INICIAR SESIÓNSinopse Ela só precisava ocupar o lugar da irmã por alguns dias. Nunca imaginou que acabaria se apaixonando pelo próprio cunhado. Elara sempre soube que sua irmã gêmea, Beatriz, era capaz de conseguir tudo o que queria. Mesmo que, para isso, precisasse colocar os outros em situações impossíveis. No dia do casamento de Beatriz com Julian, um dos homens mais ricos e poderosos do país, uma briga com o amante faz a noiva abandonar a própria cerimônia. E Elara acaba sendo colocada diante de uma escolha. Ou assume o lugar da irmã e salva a família da ruína... Ou deixa tudo desmoronar. Ela escolhe o casamento. O que Elara não esperava era que aquele homem, que deveria ser apenas seu cunhado, se tornasse o homem que faria seu coração bater mais forte. Julian também não esperava se apaixonar pela própria esposa. Por dois meses, eles vivem uma felicidade que deveria pertencer a outra pessoa. Até que Elara descobre que está grávida de gêmeos. Então Beatriz volta. E a mentira que deveria ter terminado naquele momento está apenas começando. Porque Beatriz não está disposta a abrir mão da vida que Julian pode lhe proporcionar. E Elara, presa entre a culpa, a família e o amor que sente pelo homem que nunca deveria ter amado, acaba entrando novamente no jogo da irmã. Trocas de identidade. Um casamento que nasceu de uma mentira. Um amor proibido. E um segredo que, quando vier à tona, poderá destruir tudo. Até onde Elara conseguirá esconder que a mulher por quem Julian se apaixonou nunca foi Beatriz?
Ver másElara entrou direto no quarto.
Beatriz estava ao lado da cama, sem vestido de noiva, sem maquiagem, jogando roupas numa mala pequena. Movia-se rápido, sem parar, sem olhar para nada além do que estava fazendo. Fechou o zíper com um puxão forte, pegou a bolsa do canto e jogou por cima do ombro. Nem olhou para a irmã de imediato. — O que você está fazendo? — perguntou Elara, firme, dando um passo para dentro. Beatriz virou-se devagar. Os olhos dela estavam frios, sem sinal de dúvida ou remorso. — Preciso sair. — Sair? — Elara olhou para o relógio na parede. — Você vai se casar hoje. Daqui a pouco o carro chega. Você enlouqueceu? — Eu sei o horário — cortou Beatriz, seca, impaciente. — Não sou idiota. Logan foi embora hoje de manhã. Brigamos feio. Ele acha que eu escolhi Julian de verdade. Preciso ir atrás dele, falar com ele, arrumar isso antes que seja tarde demais. E não vou perder tempo discutindo com você. — Você vai abandonar Julian? No dia do casamento? — Elara elevou a voz, chocada. — E os pais? E o acordo com os Kensington? Tudo o que eles fizeram, todos os anos lutando pra manter essa família de pé? Você vai jogar tudo fora? Beatriz riu, sem som de humor. Cruzou os braços sobre o peito e olhou para a irmã como se ela tivesse dito a coisa mais idiota do mundo. — Eu não vou abandonar ninguém. Vou resolver as coisas com ele e volto. O casamento acontece do mesmo jeito. Nada muda. — Nada muda? — Elara balançou a cabeça, sem conseguir acreditar. — Você some no dia do casamento e depois volta como se nada tivesse acontecido? Tem contrato assinado, tem toda a família dos Kensington vindo, tem gente esperando na igreja! — Eu sei o que está em jogo — Beatriz bateu a mão na penteadeira. — Julian me dá dinheiro, poder, status. Ele me dá a vida que eu sempre quis. Logan me dá emoção. Por que eu teria que escolher entre os dois se posso ficar com os dois? — Você não pode ter os dois! — Elara recuou um passo. — Isso é errado! Com os dois! Com todo mundo! — Eu não estou aqui pra ouvir sermões — Beatriz aproximou-se, parando bem na frente dela. — Você vai no meu lugar. Elara piscou, demorando a entender. — Eu vou no seu lugar? Você está louca. — Somos gêmeas idênticas — Beatriz falou rápido. — Ninguém percebe. O vestido está ali, pronto. Você veste, vai até a cerimônia, assina os papéis, fica lá umas semanas até eu voltar. Fácil. — Semanas? — Elara arregalou os olhos. — Beatriz, não é só a cerimônia! Tem a festa, tem a recepção, tem a lua de mel! Eu vou ter que conviver com ele, falar com ele, estar ao lado dele o tempo todo! E se ele perceber? — Ele não vai perceber — Beatriz deu de ombros. — Ele mal me conhece de verdade. Conversamos poucas vezes. E com você ele falou ainda menos. Sabe quem você é, mas nunca prestou atenção o suficiente pra notar detalhes. Se você não fizer nada de idiota, ele não nota nada. — E a lua de mel? Eu vou ter que ir com ele? Ficar dias fingindo ser você? — Só umas semanas no máximo — Beatriz ajustou um brinco. — Depois eu volto, trocamos de lugar e tudo volta ao normal. Ninguém precisa saber. É só segurar um pouquinho. — E como é que ele não vai perceber nesse tempo todo? — Elara perguntou, a voz subindo. — Eu não sou você! Não falo do mesmo jeito, não gosto das mesmas coisas! Ele vai perceber! — Então tenta ser — Beatriz virou-se de repente, ríspida, apontando um dedo para ela. — Fala menos. Faz o que eu faria. Se não estragar, ninguém descobre. Agora para de reclamar e vai se arrumar. O carro chega em quinze minutos. — Eu não vou — Elara cruzou os braços. — É errado. É mentira com todo mundo. — Você não tem escolha — Beatriz endureceu a voz. — Se eu não aparecer, os Kensington cancelam tudo na hora. Os pais perdem a casa, perdem tudo. As dívidas não são pagas. É isso que você quer? Vai lá e explica pra eles que perdemos tudo porque você não quis me ajudar. — Isso não é um favor, é loucura! — E você prefere ver os pais na rua? — Beatriz avançou. — Pensa bem. O que vale mais: a sua consciência ou tudo o que eles construíram a vida inteira? Elara calou. Pensou no pai fechando contas até de madrugada. Na mãe escondendo ligações de credores. Beatriz não estava fazendo isso por eles. Estava fazendo por si mesma. E se Elara dissesse não, quem perdia eram os pais. — Você é horrível — disse baixo. — Só pensa em você. — Eu penso no que é meu — corrigiu Beatriz. — Agora vai. O tempo está acabando. Elara foi até a cama. O vestido branco estava estendido ali. Começou a vesti-lo, fechando cada botão com cuidado. Serviu perfeitamente. Parou diante do espelho. Olhou para o próprio rosto. Eram idênticas. Os mesmos traços, os mesmos olhos, o mesmo cabelo. Tão igual que ela mesma quase não conseguia diferenciar. Se não fosse por um pequeno sinal perto da orelha esquerda, ninguém no mundo conseguiria dizer qual era qual. Beatriz parou atrás dela, olhando pelo reflexo. Ajustou a gola do vestido nos ombros da irmã, sem delicadeza, apenas conferindo. — Perfeita — disse. — Fala pouco. Não inventa assunto. Quando eu voltar, trocamos de lugar e pronto. Tudo volta ao que era antes. Elara olhou para ela pelo espelho. — E se você não voltar? — Eu sempre volto pro que é meu — Beatriz pegou a mala do chão. A porta se abriu de repente. A mãe entrou e parou no mesmo instante. Seus olhos foram primeiro para Elara, vestida de noiva, e depois para Beatriz, que segurava uma mala pronta. Ela franziu a testa. Conhecia as duas filhas melhor do que ninguém. Sabia perfeitamente qual delas estava diante dela. — Elara... por que você está vestida de noiva? — perguntou, olhando em seguida para Beatriz. — E por que você está com uma mala? Beatriz deu um passo à frente, sorrindo, mas sem chegar aos olhos. — Mãe, tenho um problema urgente. Preciso resolver agora mesmo, não pode esperar. Mas o casamento não vai parar. Elara vai no meu lugar. A mãe ficou parada. Olhou de uma pra outra. A compreensão chegou devagar, e o rosto dela caiu. — Vocês vão trocar de lugar — disse baixo, horrorizada. — Isso não pode ser feito! E se Julian perceber? E se alguém notar? Perdemos tudo! — Mãe, somos idênticas — Beatriz falou de forma calma, mas firme. — Ele mal me conhece. Se não formos, perdemos tudo do mesmo jeito. Prefere que eu apareça lá e diga que não vou? Prefere que os Kensington saiam daqui dizendo que foram enganados desde o começo? É isso que você quer? A mãe abriu a boca, mas não falou nada. Olhou pra Elara, depois pra Beatriz. Sempre era assim. Beatriz sempre conseguia o que queria. Ela nunca conseguia dizer não. — E quando voltar? — perguntou, sem força. — E depois? — Em algumas semanas eu volto, trocamos de lugar e ninguém fica sabendo — Beatriz foi direta. — Agora desce com Elara. O pai leva ela. Eu saio pelos fundos. A mãe assentiu, derrotada. — Vamos, Elara. Seu pai está esperando. Elara olhou pra irmã uma última vez. Beatriz já ia saindo pelos fundos. Não olhou pra trás. Não disse adeus. Não se importou. Desceram as escadas em silêncio. O pai estava na entrada, de terno, esperando. Sorriu ao ver a filha, sem notar nada de diferente. Estendeu o braço e Elara o segurou, os dedos ainda frios. — Pronta, minha filha? — Pronta — respondeu ela, com a voz mais fraca do que queria. Entraram no carro e o veículo partiu. Elara olhou pela janela, vendo as ruas passarem rápido demais. O coração batia tão forte no peito que ela tinha medo de que ele ouvisse. Tudo era igual — o rosto, o vestido, o carro — mas nada era o que parecia. Chegaram à igreja. O carro parou e o pai abriu a porta para ela descer. A música já tocava lá dentro, e o som de muitas pessoas conversando chegava abafado até a calçada. Ele ofereceu o braço de novo e ela o segurou com força, apertando os dedos no tecido do terno. A porta abriu e os dois caminharam juntos pelo corredor, todos os olhares virados para frente dela. Não conhecia metade daquelas pessoas, mas todos sorriam, achando que estavam vendo Beatriz. Chegaram ao altar. Julian estava esperando, de pé, de terno, sério e imóvel. Não havia sorriso no rosto dele, nem brilho nos olhos. Estava ali porque tinha que estar — era o acordo. Ele olhou para ela se aproximando e não pareceu notar nada diferente. Estendeu a mão, formal e fria. A cerimônia seguiu rápido. Quando chegou o momento dos votos, o celebrante olhou para ela. — Eu aceito — disse Elara, e ouviu a própria voz tremendo levemente. O coração disparou no peito. — Eu aceito — respondeu Julian, firme, sem hesitar. O celebrante continuou. Poucos minutos depois, os papéis estavam assinados. A aliança estava no dedo dela. Elara agora era oficialmente esposa de Julian Kensington. E ele não fazia a menor ideia de que acabara de se casar com a mulher errada.O sol mal tinha começado a entrar pelas frestas da cortina quando Elara abriu os olhos. Ficou imóvel por um instante, ouvindo a respiração calma de Julian ao seu lado. O coração doía, um peso silencioso que ela não conseguia afastar. Sabia que ali não era o seu lugar, mas nas últimas semanas aquela cama, aquela casa, aquele homem tinham se tornado tudo para ela. E agora, com a notícia que carregava dentro de si, ir embora parecia quase impossível. Passou a mão devagar sobre a barriga, ainda sem qualquer sinal visível, mas sentindo já a presença dos dois pequenos que cresciam ali. Dois filhos dele. E ele nem sequer sabia que existiam.Julian se mexeu ao lado, abrindo os olhos devagar. Notou o olhar dela, sério e triste, e franziu a testa.— Você está muito quieta desde ontem. Tem certeza de que está bem?Elara desviou o olhar, sentindo os olhos se encherem de lágrimas que forçou a não cair.— Estou. Só… pensando em algumas coisas. Minha irmã voltou e eu preciso ir até lá resolver um as
Elara abriu a gaveta do banheiro procurando a escova. Passou a mão ali dentro e os dedos tocaram o pacote de absorvente jogado no canto. Parou na hora. Ficou ali, sem pegar nada, só olhando. Tentou lembrar quando foi a última vez que tinha usado. Contou os meses e percebeu: já fazia dois meses. Dois meses inteiros sem menstruar. Não era normal. Colocou a mão na barriga e tirou rápido, como se tivesse levado um choque. Não podia ser. Mas também não tinha outra explicação. Respirou fundo, mas o ar não entrou direito. As pernas tremeram. Preciso saber. Preciso ter certeza.Ia sair do banheiro quando a porta abriu de repente e Julian entrou. Ele parou no mesmo instante, vendo ela ali parada, pálida. Franziu a testa e deu um passo pra frente, preocupado.— O que foi? Você está pálida, Beatriz. O que está acontecendo?Ela fechou a gaveta devagar e tentou sorrir, mas o sorriso não chegou aos olhos.— Não foi nada, só passei mal, passa logo. Uma tontura, nada demais.Ele chegou mais perto e t
Os dias foram passando. Sem pressa, sem alardes. Eles caíram numa rotina que parecia a mais natural do mundo.Ele acordava primeiro. Às vezes ficava ali olhando ela dormir antes de se levantar. Ela acordava um pouco depois, e quando ia para a cozinha, ele já estava na mesa, tomando café. Sempre olhava para ela quando ela entrava, e sempre havia um espaço reservado ao lado dele.— Dormiu bem? — perguntava quase sempre.— Dormi.Ele assentia e voltava para o jornal ou o celular, mas a mão dele ficava perto da dela, às vezes tocando levemente o braço dela, como se precisasse confirmar que ela estava ali.Quando ele saía, sempre dizia quando voltava. E ela ficava em casa, e sem perceber, começava a esperar. Não era obrigação. Era vontade. Ouvir o carro chegando, ouvir os passos no corredor, ver ele entrar no quarto e sorrir de canto ao vê-la. Tudo aquilo foi ficando parte do dia. Parte dela.À noite, ele a procurava. Às vezes era só para deitarem juntos e conversarem um pouco antes de dor
Saíram do altar juntos. Elara sentiu a mão dele na sua e o coração bateu forte. Olhou a aliança no dedo e entendeu: era real. Ela estava casada. E ele não fazia ideia de quem estava ao seu lado.Julian a guiou pelo corredor, mão na cintura dela. Ela manteve o sorriso no rosto, pensando: fala pouco, não estraga tudo.Uma mulher se aproximou com uma taça na mão.— Parabéns aos dois. Beatriz, está linda. Julian, finalmente.Os dois agradeceram. A mulher olhou ao redor.— E a Elara? Cadê sua irmã?Elara travou.— Ela precisou viajar.— Viajar? Hoje? No dia do casamento?— Surgiu um problema urgente. Ela não teve escolha.— Que pena. Justo hoje.A mulher se afastou. Elara soltou o ar.Julian virou-se para ela.— Ela foi viajar hoje? Para onde?— Não sei. Disse que era urgente e não entrou em detalhes.Ele franziu a testa.— Vocês são tão próximas. Estranho ela sair sem dizer nada.— Somos próximas. Mas cada uma tem a sua vida.Ele assentiu e seguiu adiante.Do outro lado do salão, o pai an












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.