Masuk🐺🐺🐺
Kivia — Ué?! Não disseram que você estava à beira da morte por causa de um acidente na estrada? Como está toda animada, fazendo vídeo agora? Meus dedos pararam de deslizar pela tela. Por alguns segundos, fiquei encarando aquelas palavras, sentindo o sangue ferver nas veias. Não era a pergunta em si que me incomodava, mas a maneira como havia sido feita. Como se o fato de eu estar sorrindo, gravando vídeos e retomando minha vida fosse uma afronta a alguém. Como se, depois de quase perder tudo, eu devesse continuar deitada em uma cama, exibindo sofrimento para provar que realmente havia passado por algo terrível. Meu maxilar se contraiu. Eu havia acabado de sobreviver a um acidente. Tinha enfrentado a dor, o medo e a incerteza de não saber o que aconteceria com Raniel. E agora que estava de pé, respirando aliviada e encontrando motivos para sorrir novamente, alguém achava estranho? Soltei uma risada curta, sem qualquer vestígio de humor. Era impressionante como algumas pessoas par
Kivia Eu havia me despedido de Kairon com a promessa de nos reencontrarmos no baile, dali a quatro dias. Fiquei tão feliz ao vê-lo ser acolhido por meu pai com tanto carinho que, pela primeira vez, comecei a me questionar sobre a intensidade da dor que ele devia ter sentido durante todo aquele tempo. Quanto sofrimento meu pai teria guardado em silêncio? No caminho, recebi algumas mensagens. — Seu primeiro resgate veio da SHIFTERS. Estou transferindo o valor para sua nova conta. A Luna Vanessa ficaria muito grata se você divulgasse em sua nova rede social que agora faz parte do grupo de investidores. Sorri ao ler a mensagem. Se havia algo que eu aprendera ao longo da vida, era que uma mão lava a outra. Se a divulgação poderia ajudar os negócios da Luna Vanessa, que agora também eram meus, eu não via motivo para recusar o pedido. Afinal, boas parcerias eram construídas assim: com benefícios para ambos os lados. Aproveitei a penumbra do carro e peguei o celular, ligando a câmera fron
Kivia Enchi seu rosto de beijos leves e espalmei a mão contra seu peito, sentindo seu calor. Kairon acariciava minhas costas, até que sua mão pousou em minha cintura e me segurou com firmeza. — Calma, lobinho. Não sofra por antecipação. Seu membro já estava rígido e convidativo sob mim, e comecei a me esfregar nele como uma gatinha manhosa. — Não brinque comigo, amor. Você ainda está em recuperação, e não quero machucar você. Sua voz estava rouca e, embora estivesse dolorido, eu sentia a necessidade de contato físico do seu lobo, como se ele quisesse se fundir a mim. Dei o meu melhor sorriso sedutor. — Eu só escutei a parte em que Jamile disse que sou a sua cura. Não quer me ajudar a ficar boa, lobinho? — Fiz um biquinho desapontado e tentei voltar para o meu lugar, mas suas mãos me mantiveram contra seu corpo. Ele aprofundou o beijo, e suas mãos passaram a explorar minhas curvas até alcançarem minha calcinha, que já estava úmida. Ainda bem que os vidros eram escuros; ninguém
Kivia Ao sair do hospital, senti a tensão que tomava conta de Kairon e fiquei apreensiva. Dividir a companheira não era algo comum entre os lobisomens, muito menos para um macho poderoso como ele. Kairon me conduzia silenciosamente pelo estacionamento, com a mandíbula travada e o olhar determinado. Eu, por minha vez, prestava atenção em cada um de seus gestos. Era um hábito que havia adquirido durante os anos de escravidão: observar cada movimento sutil para antecipar as reações do meu mestre, da Regina e dos lobos superiores. Assim, conseguia evitar surras desnecessárias. Meu carro havia ficado na estrada, junto aos guerreiros, quando eu partira para socorrer Raniel. Por isso, havia enviado o endereço do hospital de Garras de Gelo ao meu pai, pedindo que fosse me buscar lá. Disse a Kairon que fizera isso por ser mais perto, mas a verdade era outra. Eu não queria presenciar nele a mesma reação de medo que vira no rosto de Raniel quando conhecera Kairon. Ele abriu a porta do passage
Kivia Quando chegamos ao consultório de Jamile, nos sentamos lado a lado nas cadeiras diante de sua mesa. Kairon mantinha minha mão firmemente entre as suas, como se temesse que eu pudesse escapar a qualquer momento. Jamile, por sua vez, tinha um brilho nos olhos e um sorriso contido no canto dos lábios. Aquela expressão era suspeita demais para o meu gosto. — Primeiro, quero parabenizar vocês dois. Nunca torci tanto para um casal se acertar na vida! Cheguei até a fazer uma promessa à deusa, sabiam? Não consegui continuar séria. Soltei uma risadinha e me inclinei para a frente, curiosa. — Amiga, prometeu o quê? Jamile ergueu as sobrancelhas, alternando o olhar entre mim e Kairon, que parecia tão interessado na resposta quanto eu. — Que, na união pública de vocês, eu passaria sete dias no Templo da deusa Selene, cuidando dos jardins sagrados e cumprindo os rituais de purificação ao amanhecer. Sem reclamar, sem fugir e sem usar meus conhecimentos médicos como desculpa para escapar
Kivia O pequeno cubículo pareceu ficar ainda menor com a aura de Kairon se espalhando pelo ambiente, mas eu já tinha exigido demais dele por hoje. Levantei-me da cadeira e caminhei até ele com um gingado provocante. Perto daquele macho, eu me sentia confiante o suficiente para brincar com seu ciúme. Encostei-me em seu peito forte e ergui o rosto para encará-lo, fazendo meu melhor biquinho manhoso. — Lobinho, estou toda dolorida... Acho que você pegou pesado demais comigo na última hora. — Fiz um carinho distraído em seu peito, tentando conter um sorriso travesso. — Agora me diz, com um lobo como você na minha cama, por que diabos eu ia querer outro? Ele estreitou os olhos e inclinou a cabeça para me observar. Um vinco surgiu em sua testa, mas logo desapareceu, dando lugar a um sorriso lento e convencido. — Claro, companheira. Afinal, gozei tantas vezes dentro de você que provavelmente já está carregando uma ninhada minha em vez de um único filhote. Minhas pernas bambearam, e ele







