LOGINLuana pediu o adiantamento das férias, Victor não gostou muito, mas aceitou. Ele sabia que ela queria adaptar sua casa para a chegada do seu irmão, já que o mesmo ficou paraplégico, então precisava fazer algumas mudanças.
Ela contratou um empreiteiro, para deixar os batentes das portas mais espaçosos, colocou suportes de apoio no banheiro, desativou o escritório do seu pai no térreo e o transformou em um quarto confortável para Nathan. Ela também foi em uma loja que vende equipamentos médicos, comprou uma cadeira de rodas para passeio e uma para banho.
A reforma acabou atrasando, seu irmão também não teve alta do hospital, então ela teve que correr de um lado para o outro, hora ela estava trabalhando, hora no hospital, e horas acompanhando as obras. Quase nem via Victor, que já estava bem irritado com a situação.
— Amor, posso passar na sua casa, para te buscar?
— Victor, estou com serviço acumulado, gostaria de estar colocando em dia.
— Amor, eu sinto sua falta. Agora você só quer saber do Nathan, e eu? Eu sou seu noivo.
— Eu sei, meu amor, e peço desculpas. Mas sabia que meu chefe é muito bravo? Ele não gosta de atrasos em nossas obrigações. — Ela diz sorrindo, com cara de arteira, ele solta uma gargalhada gostosa.
— Sabe, ele me contou, que se sair para jantar com ele hoje, ele te ajuda a colocar tudo em dia amanhã. — Foi a vez dela soltar uma gargalhada.
— Já que vai me ajuda, vou tomar banho, passa aqui em trinta minutos.
Em trinta minutos Victor chega, mas Luana ainda não havia terminado de se arrumar, ele senta no sofá e fica conversando com o pai da Luana sobre a bolsa de valores, de repente ele para a frase na metade ao se deparar com Luana descendo as escadas.
— Ela está linda, não está? — O pai dela diz, cutucando Victor, que se mantinha hipnotizado pela beleza de Luana.
— Sim, ela é maravilhosa. — Victor diz, ainda a admirando.
— Vamos? Desculpe a demora. — Luana diz ao chegar na sala, ele vai até ela, a rouba um beijo casto.
— Valeu a pena esperar. — Ela sorri timidamente e juntos seguem para o carro.
Eles foram para um restaurante italiano muito famoso da cidade, conversaram bastante e Victor tentou ao máximo não falar do irmão dela e nem nada sobre o acidente, ele queria a atenção dela somente para ele. Ao fim da noite ele tentou levá-la para seu apartamento, mas ela estava cansada e disse que seria melhor irem para casa dela, ele não gostou, mas compreendeu.
…
Três meses se passaram, e Luana continuava focada em seu irmão, Victor continuava sendo a segunda opção para ela, já que seu irmão quem precisava de atenção no momento.
As obras finalizaram e Nathan teve alta, ela está extremamente cansada devido à correria, mas gostou do resultado, seu irmão teria todo conforto em casa, e isso a deixava feliz.
— Luna, você caprichou. — Nathan diz sorrindo, olhando para o quarto que sua irmã preparou com tanto carinho.
— Você merece tudo isso e muito mais. — Ela o abraçou com carinho. — É bom te ter de volta em casa.
— É bom estar em casa. E você está querendo voar?
— Do que você está falando, doido?
— Olha para você, está magra e acabada. — Ela j**a o travesseiro nele que solta uma gargalhada gostosa. — Sério, irmã, eu estou bem, vai para o seu quarto, toma um banho gostoso, veste um vestido bem sexy, e vai para a casa do seu namorado, ele deve estar sentindo sua falta.
Luana retrucará, mas pensando bem, ela estava com saudade do seu noivo, então ela dá um beijo na bochecha do irmão e corre para seu quarto. Alguns minutos depois ela aparece com um vestido azul, na altura dos joelhos, com uma grande abertura nas costas, cabelos soltos e com uma maquiagem clara.
— Fui, fiu! Ah, se não fosse minha irmã, eu pegava fácil. — Luana dá uma gargalhada e diz.
— Pegava nada!
— Sério Luna, você está maravilhosa.
— São seus olhos — Ela diz sorrindo, pois sabia que o irmão odiava quando ela respondia assim.
Luana estava feliz por ver seu irmão bem, mas, no fundo, ela sabia que ele ainda sofria por Michele, não querendo borrar a maquiagem ela se despediu da família, chamou um carro por aplicativo, e seguiu ansiosa para casa do Victor.
…
Em sua sala, com os amigos e algumas mulheres, Victor bebia e se divertia.
— Vitão, você terminou com a gostosa da Luana?
— Chama minha mulher de gostosa mais uma vez, que quebro a sua cara.
— Calma, cara, não está mais aqui quem falou. Só perguntei porque todo dia fazemos festa aqui, e você pega uma mulher por dia.
— Não que seja da sua conta, ela está passando por problemas familiares.
— E você não teria que estar apoiando-a?
— Para de falar da minha vida e vamos aproveitar nessa merda, se não pode ir embora.
Seu amigo se desculpa, e bebe sua bebida.
Alguns minutos depois, a campainha toca, enquanto Madeleine atende a porta, Victor está aos beijos no sofá, com uma loira vestida apenas de lingerie.
Quando o silêncio se instala no ambiente, e um som de garrafa se quebrando paira no ar. Victor desfaz do beijo e dá um tapa na bunda dela, só então, ele vê Luana parada em frente a uma poça vermelha e cacos de vidro.
Ele j**a a mulher para longe do seu colo, e levanta rápido indo em direção da Luana que permanecia imóvel.
Ela não conseguia acreditar no que via, a sala estava parecendo um chiqueiro, cheio de embalagens de salgadinhos e bebidas, o odor de sexo, cigarro e álcool embrulhou seu estômago, mas seu noivo beijando outra mulher foi o pior para ela.
— Amor, eu posso explicar!
— Não tem o que explicar Victor, eu vi.
— Amor, venha comigo, você pode se machucar. — Luna olha para seu pé e vê um caco de vidro enorme cravado em sua pele, ela preferia que fosse no coração, pois assim ela teria a certeza de que morreria e nunca mais se sentiria tão humilhada.
— Me solta Victor, continue com sua festinha, e não me procure nunca mais.
— Olha ela, toda bravinha. — Um dos amigos de Victor zomba dela, todos riem, e Victor não diz nada. Ela começa a mancar até a saída e Victor a pega no colo.
— Me solta, seu troglodita.
— Me solta, seu troglodita
— O que está fazendo aqui, Victor? — Luana pergunta sem rodeios.— Calma, eu não vou te fazer mal algum Luana. Só quero falar, pode me ouvir por alguns minutos? Prometo ir embora assim que dizer tudo que preciso. — Luana queria se livrar logo dele, antes que Patrick o visse, assim ela decide falar com ele.— Você tem cinco minutos, passando disso eu chamo os seguranças.— É o suficiente. Eu quero pedir novamente perdão, por tudo o que eu te fiz. — Luana abre a boca para retrucar, mas ele não deixa e segue falando — Calma, ainda não acabei. — Ele sorri sereno e continua — Hoje consigo enxergar o canalha que fui com você, um escroto, um completo babaca.— Victor. — Luana diz, mas ele a corta novamente.— Deixe-me falar. Não vim só pedir perdão, mas também vim te agradecer pelo que me disse na prisão, graças as suas palavras, eu fiquei literalmente louco e fui transferido para um hospital psiquiatra, lá eu encontrei ajuda e pude perceber o quão mal te fiz, eu pude escolher Luana, e escol
Dez anos depois…Muitas coisas mudaram nesses anos…Tamires finalmente aceitou se casar com Simon, e juntos formaram uma bela família, agora composta por seus dois filhos: Samyra, de cinco anos, e Thomas, de sete. O casal oficializado o casamento logo que Tamires descobriu estar grávida. Mantendo sua residência principal em São Paulo, o casal nutre uma forte ligação com os amigos, que agora residem no Rio de Janeiro, então visitam frequentemente a cidade.Simon realizou seu sonho ao abrir uma empresa de marketing, contando com o apoio e sociedade de Luana e Juliana. Enquanto isso, Tamires expandiu sua agência de modelos, tornando-se a mais requisitada no Brasil e até mesmo conquistando trabalhos no exterior.O casal enfrenta os desafios como qualquer outro, mas as alegrias da vida em conjunto súpera qualquer dificuldade, juntos construindo um futuro promissor para si e para seus filhos....Juliana e Natan se casarem, um ano e meio após o casamento de Luana e Patrick. Eles têm uma fil
Luana entra no presídio em Victor está, ela fica aguardando até que permitem sua entrada. — Você tem trinta minutos. — O guarda diz, guiando-a até a sala de visita. — Será o suficiente, obrigada. — Ao ver Luana, Victor fica surpreso. — Que surpresa, você é a última pessoa que imaginei ver aqui. — Victor diz com um sorriso vitorioso. — Pode tirar esse sorrisinho dos seus lábios, eu vim aqui para finalizar de vez a nossa história, se é que algum dia tivemos uma, eu preciso falar tudo o que está entalado na minha garganta. — Do que está falando, flor do meu jardim? Claro que temos uma história. — Desde o início, detestei esse apelido, mas como sempre você não me escuta e não liga para o que penso ou sinto, não se importa com meus sentimentos. Agora, aqui estou eu, vamos logo com isso. Um dia, você foi uma parte significativa do meu mundo e teve um papel importante na minha vida. No começo, admito que me sentia desconfortável, pois não compartilhava dos mesmos sentimentos que você ti
Patrick saiu desorientado da casa de Luciano. Andou pelas ruas da cidade por um tempo. Após estar mais calmo, ele decide ir para casa, mas repetindo a frase: “Ou era ele, ou seria alguém da minha família, eu não tive escolha”. Ao chegar em casa, apenas Clarck e Natan estavam na sala junto a Luana o esperando, o restante dos convidados já havia partido. — Onde estava meu amor? Estávamos preocupados. — Luana diz o abraçando, com delicadeza ele a empurra para o lado, ele se sentia sujo e não digno de abraçá-la. Não sem antes tomar um banho. — Precisei resolver um assunto, agora estou cansado, preciso tomar um banho e me deitar. Onde estão as crianças? — Ele fala olhando para os meninos que entendem o recado. Os meninos perceberam o clima e foram embora, dizendo que podiam ligar a qualquer momento. — Dormindo, estavam exaustos. — Ele assente e segue para o quarto. Ela o segue e pergunta: — Vai me contar o que está acontecendo? — Luana escuta o barulho do chuveiro sendo ligado, decid
No dia seguinte, Nick teve a permissão para conhecer a sua irmãzinha e ver sua mãe, ele entrou cauteloso e um pouco assustado, por ver tantos fios em sua mãe. — Não se assuste meu amor, a mamãe está bem, são apenas para me monitorar, vem aqui. — Com passinhos excitantes ele chegou até a cama, seu pai o colou ao lado de sua mãe que começou a mostrar os aparelhos: — Está vendo esse aqui, olha tem um coração, ele mostra que o coração da mamãe está ótimo. — Nick sorri. — Não precisa ter medo, eu não vou para lugar nenhum. — Ela diz e aperta o pequeno narizinho dele que sorri. — Doeu para ter minha irmãzinha? — Doeu só um pouquinho, mas valeu a pena, quer conhecê-la? — Ele faz que sim com a cabeça. Patrick vai até o berço e pega com cuidado e delicadeza o pequeno pacotinho vermelho. — Filho, conheça sua irmãzinha, Eloah. — Os olhinhos de Nick brilharam, ele faz carinho no rostinho da sua irmã, que solta um pequeno espirro fofo, ele se assusta e retira a mãozinha, e olha para sua mãe ass
Patrick está em transe, suas mãos trêmulas mal conseguem segurar a realidade do que acontece diante dele. O cheiro de antisséptico e o som dos monitores cardíacos parecem distantes, como se ele estivesse preso em um pesadelo de onde ele não pode escapar. Os olhos de Patrick estão vermelhos e inchados, marcados pelas lágrimas que rolam por suas bochechas sem pedir permissão. Cada respiração é um esforço doloroso, como se o ar estivesse carregado de angústia e desespero. Ele se agarra à parede como se fosse a única coisa sólida em um mundo que desaba ao seu redor. Seu corpo está tenso, como se estivesse tentando conter toda a dor que ameaça consumi-lo por dentro, seu coração, antes acerado no êxtase da alegria, agora se comprimia dentro do seu peito. Com muita dificuldade, dois enfermeiros conseguem retirá-lo da sala de cirurgia, eles o deixam no corredor, onde Patrick desaba. Seus joelhos cedem e seu corpo se encolhe no chão frio do corredor do hospital. As lágrimas fluem livremente a







