INICIAR SESIÓNCapítulo 1 Benício Venturelli Acordei com o barulho insuportável do celular vibrando na mesa de cabeceira. Observei o nome na tela antes de atender e levar ao ouvido.— Alô? — minha voz ainda saiu sonolenta, arrastada.— Ben? Cadê você, porra? — a voz de Jade cortou o silêncio do quarto.— Logo de manhã xingando, irmãzinha?— Estou falando sério, cara. Nossa mãe está aqui e está uma fera. Está deixando todos loucos. — Ouvi um suspiro frustrado do outro lado. — Vem logo.Merda. Tinha esquecido do jantar de família.Soltei um grunhido, passando a mão no rosto. Foi só então que percebi o corpo nu ao meu lado e os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro.— O que foi? — ela perguntou, a voz ainda embargada de sono.— Tenho que ir — respondi, já sentando na cama.— Mas já? — Sua voz assumiu um tom manhoso que me causou repulsa. — Achei que passaríamos a noite juntos.Ela se esticou, movendo-se lentamente na minha direção. Os seios enormes balançaram com o movimento, o mamilo ainda rosa
"A Prostituta e o CEO Obsessivo — Parte 2: O Herdeiro e a Empregada"📖 Sinopse OficialEle cresceu vendo o pai vencer o próprio inferno. Ela cresceu observando a família dele de longe. Agora, o inferno é deles.Benício Venturelli é o filho mais velho de Rodrigo (o Diabo) e Luna. Aos 25 anos, ele é Diretor de Operações da holding Venturelli — herdeiro de um império, de um sobrenome pesado e de uma história que ele tenta, desesperadamente, honrar. Cresceu vendo o pai se transformar de um homem frio em um pai presente. Cresceu vendo Luna — a ex-prostituta que virou sua madrasta — se tornar a mãe que ele nunca teve. Mas, por dentro, Benício é um homem solitário. Trabalha, trabalha e trabalha. Porque parar significa pensar. E pensar significa lembrar que a casa está vazia.Isadora "Isa" Correia tem 19 anos. Mora com a mãe Marlene, que trabalha como empregada na mansão Venturelli há 15 anos. Isa cresceu vendo a família dos sonhos de perto — e, ao mesmo tempo, tão longe. É estudante de Psic
A festa já tinha terminado há algum tempo. Heloísa estava sentada no sofá com sua barriga, Igor deitado com a cabeça em seu colo, e Verônica, minha mãe, arrumando os copos em cima da mesa, reclamando sozinha: — Esta criançada me acaba com tudo, misericórdia — disse Verônica. Luna estava ao meu lado, sentada com Jade no colo, e Benício deitado no chão, quase dormindo. Jade piscava devagar, lutando para não apagar, mas o sono já a havia vencido. — Mãe, posso dormir aqui hoje? — perguntou Benício, meio manhoso. — Ah, pode sim — respondeu Verônica antes mesmo de eu abrir a boca. — A avó faz panqueca amanhã cedo para vocês. Jade levantou a cabecinha, os olhinhos quase fechando. — Panqueca, vó… com leite — disse Jade. Todos riram. Luna olhou para mim e já entendemos: eles iam ficar. Melhor assim — dormem bem, e nós também descansamos um pouco. Ajudei Benício a subir para o quarto, ele já dormindo em pé, e voltei para a sala. Verônica pegou Jade do colo de Luna com todo cuidado. — Vá
Saímos da loja com Heloísa reclamando do calor, Igor chegando de moto e Luna tentando equilibrar bolsa, bebê e paciência tudo ao mesmo tempo.— Ai, meu amor! Traz logo esta mulher para casa, que se eu esperar mais, o bolo derrete! — disse Igor.— Derrete nada, você está é com medo de descobrir que vai ter que dividir o videogame com uma menina — respondeu Heloísa.— Mentira, eu quero menina! Só para vê-la com este seu gênio — disse Igor.— Então se prepare para sofrer, papai — respondeu Heloísa.— Misericórdia, já começou — disse eu.Todos riram. Benício correu na frente com um balão azul que Luna deu para ele, e Jade vinha no meu colo, rindo e apontando tudo no caminho.A casa de Heloísa estava toda decorada: rosa e azul, balões espalhados, mesa de doces, bolo enorme e uma plaquinha com "Menino ou Menina?" no meio.— Você caprichou, hein, Helô. Tá lindo! — disse Luna.— A mulher da decoração quase me matou, mas valeu a pena. Agora é apenas não chover, porque este teto aqui está na ba
FimUm ano depoisLuna está com a loja dela de volta. Heloísa ainda ajuda às vezes. Agora então, com cinco meses de barriga, vive lá sentada no balcão comendo salgados e reclamando que está gorda. E hoje vai ser o chá revelação do bebê dela com Igor.Parei o carro bem em frente à loja de Luna. O sol estava quente, e o som do carro ainda tocando baixinho deixava o clima meio leve. Desliguei o motor, olhei pelo retrovisor e vi os dois no banco de trás — Jade batendo o pezinho no assento e Benício com cara de impaciente.— Vamos, turma — falei rindo.Desci, dei a volta e abri a porta de trás. Antes mesmo de eu conseguir dizer qualquer coisa, Jade já se jogou para fora, tropeçando nos próprios pés, rindo e gritando:— Mamããã! — gritou Jade.— Ei, calma aí — reclamou Benício, tentando segurá-la pelo braço.Ela saiu correndo, empurrando a porta de vidro da loja com as duas mãos. A porta fez aquele "tac" alto, e eu juro que achei que ela ia derrubar.Luna apareceu lá de dentro, rindo. Aquel
Estava deitada no quarto, apenas curtindo o silêncio enquanto Jade dormia no berço. O sol batia meio fraquinho pela janela, um ventinho bom passando… tudo calmo. De repente, ouvi uma voz lá da porta:— Ô, minha princesa, olha a titia chegandooo! — gritou Heloísa.Olhei e vi Heloísa entrando, toda espalhafatosa como sempre, rindo e falando com a bebê, mesmo ela dormindo.— Você é de índia, não é, Jade? Toda princesinha, igual a mãe. Já estou vendo que vai dar trabalho quando crescer, viu? — disse Heloísa.Eu ri, mexendo no cabelo, meio sem acreditar que ela estava ali tão tranquila depois de tanto tempo.— Você só aparece quando a saudade já bateu, não é? — perguntei.— Ai, não fala nada. Estou acabada. Esta loja está me deixando maluca, bicho — respondeu Heloísa.— Como está lá? — perguntei, curiosa, ajustando a almofada nas costas.— Tá cheia, menina. Cheia mesmo! Eu abro a porta e já tem gente esperando. Vende roupa, vende bolsa, vende até o que nem está no estoque direito — ela riu







