar enquanto conversava com o pai. Ela sentou ao lado dele.Do outro lado da sala, Luna tentava fazer uma das meninas arrotar enquanto Leônidas caminhava com a outra nos braços.— Eu gostaria de registrar — disse Luna — que ninguém me avisou que crianças tão pequenas seriam capazes de comandar tantos adultos.Rafael ergueu as sobrancelhas:— Oi?— Eu, Leônidas, mamãe e o senhor.— Não me coloque nisso. Eu vim visitar.Maitê olhou para o marido.— Você chegou aqui e pegou uma delas antes mesmo de cumprimentar a própria filha.— Prioridades.Luna soltou uma

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    Capítulo 208Na sala de espera, o celular de Maitê tocou. Ela abriu a mensagem e arregalou os olhos.— Nasceram!Rafael levantou.— E estão bem?Os olhos dela estavam cheios de lágrimas.— As três estão ótimas.Melina abriu um sorriso e abraçou Téo. Ele passou os braços ao redor dela e fechou os olhos por um instante, sentindo a tensão abandonar seus ombros.— Parabéns, tio.Téo beijou seus cabelos.— Parabéns, tia.Rafael puxou Maitê para perto e beijou sua testa.— Mais duas, querida.Ela riu enquanto enxugava as lágrimas.— Quatro netos em poucas semanas.— E você ainda vai querer comprar presente para todos.— Claro.— Vou precisar aumentar o limite do cartão.Maitê riu baixinho:— Como se você reclamasse.— Não estou reclamando. Estou me preparando.Quando puderam entrar para ver Luna, Leônidas estava sentado ao lado da cama com uma das meninas nos braços. A outra estava aconchegada junto da mãe.Maitê começou a chorar novamente assim que viu as netas.— Mãe... — Luna riu. — Você

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    Capítulo 207Téo e Melina chegaram pouco depois e encontraram Rafael e Maitê na sala de espera. Maitê caminhava de um lado para o outro, incapaz de permanecer sentada por mais de alguns segundos, enquanto Rafael tentava aparentar tranquilidade.— Vocês chegaram — disse Maitê assim que os viu.Melina sorriu e se aproximou para abraçá-la.— Vai dar tudo certo.— Eu sei. Só queria estar lá dentro.Rafael levantou e passou o braço ao redor da cintura da esposa.— Luna está com Leônidas. E pelo que disseram, estão bem.Maitê suspirou.— Eu sei. Mas sou mãe. Tenho direito de ficar nervosa.— Tem — concordou Rafael. — Só não precisa abrir um caminho no chão de tanto andar.Ela lançou um olhar indignado para o marido, mas aceitou sentar ao lado dele.Téo aproveitou para se aproximar de Melina e colocou a mão em suas costas.— Quer sentar também?Ela olhou para ele.— Estou bem.— Só perguntei.Rafael sorriu.— Ele sempre foi assim?— Piorou depois que os bebês nasceram.— Estou aqui — avisou

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    Capítulo 206 No fim da tarde, seus pais já tinham ido. Melina estava sentada no sofá amamentando a filha enquanto Téo segurava o menino, que tinha acabado de mamar e parecia disposto a dormir novamente. — Acho que sua mãe vai enlouquecer quando os bebês da Luna nascerem — comentou Melina. — Vai piorar. — Quatro bebês praticamente ao mesmo tempo. — Não quero pensar nisso. Melina riu. — Por quê? — Porque ela já compra coisas demais para dois. — Ela está feliz. — Eu sei. — Téo olhou para a filha nos braços de Melina. — E eu gosto de vê-la assim. O celular tocou na mesinha ao lado do sofá. Téo olhou para a tela, era sua gêmea. Atendeu rapidamente: — Se você estiver ligando para perguntar se pode vir ver os bebês, a resposta é não. Você deveria estar descansando. A irmã ficou em silêncio por um momento. — Téo... O tom da irmã fez o sorriso dele desaparecer do rosto. — O que aconteceu? — Acho que chegou a minha vez. Ele ficou imóvel. — O que foi? — Melina perguntou ao ver

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    Capítulo 205Os primeiros dias depois da chegada dos gêmeos transformaram completamente a rotina de Téo e Melina. Após anos, os horários do presidente do Hospital Valença deixaram de ser determinados por reuniões, compromissos e decisões importantes. Agora, duas pessoas minúsculas que sequer sabiam que ele comandava alguma coisa decidiam quando ele dormiria, comeria ou conseguiria tomar um banho tranquilo.Téo não parecia se importar. Desde que levou Melina e os bebês para casa, reduziu drasticamente o trabalho e passou a resolver apenas o indispensável. Leônidas assumiu parte das responsabilidades que normalmente chegariam até ele, embora estivesse prestes a enfrentar a própria revolução doméstica. A gravidez de Luna também se aproximava do fim, e os bebês poderiam nascer a qualquer momento.Naquela manhã, Melina acordou e encontrou o lado de Téo vazio. Ainda sonolenta, olhou para o berço ao lado da cama e viu apenas a filha dormindo. O irmão também não estava.Ela levantou devagar.

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    Capítulo 204 Duas semanas haviam se passado desde o atentado contra Téo. A vida começava a recuperar a normalidade, embora algumas coisas tivessem mudado. A segurança da família foi reforçada, principalmente nos deslocamentos de Téo e Melina, e Rafael não discutiu quando o filho determinou que os pais também teriam proteção. Depois de descobrir que o homem responsável pelo ataque carregava um ressentimento antigo contra ele, não pretendia correr riscos desnecessários. O pai de Calista continuava preso. As provas encontradas no carro, somadas à perseguição, aos disparos e aos depoimentos dos policiais, tornaram a situação bastante séria. Calista colaborou com tudo o que sabia e entregou as mensagens e informações que ainda possuía das conversas anteriores com o pai. Téo não a responsabilizou pelo que aconteceu. Ela havia recusado ajudá-lo e, durante meses, acreditou sinceramente que o homem tinha desistido. Ainda assim, levou alguns dias para conseguir retornar ao trabalho sem senti

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