FAZER LOGINTaylor tenta se controlar ao ver que ela estava muito chateada. Mesmo assim, ele ordena que o siga. Alicia, sem ter outra escolha a não ser obedecê-lo, vai atrás dele para fora da balada. No caminho, pega o celular e começa a mandar várias mensagens para as amigas, pedindo que se desculpem com Marcos em seu nome. Quando Alicia está prestes a sair, lembra das pessoas que estavam do lado de fora e sente medo de que alguém tire fotos dela e coloque na internet. Ela olha para Taylor, que está parado na porta da saída esperando por ela, com os olhos frios e sem nenhuma emoção. Ela tenta imaginar o que se passa na cabeça dele e por que está sendo tão idiota e frio daquele jeito com ela. Ainda assim, precisava falar com ele e explicar que não queria sair sendo reconhecida. Mesmo que seus pais não fossem como a poderosa família Fidélis, ainda assim eram conhecidos, e com certeza não deixariam passar uma foto da única filha deles saindo de uma boate àquela hora da madrugada — e ainda por cima, menor de idade. Por isso, resolveu engolir o orgulho e pedir que Taylor a ajudasse a não ser reconhecida, do mesmo jeito que Marcos fez. — O que está esperando, Alicia? Vamos. — Taylor, poderia me ajudar a sair sem que alguém me reconheça? — ela falou um pouco nervosa, com medo de que ele recusasse e ela tivesse que enfrentar a multidão lá fora. Mas, antes que percebesse, ele se aproxima, coloca seu sobretudo sobre ela e a puxa para os seus braços, deixando-a surpresa. — Vamos. Ele fala encostando o rosto dela em seu peito e a conduz para fora. Havia muitas pessoas ao redor, inclusive paparazzi esperando para conseguir uma foto. Mas ele já havia instruído os seguranças a cercarem a entrada e deixarem o carro pronto para partir. Também não queria que as pessoas falassem mal de Alicia ou inventassem coisas a seu respeito. Alicia se sentia nervosa por estar tão perto dele. Era a primeira vez que tinham um contato tão próximo, e seu coração batia tão rápido que ela achou que fosse sair pela boca. Eles passam pelas pessoas, que ficam curiosas para saber com quem o herdeiro dos Fidélis estava saindo. Ele havia entrado com uma loira, mas agora saía com uma mulher de cabelos castanhos. A multidão ficou alvoroçada, tentando se aproximar, o que dificultou o trabalho dos seguranças. — Senhor, acho melhor entrarem logo no carro — disse o segurança, abrindo a porta do carro importado, um Bugatti Divo, para eles entrarem. Taylor não disse nada. Ajudou Alicia a entrar e logo em seguida entrou também. Ela se sentou o mais longe possível dele, se mantendo distante. Tirou o blazer e o olhou, depois que o segurança trancou a porta. — Obrigada — disse, devolvendo o casaco, mas mantendo a distância. Estava com raiva da atitude dele. Taylor parecia uma pessoa completamente diferente da que ela conhecia. — Alicia, sei que está com raiva, mas aquele lugar não é para você. Seus pais não gostariam de saber que estava numa balada com um cara estranho — ele falou, tentando ao máximo se controlar. Ela estava diferente naquele vestido, com as curvas reveladas e os seios destacados por um decote sedutor. Até ele, que a via como uma criança, agora se sentia seduzido. Sentia os nervos queimarem, sua ereção latejar — e isso o deixava sem conseguir raciocinar direito. — Quem é você para dizer o que é ou não lugar para mim? E mais: Marcos estuda na mesma faculdade, e a família dele também é conhecida. Tenho certeza de que ele nunca me faria mal. Minhas amigas estavam lá. Quem não é confiável é você! Vive envolvido em escândalos com várias mulheres. Só aceitei vir porque meu erro foi não avisar meus pais. Agora, quero que me leve para a casa da Letícia — falou brava, com os olhos lacrimejando de raiva. Precisava sair de perto dele. Taylor se sentiu estranho ao ouvir que Marcos era mais confiável do que ele. Um ciúme o consumiu por dentro. Aproximou-se dela, encarando-a profundamente nos olhos. — Você já me esqueceu, Alicia? — sua voz era suave. Ela sentiu a proximidade dele e seu corpo reagiu. Quando ele eliminou a distância entre eles, olhou para seu rosto vermelho. — Me responda — sussurrou bem perto de seu ouvido, deixando-a ainda mais nervosa. Como ela não respondia, Taylor se aproximou ainda mais de seus lábios rosados e, quando percebeu, já estava beijando-a. Alicia ficou sem reação no início, mas era evidente que seu coração disparava como o dele. O gosto doce dos lábios dela o enfeitiçava, e logo o beijo foi correspondido. Seu desejo só aumentava. Quando se deu conta, já era tarde para voltar atrás. Alicia o permitiu e sua língua encontrou a dele em um beijo intenso e apaixonado. Ele também queria aquele beijo — só Deus sabia o quanto estava se segurando para não ficar com ela. Ele também queria aquele beijo — só Deus sabia o quanto estava se segurando para não ficar com ela. Alicia sentia as pernas tremendo, os pensamentos confusos, e o coração como se quisesse sair do peito. Era o seu primeiro beijo. E justo com ele. Não com Marcos, como tinha imaginado. Não com alguém doce e calmo, mas com Taylor — o cara que a irritava, a provocava... e agora, a beijava de um jeito que parecia que o mundo ao redor tinha parado. Quando os lábios dele se afastaram, por um instante, ela ficou sem ar. Abriu os olhos devagar, ainda sentindo o gosto dele nos seus. O silêncio entre eles era denso. Os dois se olhavam, como se tentassem entender o que acabara de acontecer. — Por que fez isso? — ela sussurrou, com a voz embargada. — Porque eu não aguentava mais fingir que você era só uma garotinha — ele respondeu, sério, passando os dedos pelo próprio cabelo, frustrado consigo mesmo. — Porque eu estou enlouquecendo com você, Alicia. Ela não sabia o que responder. O orgulho queria gritar com ele, jogá-lo para longe, mas seu coração estava traindo sua razão. Ainda assim, respirou fundo e recuou um pouco no banco. — Isso não muda nada, Taylor. Você não manda em mim. E isso que aconteceu... foi um erro. Ele riu de leve, um riso irônico. — Um erro que você também quis. — Não! — ela respondeu rápido demais, mas o rubor em seu rosto a entregava. — Me leve para a casa da Letícia. Agora. Taylor olhou pela janela, fechou os olhos por um momento e assentiu. — Como quiser. O restante do caminho foi silencioso. Alicia olhava fixamente pela janela, lutando para entender o que sentia. Lá fora, a cidade seguia iluminada, viva, barulhenta. Mas dentro daquele carro, tudo parecia suspenso — como se o tempo estivesse esperando por uma resposta que ela mesma ainda não sabia dar. Quando o carro parou em frente à casa da amiga, Taylor finalmente a encarou. — Boa noite, Alicia. Ela hesitou, com a mão na maçaneta. Queria dizer algo, qualquer coisa que desfizesse aquele clima estranho. Mas apenas respondeu: — Boa noite. E saiu, sem olhar para trás. Seu coração ainda batia acelerado. Ela sabia: aquela noite mudaria tudo.
AliciaA casa estava silenciosa. Já haviam se passado dois meses desde o nosso casamento.Taylor segurou minha mão com força, e aquele simples gesto fez meu coração disparar.— Finalmente… estamos sozinhos — disse ele, com o sorriso que sempre me desarma.Sentei-me ao lado dele no sofá da suíte, a cabeça encostada em seu peito. Ele passou os dedos pelos meus cabelos com ternura, como se quisesse memorizar cada detalhe meu, cada gesto, cada expressão.— Sabe, nunca pensei que a vida pudesse ser tão perfeita — sussurrou ele.— Perfeita porque estamos juntos — respondi, fechando os olhos e sentindo cada batida do seu coração junto ao meu.Ele sorriu e me puxou mais para perto, envolvendo-me em um abraço caloroso.— Tenho uma surpresa… para celebrar nossa nova família — disse, entregando-me o ultrassom.Olhei para a tela e meu coração quase saiu pela boca. Dois pequenos corações pulsavam ali, lado a lado, mostrando que já estavam conectados desde o início.— São nossos bebês? — falei, emo
Aliciaquando abri os olhos naquela manhã o sol já clareava o quarto.O dia tinha chegado.O dia em que me tornaria oficialmente Alicia Fidélis de verdade — diante de Deus, da família… e de todo o mundo.Pelas janelas do hotel, eu podia ver os preparativos acontecendo como em um sonho: carros chegando, fotógrafos se posicionando, repórteres ajustando microfones. O casamento Fidélis já era notícia global.Suspirei, tentando me acalmar.— Está pronta, futura senhora Fidélis? — perguntou Camila, entrando com um sorriso travesso.Atrás dela, Laura e Bianca traziam o véu cuidadosamente dobrado.— Pronta não… mas feliz, sim — respondi, sentindo as lágrimas ameaçarem cair.O vestido era digno de uma princesa moderna: seda branca, bordada à mão com cristais italianos, uma cauda longa que parecia brilhar sozinha. No busto, um delicado detalhe dourado.Quando me olhei no espelho, vi não apenas uma noiva, mas uma mulher que tinha enfrentado o impossível e vencido.TaylorDo outro lado, o salão d
AliciaJá se passaram alguns dias desde que chegamos ao Brasil, e a correria só estava começando. A lista de convidados do casamento estava sendo enviada, e minhas amigas estavam radiantes com a notícia. Ficaram ainda mais animadas quando souberam que seriam minhas madrinhas.Camila e Laura também viriam da Itália — e, claro, seriam madrinhas ao meu lado. Taylor convidou seus amigos, todos com suas esposas, para serem os padrinhos. Estava tudo saindo melhor do que eu poderia imaginar.Os enjoos, por outro lado, estavam me tirando do sério. A cada dia pareciam aumentar, mas minha barriga ainda não mostrava nenhum sinal dos gêmeos. Ou gêmeas. Ou — quem sabe — um casal, já que o médico havia explicado que estavam em “saquinhos separados”.Entre uma consulta e outra, ainda havia outro motivo para comemorar: a inauguração da nova filial da Consolin Assessoria. Ver meu sonho tomando forma no meu próprio país me enchia de orgulho.— Vamos, querida, ou vamos nos atrasar para a inauguração da
TaylorOs carros já estavam prontos para a partida. Peguei Alicia no colo com cuidado e desci do avião, ainda com ela adormecida entre meus braços. Acomodei-a ao meu lado no carro, enquanto seus pais se despediam. Eles preferiram seguir para o hotel que havia reservado, e eu não discuti — apenas respeitei a decisão deles.Seguimos então em direção à casa dos meus pais. Eu sabia que minha irmãzinha já devia estar ansiosa, esperando por nós junto com eles.Alicia começou a abrir os olhos, sonolenta, me olhando com aquele jeitinho tímido por ter dormido tanto sem perceber. Quando se deu conta, já estávamos quase chegando à mansão dos Fidélis.— Oi, minha dorminhoca — falei carinhosamente, sorrindo.— Nossa… eu dormi muito, né? — ela disse, ajeitando-se no banco. — E meus pais?— Eles preferiram ir para o hotel que reservaram— respondi, passando a mão em seu cabelo.— Ah… entendi — murmurou, olhando pela janela, encantada com a entrada que cercava a mansão dos Fidélis.— Esse lugar… foi
AliciaOs dias passaram rápido demais. Taylor me surpreendia a cada manhã com seu cuidado, carinho e companheirismo. Sempre chegava cedo, fazia questão de me acompanhar em tudo, e juntos estávamos nos preparando para a volta ao Brasil.Combinei de encontrar a Camila e a Laura — afinal, eram as mais próximas de mim. Na empresa, já haviam feito uma pequena comemoração de despedida. Muitos, inclusive o próprio chefe, ficaram tristes com a minha saída, mesmo sabendo que eu abriria uma nova filial da Consolin Assessoria no Brasil.Mas a maior surpresa veio quando descobriram que Taylor havia comprado a empresa para mim. A notícia se espalhou rápido, e todos ficaram boquiabertos ao saber que, na verdade, eu era a nova chefe — algo que o antigo diretor já sabia há algum tempo.Foi um verdadeiro alvoroço, mas também um momento de orgulho. Vincenzo me desejou sucesso e disse que esperava que eu fosse muito feliz. Mesmo ainda estando aqui, já sentia um aperto no peito… uma saudade antecipada de
TaylorOs dias foram se passando, e eu recebi diversas ligações me parabenizando pelos meus dois filhos.Não me importava se seriam meninas ou meninos, só queria que viessem com a carinha da mamãe.Seriam lindos como ela.Meus pais me ligaram, radiantes, dizendo que não viam a hora de vir à Itália.Mas falei que vamos nos casar no mês que vem, e será um casamento grande.Pretendo fazê-lo no Brasil, e Alicia e seus pais concordaram.Ela continuava trabalhando normalmente, mas eu disse que, se quisesse voltar ao Brasil, eu abriria uma filial da Consilium lá, e ela poderia administrar.A ideia a animou muito. Mesmo sentindo saudade das amigas daqui, ela ficou feliz em saber que teria uma nova oportunidade no Brasil.Outras pessoas poderiam visitá-la lá e, ao mesmo tempo, passar algum tempo na empresa, mantendo a proximidade com ela e com os negócios.— Taylor, tudo certo para sua reunião agora? — perguntou Fernando, trazendo-me de volta à realidade dos negócios.— Vamos — respondi, segui







