FAZER LOGINRIMENA
— Nicolai, achei que não viria. O jogo já vai começar. — Um homem baixinho e barrigudo diz assim que nós entramos no lugar.
É um grande espaço com várias mesas e cadeiras, todas ocupadas, além de ter pessoas andando de um lado para o outro e música alta envolvendo todo o lugar.
Meu marido aperta a mão que o homem lhe estende e depois de cumprimentar diz:
— Pode emprestar um quarto para minha mulher? Ela precisar descansar.
— Claro — responde sorridente. — Carmem, leve a mulher do Nicolai até um dos quartos com banheiro. Ajude-a no que precisar, pelo nosso melhor cliente.
— Vamos, querida. — A mulher me chama. Ela é meio que parecida com o homem. Também é baixinha e carrega uma barriga saliente. Ainda não consegui identificar o que eles são.
Confesso que estou acanhada. Viver tanto tempo sozinha com Nicolai ou com as mulheres que me criaram me deixou meio que sem saber como reagir diante de outras pessoas... Meio nada, completamente sem saber como agir.
Sigo a mulher corpulenta com vestido colorido por algumas escadas até chegar ao quarto mencionado. Seus cabelos têm uma cor linda, é dourado e estão presos em uma trança embutida.
O vestido dela é bonito. Muito diferente do meu que é cinza e sem vida. Na Cidade das Mulheres só usávamos cinza e preto, muito raramente usávamos branco, e nunca nada colorido. Depois que fui morar com Nicolai, aos catorze anos, continuei usando as mesmas coisas.
Chego a ficar tonta de tanto olhar para todos os lados, curiosa com tudo.
Ela me leva por um corredor onde tem vários quartos com portas fechadas. Ouço barulhos estranhos vindo de alguns, algo parecido com gemidos.
Antes de chegar a esse corredor, Nicolai ficou onde havia várias pessoas bebendo, fumando e falando alto em várias mesas, eles falavam mais alto que a música que tocava no ambiente.
— Vou trazer toalhas para você tomar um banho. E trarei um vestido limpo. Ou você trouxe algum?
— Não trouxe. Só tenho o que estou usando.
— Certo. Posso te emprestar um da Lilica. Aposto que ela não se importa.
— Oh meu Deus! — me afasto bruscamente da parede ao ouvir o barulho forte de algo se batendo contra ela e sons altos de pessoas gemendo. Uma voz feminina chegou a gritar “pare, por favor”.
A mulher ri, me deixando completamente confusa.
— Desculpe. Vou indicar quartos mais distantes aos clientes mais afoitos — diz.
— Eles estão bem? — pergunto preocupada. Eles parecem sentir dor.
A mulher franze a sobrancelha fina. Sua risada some.
— Você é casada mesmo?
— Desde os catorze anos. Por que?
Ela só responde com uma careta e um levantar de ombros. Carmen deixa tudo que vou precisar no quarto e me entrega a chave para eu trancar a porta por dentro quando quiser.
Antes de trancar eu ainda olho o corredor. Tem barulho em mais um quarto e ninguém no corredor. Me pergunto o que devem estar fazendo. Será que estão treinando luta ou algo assim? Costumávamos fazer muito barulho quando estávamos treinando na Cidade das Mulheres.
Luma dizia que eu deveria pelo menos aprender a lutar, já que parecia não haver magia em mim.
Tranco a porta.
Por mais trinta minutos escuto barulhos vindo do quarto ao lado. Me seguro para não ir até lá ajudar. Se a senhora Carmen não se importa é porque estão bem. Ela deve saber mais que eu, que vivi tanto tempo isolada.
Tomo meu banho e coloco o vestido que a Carmen me empresta. É branco e só chega a um pouco acima dos meus joelhos. Me sinto estranha. Só vejo o meu corpo quando tomo banho, todas as minhas roupas são longas e de mangas cumpridas. Mas na verdade, confesso que eu desejei que ela me emprestasse algo colorido.
Me deito na cama que cheira a sabão, o mesmo que uso nas roupas em casa. Logo o cansaço da viagem leva a preocupação com as pessoas que gemiam ou meu marido que ainda não subiu. Durmo pesado.
SandySe antes eu era cercada por pessoas curiosas, os cabelos vermelhos só aumentou. Killian é o ciúme em pessoa. Coitado. Eu entendo. Odiaria ter sempre alguém querendo falar com ele, tocá-lo. Como acontece toda vez que as pessoas me veem.Hoje é um dia especial. Faz um ano que despertei aqui. Minha amiga decidiu fazer uma grande festa. Há tanta gente aqui. Meus novos amigos, minha família que veio de bagagem quando me casei com Killian quatro meses atrás, inclusive minha sementinha que cresce em minha barriga. E não, não farei uma surpresa ao meu marido. O chato descobriu antes de mim. Segundo ele é coisa de feiticeiro/vampiro enrustido. Quando ouvi isso eu ri demais e só o perdoei por saber antes mim depois de um orgasmo bem caprichado como pedido de desculpas.— Está pensando em que, minha vida? — Killian envolve minha cintura por trás, me puxando para si. Suas mãos acariciam minha barriga por cima do vestido. Às vezes acho que ele nem percebe quando faz isso, como se nossa semen
KillianSubo minha camisa em seu corpo, distribuindo beijos pela sua pele, sentindo ela arrepiar. Ajudo ela tirar o tecido, deixando os seios fartos ao alcance dos meus olhos. Fico hipnotizado por eles. Quando ela leva a mão para cobrir, eu seguro para que não faça.— Depois eu volto para vocês. Minha língua precisa matar a saudade dela. — Sorrio. Ela me olha em expectativa.Puxo minha cueca do seu corpo, tendo total acesso a sua boceta lisa e rosadinha. Abro ela, relembrando cada detalhe.— Puta que pariu! Linda pra caralho!Sem perder mais tempo, mergulho no paraíso. Sandy geme e se contorce sob mim. Minha. Minha mulher. Não demora para ela gozar em minha boca. Isso desperta o animal em mim. Não resisto, mordo sua virilha com força. Ela goza mais, mais forte, descontrolada, soltando gemidos deliciosamente eróticos.Subo e beijo seus lábios, compartilhando seu sabor com ela.— Eu acho tão doce seu jeitinho de sentir prazer — digo olhando em seus olhos.— Como assim?— Você não fala p
Sandy— Chega disso! — Killian afasta o irmão de Nicolas de perto de mim, envolvendo minha cintura para eu ficar grudada ao seu corpo. Sinto meu rosto queimar de vergonha, o que me o sorrir e morder meu ombro. — O lado vampiro da minha mãe meio que desperta. Quero morder essa loirinha toda — ele sussurra contra minha pele, depois de vira para os convidados. — Podem olhar de longe.— Ela é sempre tão caladinha assim? — sua irmã pergunta.— Esse monte de gente em cima dela — responde com tédio.— Deixa de ser ciumento. Só estamos curiosos por conhecer uma fênix. Vai ver quando sair de casa com ela. Vão pedir até para tirarem fotos. — A garota continua.Incomodada com a situação, saio dos seus braços. Mesmo que meu corpo inteiro clame por seu calor.— Eu não sou o que pensam. Eu... — Não sei como explicar.— Você é sim. Nós vimos no céu. — A menina insiste.— Aquilo... eu não sei como explicar aquilo, mas sei que não sou o que pensam, não sou como vocês. Eu devo ter sido criada em um tub
SandyO que eu me lembro?Fico olhando para ele, pensando em responder e pensando em como meu corpo está quente. Queria tanto que ele me beijasse agora, que arrancasse essa jaqueta do meu corpo e me fizesse sua selvagemente, sem nenhuma consideração pela minha virgindade. Mas já imagino o fora se comentasse esse meu desejo.— Pode sentar.Levada pelos sentimentos lascivos, olho para a cama. Só olho mesmo. Vou até o sofá e me sento. Até poderia me fazer de mulher fatal, como naquela única vez que ele me quis, mas já contei a verdade, não funcionaria mais.— Eu me lembro de tudo. De vocês e seus poderes, do ataque de Pietro, da minha morte. Na verdade, lembro mais que isso. Me lembro das minhas outras mortes. — Engulo seco com as imagens que vem em minha mente. Depois balanço a cabeça para espantar elas. — Também me lembro dos seus foras. Então, não entendo o que faço aqui sozinha com você. Gostaria de ir para casa agora, tomar um banho e vestir uma roupa minha.— Você fica bem com minh
KillianChegamos apressados ao túmulo. Estava revirado. Ao seu redor, tudo queimado.Olho para minha mãe.— Ela está bem — ela afirma, como se sentisse minha apreensão.— Rastreia ela. — Olho para Nicolas. Juro que com tudo isso até esqueci meus poderes. Assinto e abaixo, colocando a mão na terra que o fogo passou. Meu pode seguiu o fogo em direção ao céu e de repente desceu. Franzo o rosto pela direção que seguiu. É estranho pensar que ela seja ciumenta? — O que foi?— Cibele. O rastro vai na direção da casa dela.Todos olhamos na mesma direção antes de sairmos apressados para nossos veículos. Algo me diz que a loirinha não foi ao encontro da outra para fazer amizade.Nem vi o caminho passar. Desci da moto quase a jogando no chão quando vi a porta da casa arruinada e fogo vindo do segundo andar. Meu desespero não era para salvar a garota, confesso. Eu corria porque sabia que a Sandy que conheci não suportaria ser responsável por machucar alguém.Corremos escada acima e encontramos um
SandyMexo as pernas, elas batem contra algo. Abro os olhos. Não vejo nada. Minha cabeça dói. Tento focar nas lembranças e elas vem contudo, bagunçando e fazendo doer ainda mais. Levanto a mão e sinto a madeira. Meu Deus, eu fui enterrada viva.Meu corpo está frio, posso sentir meus pés gelados. Na minha cabeça vem vários cenários de mortes diferentes. Mas só pode ser delírio. Eu não poderia morrer e voltar assim. É impossível. Minha mente só acalma quando vejo o rosto dele. Aquele sorriso safado. Deus... Eu me lembro de tudo. Pietro nos atacando, eu me colocando na frente de Killian.Eles devem ter me enterrado sem saber que eu estava viva.— Eu quero sair daqui! — bato com a mão contra a madeira do meu caixão. Terra cai no meu rosto. Não é possível que acordei apenas para morrer sem ar.Começo a entrar em desespero, enquanto meu corpo aquece e esfria de um jeito muito estranho. Nem tenho tempo de murmurar de frio, e o calor vem. Até o momento que o calor se torna insuportável, ao pon







