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capitulo 59

Autor: Val veiga
last update Fecha de publicación: 2025-11-14 18:13:31

Narrado por Caio Valença

Os dias seguintes foram um borrão.

Um inferno cinza onde as paredes pareciam se fechar centímetro por centímetro em volta da minha garganta.

Tentei me mover.

Tentei ligar pra aliados.

Tentei ameaçar.

Prometer.

Comprar.

Mas cada porta que eu batia...

Fechava na minha cara.

Um por um.

Os sócios que antes me apoiavam.

Os advogados que antes juravam lealdade.

Os diretores que sorriam nas minhas reuniões.

Todos.

Todos começaram a escorregar pelos dedos como a
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Último capítulo

  • A Vingança Do CEO   capitulo 88

    NARRADO POR DANTE O papel parou de tremer quando eu assinei. Fim. Os flashes vieram. A sala aplaudiu. Mãos nas minhas costas. — Hoje é teu dia, Dante. Mas eu só pensava em sair dali. Puxei o celular do bolso. > “Chegou bem? Já tá voltando?” Não enviei. A TV da sala, no canto, ligou sozinha. Sem ninguém tocar. Volume subindo. — “Urgente: atropelamento grave no Jardim Botânico.” Meu corpo travou. — “A vítima é a médica Lorena Mello…” A caneta caiu da minha mão. E o som dela batendo na mesa ficou alto demais pro silêncio que veio depois. — “Segundo testemunhas, ela empurrou uma criança antes de ser atingida.” O mundo inclinou. Não pensei. Só repeti baixo: — Não… Renan já tava do meu lado. — Dante… Mas eu não ouvia. Na tela, imagens tremidas. Luz vermelha. Sirene. Uma ambulância. — “Encaminhada em estado crítico… suspeita de traumatismo craniano.” Meu estômago virou. — Não… não, não… A mesa virou minhas costas. Eu sentei antes de cair. — Eu mandei ela —

  • A Vingança Do CEO   capitulo 87

    NARRADO POR LORENA “Vai tranquila. Cuida do meu guri… mas, principalmente… volta pra mim. Eu só respiro com tu perto, vida. Só tu.” Sorri de canto. — Sempre volto, Dante. Sempre. Ele me olhou… aquele olhar bruto, intenso, protetor. — E volta bonita assim. Só pra eu te despir de novo. E saiu. Eu encostei na parede. Mas o coração… não tava leve. Algo pesava. Estranho. Apertado. Sufocando. ** No carro, o Mateo cantava baixinho no banco de trás. — Tia Lorena, a mamãe já tá lá? — Tá, meu amor. Tá te esperando. Estacionei. Vi a Helena na calçada. Braços cruzados. Olhar frio. — Vamos, campeão. — soltei o cinto. — Dá a mão. Ele segurou. Aquela mãozinha quente. Confiante. Pequena. Atravessamos. E aí… O SOM. O GRITO DO MOTOR. O RUGIDO FEROZ. A cabeça virou sozinha. O CARRO. VINDO. RÁPIDO. SEM FREIAR. O tempo… parou. Tudo ficou lento. O rosto da Helena mudando. O grito dela saindo mudo. O Mateo puxando minha mão. — Tia Lô…? O olhar dele assustado. E no fundo d

  • A Vingança Do CEO   capitulo 86

    NARRADO POR LORENA SEGUNDA-FEIRA NARRADO POR LORENA Acordei com o cheiro do café vindo da cozinha. Estiquei a mão na cama. Toquei o lado dele. Ainda quente. Mas vazio. Me virei devagar, o lençol caindo da cintura. A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina. Suspirei. Levantei. Só com a camisa dele no corpo. Grande, cheirando a ele. As pernas nuas. Desci as escadas devagar, os pés descalços no piso frio. E ali estava ele. Em pé, em frente ao espelho da sala. Camisa branca aberta nos botões de cima. Gravata pendurada no pescoço. Calça preta justa, o cinto meio solto. Relógio brilhando no pulso. O cabelo molhado, penteado pra trás. Ele ajustava os punhos da camisa, concentrado. Mas quando viu meu reflexo… parou. Virou devagar. O olhar dele… escuro. Firme. Aquele olhar que só ele tinha. Aquele olhar que queimava a alma. — Porra, vida… tu quer me matar? — ele falou baixo, rouco. Fingi inocência. — Nem fiz nada. Ele largou a gravata. Veio andando.

  • A Vingança Do CEO   capitulo 85

    NARRADO POR DANTE Eu encostei na porta, calado. Fiquei olhando. A Lorena tava sentada no tapete da sala, as pernas cruzadas, os cabelos soltos caindo no rosto. O Mateo gargalhava, tentando pegar os blocos de montar que ela escondia atrás das costas. — Achei! — ele gritou. Ela riu alto, iluminada. — Não vale! Você é muito bom nisso, campeão! Aquela risada… Aquele brilho no olhar dela… Eu nunca tinha visto a Lorena tão leve. Tão… inteira. Mas eu sabia. Sabia que por dentro ainda tinha um eco. Uma dor escondida. Aquela frase da Helena não tinha sumido. Ela me olhou por cima do ombro, sorrindo. — Amor, vem brincar com a gente! Sorri pequeno. — Já vou, vida. Só vou pegar uma coisa no quarto. Ela voltou a brincar com o Mateo, distraída. Eu fui até o quarto. Peguei a chave do carro. Fechei a porta devagar. Porque eu precisava ir. Precisava resolver. Precisava encarar. Precisava tirar a voz da Helena da cabeça da minha mulher. Desci.

  • A Vingança Do CEO   capitulo 84

    NARRADO POR LORENA O carro parou. A casa dela parecia maior ao vivo. Mais fria. Mais distante. O Dante desligou o motor. Olhou pra mim, sem dizer nada. Só aquele olhar que dizia “tô aqui.” Ele saiu, deu a volta, abriu a porta pra mim. A mão dele pegou a minha. E não soltou. Nem um segundo. Subimos os degraus. Ele tocou a campainha. A porta abriu. Ela estava ali. A Helena. Linda. Serena. Mas com um olhar que já pesava antes mesmo de falar. Os olhos dela caíram na nossa mão entrelaçada. Subiram pro rosto dele. O sorriso veio, pequeno. Educado. Mas nada gentil. — Oi. — ela disse. — Oi. — ele respondeu. O braço dele passou pela minha cintura. Me puxou mais perto. Firme. Sem deixar espaço. — Essa é a Lorena. Minha mulher. Meu coração bateu alto. Mas eu mantive o sorriso discreto. Seguro. A Helena me olhou devagar. De cima a baixo. Pesando. Avaliando. Classificando. — Prazer. — ela disse, com um sorriso que não chegava nos olhos. — O prazer é meu. — res

  • A Vingança Do CEO   capitulo 83

    NARRADO POR DANTE Acordei antes. Fiquei olhando ela dormir, enrolada no lençol, os cabelos espalhados no travesseiro, a respiração leve. Desci. Preparei café. Subi com a bandeja. Sentei na beira da cama. Passei a mão no rosto dela devagar. — Vida… acorda. Preciso falar uma coisa. Ela abriu os olhos, sonolenta, preguiçosa. — O que foi? Sorri leve. — Hoje eu vou buscar o Mateo. Vai passar o final de semana comigo. Ela sorriu pequeno. — Que bom, amor. Que delícia. Respirei fundo. Aproximei mais. — Mas eu vou buscar ele na casa da Helena. Ela parou. O sorriso sumiu. — E eu quero que tu vá comigo. — falei, firme. Ela me olhou surpresa. — Na casa da… da Helena? Assenti. — É. Quero você comigo. Quero entrar lá contigo. Quero que ela veja que você tá comigo. Quero ela sabendo que quem tá na minha vida agora é você. Ela respirou fundo. Baixou o olhar. — Dante… eu nem conheço ela. A gente nunca nem se viu… eu não sei se é uma boa ideia… ela pode interpretar mal… o Ma

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