LOGIN✨Olá, minhas lindas. Prontas para embarcar em mais uma aventura comigo? ✨📖
KaironO horário era de treinar meus guerreiros, mas eu estava passando o dedo pela tela do celular, conferindo se havia alguma atualização.Nunca tinha usado redes sociais, mas, já que Kivia havia criado a própria conta, eu abrira uma para acompanhá-la.— Eu falei para você! Jamile disse que, a cada dia, entram mais membros na rede dela. Parece que sua fêmea é tão amada quanto odiada.— Cala a boca, Aurin!— Você sabe que eu sou seu superior, né? Posso te erguer e depois te jogar lá de cima.— Se continuar me ameaçando, vou contar para Jamile.Estreitei o olhar para ele. A fêmea de Aurin havia feito de tudo para que eu também continuasse vivo, mas aquela não era a minha vingança.— Vou contar que Kivia agora é dona da boate SHIFTERS e que poderá entrar lá quando quiser.Um rosnado escapou do peito dele.— Que diabos! Kivia não tinha outro lugar para investir, não?Aurin era meio lobo, meio Fae. Um híbrido mais poderoso do que eu, mas seu lado fada me impedia de temê-lo. Isso e a mani
Kivia Deitada na espreguiçadeira, sob a brisa fresca da noite, fechei os olhos e agradeci à deusa por aquele momento de paz. Era estranho como só aprendíamos a valorizar a liberdade quando alguém nos arrancava o direito de ir e vir. Meu olhar desceu até os pulsos. As cicatrizes ainda estavam ali, finas linhas de queloide que cortavam minha pele, lembranças cruéis das correntes de prata que me mantiveram presa durante um longo castigo. Passei os dedos sobre elas, sentindo um arrepio percorrer meu corpo. Eu estava livre. Pelo menos, era o que tentava convencer a mim mesma. Algumas correntes não deixam marcas na pele. Elas se prendem à alma, alimentam os pesadelos e nos fazem temer que, a qualquer momento, alguém possa nos arrastar de volta ao inferno do qual lutamos tanto para escapar. — Filha, está pensando em dar um mergulho? Abri os olhos e encarei meu pai. — Da última vez que estive na água, foi em um rio revolto, com troncos batendo contra meu corpo. Naquela ocasião, torci p
Kivia A mensagem da minha mãe fez meu pai mudar de direção tão bruscamente que precisei me segurar no banco para não ser jogada para o lado. Mikael estava me esperando em casa. Meu estômago se contraiu. Eu ainda carregava o cheiro de Kairon na pele e, pelo visto, meu pai já havia previsto o problema antes mesmo de chegarmos ao nosso destino. — Não podemos deixar que Mikael sinta o cheiro dele em você. Não agora — meu pai advertiu, mantendo os olhos fixos na estrada. — Certo — respondi, tentando não demonstrar o quanto aquela possibilidade me preocupava. Em vez de seguir para casa, meu pai me levou até o imóvel onde o lobo responsável pelo acidente estava mantido sob vigilância. Nossos guerreiros faziam a segurança do local, atentos a qualquer movimento do prisioneiro. Assim que entramos, todos se levantaram. — Alfa Rayron. Luna Kivia. Os guerreiros inclinaram a cabeça e expuseram o pescoço em um gesto de submissão e respeito diante de seus superiores. — Como está Raniel? — pe
Kivia — Ué?! Não disseram que você estava à beira da morte por causa de um acidente na estrada? Como está toda animada, fazendo vídeo agora? Meus dedos pararam de deslizar pela tela. Por alguns segundos, fiquei encarando aquelas palavras, sentindo o sangue ferver nas veias. Não era a pergunta em si que me incomodava, mas a maneira como havia sido feita. Como se o fato de eu estar sorrindo, gravando vídeos e retomando minha vida fosse uma afronta a alguém. Como se, depois de quase perder tudo, eu devesse continuar deitada em uma cama, exibindo sofrimento para provar que realmente havia passado por algo terrível. Meu maxilar se contraiu. Eu havia acabado de sobreviver a um acidente. Tinha enfrentado a dor, o medo e a incerteza de não saber o que aconteceria com Raniel. E agora que estava de pé, respirando aliviada e encontrando motivos para sorrir novamente, alguém achava estranho? Soltei uma risada curta, sem qualquer vestígio de humor. Era impressionante como algumas pessoas par
Kivia Eu havia me despedido de Kairon com a promessa de nos reencontrarmos no baile, dali a quatro dias. Fiquei tão feliz ao vê-lo ser acolhido por meu pai com tanto carinho que, pela primeira vez, comecei a me questionar sobre a intensidade da dor que ele devia ter sentido durante todo aquele tempo. Quanto sofrimento meu pai teria guardado em silêncio? No caminho, recebi algumas mensagens. — Seu primeiro resgate veio da SHIFTERS. Estou transferindo o valor para sua nova conta. A Luna Vanessa ficaria muito grata se você divulgasse em sua nova rede social que agora faz parte do grupo de investidores. Sorri ao ler a mensagem. Se havia algo que eu aprendera ao longo da vida, era que uma mão lava a outra. Se a divulgação poderia ajudar os negócios da Luna Vanessa, que agora também eram meus, eu não via motivo para recusar o pedido. Afinal, boas parcerias eram construídas assim: com benefícios para ambos os lados. Aproveitei a penumbra do carro e peguei o celular, ligando a câmera fron
Kivia Enchi seu rosto de beijos leves e espalmei a mão contra seu peito, sentindo seu calor. Kairon acariciava minhas costas, até que sua mão pousou em minha cintura e me segurou com firmeza. — Calma, lobinho. Não sofra por antecipação. Seu membro já estava rígido e convidativo sob mim, e comecei a me esfregar nele como uma gatinha manhosa. — Não brinque comigo, amor. Você ainda está em recuperação, e não quero machucar você. Sua voz estava rouca e, embora estivesse dolorido, eu sentia a necessidade de contato físico do seu lobo, como se ele quisesse se fundir a mim. Dei o meu melhor sorriso sedutor. — Eu só escutei a parte em que Jamile disse que sou a sua cura. Não quer me ajudar a ficar boa, lobinho? — Fiz um biquinho desapontado e tentei voltar para o meu lugar, mas suas mãos me mantiveram contra seu corpo. Ele aprofundou o beijo, e suas mãos passaram a explorar minhas curvas até alcançarem minha calcinha, que já estava úmida. Ainda bem que os vidros eram escuros; ninguém







