Compartilhar

Capítulo 5

last update Data de publicação: 2025-01-30 02:04:59

POV ALEX

De volta ao meu escritório, recostei-me na cadeira, os dedos tamborilando no apoio de braço. Meus pensamentos estavam presos em Ingrid.

O jeito que ela olhou para mim hoje, com esse jeito de garota durona, eu acho sexy. Ela queria me dar a impressão de que não era afetada por mim, mas eu sei que ela quer que eu faça seus olhinhos revirarem, que seus dedos dos pés se curvem e sua respiração fique presa.

Aquela roupinha que ela estava usando... Não era para mim, mas, meu Deus, parecia que era. Aquele shorts mal cobrindo sua bunda, aquele top curto minúsculo exibindo sua pele lisa de chocolate.

Se fosse qualquer outra mulher, eu não teria trazido o café da manhã. As roupas dela estariam fora do corpo na porta da frente.

Nunca fui de jogos. As mulheres, na maioria das vezes, eram fáceis. Elas sorriam, flertavam, me davam o que eu queria porque queriam algo de mim, poder, dinheiro, status.

Mas Ingrid não dava a mínima para nada disso. Ela tinha tudo isso sozinha.

Uma batida na porta me tirou dos meus pensamentos. Um dos meus homens entrou, parecendo um pouco nervoso demais para o meu gosto.

— Está tudo pronto para o embarque hoje à noite, chefe. — Ele disse rapidamente, como se estivesse com medo de que eu arrancasse sua cabeça.

E eu poderia.

Eu assenti e o dispensei sem dizer uma palavra.

POV INGRID

Já são 20:30 e estou começando a ficar um pouco nervosa. Faz tempo que não saio com alguém e definitivamente não com esse tipo de homem.

Eu pranchei meu cabelo, o que levou 3 horas inteiras. Vamos rezar para que esse calor de Miami não faça com que ele fique natural em 2 segundos.

Optei por um vestido longo preto costa nua, começando a achar que talvez não fosse a escolha perfeita para um primeiro encontro.

Mas eu poderia estar pensando demais. Passei uma última camada de gloss nos meus lábios, o cheiro de baunilha flutuando enquanto eu os pressionava.

Uma batida na porta me tirou dos meus pensamentos. Dei uma última olhada no espelho, segurei minha bolsa e fui atender.

Quando abri a porta, lá estava ele.

Parado ali como se ele fosse o dono do mundo. Sua camisa preta de botões estava desabotoada o suficiente para mostrar seu peito e corrente. As calça preta sob medida abraçava seu corpo perfeitamente. Como ele fica melhor vestido de forma mais casual?

Ele tinha um buquê de flores em uma mão e uma expressão no rosto que me fez perder o fôlego.

Seus olhos me examinaram lentamente, da cabeça aos pés, e a maneira como ele mordeu o lábio quando seu olhar permaneceu em minhas curvas fez meu clitóris formigar.

— Você está pronta, baby? — Ele perguntou, com a voz baixa e suave.

— Quase. — eu disse, correndo de volta para pegar meu gloss labial e colocar na pequena bolsa. Eu me movi rapidamente, mas pude sentir seus olhos em mim o tempo todo.

Quando voltei, ele ofereceu sua mão, e eu a peguei sem hesitar.

— Você está absolutamente de tirar o fôlego. — ele disse com contato visual direto.

Eu sorri.

— E você está bonito. — respondi e nós andamos até o elevador.

A viagem até o carro foi tranquila, mas não estranha. Sua presença preencheu o espaço, calma e autoritária.

Quando saímos, meu queixo caiu. Um carro preto e elegante esperava no meio-fio, o motorista parado para abrir a porta.

Na frente e atrás, dois utilitários esportivos com vidros escuros paravam, seus ocupantes claramente atentos.

Olhei para Alex enquanto deslizávamos para o banco de trás.

— Você realmente não brinca?

Ele sorriu, recostando-se no assento. Sua mão na minha coxa.

— Eu não corro riscos.

O motorista arrancou suavemente.

— Então... — comecei, cruzando as pernas. — para onde estamos indo?

— Você verá. — Ele respondeu, em tom provocador.

Revirei os olhos.

— Sempre tão misterioso.

Ele riu, fazendo meu estômago fazer aquela coisa estranha de apaixonado que chamam borboletas. Borboletas vadias!

— Mantém as coisas interessantes.

Entramos em uma conversa confortável, falando sobre música, viagens e os melhores lugares para comer em Miami. Eu me vi me inclinando, querendo saber mais.

Quando o carro finalmente parou, percebi que estávamos em um dos restaurantes mais exclusivos da cidade, o tipo de lugar que tem uma lista de espera de um mês.

Mas quando entramos, estava praticamente vazio.

Eu levantei uma sobrancelha para ele.

— Não está ocupado em uma noite de sábado?

Ele sorriu.

— Eu me certifiquei disso.

Antes que eu pudesse responder, a anfitriã apareceu, seu comportamento mudando no segundo em que seus olhos pousaram em Alex. Suas mãos tremiam enquanto ela nos levava a uma mesa, um assento em semicírculo que oferecia privacidade.

Ele pousou a mão na minha coxa novamente .

— Então... — comecei, tentando ignorar o calor do seu toque. — Você tem o hábito de limpar restaurantes para seus encontros?

Seu sorriso se alargou.

— Só quando a companhia vale a pena.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • A loucura do mafioso   Capítulo 145 - Bônus Douglas

    DOUGLASEu não deveria estar tão nervoso.Eu já matei pessoas sem nem suar a camisa.Já me sentei em frente a autoridades do governo, sorrindo como se não tivesse uma arma apontada para eles por baixo da mesa.Já fechei negócios milionários com um baseado na boca e sem dar a mínima.Mas hoje?Estou suando muito.E eu já sei que esses filhos da puta vão se divertir muito com isso.Liam, recostado no sofá, com as pernas abertas como se fosse ele quem ia se casar, sorri.— Tá parecendo muito nervoso, mano. É a primeira vez que você se compromete com algo?— Ignore-o. — Alex, ajeitando as abotoaduras, suspirou.— Não, não devemos ignorar. Douglas Mascatiri, marido? Essa merda ainda não parece certa. — Damon, que ficou quieto o tempo todo, finalmente se pronunciou. — Damon, vou te afogar no oceano depois desse casamento.Damon apenas deu de ombros e acendeu seu baseado. — Faça o que tiver que fazer. Mas eu ainda estarei bem.Nike, com um sorriso de orelha a orelha, toma um gole da bebida

  • A loucura do mafioso   Capítulo 144 - Bônus

    DAMON 5 ANOS DEPOISCinco anos se passaram.Cinco anos sendo pai.Cinco anos sendo marido.Sentei no meu escritório, recostado na cadeira, olhando pela janela para a minha vida. Minha vida de verdade. Minha esposa, meus filhos. Minha família.Yeshua e Luz estavam no quintal, rindo enquanto corriam atrás um do outro, o sol refletindo em seus cachos. E lá estava ela, minha esposa, minha linda bebê, parada no pátio, com uma mão apoiada na barriga, acariciando-a suavemente.Nosso terceiro bebê. Outro menino.Eu disse a ela que teríamos dez, e se não, eu a mato. Brincadeira, ou... será que não?Sorri dos meus próprios pensamentos antes de me levantar e sair, meus mocassins estalando contra o piso enquanto eu caminhava em sua direção. Eu podia ver isso estampado em seu rosto... ela estava exausta.— Oi, linda. — murmurei contra seu pescoço, envolvendo meus braços em volta dela por trás e deslizando minhas mãos sobre sua barriga redonda.Ela se recostou em mim, suspirando, e eu a guiei a

  • A loucura do mafioso   Capítulo 143

    DAMON MESES DEPOISFiquei no quarto dos meus filhos, observando-os dormir pacificamente em seus berços enquanto minha linda bebê descansava em nossa cama. Eles tinham apenas um mês, mas estavam crescendo rápido. Um menino e uma menina. Yeshua e Luz.O nome do nosso filho significa salvação, e o nome da nossa filha, bem... Vocês sabem. Adequado, já que eles foram a melhor coisa que já nos aconteceu e me mudaram para sempre.Quando eles nasceram, eu fiquei com medo. Nunca tive medo de nada antes, mas eles... Eles me deixaram fraco. Eu estava com medo de ser um pai terrível. Medo de errar e trazer a minha escuridão para a vida deles. Medo de me perder de novo...Mas agora que eles estavam aqui, essas coisas estava longe da minha cabeça. Tudo o que importava era ser o marido da Joyce e o melhor pai para eles.Passei a mão no rosto, exalando, antes de me abaixar no berço para ajeitar o cobertor da Luz. Minha princesinha. Ela era tão pequena, mas já era animada, igualzinha à mãe. Enquanto

  • A loucura do mafioso   Capítulo 142

    DAMONEstávamos sentados no consultório médico, com minha linda bebê deitada na cama, sua mãozinha apertando a minha. A outra mão repousava sobre a barriga, como se ela já estivesse protegendo nossos bebês.Eu já estava puto porque aquele médico estava demorando muito, e eu conseguia sentir a energia nervosa da Joyce. Suas unhas cravando na minha pele, sua respiração irregular.Inclinei-me e beijei a lateral da cabeça dela. — Amor, você está bem?Ela assentiu, mas eu não estava convencido. Ela estava tensa, o peito subindo e descendo um pouco rápido demais. Expirei bruscamente, já debatendo se eu deveria ir procurar esse médico lento quando a porta finalmente se abriu. Esse filho da puta com cara de bobo entrou, sorrindo como se fosse um compromisso normal. Mas no segundo em que seus olhos pousaram em mim, sua expressão mudou completamente.— Desculpe, Senhor Macclister...Levantei a mão, interrompendo-o. — Vamos lá. Minha bebê já está nervosa. — respondi, com a voz áspera.Ele ass

  • A loucura do mafioso   Capítulo 141

    JOYCE Três meses se passaram, esse homem continua fofo com suas roupas de velho.Fica tão bem nele. Nossa, ele é lindo.Sentei no chão da enorme mansão do Liam e Roselin, brincando com Sara, ajudando-a a rabiscar seu livro de colorir enquanto lançava olhares furtivos para o Damon.Cardigã preto, calças de alfaiataria, óculos de aro dourado no nariz enquanto ele conversava com Alex e Liam. Mordi o lábio, balançando a cabeça, voltando-me para Sara, que estava ficando com uma cara muito séria.— É verdade, tia Joyce? — Sara perguntou de repente, olhando para mim com aqueles grandes olhos castanhos.— O que é verdade, querida? — Levantei uma sobrancelha.Ela segurou no queixo como se estivesse pensando, depois riu. — Que você e o tio Damon vão casar?Fiquei paralisada, piscando. O quê? Damon é completamente louco, juro por Deus.Do outro lado da sala, ele ainda estava conversando com os irmãos, mas tinha uma sobrancelha erguida para mim, como se estivesse esperando uma reação minha.— Q

  • A loucura do mafioso   Capítulo 140

    JOYCE Mal tive tempo de reagir antes de Damon invadir o quarto, com o rosto completamente ilegível e passos lentos, mas deliberados.Foi assim que eu soube que ele estava bravo.Ele não disse uma palavra. Apenas arrastou uma cadeira do canto do quarto, virou-a ao contrário e sentou-se, apoiando os braços na cadeira como se tivesse todo o tempo do mundo.Ele não ia deixar isso passar.— Eu te disse para desligar na minha cara? — Sua voz era baixa, perigosa. Eu não respondi. Ele flexionou o maxilar e apertou ainda mais a cadeira. — Eu te disse... — ele repetiu — para ficar fora o dia todo ao invés de trazer sua linda bunda para casa? — Mordi o lábio, me mexendo sob seu olhar. Isso só fez seus olhos escurecerem. — Você acha essa merda engraçada?Damon tirou um pequeno controle remoto preto do bolso e o ergueu.Meu estômago embrulhou.Não.Meus olhos se arregalaram quando ele colocou a mão no outro bolso e tirou um brinquedo que eu já tinha visto muitas vezes antes.— Damon... — comecei,

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status