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CAPÍTULO 6‐ O RITUAL QUEBRADO

last update Data de publicação: 2026-08-02 07:06:20

A primeira vez que eu toquei uma mulher com verdade.

⚜️ ALEXANDROS NIKOLAS DRAKOS KALLISTRATOS

Fechei a porta atrás de mim. O clique do trinco ecoou seco no silêncio da suíte e, por um segundo, o mundo lá fora deixou de existir. Eu deveria ter seguido o protocolo. Empurrá-la contra a parede, tirar a roupa com eficiência, usar o corpo dela como usava todos os outros. Em vez disso, parei. Olhei.

Que olhar era aquele?

Não havia sedução barata. Não havia o sorriso treinado das mulheres que eu costumava encontrar nessa mesma suíte. Havia apenas presença. Uma quietude perigosa. Os olhos azul-escuros me encaravam sem pedir nada e, ao mesmo tempo, sem se entregar. Eu nunca tinha visto alguém olhar assim para mim.

Pensei na pele. Branca como porcelana. Macia demais para ser real, quase como a de um bebê. Lábios rosados, sem nenhum traço de maquiagem. Nada para esconder. Nada para vender. Eu levantei a mão e passei o polegar sobre o lábio inferior dela. A textura era quente, viva, levemente úmida. Porra. Eu nunca beijei uma mulher. Nunca precisei. O sexo sempre foi uma transação limpa, sem essa intimidade que invade e desorganiza. Eu controlava cada detalhe.

Cada movimento, cada segundo, mas naquele instante o controle escorregou.

Tomei a boca dela.

O beijo começou lento, quase experimental, e em poucos segundos se aprofundou. A língua dela respondeu com a mesma segurança que ela carregava desde o bar. Não havia pressa. Não havia performance. Apenas a sensação de que eu estava cruzando uma linha que nunca havia ousado cruzar. Minhas mãos a viraram. Suas costas encontraram meu peito com naturalidade.

O corpo dela se encaixou contra o meu como se já conhecesse o espaço. Eu inclinei o rosto e beijei o pescoço. A pele ali era ainda mais quente. O perfume discreto subiu e me atingiu com força, misturando-se ao cheiro dela. Eu senti o peito apertar de um jeito que não reconhecia.

Afastei-me só o suficiente para alcançar o zíper do vestido. Desci-o devagar. O tecido negro deslizou pelos ombros e caiu aos pés dela em silêncio absoluto. A lingerie preta ficou exposta. Renda contra porcelana. O contraste era quase obsceno. Eu fiquei duro imediatamente. O corpo reagiu antes mesmo que a mente conseguisse processar. Minhas mãos percorreram a cintura, os quadris, a curva suave das costas.

Tirei o sutiã. Depois a calcinha. Deixei-a nua. Completamente. Sem pressa. Sem a eficiência mecânica de sempre. Eu só queria ver.

Peguei-a no colo. O peso era leve, mas a presença era pesada. Coloquei-a na cama. O colchão recebeu o corpo dela e eu me inclinei sobre ele. Comecei a beijar. Clavícula. Seios. A barriga.

A pele tremia sob a boca. Eu nunca fiz isso. Nunca percorri um corpo com a boca como se quisesse aprender cada centímetro. Nunca me permiti essa lentidão.

O ritual sempre foi rápido, limpo, previsível. Eu entrava, usava, saía. Sem beijos. Sem demora. Sem esse tipo de atenção. Mas eu não conseguia resistir.

Cada beijo era uma pergunta que ela respondia apenas com a respiração. Eu continuava. Mais baixo. Mais perto. O pensamento batia como um alerta insistente: isso não é o ritual. Isso é outra coisa. Eu estava perdendo o controle e, pela primeira vez, não tentava recuperá-lo.

Minhas mãos seguravam a cintura dela com força demais. A boca descia, subia, explorava. Eu sentia o gosto da pele, o calor, o leve tremor. Eu nunca tinha sentido vontade de ficar. Nunca. E ainda assim eu estava ali, beijando o corpo de uma mulher que eu não conhecia, como se o resto do mundo pudesse esperar.

A suíte estava silenciosa. As luzes da cidade entravam pelas frestas das cortinas, pintando a pele dela de prata. Eu levantei o rosto e olhei para ela de novo. Aquele mesmo olhar. Sereno. Perigoso. Eu pensei que deveria parar. Que deveria voltar ao protocolo. Que deveria lembrar quem eu era.

Mas a boca já estava de volta à pele dela. Eu não conseguia. O corpo falava mais alto do que qualquer disciplina que eu tivesse construído ao longo dos anos.

Eu nunca beijei uma mulher.

Eu nunca me demorei assim.

Eu nunca deixei o ritual se quebrar.

Mas naquela noite, com a porta fechada e o silêncio da suíte envolvendo os dois, eu quebrei tudo. E não me importava.

Desci da cama. A camisa caiu no chão sem que eu precisasse desabotoá-la por completo. A calça e a cueca desceram juntas e o pau saltou duro, pesado, já latejando. Ela se sentou na beira do colchão e me olhou inteiro. O canto da minha boca subiu num meio sorriso que não era de submissão.

— Gostou, princesa?

Ela não respondeu. Apenas me varreu com aqueles olhos azul-escuros, devagar, como se estivesse memorizando cada detalhe. Subi na cama, tomei a boca dela de novo e entrei nela devagar. O gemido dela se misturou ao meu dentro do beijo. Quente. Apertado. Diferente de tudo que eu já tinha sentido. Eu a olhei nos olhos e comecei a me mover. Lento no início, depois mais fundo.

Que porra é essa que estou sentindo?

Não era só prazer. Era algo que invadia o peito, que desorganizava a respiração. O corpo dela reagia a cada investida. A boca entreaberta, os seios subindo e descendo, o ventre tremendo. Ela estava entregue, mas de um jeito que eu não reconhecia.

De repente ela se virou, empurrou meu peito e se sentou sobre mim. Engoliu o pau inteiro de uma vez só. O gemido saiu rouco da minha garganta antes que eu pudesse conter.

Porra. Sério isso?

Sorri discreto, surpreso. Nunca uma mulher tinha tomado o controle assim. Até que ela me olhou nos olhos, levantou as mãos e tirou algo dos cabelos. O peito dela subia e descia rápido. O cabelo negro e liso caiu sobre os seios fartos, cobrindo e revelando ao mesmo tempo. O coração disparou.

— Porra. Você é linda.

Ela começou a se mover sem tirar os olhos dos meus. Quando fechou as pálpebras, eu senti. O aperto ficou impossível. O corpo dela tremeu inteiro. Ela abriu os olhos de novo como se também estivesse surpresa com o que estava acontecendo.

— Não. Eu não…

O pau recebeu o banho quente dela. Ela gozou em mim, contraíndo-se com força. Eu não consegui me controlar. Apertei a cintura dela com as duas mãos, gemi rouco e explodi dentro dela, fundo, sem conseguir segurar.

— Não, isso não.

Ela repetiu a frase com a voz quebrada. Eu fiquei sem entender. Abri os olhos e me deparei com a respiração dela acelerada, o peito ainda tremendo… e um punhal apontado diretamente para o meu peito. Uma lágrima descia lenta pelo rosto dela.

— O que…? Perguntei confuso.

A voz saiu rouca.

— Você veio… me matar?

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Comentários (1)
goodnovel comment avatar
Ellen Dias
Ai caramba! ela foi matar o Drakos? e pior, não conseguiu?
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