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NÃO É FAVORITISMO

Penulis: Dirtsa Aijem
last update Tanggal publikasi: 2026-09-09 00:50:37

~ALESSIA~

As conversas foram diminuindo pouco a pouco à medida que os diferentes chefes e conselheiros ocupavam seus lugares ao redor da longa mesa de reuniões da máfia Cardinale. Aquela sala havia voltado a se encher de vozes, mapas, documentos e homens acostumados a decidir o destino de organizações inteiras com uma única ordem. No entanto, ao contrário dos tempos do meu pai, agora todos aqueles olhares terminavam inevitavelmente sobre mim.

Eu era a Capo e aquela era a minha mesa.

Esperei
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  • A Gordinha Que Domou um Mafioso   C71: TÃO AGRADECIDA

    ~MINA~ Olhei para ele, perplexa, enquanto sua resposta ricocheteava pelas paredes do meu crânio. Artem teria que voltar e ia me deixar. Deus. Por que aquilo me incomodava tanto, se eu já devia saber que o tempo dele ao meu lado tinha prazo de validade e eu precisava aceitar? Ele já tinha feito o suficiente por mim. O que mais poderia fazer? Não podia abandonar sua vida por culpa de uma desconhecida por quem já tinha feito mais do que devia. Engoli em seco para desfazer o nó que começava a se formar na minha garganta. —Então você vai para Chicago? —murmurei, ainda sem querer aceitar. Artem assentiu como se estivesse dizendo algo bastante óbvio e eu não percebesse. Levantei uma sobrancelha e ele franziu a testa, tão mal-humorado como sempre, antes de me explicar as razões letra por letra. —Tenho que voltar. Maksim está há dias esperando que eu volte e já prolonguei isso demais. Baixei o olhar. Sabia que esse momento chegaria. Artem tinha uma vida, obrigações e uma organização

  • A Gordinha Que Domou um Mafioso   C70: O QUE FAREMOS AGORA?

    ~MINA~ Quando Artem parou o carro em frente à casa, baixei o olhar para Emiliano e descobri que ele tinha adormecido encostado em mim. Não soube exatamente em que momento isso aconteceu. Durante boa parte do caminho, ele tinha permanecido grudado em mim, ainda agarrado à minha camiseta, assustando-se de vez em quando mesmo depois que os tiros pararam de nos perseguir. Pouco a pouco sua respiração foi ficando mais lenta até que acabou apoiando a cabeça contra meu lado e fechando os olhos, vencido pelo cansaço. Fiquei olhando para ele durante alguns segundos. Dormindo parecia ainda menor. Seis anos. Tinha seis anos e eu mal começava a descobrir como era seu rosto quando descansava. Artem desceu do carro e examinou os arredores com o olhar antes de abrir minha porta. —Vamos. Assenti, mas quando tentei me mexer, Emiliano fez um pequeno som e se aconchegou ainda mais contra mim. —Não quero acordá-lo. Artem olhou para o menino. —Não precisa. Deu a volta no carro e abriu a porta d

  • A Gordinha Que Domou um Mafioso   C69: NOS BRAÇOS DELE

    ~EMILIANO~ Aquele carro no qual aquelas pessoas tinham me colocado ia tão rápido que minhas costas se afastavam do banco toda vez que fazíamos uma curva. Agarrei-me onde pude, mas minhas mãos tremiam demais e eu não conseguia me segurar direito. Lá fora tudo passava transformado em manchas escuras e luzes que apareciam e desapareciam pelas janelas. Atrás de nós havia outro carro. Eu sabia porque toda vez que tentava olhar para trás via suas luzes se aproximando e porque de lá continuavam vindo aqueles barulhos que me faziam me encolher: tiros. Um soou muito perto. Alguma coisa atingiu a parte de trás do carro com tanta força que gritei. —Abaixem-se! —ordenou o homem que dirigia. Aquela mulher chamada Herminia me agarrou imediatamente. —Venha aqui. Tentei me afastar por reflexo, mas outro tiro retumbou atrás de nós e cobri a cabeça com os braços. —Não! Não, não, não! —Calma, meu amor. Abaixe-se comigo. Ela me empurrou para baixo com cuidado e se inclinou sobre mim. Senti seu

  • A Gordinha Que Domou um Mafioso   C68: NÃO VOU MACHUCAR VOCÊ

    ~MINA~ A pergunta atravessou meu peito como uma bala. O que eu era para Emiliano? Nada. Absolutamente nada. Uma desconhecida que tinha aparecido de repente no meio de uma estrada, cercada de tiros, sangue e morte. Eu sabia quem ele era. Sabia que era o bebê que tinham arrancado dos meus braços, o menino que eu acabava de encontrar depois de ter acreditado durante anos que estava morto. Mas Emiliano não sabia absolutamente nada sobre mim e eu não podia revelar quem eu era daquele jeito. Não ali. Não enquanto ele chorava e tremia diante de mim, com o rosto pálido e os olhos enormes, provavelmente tentando entender que diabos acabava de acontecer. Eu queria dizer que era sua mãe. Deus, como eu queria. Queria correr até ele, abraçá-lo e nunca mais soltá-lo, mas aquilo era o que eu precisava, não necessariamente o que ele precisava naquele momento. Engoli o nó atravessado na garganta e respondi a única coisa que me pareceu lógica naquele instante e no meio daquela situação fodi

  • A Gordinha Que Domou um Mafioso   C67: QUEM É VOCÊ?

    ~MINA~A pistola encostada na cabeça de Emiliano fez todo o resto desaparecer ao meu redor. Os homens mortos, o carro destruído, o cheiro de pólvora e os cacos de vidro espalhados sobre o asfalto.Eu só conseguia vê-lo.Estava a poucos metros de mim, tremendo nos braços de Lorena, com lágrimas escorrendo pelas bochechas e os olhos arregalados de puro terror. Através dos binóculos eu tinha pensado que aquele menino tinha algo meu. Agora que conseguia ver seu rosto com clareza, essa sensação me atingiu com tanta força que tive que prender a respiração.Não sabia se eram os olhos. O cabelo escuro. O formato das bochechas. Não importava. Só tinha a certeza de que aquele menino era Emiliano. Meu filho.E aquela desgraçada estava com uma pistola contra a cabeça dele.—Abaixem as armas —ordenou Lorena—. Agora!—Lorena, não faça uma estupidez —advertiu Artem.—Abaixem!Emiliano se encolheu com o grito dela.—Está bem —disse imediatamente e comecei a baixar minha pistola.—Mina, não —rosnou Ar

  • A Gordinha Que Domou um Mafioso   C66: ENTRE A CRUZ E A ESPADA

    ~ARTEM~Segui a caminhonete por vários quilômetros, mantendo distância suficiente para que o motorista não tivesse motivos para prestar atenção em nós.Não queria fazer isso perto de uma casa. Tampouco em uma área onde algum carro pudesse aparecer de repente e ficar preso no meio. Precisava de um trecho afastado, escuro e com espaço suficiente para me movimentar sem perdê-los.Mina permanecia em silêncio ao meu lado. Desde que eu tinha dito que aquela era a nossa oportunidade, tinha parado de fazer perguntas. Estava com o corpo tenso e o olhar fixo nas luzes traseiras da caminhonete.Eu também.Dois veículos passaram na direção contrária e continuei esperando o momento certo.Mais adiante apareceu uma curva seguida por um trecho longo, solitário, cercado de vegetação e sem uma única casa à vista.Era exatamente o que eu precisava.Pisei fundo no acelerador. O motor rugiu e Mina se virou imediatamente para mim.—Agora?—Abaixe-se.—Artem...—Mina, abaixe-se agora! —rugi.Ela não discut

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