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Sangue subiu quente

Autor: Nu.Ferreira
last update Data de publicação: 2026-05-28 08:32:13

​Eu sabia que ia dar merda. O sangue subiu quente para a minha cabeça ao ver aquele traficante de carne humana se aproximar novamente da minha mulher. Porra, eu só queria um momento de paz! Um maldito jantar de negócios que se transformava em um campo de batalha a cada cinco minutos. Antes que eu pudesse alcançar o corredor, vi o braço de Luiddi se estender de forma atrevida em direção ao decote do vestido vinho de Luna. A resposta dela foi imediata e magnífica: um tapa estalado que ecoou pelo
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Último capítulo

  • A obsessão do capo    três dias

    Três dias. Setenta e duas horas. Quatro mil, trezentos e vinte minutos de um silêncio sepulcral e aterrorizante que parecia esmagar as paredes de pedra daquele bunker. O ar ali dentro era pesado, gelado, e o tremor constante das nossas respirações descontroladas. Não havia sinal de celular. As redes de comunicação da máfia estavam completamente criptografadas sob protocolo de emergência, e a pequena televisão no canto da sala não passava nada além de notícias vagas e censuradas sobre "incêndios criminosos" e "confrontos entre gangues" no centro de Florença.​Meu coração estava tão apertado que eu sentia como se uma mão de ferro estivesse esmagando meus pulmões, me impedindo de puxar o ar. Eu não aguentava mais. A incerteza não era apenas uma dúvida; era um veneno que estava me matando lentamente, gota a gota.​Minha tia Maria andava de um lado para o outro sobre o tapete desgastado, segurando um terço de madeira entre os dedos trêmulos, sussurrando preces em italiano que pareciam nã

  • A obsessão do capo    Caímos em uma armadilha

    Mas que bosta! Como assim caímos em uma armadilha dessa magnitude? A minha mente, que costumava decodificar os sistemas mais complexos e antecipar cada movimento dos nossos inimigos, tinha falhado miseravelmente no momento mais crucial de todos. O suor frio escorria pela minha nuca enquanto eu arrastava o corpo pesado de Giovanni pelo corredor lateral da Cúpula, ouvindo o eco distante dos alarmes e sabendo que o C4 escondido naquelas paredes de mármore estava prestes a transformar tudo em poeira. O sangue dele manchava a minha jaqueta tática, mas a dor que eu sentia no peito era pelo meu primo. Eu não podia deixar Vincenzo para trás. Jamais.​— Escuta, Giovanni, presta atenção em mim — falei, com a voz esganiçada pela adrenalina, empurrando-o contra a parede de uma das saídas de emergência secundárias. O ombro dele continuava sangrando muito, mas ele ainda tentava lutar para voltar. — Eu não posso deixar ele lá. Você saia agora mesmo desse prédio, entendeu? Vá para os carros da escolt

  • A obsessão do capo    A guerra

    Antes que eu pudesse dar o primeiro passo fora do carro, o som rosnante de três SUVs pretos blindados cortou a rua. Os veículos pararam em formação de combate logo atrás do meu Maserati. As portas se abriram simultaneamente. Meu pai, Antônio, foi o primeiro a descer. Mesmo com a idade, a postura dele era a de um rei pronto para exterminar seus rebeldes, segurando um fuzil com a facilidade de quem nasceu para aquilo. Logo atrás dele vieram meu irmão: Vittorio, com o olhar assassino de quem não aceita ameaças à família; Luca, Giuseppe e Marco cobrindo os flancos; e Giovanni e Raffaele carregando pentes extras e granadas táticas. Eles caminharam até mim. Oito homens. O núcleo duro da família Meddici. Inteiros, vivos e munidos de uma fúria impiedosa. Meu pai parou ao meu lado, olhando para o prédio em chamas da Cúpula e depois para mim. Seu olhar tinha o mesmo brilho que vi quando ele soube que Luna carregava seu herdeiro: a determinação absoluta de proteger nosso legado. — Eles

  • A obsessão do capo    Siga com o plano B

    Sem perder tempo, Vincenzo acionou o viva-voz do carro enquanto acelerava a toda velocidade pelas estradas secundárias. O painel conectou a chamada imediatamente. ​— Vittorio! — Vincenzo rosnou. ​Do outro lado, o som de tiros e ordens gritadas quase abafava a voz do irmão. ​— Vincenzo! A mansão foi atacada! — a voz de Vittorio veio carregada de adrenalina. — Mas chegamos na frente. Eu, Luca, Giuseppe, Marco, Giovanni, Raffaele e o pai limpamos a área e tiramos todo mundo a tempo. As mulheres estão em segurança. ​Antônio, o pai deles, assumiu a linha por um segundo, a voz firme como uma rocha: — Eles acharam que nos pegariam desprevenidos. Tolos. ​Vincenzo deu um sorriso sombrio. Ele nunca dava ponto sem nó. Prevendo que os inimigos agiriam no momento em que a família estivesse "distraída" com a consulta de Luna, ele já tinha deixado a equipe de prontidão. ​— Excelente — Vincenzo disse. — Sigam com o Plano B. Agora. ​— Entendido. — Vittorio desligou. ​Segundos depois,

  • A obsessão do capo    ​O Eco do Coração

    Já se passaram duas semanas desde que fomos apresentadas a Aurora e Antônio, e o alívio que sentia no peito ainda parecia bom demais para ser verdade. ​Quando soube que conheceria os pais de Vincenzo, o medo a consumiu. Esperava encontrar figuras frias, inalcançáveis, moldadas pelo mundo impiedoso da máfia. Mas Aurora quebrou todas as suas expectativas logo no primeiro segundo. ​A matriarca da família era uma mulher de presença marcante, elegância impecável e uma beleza que parecia congelada no tempo. Quando a viu pela primeira vez ao lado de Mila, Luna não pôde deixar de rir em pensamento: “Com certeza é genética… ou algum segredo de beleza que a Itália esconde de mim, porque ela parece ter a nossa idade! Se brincar, eu é que pareço a mais velha aqui”. Mas por trás da aparência impecável, Aurora revelou um coração surpreendentemente acolhedor. Com um abraço quente e um sorriso sincero, ela adotou Luna e Mila imediatamente, tratando-as como filhas. ​Já Antônio... bom, Antônio er

  • A obsessão do capo    O Gosto do Proibido

    ​— Então me queima — ela desafiou. ​Vittorio não resistiu mais. Ele quebrou a pouca distância que restava e atacou a boca de Mila com uma fúria faminta. ​Não era o primeiro beijo deles. Longe disso. Eles já vinham se envolvendo às escondidas em encontros clandestinos pelos cantos escuros da propriedade, trocando carícias urgentes quando ninguém estava olhando. Mas passar a noite inteira na mesma mesa, fingindo indiferença na frente de Vincenzo e da Tia Maria, tinha levado a tensão de ambos ao limite absoluto. ​A língua de Vittorio invadiu a boca de Mila com uma possessividade violenta, reivindicando cada espaço, enquanto um gemido abafado escapava da garganta dela. Mila entrelaçou os dedos nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, colando completamente seus corpos. O terno caro de Vittorio arranhava a pele delicada dos braços dela, mas ela só queria sentir aquele calor bruto. ​A mão dele, que antes segurava seu queixo, desceu pelo pescoço de Mila de forma firme, apertando

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