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Capítulo 61: Nossa

Auteur: Marise S.M
last update Date de publication: 2026-06-18 09:23:50

 Caio Silva Rocha

Eu já não aguentava mais. Cada segundo que passava, cada toque, cada gemido que saía da boca dela, parecia uma eternidade de tortura gostosa. Estava duro, completamente fora de mim, com uma vontade tão grande de possuí-la que doía, que latejava no corpo todo, como se fosse algo que eu não poderia controlar por mais um minuto sequer. Ver Bruna ali, no meio de nós, com a pele avermelhada, os olhos perdidos, o corpo todo entregue aos nossos toques, era a coisa mais excitante que
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    Caio Silva Rocha Nunca tinha sentido tanta raiva na minha vida. Estava jogado no sofá da sala da mansão, com uma garrafa de cerveja na mão e os olhos fixos em algum ponto da parede. Ao meu lado, Luan parecia tão furioso quanto eu. Já Patrick estava sentado na poltrona à nossa frente, bebendo calado, como se ficar de boca fechada fosse resolver alguma coisa. O relógio da parede marcava quase duas da manhã. Peguei mais uma cerveja no balde de gelo, arranquei a tampinha com os dentes e dei um gole longo enquanto lembrava em como Bruna tinha sido fria. Tão fria que parecia outra pessoa. Aquela coelinha que a gente conhecia, que sempre olhava pra gente com carinho, simplesmente não estava mais ali. — A gente perdeu. Perdermos a nossa Coelhinha... — falei, olhando pro teto e soltando uma risada seca, cheia de raiva. — Eu não vou suportar isso. Vou enlouquecer. Não tô brincando. Luan balançou a cabeça, encarando o n

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    Bruna Marques  Assim que o Patrick passou pela porta da sacada e desapareceu na escuridão da árvore junto com Luan e Caio, me aproximei da porta de vidro com as mãos tremendo. Girei a tranca com pressa e fechei as cortinas. Minhas pernas perderam a força. Levei as mãos à boca, mas não consegui segurar o choro. Caí de joelhos ao lado da cama, sentindo toda aquela dor que eu vinha tentando engolir desabar de uma vez. Estava com tanta raiva, tanto medo, mas a verdade mais dolorosa de todas era que ver os três ali, de tão perto, tinha reacendido uma chama que eu estava tentando apagar a todo custo. Eu ainda amava aqueles três idiotas.  Enxuguei as lágrimas com as costas das mãos, tentando respirar fundo enquanto os soluços altos e descontrolados saíam da minha boca. — Por que tinha que ser tudo tão difícil? — Bruna? — A voz abafada do tio Miguel veio do outro lado da porta, acompanha

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    Patrick Silva Rocha A noite finalmente chegou, mas a nossa cabeça já estava uma bagunça completa. Depois de virar algumas garrafas de bebida pra tentar anestesiar a dor da culpa, nós três fomos direto para a casa dos tios da Bruna. A gente sabia o caminho de cor. O problema foi subir naquela maldita árvore; com o álcool pesando no sangue e as pernas meio trôpegas, quase fomos pro chão umas duas vezes. Mas a necessidade de ver o rosto dela era maior do que qualquer tombo. Luan quase caiu ao pousar na grama do quintal e soltou um xingamento baixo. — Cala a boca, porra — sussurrei, puxando ele pelo casaco. Subi primeiro, segurando nos galhos grossos. Meus pés escorregaram duas vezes na casca da árvore por causa do álcool, mas alcancei a grade do balcão da sacada e me puxei pra cima. Caio veio logo atrás, e Luan subiu por último, resmungando o tempo todo. A porta de vidro da sacada estava encostada, empurrei devagar. O quarto dela estava no breu absoluto. Entramos os três na pon

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    Luan Silva Rocha Girei a chave na fechadura e empurrei a porta pesada da entrada. Assim que pisei no hall com o Caio do meu lado, senti algo diferente no ar. Um cheiro forte de uísque. Era nem cinco da tarde e o Patrick já estava acabado no sofá da sala, com a garrafa pela metade na mesa de centro e um copo na mão. — Puta que pariu, Patrick. Cinco da tarde e você nesse estado? — Caio resmungou, jogando o paletó no braço da poltrona. Patrick nem se mexeu direito. Só levantou os olhos vermelhos, encarou a gente com um sorriso amargo e deu mais um gole longo. Depois, apontou com a cabeça pro chão perto do tapete. — Pedido de divórcio. — a voz dele saiu arrastada, grossa por causa do álcool. — Ela já assinou. A Bruna assinou. Tá tudo terminado, caralho. Eu travei no meio da sala, Caio parou do meu lado, o olhar fixo naqueles papéis no chão. Por mais que a gente soubesse que as coisas tinham ido pro buraco, ouvir aquilo com todas as letras doeu de um jeito desgraçado. A nossa Coelhi

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 119: A Ideia Fixa

    Patrick Silva Rocha  A mansão estava num silêncio incômodo quando desci para a sala de estar. O relógio no corredor já marcava dez da manhã. Luan e Caio haviam saído para a empresa mais cedo, deixando para trás aquele clima pesado que tinha virado rotina entre a gente desde que tudo fugiu do controle.  Fui até a cozinha para pegar um café, mas a campainha da entrada me fez parar no meio do caminho. Fui até a entrada da mansão, onde o carteiro do condomínio me esperava, aquele mesmo que sempre passava no mesmo horário fazendo as entregas das casas.  — Bom dia, Sr. Patrick. Tenho uma correspondência para o senhor. Preciso da sua assinatura aqui, por favor — disse, me entregando a prancheta com a caneta.  Assinei o comprovante sem dar muita atenção, pegando o envelope pardo pesado com o carimbo oficial. Assim que li o remetente e o timbre da vara de família, meu estômago deu um nó. Rasguei o papel de qualquer jeito e tirei as folhas dali de dentro. Quando vi o título em destaque no t

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    Bruna Marques Mais um dia começava exatamente do mesmo jeito. Me levantei devagar, tomei banho e vesti uma saia longa de tecido grosso, pus a blusa fechada até o pescoço e amarrei o cabelo num coque bem firme. Não tinha opção. Sob o olho clínico do meu tio Miguel, até um fio de cabelo solto podia virar motivo para uma bronca sobre modéstia e vaidade. Desci as escadas para a sala de jantar achando que seria só mais uma manhã normal, pronta para aguentar aquela oração interminável antes do café. Mas, assim que pisei no último degrau, notei que o clima estava estranho. Meus tios já estavam à mesa, mas acompanhados por um homem que nunca tinha visto antes. Ele vestia um terno impecável e segurava uma pasta de couro preta. — Bom dia — falei baixinho, abaixando a cabeça para não encarar ninguém direto. — Bom dia, Bruna. Sente-se — o tom do tio Miguel veio firme, sem espaço para pergunta

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