Inicio / Lobisomem / A Luna Rejeitade / Capítulo Dois: Encontrando o Alfa Supremo

Compartir

Capítulo Dois: Encontrando o Alfa Supremo

Autor: Ashante
last update Fecha de publicación: 2025-10-12 02:46:12

Gavin se aproximou, a preocupação estampada em seu rosto.

“Alfa Kane, ela ainda está viva?” perguntou, colocando o ouvido sobre o peito dela para verificar os batimentos cardíacos. No começo, não ouviu nada, mas depois pressionou com mais força e escutou um leve som. Um suspiro de alívio escapou de seus lábios.

“Alfa, ela precisa de tratamento adequado. O que fazemos?” Gavin perguntou com urgência.

“Vamos levá-la de volta para a matilha”, respondeu ele, farejando o ar.

“Pelo cheiro, posso dizer que ela é da matilha Lua de Sangue”, disse o Alfa Kane.

“Beta Gavin, coloque-a nas minhas costas”, ordenou ele.

Os olhos de Gavin se arregalaram. O Alfa nunca permitia contato físico com ninguém, muito menos com uma estranha. Ele se perguntou o porquê, mas obedeceu rapidamente.

“Felizmente, estamos indo nessa direção”, comentou Gavin.

O Alfa apenas assentiu, tomando a dianteira enquanto os outros o seguiam.

Ao chegarem ao território da matilha, os guardas da fronteira se afastaram imediatamente. A reputação do Alfa Kane o precedia.

Ele não era apenas um alfa, ele era o Alfa Supremo, o líder de todas as sete matilhas. Sua presença impunha respeito instantâneo.

“Bem-vindo, Alfa”, eles disseram em uníssono, com as cabeças abaixadas.

“Leve-me até o curandeiro da matilha”, ordenou Kane.

Um dos guardas deu um passo à frente para guiá-lo, mas seus olhos quase saltaram das órbitas ao ver a garota inconsciente nas costas de Kane. O Alfa percebeu sua reação imediatamente.

“Guie o caminho”, disse ele, sem deixar espaço para hesitação.

O guarda se virou rapidamente e começou a andar. Gavin chamou os outros.

“Esperem por nós aqui.”

“Quem é ela? Percebi pela sua reação que você a conhece.”

“S-sim, Alfa”, gaguejou o guarda. “Ela é Maya, a segunda filha do Beta da matilha. Mais cedo hoje, durante a cerimônia de coroação, ela foi rejeitada pelo nosso Alfa porque… tem um lobo fraco.”

O coração de Gavin se apertou.

“Isso explica por que ela estava fora do território da matilha e quase foi devorada por renegados”, murmurou Gavin, fazendo o guarda arregalar os olhos.

Gavin apressou o passo para acompanhar o Alfa Kane, mantendo os olhos fixos na forma inerte de Maya, que balançava levemente a cada passo dele.

O guarda empurrou a porta da cabana do curandeiro, e o cheiro forte de ervas encheu o ar. Uma mulher idosa surgiu, mas congelou ao ver o temido Alfa em sua pequena cabana.

“Sejam bem-vindos, meu Alfa e Beta”, ela cumprimentou com uma reverência, as mãos trêmulas.

“Cuide dela. Está gravemente ferida e perdeu muito sangue”, ordenou Kane.

A mulher engasgou ao reconhecer Maya e imediatamente começou a trabalhar, as mãos tremendo enquanto examinava o ferimento.

“Isso está além das minhas habilidades”, sussurrou, lançando olhares nervosos para o Alfa Kane.

Maya, que oscilava entre a consciência e o desmaio, ouviu aquilo.

Deusa da Lua, por favor, salve-me. Eu não quero morrer, orou em silêncio.

“O que você disse?” Os olhos de Alpha Kane se estreitaram. Sua voz baixa e ameaçadora fez a curandeira estremecer.

“Escute bem, mulher. Faça o que for preciso para trazê-la de volta à consciência. Amanhã virei buscá-la. Se ela não estiver acordada, você sabe o que isso significa”, disse ele, deixando suas palavras penetrarem profundamente.

“Vamos”, ordenou, e o guarda rapidamente tomou a dianteira.

Enquanto isso, na casa da matilha, o aroma de carne assada pairava no ar, misturado ao som de risadas infantis.

Zara sorria de orelha a orelha, carregando-se com um ar de orgulho.

Tornar-se Luna sempre fora seu desejo, e ela havia feito de tudo para que isso acontecesse. Por um instante, seus pensamentos voltaram-se para Maya, e seu sorriso vacilou, mas logo se recompôs, com os olhos brilhando de triunfo e desprezo.

Ela devia estar sofrendo muito após ser rejeitada pelo companheiro, mas Zara não se importava.

“Maya é uma perdedora, afinal”, murmurou com uma risadinha.

Ainda sorrindo, ela viu sua mãe se aproximar.

“Zara, você viu Maya?”, perguntou a Sra. Rhea, a preocupação estampada no rosto.

“Não, mãe. Talvez tenha se escondido, incapaz de suportar a vergonha da humilhação pública”, respondeu Zara, distraída.

“Oh, pobre Maya”, suspirou a mãe, afastando-se.

Zara revirou os olhos.

Não importa o que aconteça, Maya sempre estará abaixo de mim. Já fui longe demais para voltar atrás, e tenho certeza de que a Deusa da Lua está do meu lado.

Levantando-se, foi se juntar aos outros na comemoração. Risadas, taças tilintando e música alta a cercaram como uma coroa. Ela mergulhou na bebedeira até o mundo ao seu redor desaparecer e ficar completamente embriagada.

Enquanto isso, na cabana do curandeiro, a mulher recolhia os ingredientes necessários enquanto a poção fervia no fogão.

Quando terminou, apagou o fogo e despejou a poção em uma tigela. Segurando-a em uma mão e ervas frescas na outra, espremeu as folhas sobre o ferimento de Maya, mas a garota não se mexeu.

Ela pressionou com firmeza.

“Por favor, Maya, acorde… não quero ter problemas com o Alfa”, implorou a curandeira, quase chorando.

Pegou uma pequena quantidade da poção e forçou-a pela garganta de Maya.

Esperou dois minutos, mas nada aconteceu. Estava prestes a desistir quando Maya espirrou.

A curandeira deu um pulo.

“Maya, você consegue me ouvir?”, perguntou com esperança na voz.

“Atchim!”, Maya espirrou novamente, tentando se sentar, mas a dor em sua perna a fez deitar de novo.

“Onde estou?”, perguntou fracamente, olhando ao redor.

“Calma, Maya, você está segura aqui. Agora que está acordada, vamos continuar o tratamento”, disse a curandeira, e Maya assentiu.

Ela ajudou Maya a sentar-se, tomando cuidado para não tocar no ferimento.

“Aqui, beba isto”, disse, entregando-lhe um copo.

Maya pegou-o com as mãos trêmulas.

Ela levou o copo aos lábios, mas parou no meio do caminho, o cheiro forte misturado ao vapor a fez querer vomitar.

“Beba, Maya. Não quero provocar a ira do Alfa Supremo”, disse a curandeira, meio suplicando, meio ordenando.

Maya tomou um gole e fez uma careta. Quase cuspiu, mas o olhar da curandeira a fez mudar de ideia.

“Vou ter que te banhar com o restante da poção, isso vai ajudar o ferimento a cicatrizar mais rápido… sabe, já que o seu lobo não é tão forte quanto o dos outros”, a curandeira murmurou, um pouco constrangida.

“Todos fazem questão de me lembrar que tenho um lobo fraco”, disse Maya, com um toque de amargura na voz.

“Não foi isso que quis dizer, Maya”, tentou explicar, mas Maya não quis ouvir.

“Não gosto de tomar banho do lado de fora. Não posso ir pra casa?”

“Somos só eu e você, Maya. E eu sou uma mulher como você, não se preocupe, não vai demorar”, tranquilizou a curandeira.

“Está bem”, murmurou Maya.

A curandeira ajudou-a a tirar o vestido, mas quando seus olhos pousaram no corpo nu de Maya, ela ficou em choque.

“Pelo amor da Lua… quem fez isso com você, Maya?!” exclamou horrorizada.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • A Luna Rejeitade   Capítulo Trinta e Um: Confronto

    Rita voltou acompanhada de outros estudantes e de alguns professores que vinham correndo atrás dela, enquanto os conduzia de volta ao banheiro onde afirmava que algo terrível havia acontecido. Maya ouviu os passos se aproximando e rapidamente concentrou toda a sua energia em fazer com que as garras retraíssem de volta aos seus dedos normais antes que alguém pudesse vê-las.Ela saiu da cabine e tentou parecer o mais inocente e confusa possível, enquanto Rita apontava para ela com o dedo trêmulo e os olhos arregalados. Os professores olharam ao redor do banheiro, tentando entender que emergência os havia feito correr pelos corredores durante o horário de aula.“Eu vi com meus próprios olhos”, disse Rita, ofegante, enquanto encarava as mãos de Maya, que agora pareciam completamente normais. “Ela tinha garras saindo dos dedos, como algum tipo de animal, e tentou me atacar com elas.”O senhor Patterson e a senhora Johnson trocaram olhares céticos enquanto observavam Maya, que estava ali em

  • A Luna Rejeitade   Capítulo Trinta: Mostrando seu verdadeiro eu

    Rita ficou ali parada, com a mão pressionada contra a bochecha vermelha e a boca aberta em completo choque, porque ninguém jamais havia ousado encostar um dedo nela antes — e muito menos alguém como Aiden, que normalmente cuidava da própria vida. O suco de laranja ainda pingava do cabelo de Maya, caindo no chão e formando uma pequena poça ao redor de seus pés, enquanto todos no corredor continuavam encarando a cena em silêncio atônito.“Você acabou de me dar um tapa?”, Rita finalmente encontrou a voz, que saiu aguda e cheia de raiva enquanto ela olhava para Aiden com puro ódio nos olhos. “Você faz ideia em quem acabou de encostar?”Aiden manteve sua posição, embora Maya percebesse que suas mãos tremiam levemente ao lado do corpo e que seu rosto havia empalidecido ao perceber o que tinha acabado de fazer. Ele manteve os olhos fixos em Rita e não recuou, nem mesmo quando ela se aproximou, apontando o dedo diretamente para o peito dele.“Eu sei exatamente quem você é”, disse Aiden, com u

  • A Luna Rejeitade   Capítulo Vinte e Nove: Primeiro Dia

    Maya estava parada do lado de fora do prédio da faculdade e sentia o estômago se revirar em nós enquanto os estudantes passavam por ela pelas portas da frente. O prédio parecia enorme e intimidador, com suas paredes de tijolos vermelhos e incontáveis janelas que pareciam encará-la de cima. Ela puxou as alças da mochila e tentou acalmar a loba dentro de sua cabeça, que não parava de dizer para ela correr de volta para a floresta, onde tudo fazia sentido.“Escute com atenção”, disse Aiden ao se aproximar dela, mantendo certa distância para que os outros alunos não pensassem que eles tinham vindo juntos. A voz dele estava baixa e séria, e ele olhava para frente, não para ela. “Quando entrarmos, você não me conhece e eu não conheço você. Não somos família e não somos amigos. E é melhor você não me envergonhar lá dentro.”Maya se virou para olhá-lo, mas ele já estava caminhando em direção à entrada, e ela precisou se apressar para acompanhá-lo sem parecer que estava seguindo-o. Seus cabelo

  • A Luna Rejeitade   Capítulo Vinte e Oito: A decisão chocante

    Maya estava ajoelhada no chão da sala de estar, encarando a televisão quebrada, a tela estilhaçada em pedaços, fios soltando faíscas fracas. Suas mãos tremiam enquanto tentava entender o que havia feito. Os passos pesados de Aiden pararam na porta, sua respiração alta e irregular. Ela ergueu o olhar e viu o rosto dele se contorcer de raiva.“O que você fez com a minha TV?”, a voz de Aiden começou baixa, mas logo ficou alta e cortante. “Você faz ideia de quanto isso custou? Você simplesmente destruiu como se não fosse nada!”A garganta de Maya se apertou, e sua voz mal conseguiu sair. “Desculpa, eu não fiz por querer… eu achei que as pessoas lá dentro estavam presas, eu só estava tentando ajudá-las.”Aiden riu, um som cruel que fez Maya querer se esconder. “Presas? Dentro de uma TV? Eu sempre achei que você fosse burra, mas agora tenho certeza absoluta de que você não é deste planeta. Você não pertence a este lugar, só quebra tudo o que toca!” Ele deu um passo à frente, os punhos cerra

  • A Luna Rejeitade   Capítulo Vinte e Sete: Quebrando a Televisão

    Maya acordou com o som de vozes vindo do andar de baixo. Ela já morava com a Sra. Katerina havia duas semanas, e todas as manhãs seguiam a mesma rotina. A Sra. Katerina a recebia com um sorriso caloroso e roupas limpas, enquanto Aiden a encarava como se ela fosse uma praga indesejada que havia invadido sua vida perfeita.Ela se espreguiçou e saiu da cama, passando os dedos pelos cabelos embaraçados. O quarto rosa havia se tornado seu refúgio, o único lugar onde se sentia verdadeiramente segura dos olhares frios e das palavras duras de Aiden. A Sra. Katerina havia comprado roupas novas para ela, mas Maya ainda preferia os vestidos simples que a faziam lembrar de casa.Lá embaixo, ela podia ouvir a Sra. Katerina cantarolando enquanto preparava o café da manhã. O cheiro de panquecas subiu até o quarto, fazendo seu estômago roncar. Pelo menos a comida ali era boa, mesmo sendo diferente do que ela estava acostumada na matilha.Maya desceu as escadas, tentando pisar com cuidado no chão de m

  • A Luna Rejeitade   Capítulo Vinte e Seis: O Mundo Humano

    Eles seguiram viagem em silêncio, mas Maya não conseguia conter o encantamento diante das coisas estranhas e belas que via. Seus olhos se arregalaram ao avistar um arranha-céu.Que tipo de casa longa é essa? ela se perguntou.Quando um avião passou voando, ela cobriu os ouvidos rapidamente, assustada. Tudo o que ela fazia, a mulher percebia, mas escolhia permanecer em silêncio.Logo, entraram em uma ampla entrada de veículos, e o queixo de Maya caiu ao ver as frotas de carros estacionados ali.Essas pessoas têm tantas caixas que se movem sozinhas, pensou.Então seu olhar pousou sobre a mansão, e sua respiração falhou. Não era nada parecida com a que ela havia visto antes. A de Kane era o céu, mas esta… esta era o paraíso.“Sinta-se em casa, querida. Esta é sua casa agora”, disse a mulher.Maya não respondeu. Apenas continuou a encará-la de forma estranha.“Qual é o seu nome, se me permite perguntar?”, a mulher falou novamente.“Maya”, ela respondeu baixinho.“Maya? Nunca ouvi um nome

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status