FAZER LOGINEntão Zadock achava que eu tinha poder sobre Anselmo Harlow! Eu ri ao perceber a certa ingenuidade do meu meio-irmão em achar que algum dia o velho seria capaz de perdoar o que minha mãe fez.
Convencer Anselmo nunca foi sobre argumentos e sim sobre qual ferida tocar.
Ele sempre ficava no penúltimo andar da Harlow Defense, naquela sala antiga, que cheirava a couro envelhecido, poder herdado e intransigência. As mãos trêmulas nã
Um mês tinha se passado.Trinta dias desde a noite que eu prometi esquecer. E falhei miseravelmente. O passado insistia em não tirar da minha mente aqueles olhos azuis. E as marcas que demoraram a se apagar do meu pescoço provavam que ilusão de ótica não passava de uma coisa da minha cabeça embriagada.Maldita hora que decidi virar a chave e esquecer Michael. Meu novo amor conseguia ser ainda mais impossível, porque tudo que eu lembrava dele era que tinha belos olhos e um pau que nasceu para ficar entre as minhas pernas.Sim, deixei de ser a louca santa para me transformar na mulher que se masturbava diariamente gemendo o nome dele: senhor ilusão de ótica.E me martirizaria pelo resto da vida por ter bebido até esquecer o meu próprio nome. E o dele. Me pegava, do nada, listando nomes e riscando, na tentativa de tentar lembrar qual era o dele.— Eu nunca vou esq
Acordei com o som contínuo de um monitor cardíaco e a sensação incômoda de que algo tinha sido arrancado de mim. Não era dor física. Era lacuna. A filha da puta tinha um namorado. E eu ainda cheguei a sentir pena de tê-la fodido de forma selvagem porque era virgem. Fui um idiota! Enganado por uma ninfeta com uma tatuagem de maçãzinha na bunda.É! Agora eu entendia porque Adão foi expulso do paraíso! Comer a maçã era praticamente uma obrigação.Me perguntei se ela realmente era virgem ou levou uma espécie de sangue falso para me enganar. Por um breve momento, lembrei do que houve com meu irmão no passado. E imaginei se tinham feito a mesma armadilha para mim. Seria muito amadorismo. Mas não era impossível.— Finalmente — disse Aayush, surgindo ao lado da cama. — Achei que ia precisar explicar para o con
— Eu...Ergui suas mãos e as prendi no alto, junto à parede fria:— Nem começamos, “amor”.— Shhhh... — sibilou — as pessoas podem ouvir.— Você não parecia nada preocupada com isso há minutos atrás. — ri, com sarcasmo.— Senhor ilusão de ótica, por favor, não leve em conta nada do que eu faço... porque estou levemente bêbada.Mal ela sabia que eu tinha tomado seis doses duplas de uísque. E que quando eu bebia, ficava extremamente excitado e aguentava horas numa foda. Talvez fosse hora de irmos para um lugar mais reservado.Mas os lábios dela me chamavam. E eu não tinha vontade de ir a lugar algum a não ser naquela cabine. As luzes piscaram de novo e alguém esbravejou do lado de fora.— Já sentiu seu próprio gosto, “amor”?
Eu não lembrava exatamente quando decidi ir ao banheiro. Só lembrava da sensação de emergência, do chão levemente instável sob meus pés e das luzes que pareciam mais fortes do que deveriam. Porra, o álcool apagava qualquer senso de direção!Empurrei a porta com força enquanto abaixava a minha calcinha. Quando fui fechá-la, com urgência, vi as mãos masculinas sobre as minhas. E então senti o corpo atrás do meu. E aquele perfume... que nem todo o álcool do mundo conseguiria apagar da minha mente.Virei na direção dele, sentindo o corpo estremecer:— Você entrou no banheiro errado — rezei para que as palavras realmente tivessem saído, porque eu já não conseguia mais articular voz e movimento labial. A ilusão de ótica, que era aquele homem, me causava aquilo.Ele me olhou
William não esperou os aplausos cessarem e o discurso patético começar. Enquanto eu saía com ele em posse do meu braço, ainda me perguntava como o amor podia mudar de lugar daquela forma, sem avisar.Não perguntei para onde ele me levaria. Nem precisava. Qualquer lugar longe dali já seria um começo.William chamou um Uber e em minutos já estávamos indo em direção a um lugar que eu desconhecia. E sinceramente, aquilo pouco me importava.No carro, o silêncio durou pouco. A minha raiva não gostava de ficar quieta.— Eu vou dormir com o primeiro homem que encontrar — anunciei, fingindo firmeza, enquanto por dentro, estava totalmente destruída.O motorista de aplicativo ergueu os olhos pelo retrovisor, me encarando, claramente com intenção de reagir.— Todo mundo, menos você — deixei claro. — Vo
LIVRO DO ENZO ASHETONA BABÁ É A MAIS NOVA OBSESSÃO DO CEOPOV Maria Fernanda.Eu sempre acreditei que o amor verdadeiro fosse silencioso. Não aquele que precisava ser anunciado aos quatro ventos, mas o que se provava nas escolhas difíceis, nos sacrifícios que ninguém via. E exatamente por isso eu nunca exigi nada de Michael. Nunca cobrei promessas, sentimentos ou garantias. Eu apenas estive ali ao lado dele, desde sempre, como sua melhor amiga e admiradora.Estava no quarto semestre do curso de Enfermagem, graças a um bolsa integral. Uma vitória que não era pequena, considerando de onde eu vinha. Minha mãe havia morrido cedo demais, meu pai ficou devastado desde então e a depressão o consumiu ao ponto de atentar contra a própria vida e ficar com sequelas que o impediam de trabalhar. Tínhamos uma casa que só con







