INICIAR SESIÓNPOV INGRID
A conversa fluiu facilmente. Falamos sobre nossas vidas, minha boutique e marca de cosméticos, seu “negócio”. Ele ouviu atentamente enquanto eu explicava como construí minha empresa do zero, os desafios de ser uma mulher negra em uma indústria competitiva e meus planos de expansão. — E você? — perguntei, girando meu vinho. — O que exatamente Alex Macclister faz, além de “machucar pessoas más”? Ele riu, sua mão apertando levemente minha coxa. — Importação e Exportação. Investimentos. Imóveis. — Ele respondeu sorrindo. — Muito vago. provoquei. Antes que ele pudesse responder, seu telefone vibrou. Ele o tirou do bolso, olhou para a tela e seu maxilar se apertou. POV ALEX Olhei para a tela e vi o nome de Lian piscando nela. — Preciso atender isso, baby. — eu disse, levantando e me afastando da mesa. Ingrid assentiu, com olhos curiosos. Pressionei o telefone no ouvido, meu tom baixo enquanto atendia. — Fale. — Não está limpo. — disse Liam, com uma tensão aguda na voz. — Olhares em você desde que você saiu do local. Meu maxilar se apertou. — Quão perto? — Dois metros para trás. Sedan branco, placas de outro estado. Meus olhos voltaram para a mesa, onde ela estava tomando vinho, parecendo tão sexy, completamente inconsciente. Uma parte de mim odiava trazê-la para minha vida, mas a outra parte, a parte egoísta, a queria de qualquer maneira. — Mantenha distância, mas esteja pronto. Estou indo. Terminei a ligação, deslizando o telefone de volta para o bolso. Voltei para a mesa com uma calma que não sentia. — Precisamos ir. — eu disse com firmeza. A testa de Ingrid franziu, mas ela não discutiu. Outra razão pela qual ela era diferente, ela sabia quando não pressionar. Saímos para o ar fresco, o motorista parou em nossa frente. Os SUVs atrás de nós já estavam mudando de posição, formando um comboio compacto. Abri a porta do carro para ela, minha mão permanecendo em suas costas nuas enquanto ela deslizava para dentro. A tensão no carro era grande quando entramos na estrada principal. Ela olhou para mim pelo canto do olho, sabia que algo estava errado, mas ficou quieta. O primeiro tiro me deixou imensamente irritado, porque eu sabia que tinha que matá-los na frente dela . O vidro rachou, mas não quebrou, as janelas à prova de balas fizeram seu trabalho. — Se qbaixe. — eu disse calmamente, tentando não assustá-la. Seu corpo ficou tenso, sua respiração rápida e superficial, mas ela não gritou. Boa menina. A segunda rodada de tiros veio mais alta, mais perto. Minha mão moveu-se instintivamente para a Glock em meu cós. Suspirei, puxando a arma. Os olhos dela se arregalaram de medo, mas ela não disse uma palavra. O sedan branco apareceu no espelho lateral, abaixei a janela só o suficiente. Eu disparei um tiro. Mirando diretamente na cabeça do motorista, fazendo o carro virar bruscamente para a esquerda e bater. — Que diabos foi isso? — ela diz lentamente. Não respondi imediatamente e liguei para Liam. — Eles caíram — eu disse quando ele atendeu. — Confirmado. — ele respondeu. — Indo para varrer. — Fique quieto. Sem bagunça. — Minha voz diminuiu um pouco, lançando um rápido olhar para Ingrid, que estava me observando como se eu fosse algum tipo de alienígena. —Damon está cuidando disso. — disse Liam. — Ótimo. Estamos voltando para casa. Terminei a ligação, deslizando o telefone de volta para o bolso. Ela não disse uma palavra, mas seu silêncio era mais alto. — Você está bem? — perguntei, olhando para ela. Ela assentiu, mas seu rosto a traiu. — Não estou com medo. — Ela disse depois de um momento e olhou para mim. — Nós vamos para minha casa, baby. — eu disse, virando-me para encará-la completamente. — É mais seguro lá. — Estou bem na minha cobertura, obrigada. — ela argumentou. — Hoje não, você não vai. — eu disse, não deixando espaço para debate. Ela revirou os olhos, cruzou os braços e começou a olhar pela janela. Eu agarrei seu pescoço e a puxei para mim. — Não se afaste de mim quando eu estiver falando com você. Ela sorriu. Ah, ela gosta dessa merda? Aposto que sim. — Eu vou compensar você, baby. — eu disse sussurrando em seu ouvido.DOUGLASEu não deveria estar tão nervoso.Eu já matei pessoas sem nem suar a camisa.Já me sentei em frente a autoridades do governo, sorrindo como se não tivesse uma arma apontada para eles por baixo da mesa.Já fechei negócios milionários com um baseado na boca e sem dar a mínima.Mas hoje?Estou suando muito.E eu já sei que esses filhos da puta vão se divertir muito com isso.Liam, recostado no sofá, com as pernas abertas como se fosse ele quem ia se casar, sorri.— Tá parecendo muito nervoso, mano. É a primeira vez que você se compromete com algo?— Ignore-o. — Alex, ajeitando as abotoaduras, suspirou.— Não, não devemos ignorar. Douglas Mascatiri, marido? Essa merda ainda não parece certa. — Damon, que ficou quieto o tempo todo, finalmente se pronunciou. — Damon, vou te afogar no oceano depois desse casamento.Damon apenas deu de ombros e acendeu seu baseado. — Faça o que tiver que fazer. Mas eu ainda estarei bem.Nike, com um sorriso de orelha a orelha, toma um gole da bebida
DAMON 5 ANOS DEPOISCinco anos se passaram.Cinco anos sendo pai.Cinco anos sendo marido.Sentei no meu escritório, recostado na cadeira, olhando pela janela para a minha vida. Minha vida de verdade. Minha esposa, meus filhos. Minha família.Yeshua e Luz estavam no quintal, rindo enquanto corriam atrás um do outro, o sol refletindo em seus cachos. E lá estava ela, minha esposa, minha linda bebê, parada no pátio, com uma mão apoiada na barriga, acariciando-a suavemente.Nosso terceiro bebê. Outro menino.Eu disse a ela que teríamos dez, e se não, eu a mato. Brincadeira, ou... será que não?Sorri dos meus próprios pensamentos antes de me levantar e sair, meus mocassins estalando contra o piso enquanto eu caminhava em sua direção. Eu podia ver isso estampado em seu rosto... ela estava exausta.— Oi, linda. — murmurei contra seu pescoço, envolvendo meus braços em volta dela por trás e deslizando minhas mãos sobre sua barriga redonda.Ela se recostou em mim, suspirando, e eu a guiei a
DAMON MESES DEPOISFiquei no quarto dos meus filhos, observando-os dormir pacificamente em seus berços enquanto minha linda bebê descansava em nossa cama. Eles tinham apenas um mês, mas estavam crescendo rápido. Um menino e uma menina. Yeshua e Luz.O nome do nosso filho significa salvação, e o nome da nossa filha, bem... Vocês sabem. Adequado, já que eles foram a melhor coisa que já nos aconteceu e me mudaram para sempre.Quando eles nasceram, eu fiquei com medo. Nunca tive medo de nada antes, mas eles... Eles me deixaram fraco. Eu estava com medo de ser um pai terrível. Medo de errar e trazer a minha escuridão para a vida deles. Medo de me perder de novo...Mas agora que eles estavam aqui, essas coisas estava longe da minha cabeça. Tudo o que importava era ser o marido da Joyce e o melhor pai para eles.Passei a mão no rosto, exalando, antes de me abaixar no berço para ajeitar o cobertor da Luz. Minha princesinha. Ela era tão pequena, mas já era animada, igualzinha à mãe. Enquanto
DAMONEstávamos sentados no consultório médico, com minha linda bebê deitada na cama, sua mãozinha apertando a minha. A outra mão repousava sobre a barriga, como se ela já estivesse protegendo nossos bebês.Eu já estava puto porque aquele médico estava demorando muito, e eu conseguia sentir a energia nervosa da Joyce. Suas unhas cravando na minha pele, sua respiração irregular.Inclinei-me e beijei a lateral da cabeça dela. — Amor, você está bem?Ela assentiu, mas eu não estava convencido. Ela estava tensa, o peito subindo e descendo um pouco rápido demais. Expirei bruscamente, já debatendo se eu deveria ir procurar esse médico lento quando a porta finalmente se abriu. Esse filho da puta com cara de bobo entrou, sorrindo como se fosse um compromisso normal. Mas no segundo em que seus olhos pousaram em mim, sua expressão mudou completamente.— Desculpe, Senhor Macclister...Levantei a mão, interrompendo-o. — Vamos lá. Minha bebê já está nervosa. — respondi, com a voz áspera.Ele ass
JOYCE Três meses se passaram, esse homem continua fofo com suas roupas de velho.Fica tão bem nele. Nossa, ele é lindo.Sentei no chão da enorme mansão do Liam e Roselin, brincando com Sara, ajudando-a a rabiscar seu livro de colorir enquanto lançava olhares furtivos para o Damon.Cardigã preto, calças de alfaiataria, óculos de aro dourado no nariz enquanto ele conversava com Alex e Liam. Mordi o lábio, balançando a cabeça, voltando-me para Sara, que estava ficando com uma cara muito séria.— É verdade, tia Joyce? — Sara perguntou de repente, olhando para mim com aqueles grandes olhos castanhos.— O que é verdade, querida? — Levantei uma sobrancelha.Ela segurou no queixo como se estivesse pensando, depois riu. — Que você e o tio Damon vão casar?Fiquei paralisada, piscando. O quê? Damon é completamente louco, juro por Deus.Do outro lado da sala, ele ainda estava conversando com os irmãos, mas tinha uma sobrancelha erguida para mim, como se estivesse esperando uma reação minha.— Q
JOYCE Mal tive tempo de reagir antes de Damon invadir o quarto, com o rosto completamente ilegível e passos lentos, mas deliberados.Foi assim que eu soube que ele estava bravo.Ele não disse uma palavra. Apenas arrastou uma cadeira do canto do quarto, virou-a ao contrário e sentou-se, apoiando os braços na cadeira como se tivesse todo o tempo do mundo.Ele não ia deixar isso passar.— Eu te disse para desligar na minha cara? — Sua voz era baixa, perigosa. Eu não respondi. Ele flexionou o maxilar e apertou ainda mais a cadeira. — Eu te disse... — ele repetiu — para ficar fora o dia todo ao invés de trazer sua linda bunda para casa? — Mordi o lábio, me mexendo sob seu olhar. Isso só fez seus olhos escurecerem. — Você acha essa merda engraçada?Damon tirou um pequeno controle remoto preto do bolso e o ergueu.Meu estômago embrulhou.Não.Meus olhos se arregalaram quando ele colocou a mão no outro bolso e tirou um brinquedo que eu já tinha visto muitas vezes antes.— Damon... — comecei,







