MasukPOV: Terceira pessoaAslin apareceu imediatamente, avançando com passos firmes em direção a Liam, carregando consigo uma mistura de autoridade e doçura. Parou diante dele, sorrindo com aquela calma que parecia controlar qualquer situação.—Você não acha que ela está linda, Liam? —perguntou, deixando seu olhar percorrer Cecilia com a sutileza de quem inspeciona uma obra de arte.Liam sorriu de lado, com um gesto tão natural quanto perigoso, e respondeu em voz baixa, mas firme:—Sim, mãe… bastante linda.Aslin assentiu satisfeita, e seu sorriso se ampliou, carregado de cumplicidade e autoridade.—Não será apenas você que a verá assim hoje —disse ela. —Noah, Isabella e Kaoru também virão ao casamento. Eles estarão aqui muito em breve.O cenho de Liam se franziu levemente. Não lhe agradava a ideia de que seus irmãos presenciassem a cerimônia, muito menos uma confrontação que ele esperava ser inevitável. No entanto, sabia que não podia fazer nada para impedi-lo; o destino parecia estar jog
Sorri. Foi um sorriso frio, afiado como uma lâmina, o tipo de sorriso que não se oferece por cortesia, mas por cálculo. A verdade — aquela peça que até poucos momentos atrás estivera escondida entre papéis e fotos — finalmente se encaixou em seu lugar e, com ela, tive uma ideia magnífica, perfeita em sua crueldade e eficácia.Por baixo daquela satisfação, senti uma coceira que não soube nomear: ciúmes. Não fazia sentido; ela não era minha e, ainda assim, uma imagem — a de Rayner segurando-a, reivindicando-a, a de seu passado pairando sobre ela como uma sombra — queimava dentro de mim. Talvez fosse raiva de ver outro homem tocar aquilo que eu começava a querer, ou talvez algo ainda mais sombrio: a suspeita de que ninguém deveria reivindicá-la sem pagar por isso.—Convide-o —disse, deixando que a ordem caísse como uma pedra sobre a mesa—. Convide Rayner para o casamento.Fabián me encarou, a testa franzida, como se tentasse calcular probabilidades no ar.—Rayner? —sua voz saiu como um f
Não me lembro de como terminei diante da porta de seu escritório. Tudo aconteceu tão rápido que mal percebi que estava ali, com o coração golpeando meu peito e os punhos cerrados. A voz de Aslin continuava ecoando em minha cabeça: “O casamento será daqui a dois dias”.Dois dias. Eu sequer tivera tempo de entender o que sentia por aquele homem, e ele já pretendia me transformar em sua esposa. Fosse fingido ou não, aquele casamento estava me arrastando para algo que eu não podia controlar.Bati à porta uma vez. Depois outra. E, quando não obtive resposta, abri sem permissão.Liam ergueu os olhos dos documentos, surpreso com a minha invasão. Sua expressão mudou imediatamente, tornando-se fria e impenetrável, como sempre.— Cecilia — disse simplesmente, apoiando a caneta sobre a mesa. — O que está fazendo aqui?Fechei a porta atrás de mim e cruzei os braços, tentando manter a calma, embora sentisse minha voz tremer de pura raiva.— Poderia começar me explicando por que decidiu antecipar o
Quando a porta se abriu e Liam apareceu, senti o ar abandonar meus pulmões. Seu olhar era uma mistura perigosa de surpresa, raiva e algo mais… algo que eu não ousei nomear. Hermant soltou lentamente minha mão e se levantou imediatamente, com a serenidade de quem sabia lidar com os silêncios.—Não era nada, senhor Azacel —disse com a voz firme, mas cortês.— Cecilia e eu já havíamos terminado de conversar.Ele fez uma pausa e sorriu levemente, com uma calma que contrastava com a tensão que pairava no ambiente.—O senhor tem uma noiva muito bonita. Peço desculpas pelo incômodo.Liam o olhou de cima a baixo, sem esconder sua desconfiança. Seus olhos eram frios, duros, como se tentassem perfurar as verdadeiras intenções de Hermant. Eu não conseguia me mover. Sentia minhas pernas fracas, o coração descompassado e a garganta seca. Quando Hermant foi embora, sua figura desaparecendo atrás da porta, senti uma estranha pontada… como se uma parte de mim quisesse segui-lo.O clique suave da porta
POV: Terceira pessoaLiam fixou o olhar no homem que não parava de observar sua noiva. Seus ombros ficaram tensos e, com a voz firme e carregada de autoridade, rompeu o silêncio:—Posso saber o que vê na minha noiva, senhor Hermant?O comedor ficou em silêncio em um instante, como se todos tivessem prendido a respiração. Aslin e Carttal trocaram um rápido olhar, silencioso, mas carregado de significado: a pergunta do filho havia mudado completamente a dinâmica da sala.O senhor Hermant não desviou o olhar de Cecilia nem por um instante. Sua postura permanecia inalterável, e sua expressão continuava calma e calculista. Finalmente, falou em um tom controlado, fazendo com que cada palavra caísse pesadamente no ar:—Nada… apenas acho que sua noiva me parece conhecida, senhor Azacel.Cecilia sentiu um arrepio percorrer sua espinha. A intensidade com que ele a observava era quase insuportável. Baixou ligeiramente o olhar, tentando recuperar a compostura, enquanto seu coração batia acelerado
POV: Terceira pessoaPassei o dia inteiro trancada no meu quarto, sozinha com meus pensamentos e com o silêncio da mansão. Cada canto parecia amplificar a solidão e a pressão que sentia no peito. Eu não conseguia me concentrar em nada além daquela lembrança que havia irrompido em minha mente como um relâmpago, abalando todo o meu mundo.O homem da floresta não me deixava em paz. Cada detalhe que surgia em minha memória, por menor que fosse, parecia gravar-se com força em minha consciência: sua postura, o esforço de seus músculos, a maneira como ofegava enquanto eu tentava ajudá-lo. E, acima de tudo, a urgência que sentia ao segurar o remédio, como se algo vital dependesse daquilo. Era uma lembrança que eu não podia ignorar, embora ainda não compreendesse completamente o que significava.Perguntei-me quem era aquele homem. O que ele tinha a ver comigo? Por que estava ali? Por que eu o estava ajudando? A sensação de responsabilidade que sentia naquele instante era tão real que eu podia







