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A noiva rejeitada
A noiva rejeitada
ผู้แต่ง: Marnie

Capítulo 1 -O Casamento

ผู้เขียน: Marnie
last update วันที่เผยแพร่: 2025-05-29 19:20:08

Ouvia a música soar e os aplausos ecoarem no grande salão enquanto meu pai segurava meu braço com força, sem qualquer delicadeza, enquanto seguíamos pela marcha nupcial. Ao chegar ao altar, meu pai me entregou àquele que seria meu futuro marido: Alexander Líbano.

— Alexander, peço que cuide da minha filha. Ela é meu maior tesouro neste mundo — ouvia meu pai dizer, hipócrita, pois sabia que ele só dizia isso para manter as aparências. Desde que nasci, jamais me deu sequer um gesto de carinho. Sempre me odiou, pois me culpa pela morte da minha mãe no parto.

Segurei a mão de Alexander e, momentos depois, escutei as tão esperadas palavras do juiz.

Observando a multidão barulhenta no auditório, senti uma mistura de expectativa e inquietação. Ansiava pelo novo começo que meu casamento com Alexander representava.

Mas o olhar frio do meu pai e o sorriso falso da minha madrasta me causavam uma sensação estranha, uma inquietação no fundo da alma.

Será que essa é a felicidade que eu realmente quero? — me perguntei em silêncio, mas não tive coragem de explorar a resposta.

— Aslin Ventura, aceita o senhor Alexander Líbano como seu esposo?

— Aceito — disse encantada, sem saber que aquelas palavras selariam o meu destino. O que acreditei ser o começo de um conto de fadas maravilhoso revelou-se exatamente o oposto: um terrível inferno, onde eu me queimaria lentamente.

Senti uma pontada de alegria no instante em que o juiz declarou: “declaro-os marido e mulher”, mas meu coração afundou ao ver a frieza no rosto de Alexander.

Tentei sorrir, mas Alexander apenas assentiu levemente com a cabeça. Aquela sensação de distância entre nós me deu um calafrio.

Talvez eu não signifique nada para ele... talvez tudo isso seja apenas uma formalidade.

Uma hora depois, eu já era oficialmente a senhora Líbano. Fui criada com disciplina e rigor desde os nove anos para estar à altura de Alexander, para ser sua esposa. E hoje, esse destino se concretizava. Sentada, observava os convidados dançarem e conversarem. Procurei Alexander com o olhar, mas não o vi em lugar nenhum.

Decidi procurá-lo. Mas, antes que pudesse dar um passo, senti meu pai me puxar bruscamente pelo braço.

— Escute bem, Aslin. Espero que você não me decepcione e seja uma excelente esposa para Alexander. Não o irrite, satisfaça todos os seus desejos. Honre o sobrenome Ventura. Foi para isso que te educamos — disse ele sombriamente.

— Ah, Ricardo, deixe nossa querida Aslin em paz. Ela sabe perfeitamente como desempenhar o papel de boa esposa. Eu mesma ensinei tudo a ela — escutei minha madrasta, Sonia, dizer, enquanto acariciava meu rosto com suas unhas afiadas. Para os outros, aquilo parecia uma carícia, mas eu sentia como se ela estivesse me arranhando.

Sonia fora a melhor amiga da minha mãe. Desde que minha mãe morreu, meu pai se apaixonou por ela, casaram-se e tiveram uma filha: Arlette, a adorada dos dois, e meu tormento. Sempre mimada, o duo mãe e filha aproveitava a ausência do meu pai para me humilhar e me fazer limpar a casa, mesmo com tantos empregados à disposição.

Sem dúvida, eu estava aliviada por não ter que vê-las nunca mais.

Vi meu pai e Sonia se perderem entre os convidados e aproveitei para me esgueirar e procurar Alexander. Estava empolgada — afinal, era esposa do homem que amava. Procurei por toda a mansão, mas não o encontrei. Cansada, subi para o segundo andar, rumo ao quarto que, a partir de agora, seria nosso.

Subi as escadas sentindo os saltos me machucarem, como se agulhas atravessassem meus pés. Caminhei até a porta no final do corredor e segurei a maçaneta. Mas, antes de girá-la, ouvi gemidos fortes vindos de dentro do quarto. Meu corpo paralisou. As lágrimas ardiam nos olhos.

Criei coragem e abri a porta devagar. O que vi quebrou meu coração em mil pedaços:

Alexander estava completamente nu, na nossa cama, penetrando violentamente uma mulher. Ela se contorcia e gemia com o prazer que ele lhe dava.

— Te amo tanto... você é a mulher dos meus sonhos. Nunca se esqueça disso, Arlette — dizia ele.

Ao ouvir aquele nome, lágrimas grossas escorreram dos meus olhos. Senti como se um punhal tivesse sido cravado direto no meu coração.

Uma dor incontrolável tomou conta de mim. Saí correndo da mansão, sufocada em lágrimas.

Adentrei a floresta, sentindo os galhos arranharem minha pele delicada, rasgando meu vestido de noiva. Sentei-me numa pedra e soltei um grito forte, tentando aliviar a dor.

Não podia acreditar. O homem que tanto amava estava transando com minha própria irmã.

Desde quando estavam juntos?

Quanto tempo me enganaram?

Enquanto eu, tola, acreditava que ele me amava...

Não sei quanto tempo fiquei ali, chorando sem parar, mas a escuridão já tomava conta. Sem outra opção, levantei-me e comecei a andar. Relâmpagos rasgavam o céu e logo a chuva começou a cair, me encharcando completamente. O vestido de noiva estava coberto de lama, pesando com a água. Em algum momento, perdi os sapatos.

Da linda noiva, não restava nada.

À distância, avistei a mansão. Tinha medo de voltar, mas precisava enfrentar a verdade. Ao chegar, os convidados já haviam partido. Vi guardas correndo de um lado ao outro, até que Arlette me viu.

— Papai, olha quem chegou! Essa ingrata — disse ela, com um sorriso zombeteiro. Mas, ao ver meu pai, mudou para uma expressão inocente, seu truque favorito.

Meu pai veio até mim e, sem aviso, me deu um tapa forte no rosto, me jogando ao chão. Senti o gosto do sangue.

— Você é uma vergonha, Aslin. Olha só o estado em que está! Um desastre! Me envergonhou diante de todos — disse, agarrando meu cabelo com força. Meu couro cabeludo ardia.

— Papai, minha irmã saiu correndo para se deitar com sabe-se lá quem na floresta. Veja só a cara dela! — Arlette continuava a piorar tudo.

— Eu queria que você nunca tivesse nascido! Depois de tudo que fiz por você, é assim que me paga? — Meu pai apertou ainda mais meu cabelo e me deu outro tapa.

— Pai, por favor, não é verdade o que Arlette diz! Eu fugi porque a encontrei transando com Alexander! — gritei, levantando-me com os olhos cheios de lágrimas.

Mas ele não me ouviu. Me ignorou.

— Pai! Você está me escutando?! PAI! Você sabia? Sabia que Arlette e Alexander eram amantes e mesmo assim deixou que eu me casasse com ele?! — gritei, desesperada, agarrando sua jaqueta.

— Me larga, sua vadia! Você não tem o direito de questionar Alexander. Seu único dever é ser uma boa esposa. Ponto — disse cruelmente.

Já cansada de tanto sofrimento, respondi:

— Não me importa, pai. Não quero mais ser a esposa perfeita. Quero me divorciar.

Mas ele reagiu com fúria, segurando meu braço com força:

— Se você se divorciar, eu te mato, Aslin. Estamos falidos. Dependemos desse casamento para salvar a empresa. Só preciso que fique com Alexander por dois anos. Depois disso, faça o que quiser.

Se não fosse porque a velha Senhora Líbano respeitava sua mãe, você jamais teria se casado com Alexander. Daria tudo para que Arlette estivesse no seu lugar. Você é um fracasso completo — disse, me soltando bruscamente.

— Por que tanto escândalo? — Levantei o olhar ao escutar aquela voz imponente.

Era ele. Alexander Líbano.

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ความคิดเห็น (2)
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Iracel Fedevjcyk
desisti de ler esse romance de horror,,afff, não vale o tempo gasto..
goodnovel comment avatar
Angela S Silva
não consigo pronunciar o nome dela. que nome e esse
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