LOGINDylan— O que eu fiz com você? — Zombei, me inclinando mais perto com um sorriso frio. — Não, querida. Foi você que fez isso consigo mesma.A cabeça dela virou bruscamente em minha direção, os olhos em chamas.— Me tire daqui agora mesmo! Cadê o meu pai? Eu quero ele aqui, agora! — Ela gritou, com a voz carregada de autoridade, como se ainda tivesse poder para me dar ordens.— Seu pai? — Repeti, soltando uma risada baixa e sem humor. — Você quer dizer o mesmo homem que te vendeu? Bella, você ao menos sabe em que ano estamos?Os olhos dela se arregalaram, a confusão surgindo em seu rosto conforme minhas palavras afundavam.Dei um passo lento à frente, minha voz ficando mais sombria.— Escuta bem, Bella Cook. Você perdeu a memória, mas pode acreditar, isso não vai durar muito.Ela me encarou, escondendo o medo atrás da arrogância.— Você acha que eu sou idiota? Acha que não estou vendo o que está fazendo? O que você fez comigo? Por que não consigo mexer as pernas? Você me seques
OctaviaMesmo sem ele dizer diretamente, eu soube na hora que ele estava falando de si mesmo.E eu me lembro claramente daquele dia... O dia em que a senhora Bella quase me matou. Ela invadiu o quarto de repente. No instante em que entrou, todos nós abaixamos a cabeça por instinto. A fúria dela era palpável, irradiando como calor.Ela estava praticamente fervendo, e sabíamos que algo tinha dado muito errado. A senhora Bella sempre se gabou do amor que sentia pelo Alfa Osborne, dizendo que um dia se casariam. Então, quando descobriu que ele havia marcado outra, perdeu completamente o controle e foi correndo até a Alcateia Silver Crest.Naquele dia... Ela estava aterrorizante.Seu olhar percorreu o cômodo e, por algum motivo que até hoje não entendo, parou em mim.— Sua porca gorda e feia... Venha aqui. — Ela ordenou.Com a cabeça ainda baixa, dei um passo à frente, obediente... Mas apavorada.— Levante a cabeça.Eu levantei, mas mantive os olhos baixos, sabendo que ela me repre
OsborneQuando chegamos, eu sinceramente não fazia ideia de que Snipe estava lá ou de que vinha nos seguindo. Mas quando Aina virou de repente, com os olhos atentos e inquietos, eu soube que ela havia percebido algo. Olhei na mesma direção... E o vi. Eu tinha certeza. Ainda assim, agi como se não tivesse notado, não queria alarmá-la nem causar pânico.Então, quando perguntei, ela hesitou, sem saber se o que tinha visto era real. Fiquei aliviado por ela duvidar de si mesma... Era melhor assim.Logo depois, mandei um dos meus homens ficar de olho nele. Não demorou muito para descobrirem que ele havia plantado uma bomba no carro que deveríamos usar. Felizmente, conseguimos desativá-la a tempo.Eu planejava esperar até depois da festa e então lidar com ele pessoalmente... Terminar o que deveria ter terminado há três anos, em silêncio, sem que Aina jamais descobrisse. Mas esse plano foi por água abaixo no momento em que ela mencionou sentir uma presença estranha durante a festa.Assim
SnipeDroga, aquela maldita mulher tinha que arruinar meus planos... Mas eu não vou deixá-los sair impunes. Segui o carro deles desde que chegaram, como venho fazendo, preciso ter minha vingança perfeita contra essa família.Toda vez que tento me aproximar, aquela maldita Luna vira a cabeça na minha direção, como se conseguisse sentir que alguém está observando... Mesmo que o marido dela não perceba nada.Talvez eu devesse ter envenenado a comida deles quando tive a chance... Mas não. Eu quero que ele assista enquanto eu destruo a família dele lentamente. Essa será a vingança perfeita contra o Alfa Osborne... Aquele monstro.Segui de perto, observando quando o comboio deles não virou em direção à casa, mas sim para o aeroporto. Por que estavam saindo tão de repente? Por que encerrar a noite assim e ir embora? Um pânico começou a subir pela minha espinha. Se eles escapassem agora, talvez eu não tivesse outra chance de executar minha vingança por muito tempo.Isso significava que er
AinaObservamos enquanto o casal trocava seus votos, marcando um ao outro com uma mordida para que todos vissem. O vínculo deles foi selado diante dos nossos olhos, e a multidão explodiu em aplausos. Era realmente um momento lindo de se testemunhar a união, a alegria, o amor irradiando deles.Até a pequena Alina, que não entendia muito bem o que estava acontecendo, bateu palmas animada, seus olhinhos brilhando de entusiasmo. Osborne riu, inclinando-se na direção dela.— Ah, não consigo nem imaginar ver você assim quando crescer. — Disse, cutucando de leve a bochecha dela.Ri suavemente.— Só não fique encarando seu futuro genro com cara feia quando esse dia chegar. — Provoquei.Ele sorriu, balançando a cabeça.— Agora, vamos para a próxima etapa! — Anunciou o mestre de cerimônias, animado.Todos nos levantamos e seguimos para a área da recepção. No momento em que vi nossa mesa, minha atenção foi imediatamente capturada pela variedade de pratos à nossa frente, coloridos, aromáti
AinaEstávamos nos preparando para comparecer à cerimônia de acasalamento do Alfa Ruben, na Alcateia Jupiter. Eu o havia encontrado apenas algumas vezes em reuniões do conselho, mas, pelo que sabia, ele nunca havia escolhido uma companheira. O Alfa mais velho ainda sem vínculo. Era até estranho pensar que, aos quarenta e seis anos, ele finalmente havia encontrado sua destinada. Às vezes, eu pensava... A Deusa da Lua realmente tinha um senso de humor cruel, fazer um homem esperar tanto tempo pelo amor.— Você já arrumou tudo o que a Alina vai precisar? — Perguntei a uma das criadas, com um tom calmo, mas pensativo.Sinceramente, se dependesse de mim, eu preferiria que nossa filha ficasse em casa. A cerimônia duraria no máximo dois dias, e voltaríamos logo em seguida. Mas Osborne, como sempre, insistiu que ela viesse.Típico dele, querer todo o seu mundo por perto, não importa a situação.— Sim, senhora! — Respondeu a criada rapidamente. — A viagem de amanhã vai ocorrer sem problema