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5 A proposta.

Autor: DiegoAlmary
last update Data de publicação: 2024-10-07 04:42:13

Sara estava prestes a se endireitar para dar um soco na ex-cunhada quando a voz firme de Emiliano ecoou pela sala de espera. Ambos levantaram a cabeça e encontraram o olhar feroz do CEO que avançou em direção a eles com passo firme. 

- Deixe ela ir! - Ela gritou com a irmã, mas Luna não largou Sara. 

"Essa mulher tem a coragem de aparecer na Casa Monter", bufou o trigêmeo. "Eu mesmo vou tirá-la do cabelo." 

A mão de Emiliano moveu-se rapidamente e agarrou o pulso da irmã, apertando-o com força, tanto que a mulher se mexeu de dor e finalmente soltou os cabelos loiros de Sara e ela acariciou sua cabeça. 

— Bem, Sara é minha convidada, então eu te peço… não, eu te ordeno! Deixe-a em paz — Luna lançou um olhar frio para Sara. 

— Não acredito que ela tem coragem de voltar e você a convida depois de tudo que aconteceu. 

—Tudo o que aconteceu? — Emiliano bufou — Você está se referindo a todas as humilhações que fizeram com ele? Não seja cínica, Luna, e é melhor entrar na sala de reuniões, agora! —quando ele gritou, todas as pessoas na sala pularam.

—O que sua esposa vai dizer que você defende tanto seu ex? —Luna liberou seu veneno antes de desaparecer. Quando a mulher desapareceu, a carranca voltou-se para Sara.

— No primeiro dia e você já está causando problemas, parece que você não mudou — Sara resistiu à vontade de dar um tapa nele. 

— Estou agradecido aqui, você…

“Não importa,” ele interrompeu “Já estamos te esperando na sala de reunião, e não preste atenção nas minhas irmãs, você sabe que elas são bruxas.”

—Bruxas? Eles são acionistas e executivos desta empresa, Luna controla as finanças, Lura a área de produção e Letícia a publicidade e…

—E a área de design é totalmente independente, sabe, eles não vão se envolver no seu trabalho e você nem no deles—Sara apertou o caderno contra o peito. 

— Você fala como se eu tivesse alguma chance de ficar, olha toda a concorrência — Emiliano a soltou e apontou para a porta da sala de reuniões. 

—Você acha que pode se livrar de mim facilmente? — Sara engoliu em seco e caminhou atrás do homem. 

Vários dos candidatos reclamaram do favoritismo para com o recém-chegado, muitos esperavam há horas, mas Emiliano caiu sobre eles com um olhar frio, seu caráter não havia mudado ao longo dos anos, ele ainda era barulhento e mal-humorado. 

Quando a porta da sala de reuniões se abriu, a primeira coisa que Sara encontrou foram os gêmeos, os três eram como três gotas d'água, tão parecidos que dava arrepios. 

Luna, Laura e Letícia, ou como Sara as chamava. A bruxa, o tolo e o bebê chorão. Luna era muito inteligente, fria e calculista, Laura era desajeitada, um tanto bruta, Sara ficou surpresa por conseguir lidar com seu cargo de gerente de produção e Letícia era chorona, emotiva e impulsiva. 

Lá dentro estavam mais cinco investidores, a avó de Emiliano, seu pai e três investidores minoritários. 

“Bom dia,” Sara cumprimentou e todos olharam para ela. A avó de Emiliano era uma senhora idosa. Desde a morte do marido, ela assumiu o cargo de matriarca da família e Sara a respeitava muito. 

— Então é verdade — disse a mulher — Achei que era brincadeira quando meu neto me contou que você tinha aparecido e agora finge que quer trabalhar aqui? — Sara sabia lidar com Dona Amélia, a velha odiava gente fraca. 

— Conheço melhor que ninguém as necessidades e o estilo da Casa Monter, não estou pedindo que me dêem o cargo, por isso estou aqui como todo mundo, fazendo uma entrevista — Emiliano, muito gentilmente, trouxe uma cadeira para ele sentar. 

— Bem — disse a velha Amélia — se você não quer ganhar o cargo por influência então, Sara, o que você tem para nos oferecer — Sara respirou fundo, os desenhos que ela ia mostrar faziam parte dela criatividade mais íntima, ela os fez. No conforto da discrição, deixando voar sua criatividade, ele nunca imaginou que um dia os compartilharia com alguém. 

— Pois bem, venho oferecer à Casa Monter o próximo passo para a sua evolução, eu, mais do que muita gente, conheço o estilo desta empresa, como todos sabem, fiz parte deste conselho de administração…

"Até você desaparecer sem deixar rastros", Luna a interrompeu, mas Sara a ignorou, levantou-se e deixou o caderno na frente de Dona Amelia. Em tese o principal que deveria convencer era Emiliano, o homem tinha dois votos na diretoria, mas no fundo ela já sabia que ele a apoiaria, se ela convencesse Dona Amélia os outros a seguiriam. 

— O estilo da Casa Monter sempre foi muito clássico, acho que a empresa está começando a ficar atrás da concorrência, proponho criar, não só estilos mais modernos, mas também complementar os modelos que já existem e são um clássico para o marca também... Gostaria de consultar isso primeiro com o Sr. Emiliano, pois é mais uma questão de finanças do que de criatividade — Dona Amélia pegou o caderno e começou a olhar os desenhos. 

— Quero que você nos conte — Sara olhou para Emiliano e pigarreou, ele acenou com a cabeça. 

— Bom, a Casa Monter tem designs exclusivos, muito caros, pouca gente tem acesso, para começar, gente de classe alta. Proponho criar uma linha mais econômica, mas ainda de alta qualidade, para que pessoas de classe média e baixa possam adquirir designs exclusivos e assim atingir um mercado muito mais amplo.

— Isso é um completo ridículo! — Luna gritou e bateu com o punho na mesa — se alguém tem acesso a um projeto da Casa Monter, onde está a nossa exclusividade? —Ele olhou para Sara com raiva. 

— Bom, é disso que se trata criar uma nova linha, os designs caros de primeira linha serão os mesmos, só pessoas de classe social alta poderão acessá-los, criar uma linha mais barata pode incentivar nossas vendas e melhorar a renda — Emiliano comentou com aprovação. A ideia da Sara e ela sorriu, o que a fez sentir-se motivada e apoiada. 

Dona Amélia fechou o livro e olhou para Sara. 

"Bem, eu voto sim", disse ele e o coração de Sara deu um pulo.

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Último capítulo

  • A esposa perdida do CEO   48 FIM

    Sara não sentiu raiva pela confissão de Luna, nem sentiu prazer ao vê-la desmoronada na sua frente. Ele estendeu a mão e agarrou a mão de Luna com força. A mulher tentou afastá-la, mas Sara a segurou.— Deixa eu adivinhar, Mário? — Sara perguntou, e Luna assentiu. —Ele me contou que você foi infiel ao Emiliano. Ele mentiu para mim e me manipulou. Por isso contratei uma prostituta para fingir que dormia com ele. Eu nem sabia como eles o drogaram.—Você é a mulher que apareceu no vídeo de segurança com o capacete de motociclista, certo?Luna assentiu. — Você não sabe o quanto esses anos pesaram para mim. Quando você voltou para a Casa Monter, fiquei com medo, por isso me comportei de forma tão hostil. Tive medo que você soubesse a verdade. Eu estava com medo de que meu irmão me denunciasse por isso.Sara apertou a mão da mulher com mais força. — A culpa não é sua, a culpa é do Mário. Foi ele quem nos manipulou, quem nos usou. Lamento muito que tenha chegado a esse ponto. Mas o im

  • A esposa perdida do CEO   47 Prazo.

    Sara observou Emiliano pular para o lado, desviando do próximo chute de Ezequiel. Ele se escondeu atrás da porta. O segundo homem que subiu com Emiliano correu em sua direção para tentar atirar nele, mas outro tiro no ombro o fez cair escada abaixo. Sara encostou-se na parede e levantou-se. Pelotas de bala voaram sobre sua cabeça. Quando ele caiu, a cadeira de madeira quebrou e o encosto bateu em suas costelas, mas ele não se importou. Ela se mexeu e os pedaços de madeira que a prendiam à cadeira começaram a se afastar, deixando-a livre.Sara levantou-se, descalça, cansada e com medo. Ao longe ele conseguiu ver um tubo de metal e agarrou-o. — Aonde você vai, vadia? - Ezequiel gritou para ele. Mas Sara conseguiu se proteger atrás de uma parede antes que o homem atirasse nela. As balas quebraram o concreto próximo a ele. Ezequiel estava atirando para a esquerda e para a direita. O som do helicóptero ficou cada vez mais alto. Sara observou mais alguns homens descerem do terraço.

  • A esposa perdida do CEO   46 Plano macabro.

    Sara sentiu um enjôo no estômago ao ver Emiliano subindo as escadas. Ele sabia para que Ezequiel queria isso. Eu sabia que queria matá-lo. Não entendi os motivos nem o porquê, mas faria isso. Ela não passava de isca e Emiliano caiu no jogo dela. Quando o homem olhou para ela, ela negou veementemente. Ela queria gritar para ele correr, mas a mordaça estava firmemente em sua boca. Ele começou a empurrá-la com a língua enquanto os homens conversavam brevemente. Eu precisava tirar isso dele, precisava gritar para ele correr, mas era tarde demais.Ezequiel sacou a arma, apontou para o chão, mas segurou-a com força na mão. “Eu quero a sua vida”, disse ele a Emiliano.O marido levantou a cabeça. Pensar dessa forma fez com que o nó em seu estômago aumentasse ainda mais. O marido dela era marido dela porque legalmente ele era, porque ela queria que ele fosse, porque eles nem sequer tinham se divorciado. Pensar nele como seu marido a fazia sentir aquela sensação de proteção e de que deveria

  • A esposa perdida do CEO   45 Nas pontas de um dilema.

    Emiliano agarrou o telefone com força e deu um passo para trás, afastando-se da ambulância. Jimena o observou atentamente. O indicador de chamada dizia que era Ezequiel, seu sogro, ou melhor, seu ex-sogro. Emiliano sentiu uma sensação estranha no estômago, como um mau presságio. “Isso é impossível”, disse ele, e então atendeu a ligação. O que você quer? —ele perguntou com um pouco de impaciência.Do outro lado, Ezequiel riu. — Surpresa — disse ele — acho que esse joguinho termina hoje.Emiliano segurou a trave ao seu lado para não perder o equilíbrio. —Então é você. Todo esse tempo sempre foi você.Ezequiel suspirou profundamente do outro lado da ligação. —Parece-me que você é muito ingênuo. Foi muito fácil desviar a atenção para minha filha. —Ele é um monstro, por que você fez isso com ele? — O homem riu novamente. —Ela vai me perdoar, ela é minha filha. Tudo o que faço, estou fazendo para o seu bem. — Você está tentando me matar para o bem dele? —Emiliano gritou par

  • A esposa perdida do CEO   44 Sem vendas.

    Emiliano soube naquele momento que aquela sensação que o atormentava o acompanharia por toda a vida. Era um medo visceral, profundo, algo instintivo. Não era como nenhum medo que ele havia sentido antes, nem mesmo no ataque em que sua vida quase foi tirada ele sentiu tal sensação de vazio. Era como se ele tivesse saltado de vários quilômetros de altura para a morte certa. —Senhor, você ainda está aí? —perguntou-lhe o homem do seu esquema de segurança. Estou lhe dizendo que a Sra. Sara acaba de ser sequestrada.Emiliano demorou um longo segundo para entender o que estava acontecendo, para entender o que aquelas palavras significavam. Quando tudo voltou para ele, ela bateu no peito dele com tanta força que ele caiu sentado no móvel. Ele nem percebeu quando se levantou. - O que aconteceu? — ele gritou ao telefone, apavorado. —Ela tinha terminado de falar com Dona Lara quando alguns caras a interceptaram. Trouxeram uma granada e explodiram o nosso carro. A maioria deles morreu e foi

  • A esposa perdida do CEO   43 Quem é o inimigo?

    Ana entrou embaixo do caminhão. Ele acreditava que era a única maneira que tinha de escapar do tiroteio. Ele arrastou Jimena com ele. A mulher reclamou de dores, mas aparentemente a bala também tinha um ferimento de saída. Ele esperava que não tivesse afetado nenhum órgão importante. De qualquer forma, ele pressionou com força o buraco por onde saía o sangue e a mulher pegou o telefone, apertou algumas teclas e o deixou cair de lado. — Já chamei a polícia, eles virão em alguns minutos. —Quem são esses homens? —Sara perguntou. O tiroteio continuou intenso. As balas ricochetearam na calçada e atingiram o metal do carro acima de suas cabeças. — Alguns são do esquema de segurança de Emiliano. Ele os enviou atrás de nós porque não confiava em Lara, mas não sei quem são os outros.Sara ouviu o som de algo caindo no chão, algo metálico, então uma forte explosão jogou para o lado o caminhão dos homens que vieram defendê-los. A explosão foi tão forte que as janelas da van em que haviam ch

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