เข้าสู่ระบบLuiz ficou confuso por um instante, sem entender a reação desesperada da amiga. Foi só quando viu Lola agarrar Luana pelo colarinho da blusa, com uma força tão bruta que quase a derrubou no chão, que ele acordou para a realidade. Ele partiu para cima da invasora, gritando a plenos pulmões:— Solta ela agora!Lola girou o bastão com agilidade e acertou um golpe em cheio no peito de Luiz, fazendo o rapaz cambalear para trás, sem ar. Antes que a situação piorasse, Sebastião surgiu do nada e amparou Luiz. Ele empurrou o rapaz para um canto seguro, agarrou um guarda-chuva comprido que estava no cabideiro. Com um movimento rápido e preciso, ele desarmou Lola, jogando o bastão dela longe.Lola soltou um gemido de dor e soltou Luana na mesma hora. Ela recuou alguns passos, tentando desviar do ataque implacável de Sebastião.— Luana! — Luiz correu até ela e a puxou para perto, com o coração na boca. — Você está machucada?Luana balançou a cabeça, ainda em estado de choque, alternando o olhar e
O semblante de Ricardo escureceu de repente, e um frio evidente transpareceu no fundo dos seus olhos.— Meu avô errou com a senhora. Se quisesse cuspir no túmulo dele, eu não moveria um dedo para impedir. Mas a senhora decidiu atacar pessoas inocentes.— Inocentes? — Glória soltou uma risada gélida, carregada de deboche. — Você acha mesmo que a sua avó era uma santa?Ele esfregou o mostrador do relógio com o polegar, mantendo a postura rígida.— O que a senhora quer dizer com isso?— Como você acha que o meu irmão morreu? Foi tudo culpa da Sofia! — Glória bateu a xícara na mesa com tanta força que o som ecoou abafado pela sala. O café quente transbordou, manchando a madeira polida. As pontas dos seus dedos ficaram brancas pela pressão. O ódio acumulado por décadas transbordou junto com as palavras. — Aceitei a traição do Rafael. Estava disposta a esquecer essa história e seguir em frente. Mas o meu irmão não suportou me ver sofrer e tentou exigir justiça por mim, apenas para ser humilh
Bernardo fugiu do olhar analítico dela, deixando escapar uma risada amarga e cheia de autodepreciação.— Você acha mesmo que eu fui implacável? A única coisa que fiz foi deixar que ela colhesse o que plantou. — Ele ergueu o rosto devagar, sustentando o olhar de Luana com uma intensidade sombria. — A Anabela é farinha do mesmo saco que os pais dela. Uma pessoa interesseira, que só se aproxima de quem tem poder e dinheiro. Você mesma foi testemunha do tipo de jogo sujo que aquela família é capaz de fazer!— Não estou aqui para defender o caráter dela. — Rebateu Luana. O seu rosto permanecia como uma máscara de tranquilidade, sem demonstrar qualquer alteração de humor. — Vi muito bem do que a família dela é capaz. Assim como também vi do que a sua família é capaz.Bernardo engoliu em seco, mergulhando em um silêncio constrangedor. Ele não tinha como negar as atitudes questionáveis que a sua própria família havia tomado ao longo dos anos.— Bernardo, não vou ser injusta. Você me estendeu a
José compreendeu com clareza a indireta carregada de ressentimento, mas preferiu manter o silêncio, ciente de que qualquer palavra seria inútil naquele momento.— Lola, minha querida, você não vivia dizendo que tinha vontade de conhecer Oeiras? — Perguntou Glória, virando-se para a mulher ruiva ao seu lado. O olhar da senhora, antes frio, agora transbordava um afeto genuíno. — Aproveite que estamos aqui e fique o tempo que desejar.Embora tivesse traços estrangeiros marcantes, Lola falava o idioma local com uma fluência impecável.— A decisão é toda sua, mãe. O tempo que a senhora decidir ficar, vou ficar ao seu lado. — Respondeu ela, com um sorriso doce.— Ela é... sua filha? — Indagou José, incapaz de disfarçar a surpresa que tomou conta do seu rosto.Glória acariciou as costas da mão da jovem com uma ternura maternal, suspirando de leve.— É verdade que não compartilhamos o mesmo sangue, mas fui eu quem a viu crescer e se tornar essa mulher maravilhosa. Se ela me chama de mãe com ta
Despertando dos seus pensamentos, Ricardo voltou a atenção para Luana. Ela estava concentrada, segurando uma caneta enquanto escrevia o seu pedido na fita colorida que havia acabado de pegar.— Ô moço bonito, não vai querer uma fitinha também para fazer um pedido? É baratinho, só quinze reais. O dinheiro ajuda a manter a igreja e ainda traz sorte! — Ofereceu uma dona sorridente que cuidava da banquinha, esbanjando a simpatia típica da região.— Vou querer sim. — Concordou Ricardo. Ele pegou o celular, escaneou o código PIX impresso na plaquinha da barraca e completou o pagamento. — Pode cobrar a dela junto.A vendedora entregou a fita nas mãos dele. Ricardo sacou a caneta-tinteiro que sempre carregava no bolso, traçou algumas palavras rápidas no tecido e, com gestos ágeis, amarrou a fita na grade de ferro da igreja. Todo o processo não levou mais do que alguns minutos, e Luana estava tão distraída com o próprio pedido que nem percebeu.Quando notou que ele se aproximava, ela cobriu a f
Na manhã seguinte, na sede do Grupo Ferraz.Fernanda entrou no escritório com uma xícara de café nas mãos, pronta para entregar alguns relatórios, mas estacou no lugar ao notar uma cena incomum. Ricardo já estava lá, concentrado nos documentos sobre a mesa. Pega de surpresa, ela escondeu o copo de café atrás das costas por puro instinto."Será que o mundo está virado do avesso? São apenas oito da manhã e ele nunca pisa na empresa antes das dez.", pensou ela, ainda processando o choque de ver o chefe trabalhando tão cedo.Ricardo assinou a última página com um traço firme, fechou a pasta e ergueu o olhar.— Vou precisar sair às nove horas. Deixo o restante dos assuntos da manhã nas suas mãos para resolver.Ela piscou, um pouco confusa com a mudança de rotina.— Mas o senhor José não tinha marcado uma reunião para o período da tarde?— Não vou me encontrar com ele. — Respondeu Ricardo, tampando a caneta-tinteiro com um cuidado excessivo. Havia um traço de alegria quase imperceptível no







