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Tchau, Paraíso!

last update publish date: 2026-10-01 05:55:05

Diego

( Voltando a fita de novo...)

Passamos o dia vinte e nove de junho no melhor dos desfrutes, como se vivêssemos uma quadrilha particular a dois no nosso ninho secreto.

​A tarde chega calma e, após uma leve soneca, a minha noiva pega sua câmera e decide que é hora de trabalhar.

Trabalhar? Não é possível...

Fico deitado na cama, com os braços cruzados sob a cabeça, observando com intenções puramente "pecaminosas" a mulher maravilhosa que tenho ao meu lado. Usando uma lingerie rosa, ela se po
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    VeraA noite cai sobre a Fazenda Magalhães. Estou aqui, sentada na varanda, com a presença incômoda da beata abelhuda por ordens expressas do Padre.​De repente ouço o barulho dos pneus do carro. É o motorista trazendo o meu homem! JAo avistar Jerônimo em sua cadeira de rodas, eu me derreto todinha num sorriso largo e radiante. ​Jerônimo desliza com a cadeira até a varanda, exalando aquele charme caipira e perigoso que só ele tem. Ele para bem diante de mim e, com a postura de cavalheiro, pega a minha mão com delicadeza e deposita um beijo suave.​A beata solta um suspiro de encanto. Ela nos observa, achando que o nosso noivado é o exemplo máximo da pureza cristã. Mal sabe ela o fogo debaixo desta minha saia!​— Boa noite, minha Florzinha... — diz Jerônimo, olhando bem no fundo dos meus olhos com um brilho malicioso.​— Boa noite, meu amor! Que saudade... — respondo, sentindo minhas bochechas esquentarem.​Sem perder o ritmo, Jerônimo se inclina um pouco para o lado, alcança duas

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    ​Ora, ora! No hotel, a Operação Sentinela do padre ganha mais um dia dramático: nada de rala e rola e muita judiação.​A beata Alfa é uma vigilante das mais terríveis e já notou o que andamos fazendo. Qualquer descuido rola uns amassos escondidos na recepção. Por isso, a velhota muda de estratégia e se mete entre mim e o meu lindo para impedir qualquer vestígio de "mão boba".​Mas ela não contava com a minha sagacidade! Numa boa conversa de boteco com meus contatos da esquina, descubro o ponto fraco da mulher: pipoca. Nada melhor, portanto, do que colocar em prática a minha infalível estratégia de "cinema em casa".​Seguindo o meu plano à risca, Jackson simula o convite em tom casual:​— Lê, que tal a gente assistir a um filminho? Tem um bem massa que tô a fim de ver!​— Ah, que máximo, Bebê! — respondo, entrando na encenação. — Vou só chamar minha mãe para tomar conta da recepção e a gente vai assistir. Ali atrás tem uma salinha de entretenimento perfeita.​Ao escutar isso, a beat

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    DiegoNa volta para casa, logo após me despedir de Janaína, percebo uma moto estacionada perto da varanda. Fico imediatamente em alerta.Em seguida, escuto passos apressados e reconheço de quem são.​— Graças a Deus que chegou, Diego! — diz mamãe, com a voz falhando de preocupação.​— O que aconteceu, mãe?​Ela se aproxima mais e sussurra, olhando para trás:​— Gláucia tá aí te esperando lá na sala.​A notícia me deixa completamente perplexo. Que diabo essa mulher quer?​— Tá... Vou falar com ela.​— Quer que eu fique por perto? Desde que chegou Gláucia está o tempo todo grudada no celular, com uma cara péssima.​— Não se preocupe, mãe. Eu me resolvo com ela.​Entro na sala a passos firmes e avisto Gláucia sentada no sofá, de pernas cruzadas e exibindo um sorriso irônico.​Com voz melosa e arrastada, ela segue as palavras com lentidão, quase cantando:​— Oi, meu garanhão! Estava com tanta saudade... — E, levantando-se de forma ensaiada, vai falando: — Nós precisamos conversar!​Arre

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    Janaína A solução encontrada por Diego me deixa orgulhosa e não me contenho: dou um passo à frente e o abraço comovida, afundando o rosto em seu pescoço por alguns segundos.​A tarde, que começou num clima de luto, transforma-se rapidamente num momento de leveza e descontração. ​— Diego... tu não existe, garotão — murmura a cafetina, abrindo um sorriso largo. Ela ergue o copo de cerveja num brinde solene. — Às minhas meninas e aos novos começos!​As garotas do cabaré estão exultantes com a notícia da oportunidade que terão no novo hotel. Entre risos, suspiros de alívio e abraços apertados em Lili e Diego, a energia do salão muda completamente. ​E o ponto alto da cena é o Sacristão. Menos preocupado agora com a língua do povo, ele conversa abertamente com cada uma das garotas.​— O importante, minhas filhas, é a intenção do coração e o trabalho digno! — prega ele, enquanto aceita um copo de guaraná oferecido por uma das meninas.​Diego me olha de lado e pisca, prendendo o riso dia

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