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Por que agrediu a babá?

Autor: Yana Shadow
last update Fecha de publicación: 2026-10-08 00:27:18

Ponto de vista de Maximus.

Custando a acreditar no que via, eu me questionei: “Che cazzo dice?” Vitória sempre foi meiga e doce. Não era inclinada à violência.

Nonna Francesca surgiu no corredor, vindo direto para mim.

— Dio santo! — Levou a mão à boca, chocada, quando viu o hematoma no rosto da nova babá. — Como pôde? — Seu olhar condenatório se voltou para mim.

— Não foi o signor Trevisani, dona Francesca. — Anita explicou. — Foi a Vitória.

— O quê? — Incrédula, a minha avó espremeu os olhos
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  • A babá que acusei é a Mãe do Meu Filho   A melhor noite de sua vida

    Ponto de vista de Maximus.“Porra, quer conversar agora?” Perguntei em pensamentos.— Não vou tomar muito do seu tempo, signor — disse Anita, educadamente.“Cazzo, ela vai me ameaçar com o processo”.— Sei que minha noiva se exaltou um pouco, e…— Está tudo bem, signor Trevisani — ela interveio. — A dona Francesca conversou comigo na cozinha antes de vir trazer o chá e os biscoitos. Intrigado, observei a jovem alta, e até muito bonita para ser uma babá. — Eu entendo que sua noiva está passando por um momento complicado. Ela acabou de sair do hospital e está muito nervosa com tudo o que vem acontecendo.— Exatamente do que você está falando? — Dei um olhar perscrutador. — Do acidente, sei que ela ainda está se recuperando de algumas cirurgias… — Anita parou de sorrir. — Ela teve um grande trauma e, talvez, tenha que conversar com uma psicóloga… Se o senhor quiser, posso indicar um e… — Anita parou de falar quando ergui a mão.— Anita, vá direto ao ponto? Já esperava que exigisse um

  • A babá que acusei é a Mãe do Meu Filho   Por que agrediu a babá?

    Ponto de vista de Maximus.Custando a acreditar no que via, eu me questionei: “Che cazzo dice?” Vitória sempre foi meiga e doce. Não era inclinada à violência. Nonna Francesca surgiu no corredor, vindo direto para mim.— Dio santo! — Levou a mão à boca, chocada, quando viu o hematoma no rosto da nova babá. — Como pôde? — Seu olhar condenatório se voltou para mim.— Não foi o signor Trevisani, dona Francesca. — Anita explicou. — Foi a Vitória.— O quê? — Incrédula, a minha avó espremeu os olhos para a nova babá.— A Vitória nunca faria isso.— Foi ela, dona Francesca, eu juro! — chorosa, Anita continuou com suas lamentações.Deixando as duas no corredor, rumei apressado para as escadas. Subi os degraus de dois em dois e, no topo, vi os seguranças parados na porta enquanto Vitória entregava a mamadeira.— Leva isso para o Maximus…Cocei a nuca sem entender. De costas para mim, ela segurava o nosso filho sem perceber que eu me aproximava.— O que aconteceu? — indaguei.Ela se virou e se

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    Ponto de vista de Vitória O calor do corpo de Maximus me envolvia, mas a minha mente ainda era assombrada pela imagem do rosto deformado de Estéfano. — Ele falou do seu passado... — sussurrei, escondendo meu rosto na curva do pescoço forte que exalava um perfume ambarado. — Como é? — Estefano me contou sobre o colégio interno. Senti o corpo de Maximus endurecer no mesmo instante. — O quê? — A voz dele ficou mais grave. Envolta no abraço caloroso, eu continuei aconchegada. — Estefano mencionou que você brigou pela guarda da Allegra porque não queria que sua sobrinha passasse pelo mesmo que você e a sua irmã quando eram crianças... — funguei. Ainda estava abismada com a nitidez de tudo o que vi enquanto dormia. "Como meu subconsciente inventaria algo tão específico?" Maximus me afastou devagar e tocou nos meus ombros até me encarar. Os olhos escuros me analisavam com desconfiança. — Deve ter sonhado com isso porque Elena te contou do internato antes de morrer… — Sua irmã nu

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    Ponto de vista de VitóriaApreensiva, vi o assistente de Maximus passar pela fresta. — Estéfano, é você? — perguntei, incrédula.Semanas atrás, tinham me dito que ele faleceu. Como ele surgiu do nada?— Sim, ragazza!Eu sentei na cama rapidamente. Fitei o homem com o perfil parcialmente oculto pela sombra do quarto mal iluminado.— Mas falaram que você tinha morrido… onde você estava?— Não tenho muito tempo pra conversar, ragazza.Ele sorriu, mas não avançou muito.— Quando voltou— Não posso me demorar, ragazza. — O Maximus é um chato — murmurei. — Vive dando ordens, achando que manda em tudo.— Por mais que não pareça, ele é um bom homem — discordou de mim. — Ainda vejo nele o jovem que sofreu no passado. Maximus era cobrado demais enquanto vivia no colégio interno.— Você tá defendendo porque trabalha pra família trevisani há muitos anos… — Encarei o homem continuava parado entre a escuridão e a luz naquela parte mal iluminada.“Quer dizer que ele não cresceu perto dos pais?” P

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    Ponto de vista de VitóriaPelo modo como ele fuzilou com o olhar, vi que tinha acertado em cheio.“Anda, fala alguma coisa”, mentalmente, eu o desafiava, mas só via o peitoral dele agitado. Baixei o olhar para as mãos compridas que estavam fechando e abrindo do lado do corpo.Como ele não se manifestava, eu mexi a boca, prestes a continuar a desabafar o que estava entalado na minha garganta, mas titubeei, segurando na balaustrada.Subitamente, um borrão estranho fez tudo girar ao meu redor. A visão estava embaçada e minhas pernas fraquejaram. Do nada, a balaustrada da varanda começou a sumir. — Vitória! — A voz grave soou distante.Antes que eu perdesse os sentidos e caísse de cara no chão, os braços fortes de Maximus me pegaram. Enquanto os meus olhos alternavam entre luz e escuridão, eu senti o Maximus me segurando contra o peito dele. Era bem diferente do modo rude como reagiu minutos atrás.— Me solta... — minha voz saiu fraquinha conforme tentava empurrá-lo em vão.— Pare com i

  • A babá que acusei é a Mãe do Meu Filho   Eu só quero te fazer feliz

    Ponto de vista de Maximus. — Não pode me obrigar a dormir no seu quarto. —Ela reclamou. — Quer pagar pra ver? — Está fazendo isso porque quer me usar como fez quando me engravidou! Estaria mentindo para todos, e até para mim mesmo, se continuasse ignorando o desejo primitivo e a luxúria. Há dias não transava e estava extremamente tenso. — Vitória, vamos conversar em particular — as palavras saíram através de meus dentes cerrados. — Eu me recuso a ir para o seu quarto. Projetei meu corpo para frente e ela recuou. — Vou te jogar no meu ombro e te carregar até lá, na frente de qualquer um que surgir no meu caminho — falei no momento em que um dos seguranças chegou ao corredor. Ela olhou para o lado e seu rosto começou a enrubescer. Gostava de como ela ficava tímida quando alguém nos via tão próximos. — Só vou lá para conversar e depois eu saio. Bom, já era um começo. Ao menos, ela iria por vontade própria. Deixei que fosse na frente e, assim que entrou, fechei a porta. Ela deu

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