تسجيل الدخول— Vocês Spinelli, vão ter que me matar também! Eu não sou sua propriedade, temos só um acordo financeiro, e por acaso esse acordo lhe dá o direito sobre o meu corpo, mas saiba que esse poder não é absoluto! Saí da frente dele e fui arrumar os cabelos diante do espelho de parede. Ele veio atrás, como uma fera ferida, atacada de surpresa, e que reage automaticamente. — O que você quer dizer com isso? Que pode se deitar com quem quiser? Que eu, e nem ninguém poderá impedi-la? Você é minha mulher, Cris! Parece que tenho que estar te lembrando disso o tempo todo! Virei-me alterada. — Mas não sou sua propriedade, Alejandro. Não tem que me expor dessa forma! Não me achou num bordel! Entendo que você gosta desse tipo de garota fácil, mas eu sei quais são os meus direitos nessa droga de acordo! Ele segurou o meu braço com tanta força, que me curvei de dor. — Cala essa boca! Está assim por causa desse boneco de vitrine! Eu não baixava a crista para ele, de j
E para provar o quanto a presença do Diego o incomodava, ele fez uns questionamentos bobos. — Ele nem é tão bonito assim, é? Acho ele delicadinho demais, você não acha? — Sim, eu também acho— concordei nervosa, olhando para baixo. Alejandro segurou meu queixo e me fez olhá-lo nos olhos. — Eu sou mais bonito do que ele, não sou?— Perguntou com a voz rouca. — É sim— respondi assentindo mil vezes. — E também mais gostoso?— Aí já virou safadeza. A perna dele se enfiou no meio das minhas, me tirando o fôlego. — Responda!— ele insistiu pressionando o corpo para frente. — Eu creio que sim. Não sei dele e também não me importo! A boca tentadora sorriu e os braços fortes me suspenderam. Meus pés já não sentiam mais o chão. — O que vai fazer? — eu quis saber, assustada. Ele respondeu. — Amor, vou fazer amor. Vou transar com a minha mulher, eles que esperem! Contestei o empurrando em vão. — Não, Alejandro, não! Eles vão perceber, sér
Respirei fundo, impaciente. O desespero me acometeu assim que Alejandro entrou em casa. Eu arrumada, parecia que ia a uma festa, meus sogros também estavam bem vestidos e ele, o Diego, doutor de coisa nenhuma, elegante, do meu lado, como meu convidado. Alejandro se aproximou sem graça, intrigado, sem entender nada. — Boa noite— ele disse olhando para a visita. Diego estendeu a mão, todo simpático. — Boa noite, prefeito! É um prazer enorme ser convidado a jantar na casa do futuro governador. Alejandro aceitou a mão estendida perguntando com o olhar: quem é você? Diego percebeu o mal estar e como ninguém o apresentou até então, ele mesmo o fez. — Diego , amigo de infância da Cris — ele falou sorridente. Olhei para ele surpresa automaticamente. — Amigo de infância!— Alejandro não disfarçou a surpresa. — É amor, isso, o Diego é meu amigo de infância— eu falava com a voz trêmula. — Você nunca me falou— Alejandro estava claramente con
Thomaz se justificava, como se pudesse me convencer. — Se ele tem que passar por isso, melhor que seja agora, antes que fique ainda mais apaixonado. Vera manteve-se imóvel, satisfeita com o marido, que dizia tudo o que a sua boca queria. — Espere mais um pouco, Thomaz, eu te imploro! — supliquei, quase me ajoelhando. — Está decidido— Thomaz disse Eu me recompus, entristecida, e antes que me retirasse, Vera explicou como seria. — Vamos começar com a simulação imediata. Vamos trazer à nossa convivência, quase que diária, um advogado, ou pelo menos ele vai se apresentar como tal. Apertei os olhos, indignada. — Não precisa disso! Deixe o Alejandro só imaginar! — Precisa parecer real— Vera insistiu. — Farei com que pareça real, eu prometo!— eu quase gritava de desespero, sem mesmo alterar a voz. — Já estamos conversados— Thomaz bateu o martelo. Depois disso, os dois saíram, acho que para comemorar a minha derrota. Eu estava me sentindo a
Essa história de suicídio não era mais um mistério. Os Spinelli já preferiam tratar com naturalidade. Não insistiam mais em pneumonia. Essa versão com certeza foi criada para o povo, porque uma morte por suicídio poderia chocar muito e até comprometer o carater do Alejandro. Vera respirou fundo e olhou para o marido, em seguida fez um comentário infeliz. — Suicídio é para os fracos! Mesmo chocada, ergui o queixo e a encarei. — Coisa que definitivamente, eu não sou. Se fazendo de bondosa, mas de forma que eu pudesse interpretar como ironia ou até ameaça, a bruxa começou a falar entre os dentes. — Talvez ela preferisse morrer do que ficar sem o filho. Bati com a mão na mesa, as criadas se assustaram. — Pois eu sou exatamente o contrário dela, nunca me mataria, mas seria capaz de tudo por filho! Alejandro também tomou um susto e olhou para a mãe, alterado. — É impressão minha, mãe, ou a senhora está se esforçando para que a Cris perc
Eu consegui despistar Alejandro e ele começou a se despir rapidamente. Em seguida, entrou na água e veio como um leão faminto. Ele me encostou na parede e ergueu minhas pernas, achei que fosse cair, tomei um susto! Ele era forte e me segurava firme. Que fogo, eu sentia que iria despencar! — Alejandro, você vai me derrubar! — Jamais, meu amor! Fiz isso tantas vezes, por que não iria lhe segurar justo agora que está carregando um filho meu no seu ventre? Fiquei surpresa, estática. “ Um filho meu!” — Que forte aquela afirmação! Imaginei como seria para Alejandro ouvir dizer que o filho é de outro! Meu Deus, eu teria que ser muito desumana para lhe provocar tal decepção, mas era a única forma de me salvar e ao meu filho! — O que foi? Está me olhando assustada, por quê? Não é verdade que carregava um filho meu?— Ele falava divertido, mas para mim era muito sério. Ai meu Deus, vontade não me faltava de dizer logo de uma vez que o filho não era dele. Ele teria







