INICIAR SESIÓNFiquei encarando a tela do notebook, o cursor piscando como se estivesse zombando de mim.
Depois de respirar fundo, anexei a única foto que achei adequada. Estava de lado, com o rosto meio escondido pelo cabelo, usando um cropped preto de manga longa que desenhava minha cintura e uma calcinha preta simples. Não era nada vulgar, mas havia algo sutilmente sexy na imagem. Eu não me achava sexy. Na verdade, nunca tinha pensado muito nisso. Só tinha ficado com alguns garotos, beijos trocados em festas ou encontros casuais, mas nada marcante. Minha primeira vez foi aos 19, uma experiência desajeitada com um colega, sem nada de especial. A ideia de homens ricos e mais velhos desejando minha companhia parecia distante demais da minha realidade. Preenchi o restante do perfil com informações básicas, idade, hobbies, o que eu esperava da experiência. Escrevi que gostava de livros, filmes antigos e café, tentando parecer interessante sem revelar muito. Depois, cliquei em “Salvar”. Meu coração batia acelerado, mas nada aconteceu. As horas passaram, e a caixa de mensagens permaneceu vazia. Nenhuma notificação, nenhum interesse. — Que idiota… Disse para mim mesma, fechando o notebook com força. --- No dia seguinte, enquanto dobrava guardanapos na lanchonete, contei para Zoe o que eu tinha feito. — Criei o perfil… mas ninguém nem olhou pra mim. Acho que não nasci pra isso. Zoe sorriu de lado. — Às vezes demora. Ou você pode colocar uma foto mais… provocante. — Não quero fazer isso. Retruquei rápido, sentindo meu rosto queimar. — Então espera. Ela deu de ombros. — Quando eles vierem, vão vir em peso. Soltei um suspiro, mas meus olhos pousaram no braço dela quando se esticou para pegar um copo. Havia uma marca arroxeada, como se alguém a tivesse apertado com força. — O que é isso? Zoe puxou a manga para baixo rápido demais. — Nada… só um cara que gostava de coisas mais pesadas. Acontece. — Zoe… — É raro, Babi. A maioria é super gentil. Só… tem uns que gostam de dominar um pouco mais. Franzi o cenho, sentindo uma pontada no peito. — E você está bem com isso? Ela forçou um sorriso. — Eu sei me cuidar. A resposta não me convenceu. --- Durante o resto do dia, aquela conversa ficou martelando na minha cabeça. À noite, quando voltei para o apartamento vazio, decidi que aquilo não era pra mim. Por mais desesperada que eu estivesse, não queria acabar como Zoe,escondendo hematomas e dizendo que estava tudo bem. Liguei o notebook com a intenção de excluir o perfil de vez. Mas, antes de clicar em “Deletar conta”, vi que havia uma mensagem nova. “Boa noite, Babi. Adorei o seu perfil. Gostaria de conversar.” O remetente era um homem chamado Y.K.H. Fiquei encarando a tela, com o dedo parado no touchpad. Aquele clique podia mudar tudo. Ou me destruir. … Continuei encarando a mensagem, mordendo o lábio. Se ele só quer conversar, qual era o problema? Eu preciso do dinheiro até domingo à noite. Talvez esse cara fosse um daqueles que gostam de dar presentes em troca de companhia. Não que eu goste da ideia de pedir algo, jamais faria isso. Mas se, por um milagre, ele oferecesse algo… bom, eu não estou em posição de recusar. Respirei fundo e digitei uma resposta. Eu: Oi! Boa noite. Obrigada pela mensagem. Pra ser sincera, é a primeira vez que uso esse site. Nunca fiz isso antes. A resposta veio rápido. Y.K.H.: Sério? O que te fez entrar? Hesitei. Não queria parecer desesperada. Eu: Curiosidade, eu acho. Y.K.H.: Entendi. Eu também não estou aqui há muito tempo. Tenho 32 anos, sou CEO de uma empresa grande na cidade. Gosto de conhecer pessoas interessantes. Trinta e dois anos. Eu esperava alguém mais velho. De alguma forma, isso me deixou um pouco mais tranquila. Ainda assim, a palavra “CEO” fez soar um alerta na minha cabeça. O que um homem como ele queria com uma garota inexperiente como eu? Babi: Isso é legal. Mas preciso ser honesta… não sei bem como isso funciona. Como disse, nunca fiz isso antes. Ele demorou um pouco para responder, e comecei a me perguntar se tinha falado algo errado. Talvez ele preferisse alguém com mais experiência. Mas então, a resposta veio. Y.K.H.: Aprecio sua honestidade. Podemos nos encontrar para conversar. Que tal amanhã? No hotel La Royale. Estará reservado no nome de Babi. Arregalei os olhos. O La Royale era um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Aquilo parecia surreal. Antes de responder, peguei o celular e mandei uma mensagem para Zoe, contando o que tinha acontecido. A resposta veio quase instantaneamente. Zoe: MEU DEUS, BABI! Ele tem 32 anos?? Você deu sorte! A maioria dos caras desse site tem o dobro disso! Eu: Não sei… tô nervosa. Não sei no que estou me metendo. Zoe: Amiga, vai por mim, esse encontro vai ser ótimo. Mesmo que não role nada, você vai jantar num lugar chique, conhecer um cara rico e, quem sabe, sair com um presente. Suspirei, encarando a tela. Eu ainda estava ansiosa, preocupada. Mas Zoe estava certa em uma coisa: eu não perderia nada apenas por conhecer o cara. E talvez, só talvez, esse fosse o milagre que eu tanto precisoYanek cola o peito em minhas costas nuas. O peso do seu corpo, a firmeza dos seus músculos e o volume enorme da sua ereção pressionando contra a fenda da minha bunda me fazem soltar um gemido que reverbera na parede de pedra. — Você quer isso, Babi? A voz dele é um trovão baixo, vibrando diretamente na minha nuca. — Quer que eles vejam o quanto você é minha? Gemo baixinho. — Quero. Respondo, minha voz falhando, carregada de um desejo que eu nem sabia que era capaz de sentir. — Por favor, Yanek. Agora. Ele não me faz esperar. Sinto suas mãos grandes subirem pelas minhas coxas, levantando o tecido fino do meu vestido até que ele esteja amontoado na minha cintura. O ar frio da sala atinge minha pele exposta apenas por um milésimo de segundo antes que ele agarre minhas nádegas com uma possessividade que me faz cravar as unhas no mármore. Com um movimento ágil, ele se livra do restante de sua calça. Ouço o som do zíper e o baque surdo do tecido caindo no chão. Então,
Yanek ainda segurava meu rosto quando disse que estava tudo bem. Que eu podia relaxar. Que ninguém ali iria interferir. Por um segundo fiquei apenas olhando para ele, tentando decidir se meu corpo estava reagindo por causa da champanhe, do ambiente ou simplesmente por causa dele. Talvez fosse tudo junto. Atrás de Yanek, o trio continuava no sofá. A mulher de vestido dourado agora estava sentada no colo do homem, as pernas cruzadas ao redor da cintura dele rebolando lentamente enquanto de olhos fechados sentindo o prazer, sussurrava algo em seu ouvido. A outra mulher estava ao lado, passando os dedos pelo braço dele, às vezes inclinando-se para beijar o pescoço da primeira e abrindo o zíper do seu vestido. Era uma cena íntima. Quase hipnótica. E eles não pareciam se importar em serem observados. Um dos olhares voltou para nós. Meu estômago deu uma pequena volta. Yanek percebeu. — Está tudo bem. Eles também gostam de serem observados assim. Repetiu ele em voz baixa. A
Yanek ainda estava muito perto quando voltou a me beijar.Dessa vez o beijo não teve a mesma calma do anterior.Havia mais urgência.Mais calor.A mão dele deslizou novamente pelas minhas costas, desta vez com mais intenção, os dedos percorrendo minha pele devagar até alcançar o zíper do vestido.Meu coração acelerou imediatamente.— Yanek… Murmurei contra os lábios dele.Mas ele já estava abrindo.O som suave do zíper descendo pareceu absurdamente alto para mim, embora ao nosso redor a música e as conversas continuassem normalmente.Meu corpo reagiu na mesma hora. Um arrepio percorreu minha coluna quando o tecido se abriu um pouco mais, expondo a pele das minhas costas e a alça do sutiã.Afastei um pouco o rosto e olhei ao redor.Foi quando percebi.Não estávamos completamente sozinhos naquele canto.Havia três pessoas próximas.Um homem e duas mulheres.Eles estavam encostados em um sofá baixo, cada um com uma taça de champanhe na mão. As máscaras que usavam eram mais elaboradas qu
Seguimos em direção ao bar, atravessando o salão principal novamente. Quanto mais eu observo mais detalhes surgem. O som de conversas elegantes misturado à música suave, o brilho das taças de cristal, o perfume caro que parece pairar no ar.Era como entrar em outro mundo.Um mundo onde tudo parece mais sofisticado, mais secreto.O bar é enorme, iluminado por uma parede inteira de garrafas que refletem tons dourados e âmbar. Algumas pessoas estão sentadas em bancos altos conversando discretamente, outras apenas observam o movimento do salão.Yanek apoia o braço no balcão.— Champanhe. Pediu ao bartender com naturalidade.O homem assentiu e logo começou a preparar duas taças.Enquanto esperávamos, olhei ao redor novamente.Algumas pessoas conversavam animadamente. Outras pareciam simplesmente observar. E, por algum motivo, senti que alguns olhares passavam por nós com mais atenção do que o normal.Talvez fosse impressão minha.As taças chegaram.Yanek pegou uma e me entregou a outra.
O carro desacelerou conforme deixávamos as ruas mais movimentadas da cidade para trás. As luzes urbanas foram ficando distantes e, aos poucos, o caminho se tornou mais silencioso, mais escuro, cercado por árvores altas e bem cuidadas. Eu já estava prestes a perguntar para onde exatamente estávamos indo quando o portão apareceu. Alto. Imponente. De ferro trabalhado com desenhos elegantes, iluminado por duas colunas de pedra clara. Quando o carro de Gabe se aproximou, o portão se abriu automaticamente, revelando uma longa entrada cercada por jardins perfeitamente aparados. — Yanek… Eu disse, olhando pela janela. Ele apenas sorriu de canto. — Espere. Seguimos pela alameda iluminada até que a mansão apareceu. Meu Deus. Era enorme. Não era exatamente uma casa… parecia mais uma propriedade histórica restaurada. A fachada tinha colunas claras, janelas altas e uma iluminação dourada que destacava cada detalhe da arquitetura clássica. Ao mesmo tempo, havia algo moderno na forma com
Acordei antes mesmo do despertador tocar.Fiquei alguns segundos olhando para o teto, ainda meio perdida entre sonho e realidade, até lembrar imediatamente do motivo da minha inquietação.O encontro.Com Yanek.Meu estômago deu aquela revirada boa de ansiedade que parecia começar no peito e se espalhar pelo corpo inteiro. Era ridículo o efeito que ele tinha sobre mim.Rolei para o lado na cama e peguei o celular na mesa de cabeceira. Nenhuma mensagem nova. Ainda era cedo demais. Provavelmente ele já estava trabalhando ou prestes a sair para alguma reunião importante.Suspirei e me levantei.Se eu ficasse em casa o dia inteiro pensando nisso, ia enlouquecer.Depois de um banho rápido e um café da manhã quase automático, decidi que precisava sair. Fazer alguma coisa. Comprar alguma coisa. Pensar no que usar pela noite.E, claro, precisava de ajuda.Peguei o telefone e liguei para Zoe.Ela atendeu no segundo toque.— Bom dia,gata.— Zoe, você está ocupada na hora do almoço?— Depende.Re







