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O Gosto do Proibido

Autor: Nu.Ferreira
last update Data de publicação: 2026-06-30 07:15:55

​— Então me queima — ela desafiou.

​Vittorio não resistiu mais. Ele quebrou a pouca distância que restava e atacou a boca de Mila com uma fúria faminta.

​Não era o primeiro beijo deles. Longe disso. Eles já vinham se envolvendo às escondidas em encontros clandestinos pelos cantos escuros da propriedade, trocando carícias urgentes quando ninguém estava olhando. Mas passar a noite inteira na mesma mesa, fingindo indiferença na frente de Vincenzo e da Tia Maria, tinha levado a tensão de ambo
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Último capítulo

  • A obsessão do capo    três dias

    Três dias. Setenta e duas horas. Quatro mil, trezentos e vinte minutos de um silêncio sepulcral e aterrorizante que parecia esmagar as paredes de pedra daquele bunker. O ar ali dentro era pesado, gelado, e o tremor constante das nossas respirações descontroladas. Não havia sinal de celular. As redes de comunicação da máfia estavam completamente criptografadas sob protocolo de emergência, e a pequena televisão no canto da sala não passava nada além de notícias vagas e censuradas sobre "incêndios criminosos" e "confrontos entre gangues" no centro de Florença.​Meu coração estava tão apertado que eu sentia como se uma mão de ferro estivesse esmagando meus pulmões, me impedindo de puxar o ar. Eu não aguentava mais. A incerteza não era apenas uma dúvida; era um veneno que estava me matando lentamente, gota a gota.​Minha tia Maria andava de um lado para o outro sobre o tapete desgastado, segurando um terço de madeira entre os dedos trêmulos, sussurrando preces em italiano que pareciam nã

  • A obsessão do capo    Caímos em uma armadilha

    Mas que bosta! Como assim caímos em uma armadilha dessa magnitude? A minha mente, que costumava decodificar os sistemas mais complexos e antecipar cada movimento dos nossos inimigos, tinha falhado miseravelmente no momento mais crucial de todos. O suor frio escorria pela minha nuca enquanto eu arrastava o corpo pesado de Giovanni pelo corredor lateral da Cúpula, ouvindo o eco distante dos alarmes e sabendo que o C4 escondido naquelas paredes de mármore estava prestes a transformar tudo em poeira. O sangue dele manchava a minha jaqueta tática, mas a dor que eu sentia no peito era pelo meu primo. Eu não podia deixar Vincenzo para trás. Jamais.​— Escuta, Giovanni, presta atenção em mim — falei, com a voz esganiçada pela adrenalina, empurrando-o contra a parede de uma das saídas de emergência secundárias. O ombro dele continuava sangrando muito, mas ele ainda tentava lutar para voltar. — Eu não posso deixar ele lá. Você saia agora mesmo desse prédio, entendeu? Vá para os carros da escolt

  • A obsessão do capo    A guerra

    Antes que eu pudesse dar o primeiro passo fora do carro, o som rosnante de três SUVs pretos blindados cortou a rua. Os veículos pararam em formação de combate logo atrás do meu Maserati. As portas se abriram simultaneamente. Meu pai, Antônio, foi o primeiro a descer. Mesmo com a idade, a postura dele era a de um rei pronto para exterminar seus rebeldes, segurando um fuzil com a facilidade de quem nasceu para aquilo. Logo atrás dele vieram meu irmão: Vittorio, com o olhar assassino de quem não aceita ameaças à família; Luca, Giuseppe e Marco cobrindo os flancos; e Giovanni e Raffaele carregando pentes extras e granadas táticas. Eles caminharam até mim. Oito homens. O núcleo duro da família Meddici. Inteiros, vivos e munidos de uma fúria impiedosa. Meu pai parou ao meu lado, olhando para o prédio em chamas da Cúpula e depois para mim. Seu olhar tinha o mesmo brilho que vi quando ele soube que Luna carregava seu herdeiro: a determinação absoluta de proteger nosso legado. — Eles

  • A obsessão do capo    Siga com o plano B

    Sem perder tempo, Vincenzo acionou o viva-voz do carro enquanto acelerava a toda velocidade pelas estradas secundárias. O painel conectou a chamada imediatamente. ​— Vittorio! — Vincenzo rosnou. ​Do outro lado, o som de tiros e ordens gritadas quase abafava a voz do irmão. ​— Vincenzo! A mansão foi atacada! — a voz de Vittorio veio carregada de adrenalina. — Mas chegamos na frente. Eu, Luca, Giuseppe, Marco, Giovanni, Raffaele e o pai limpamos a área e tiramos todo mundo a tempo. As mulheres estão em segurança. ​Antônio, o pai deles, assumiu a linha por um segundo, a voz firme como uma rocha: — Eles acharam que nos pegariam desprevenidos. Tolos. ​Vincenzo deu um sorriso sombrio. Ele nunca dava ponto sem nó. Prevendo que os inimigos agiriam no momento em que a família estivesse "distraída" com a consulta de Luna, ele já tinha deixado a equipe de prontidão. ​— Excelente — Vincenzo disse. — Sigam com o Plano B. Agora. ​— Entendido. — Vittorio desligou. ​Segundos depois,

  • A obsessão do capo    ​O Eco do Coração

    Já se passaram duas semanas desde que fomos apresentadas a Aurora e Antônio, e o alívio que sentia no peito ainda parecia bom demais para ser verdade. ​Quando soube que conheceria os pais de Vincenzo, o medo a consumiu. Esperava encontrar figuras frias, inalcançáveis, moldadas pelo mundo impiedoso da máfia. Mas Aurora quebrou todas as suas expectativas logo no primeiro segundo. ​A matriarca da família era uma mulher de presença marcante, elegância impecável e uma beleza que parecia congelada no tempo. Quando a viu pela primeira vez ao lado de Mila, Luna não pôde deixar de rir em pensamento: “Com certeza é genética… ou algum segredo de beleza que a Itália esconde de mim, porque ela parece ter a nossa idade! Se brincar, eu é que pareço a mais velha aqui”. Mas por trás da aparência impecável, Aurora revelou um coração surpreendentemente acolhedor. Com um abraço quente e um sorriso sincero, ela adotou Luna e Mila imediatamente, tratando-as como filhas. ​Já Antônio... bom, Antônio er

  • A obsessão do capo    O Gosto do Proibido

    ​— Então me queima — ela desafiou. ​Vittorio não resistiu mais. Ele quebrou a pouca distância que restava e atacou a boca de Mila com uma fúria faminta. ​Não era o primeiro beijo deles. Longe disso. Eles já vinham se envolvendo às escondidas em encontros clandestinos pelos cantos escuros da propriedade, trocando carícias urgentes quando ninguém estava olhando. Mas passar a noite inteira na mesma mesa, fingindo indiferença na frente de Vincenzo e da Tia Maria, tinha levado a tensão de ambos ao limite absoluto. ​A língua de Vittorio invadiu a boca de Mila com uma possessividade violenta, reivindicando cada espaço, enquanto um gemido abafado escapava da garganta dela. Mila entrelaçou os dedos nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, colando completamente seus corpos. O terno caro de Vittorio arranhava a pele delicada dos braços dela, mas ela só queria sentir aquele calor bruto. ​A mão dele, que antes segurava seu queixo, desceu pelo pescoço de Mila de forma firme, apertando

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