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CAPÍTULO 24 — O EMBATE

Author: Gell Pereira
last update publish date: 2026-08-14 08:47:14

Enquanto o caos político rasgava o topo da hierarquia da matilha da Asa, na ala residencial da mansão principal, o cenário de tensão tomou outro rumo igualmente pérfido.

Annaluz encontrava-se recolhida em seu quarto, tentando recompor os cacos de sua alma após o vendaval de lágrimas da noite anterior, quando passos leves e familiares ecoaram no corredor. Antes que qualquer empregada pudesse anunciar, a porta do aposento abriu-se de supetão.

Kassandra cruzou o batente da porta. Ela vestia um tra
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    A luz suave e dourada da manhã despistava a penumbra da madrugada, filtrando-se delicadamente pelas frestas da cortina do quarto.Henry despertou primeiro, sentindo o corpo perfeitamente relaxado. Ao virar o rosto com cuidado, percebeu que Annaluz dormia profundamente aninhada ao seu lado, com a cabeça repousada diretamente sobre o seu ombro e uma das pernas jogada frouxamente por cima da dele, num abraço possessivo e inconsciente.Ele permaneceu imóvel por longos minutos, apenas olhando para ela com uma ternura avassaladora a brilhando em seus olhos verdes.— Tão linda... — pensou ele consigo mesmo, e um sorriso bobo brotando sem permissão. Sentindo o peito aquecer-se de uma forma que nunca experimentou antes.Com movimentos de uma extrema e cuidadosa cautela para não acordá-la, Henry foi se desvencilhando devagar do peso gostoso da perna e dos braços dela. Ajeitou o edredom sobre o corpo de Annaluz, deixando-a aconchegada, levantou-se na ponta dos pés, tomou um banho rápido e desceu

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    O relógio marcava exatamente duas horas da manhã. A madrugada estendia-se fria e silenciosa por toda a casa quando, de repente, Annaluz sobressaltou-se no escuro, acordando de um novo pesadelo com Valentin. O coração disparado, a respiração sufocada e o corpo inteiro tomado por tremores descontrolados não lhe deram margem para hesitar.Sem pensar duas vezes, ela levantou-se da cama às pressas, saiu do quarto na ponta dos pés e caminhou pelo corredor escuro até a porta do quarto de Henry. Girando a maçaneta com extrema suavidade para não fazer ruído, ela entrou. A luz prateada da lua cheia entrava pelas frestas da janela, desenhando sombras suaves no aposento. Henry dormia de bruços. Sem fazer alarde, Annaluz deitou-se na cama atrás dele, envolvendo a cintura firme do rapaz com os braços em um abraço trêmulo e desesperado.Henry despertou instantaneamente ao sentir o toque do corpo dela encostado nas suas costas. Ele tensionou por uma fração de segundo, mas logo reconheceu o cheiro doc

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 53 — LUA CHEIA

    Annaluz vestia apenas a camisa de Henry a mesma peça masculina que usou pela manhã tendo por baixo apenas uma calcinha de renda delicada. Silenciosa, ela desceu as escadas descalça em direção à cozinha para beber um copo d'água, imaginando que Henry ainda não tivesse retornado para casa devido ao horário avançado.Enquanto a água fresca descia por sua garganta, uma lembrança repentina e vívida do café da manhã invadiu sua mente, o instante exato em que virou o corpo e o encontrou parado ali, descalço e sem camisa, exibindo o tronco perfeitamente esculpido.— Ele estava tão... tão... — Annaluz pensou— Gostoso, Annaluz. Diga a verdade — completou Mia de imediato em sua mente, com um tom de puro divertimento.Annaluz arregalou os olhos, balançando a cabeça em negação com veemência.— Mia, o que é isso?! Onde foi buscar essa ousadia toda?Annaluz sobressaltou-se, corando na penumbra da cozinha— Ah, faça-me o favor, Annaluz, não se faça de boba! Você não é cega e muito menos de ferro. O

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 52 — O INICIO DA QUEIMAÇÃO

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    A casa estava envolvida em um silêncio pesado e sufocante, cortado apenas pelo crepitar distante do vento lá fora. Annaluz encontrava-se sozinha no quarto, sentada na beirada da cama, com os braços cruzados contra o peito e o olhar perdido fixo em um ponto qualquer da parede. A mente dela era um turbilhão de pensamentos desconexos, uma confusão exaustiva que parecia esmagá-la por dentro.Foi então que a voz suave e perspicaz de sua loba ecoou diretamente em sua consciência, cortando o nevoeiro mental.— O que foi, Annaluz...? — questionou Mia, com um tom de preocupação e curiosidade cuidadosa. — Você está extremamente estranha e distante desde a hora em que vimos aquela cena do Henry com a Rose na recepção... O que se passa na sua cabeça?Annaluz soltou um suspiro frustrado, fechando os olhos com força, como se quisesse apagar a imagem que teimava em repetir-se em sua mente. Ela respondeu em pensamento, debatendo-se com os próprios sentimentos.— Eu não sei explicar direito, Mia... Po

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