FAZER LOGINCaspian Dark ficou órfão aos 16 anos, ele viu seus pais morrerem em um acidente inexplicável. Um jovem que gostava de cartas, se tornou um homem peculiarmente frio e que gostava de jogar com a vida dos outros. Anos se passam e em uma brincadeira o irmão mais velho, Dominic, usou seu nome para fechar um negócio, mas esse negócio envolvia um acordo, um acordo de casamento com uma jovem cheia de pudores que acabou de sair de um convento. Selena Haven é a caçula da família, perdeu a mãe cedo e agora tinha que cumprir a sua função, se casar para benefício dos negócios de seu pai. Ela foi trancada em um convento para a sua proteção e quando saiu se viu entregue ao que considerava o pesadelo de qualquer mulher. O que Selena escuta sobre o seu futuro marido é de assustar homens feitos, quem dirá uma jovem frágil e sonhadora. Selena encantará Caspian no primeiro olhar, ela é a dama da sorte que Caspian sempre viu em seus sonhos e agora a teria em sua cama. Ele fará seu coração tremer, Caspian desperta em Selena sensações que ela sempre ouviu ser errado, mas que se tornaram fortes demais para suprimir. O anjo da família Haven estará entregue ao mago da morte e juntos vão descobrir que suas vidas estão entrelaçadas antes mesmo de se conhecerem. Eles vão descobrir que nada é por acaso, mas talvez o destino jogue ao seu lado.
Ver mais“Você não será entregue a um homem bom, capaz de te amar. Seu destino, Selena, é um monstro que vai te destruir...” ela ouvira em sua mais uma vez antes de sair do banheiro da suite em que dormia.
Ouviu isso até mesmo no dia de seu casamento. Agora que vivia com Caspian temia o momento em que isso se tornaria real. Selena resistia. As palavras do irmão Logan ecoavam em sua mente como um veneno. “Ele matou nossa mãe, Selena. Ele destrói tudo que toca. Não se deixe enganar por um momento de gentileza. Ele é um monstro.” Logan, o irmão mais velho que sempre a protegeu, jurara que a tiraria dali. “Vou invadir aquela casa se for preciso. Vou te salvar dele.” Mas os dias passavam, e Caspian não agia como monstro. Selena sentia o medo se desfazer aos poucos, como névoa ao sol da manhã. O que começou como resignação transformou-se em curiosidade. Depois, em algo mais perigoso: desejo. Até que finalmente... Selena cedeu. Uma noite, após um jantar silencioso, Caspian finalmente disse as palavras que mudaram tudo. — Eu te amo, Selena. — Saiu de seus lábios e isso a fez ceder. Ela congelou, o copo de vinho tremendo em sua mão. Amor? De um homem como ele? As histórias do irmão gritavam dentro dela: mentira, armadilha, manipulação. Mas os olhos de Caspian não mentiam. Havia uma sinceridade crua ali, uma entrega que nenhum monstro seria capaz de fingir. — Eu tinha medo de você — confessou ela, com a voz baixa, quase quebrada. — Medo pelo que meu irmão me disse. Mas quando você disse que me amava... eu não podia mais acreditar que você era esse monstro. Ele não respondeu com palavras no início. Apenas se aproximou, devagar, como se temesse assustá-la. Beijou-a com uma ternura que contrastava com sua reputação. Depois, colocou uma mecha rebelde de cabelo atrás da orelha dela e encostou a testa na sua. Ficaram assim por longos minutos, respirando o mesmo ar, os corações batendo em um ritmo que parecia sincronizar-se. Caspian inspirava fundo, como se aquele contato fosse o único lugar onde ele permitia-se ser humano. — Sou sim um monstro — murmurou ele por fim, a voz grave ecoando no peito dela. — Não me chamam de Mago da Morte à toa. Mas não é esse homem que eu trago para você, Selena. Para você, eu sou apenas Caspian. Seu marido. O homem que te ama, meu anjo. Havia sombras profundas ao redor deles, segredos de família, vinganças antigas, um passado manchado de sangue. Mas naquele momento, ela escolheu ignorá-las. Escolheu viver o casamento. Escolheu deixar o amor crescer, mesmo sabendo que ele poderia queimá-la. Naquela manhã ensolarada, após a sua primeira noite de amor, sua primeira entrega. Selena vestiu apenas um roupão leve de seda, o cabelo ainda úmido do banho. Caspian a observava com aquele olhar faminto e ao mesmo tempo reverente. O ar entre eles crepitava de uma intimidade nova, conquistada com paciência e confiança. — Como você está? — perguntou ele, a voz rouca de preocupação e desejo. — Sente dor? Ela negou com a cabeça, sorrindo timidamente. — Não... Estou bem. Ele se aproximou, as mãos grandes deslizando pelo tecido do roupão, traçando contornos suaves sobre sua pele. Não era pressa. Era adoração. Selena sentia o coração acelerar, o corpo responder com um calor que se espalhava por todo seu ser. Caspian se inclinou, beijando seu pescoço de forma lenta. As palavras saíam baixas, carregadas de emoção: — Depois de tudo... você ainda confia em mim? — Sim — sussurrou ela, passando os braços ao redor do pescoço dele. — Eu confio. Ele a puxou para mais perto, os corpos se encaixando em uma dança lenta e íntima. Selena fechou os olhos, entregando-se ao prazer que crescia devagar, ao sentimento de pertencimento que finalmente preenchia o vazio que o medo deixou. Pela primeira vez, ela imaginou um futuro: manhãs como aquela, noites de conversa profunda, um amor que sobreviveria às sombras do passado. Mas o passado nunca dorme. Um estalo seco, agudo rasgou o ar. O corpo de Caspian estremeceu violentamente contra o dela. Seus olhos se arregalaram em choque, a boca entreaberta em um suspiro silencioso. — Você me traiu... Usou o que eu sinto para... — Ele vacilou, as mãos ainda segurando-a com fraqueza, antes de tombar pesadamente no chão de madeira. Selena sentiu o mundo inclinar-se. O tempo pareceu parar enquanto o cheiro metálico e quente de sangue invadia o ar. — Caspian! — Selena gritou desesperada . Ela se ajoelhou ao seu lado e viu a poça de sangue se formar ao redor dele. — Finalmente... — ecoou uma voz fria, triunfante, vinda da porta entreaberta. — Que situação deplorável para morrer, Caspian Dark. Logan estava ali, arma ainda fumegante na mão, um sorriso vitorioso nos lábios que Selena conhecia desde a infância. O coração dela se despedaçou em mil pedaços. Seu marido, homem para quem foi entregue por meio de um contrato havia sido baleado após ter decidido o amar...A médica fez os exames com Maria desacordada, quando ela recobrou a consciência já estava vestida e no tapete de seu quarto, tinha a coberta grossa sobre o seu corpo e em cima da cama um copo de suco e um sanduíche.Ela levantou-se e deu uma mordida no sanduíche, Dominic já tinha percebido que Maria não resistia a nenhum tipo de comida, ela só não gostava de coisas amargas, Dominic descobriu isso depois que a viu curiosa com as garrafas de bebidas em seu escritório, ela chegou a colocar um pouco de whisky em um copo, ela cheirou e fez uma careta, deu um pequeno gole que na mente dele nem se deixava apreciar o sabor, mas ela fez uma careta de nojo pior ainda e correu para o banheiro do quarto, escovou os dentes e limpou o quanto podia a boca, ele enquanto isso, fez um suco de morango com leite, fez o mais doce possível e deu a ela quando a viu sair do quarto. Ela tomou quase tudo sozinha.Quando Maria saiu do quarto Dominic estava na sala, ele tinha a TV em um filme e um balde de pipoc
Naquela semana, Dominic agendou as consultas que Selena sugerira. Escolheu um hospital em que um dos sócios era conhecido da família. Queria discrição. Corredores menos expostos. Gente que soubesse guardar nome e rosto. Não se sabia a idade de Maria, o corpo era de uma mulher e o calendário interno ainda estava em pedaços. Uma consulta médica diria muito sobre ela.A psicóloga seria por videochamada. Três vezes por semana, no começo. Maria poderia perguntar o que quisesse: o nome das horas, o que era autonomia, por que as pessoas andavam de mãos dadas sem pedir licença. Não era aula de criança. Era o mundo inteiro, atrasado, atravessando uma tela.A consulta ginecológica foi outra coisa.O consultório cheirava a álcool e papel. A luz branca deixava a pele de Maria ainda mais pálida. No centro da sala, a maca ocupava o espaço como uma sentença. Cama hospitalar, cama comum — para ela, o formato não mudava. Altura, lençol, a ordem de deitar. O corpo lembrava antes da boca.Foi difícil co
Enquanto isso, Dominic e Caspian voltavam para a sala. Os passos dos dois soavam pesados no corredor. Lá fora, o lago continuava quieto. Lá dentro, a casa ainda cheirava ao almoço que Maria fizera e ao perfume doce que Selena deixara no ar.— Dom, não se preocupe. Nem precisava ter comprado essas coisas para ela. Vou levá-la para um convento. Em no máximo uma semana você se livra disso. Apesar de ter me feito casar, não vou pagar na mesma moeda. A Selena se mostrou uma excelente esposa.Dominic parou. A resposta veio sem hesitação.— Não. A Maria fica. Não vai a lugar nenhum.A voz saiu convicta. Ele não queria admitir, mas Maria já mexia com sentimentos que andavam adormecidos havia anos. Desde a noiva, desde o ataque, desde o dia em que aprendera que amar também podia ser uma armadilha, Dominic fechara a porta. Agora aquela mulher de pés descalços e sorrisos raros abria a porta novamente.Caspian arqueou a sobrancelha. Achou graça, mas não da forma cruel de antes. Será que o irmão e
Enquanto isso, Maria e Selena construíam a amizade sem pressa, como quem aprende a confiar no som da voz da outra. Sentaram-se no banco à beira do lago. A água batia mansa nas pedras. O vento de novembro trazia cheiro de terra molhada e folhas. Selena ajeitou o casaco sobre a barriga e olhou Maria com uma curiosidade suave, sem julgamento.— Selena, você é casada com o Caspian?— Sim. Estamos casados há quase um ano. E agora vamos ter o nosso primeiro filho.Maria acompanhou o contorno da barriga com os olhos, fascinada e um pouco assustada.— Entendi. Foi ele que me tirou da casa do Mestre. Ele disse que eu vou ficar melhor aqui.— E você está gostando? É bom conviver com o Dom?Maria pensou um pouco. O lago refletia o céu claro. Longe, a casa de Dominic parecia quieta e segura.— Sim… Quando nasce o seu bebê?— Daqui a duas semanas.— Isso é quanto tempo exatamente?— O quê? — Selena piscou, confusa. Para ela, a explicação tinha sido clara.Maria tinha fascinação pelo tempo. Não sab






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