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Praia e Promessas

last update publish date: 2026-04-27 23:41:37

Adrian narrando

A tarde estava quente, mas o vento soprava forte, trazendo aquele cheiro de sal e areia que eu já estava começando a gostar mais do que gostaria de admitir.

Estávamos todos na praia de novo — agora com cadeiras e guarda-sóis, porque minha mãe (sim, dona Olívia já era "mãe" no meu coração) disse que "gringo não aguenta o sol brasileiro não".

Ela tinha razão. Valentina já estava com o nariz vermelho mesmo com protetor.

Elena estava sentada na cadeira ao meu lado, Sofia no colo, as
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  • A secretaria que o CEO não conseguiu resistir    Capítulo Bônus 7 – Todos Juntos

    Elena narrando O Natal sempre foi uma data especial na nossa família. Mas este ano era diferente. Todos estariam na nossa casa. Todos. Os pais do Adrian, meus pais, Valentina, Carli, Olívia, Matheus, Mina, Yuna — que já estava com quinze anos, uma moça — e, claro, as crianças: Sofia, Juju, e agora o caçula, Samuel, que tinha acabado de completar um ano. Sim, nós tivemos um terceiro filho. Um menino. Samuel Luca Miller. Cabelo claro, olhos verdes iguais aos da mãe, uma calma que contrastava com os dois irmãos mais velhos. — Ele parece um anjo — minha mãe disse, quando o viu pela primeira vez. — Ele dorme a noite toda — eu respondi. — Isso sim é um milagre. Adrian estava na cozinha, preparando o peru. Ele aprendeu a cozinhar com minha mãe nos últimos anos, e agora era oficialmente o chefe do Natal. — Sai da cozinha, mulher — ele disse, me empurrando para fora com um pano de prato. — É minha vez. — Tá bem, marido. A casa estava decorada. Pisca-pisca na árvore, guirlanda na porta,

  • A secretaria que o CEO não conseguiu resistir    Capítulo Bônus 6 – O Aniversário de Casamento

    Adrian narrandoSete anos.Sete anos desde que eu vi Elena descendo o altar com seu vestido branco e aquele sorriso que iluminava a igreja inteira. Sete anos desde que eu disse "sim" e ela disse "sim" e nossas vidas se tornaram uma só.O tempo passou tão rápido. Sofia estava quase completando oito anos, uma menina esperta, teimosa e incrivelmente parecida com a mãe. O Juju já tinha seis e passava a maior parte do tempo correndo atrás da irmã ou perguntando coisas que eu não sabia responder.E a Olívia, filha de Valentina e Carli, estava com dois anos e já mandava em todo mundo — inclusive nos primos mais velhos.Mas hoje era nosso dia. Só nosso.— A senhora está pronta, senhora Miller? — perguntei, encostado na porta do quarto.Elena estava em frente ao espelho, terminando de colocar os brincos. Vestido preto, salto alto, cabelo solto. A mesma mulher da entrevista de emprego. Mas melhor. Mais plena. Mais feliz.— Pronta — ela disse, se virando.— Você está linda.— Você está mentindo.

  • A secretaria que o CEO não conseguiu resistir    Capítulo Bônus 5 – A Primeira Palavra da Olívia

    Carli narrandoOlívia completou um ano na semana passada. Uma velinha rosa em cima de um bolinho de morango, a família toda cantando parabéns, e a aniversariante — completamente alheia à festa — tentando enfiar o pé dentro do bolo.— Ela é igual à mãe — comentei.— Eu nunca enfiei o pé no bolo — Valentina rebateu.— Você enfiou a mão na maionese no Natal passado.— Foi sem querer.— Foi querendo.Ela me beliscou o braço. A Olívia gargalhou.O tempo passou rápido. Muito rápido. Parecia que foi ontem que a Elena me ligou dizendo "ela está nascendo". Agora a pequena já engatinhava, já tentava ficar em pé (e caía), já batia palmas quando a gente chegava em casa.Mas ainda não falava.— Ela devia falar "mamãe" primeiro — Valentina dizia.— Devia falar "papai" — eu rebatia.— "Mamãe" é mais fácil.— "Papai" é mais fácil.— Vamos apostar?— Aposto o que você quiser.— Aposto uma pizza.— Apostada.E aí. Duas semanas depois, no meio de um sábado chuvoso, estávamos todos na sala — eu, Valentin

  • A secretaria que o CEO não conseguiu resistir    Capítulo Bônus 4 – A Formatura da Sofia

    Elena narrandoA Sofia estava prestes se formar no jardim de infância. Seis anos, uma faixa na cabeça, um capelo e um diploma simbólico. Ela estava tão animada que acordou todo mundo às cinco da manhã cantando a música da formatura.— Mamãe! Mamãe! Hoje eu vou passar de fase!— Você não está passando de fase, amor. Só vai mudar de escola.— É A MESMA COISA!Ela já estava vestida — mais uma vez com a combinação mais excêntrica possível: meia até o joelho de um lado, meia curta do outro, vestido de princesa e tênis de corrida.— Sofia, você não vai usar isso.— VOU SIM!— Não vai.Adrian entrou no quarto, com o Juju no colo. O menino estava com o cabelo desgrenhado e a cara inchada de sono.— Juju falou um palavrão — Adrian disse.— O QUÊ?— Falei não — Juju respondeu, muito sério.— O que ele falou?— Não vou repetir.— ADRIAN LUCA MILLER!— TÁ BOM! Eu falei "droga"!— Isso não é palavrão.— É sim. A Sofia falou que é.— A Sofia errou.— A Sofia nunca erra — Sofia completou, toda orgul

  • A secretaria que o CEO não conseguiu resistir    Capítulo Bônus 3 – O Nascimento do Bebê

    Valentina narrandoA dor veio no meio da madrugada, como um aviso silencioso de que o bebê estava pronto — mesmo que eu não estivesse.— Carli — sussurrei, tocando o ombro dele. — Carli, acorda.Ele resmungou, virou de lado. Roncou.— CARLI!— O QUÊ? O QUE FOI?— Acho que tá na hora.Ele sentou na cama tão rápido que quase caiu no chão.— Na hora? QUE HORA?— Hora do bebê.— HOJE?— Aparentemente.Ele pulou da cama, tropeçou nas calças que estavam no chão, quase quebrou a cara. Eu comecei a rir — mesmo com a dor, mesmo com o medo, mesmo com tudo. Ele era tão desastrado. Tão Carli.— Para de rir! Isso é sério!— Você está pelado!— Eu durmo pelado!— POIS É!Ele vestiu a primeira calça que encontrou — que era minha — e uma camisa do Adrian que eu tinha roubado anos atrás e nunca devolvido.— Pronto. Vamos.— Você está vestido igual um palhaço.— Vamos, Valentina!Liguei para o Adrian, que atendeu na primeira chamada.— É hoje?— É hoje.— Já vamos.Ele desligou. Eu sabia que em dez min

  • A secretaria que o CEO não conseguiu resistir    Capítulo bônus 2: Almoço de domingo

    Elena narrando Domingo era sagrado na nossa casa. Não por religião — embora minha mãe insistisse que "Deus também gosta de um almoço em família". Era por tradição. Todo domingo, a casa ficava cheia. Meus pais, os pais do Adrian, Valentina, Carli, Matheus, Mina, Yuna, as crianças. Às vezes aparecia alguém a mais — um amigo, um vizinho, o porteiro do prédio (depois que minha mãe convidou ele uma vez e ele nunca mais esqueceu). Hoje era meu dia de cozinhar. Adrian ajudava na salada. As crianças estavam no quintal, correndo atrás da Sofia. — Mamãe, o Juju caiu! — Sofia gritou da janela. Já estava correndo para o quintal. Juju estava no chão, o joelho ralado, a boca embaixo. — Não chora, meu amor, não chora. Ele chorou. Claro. Mas parou depois de trinta segundos, quando viu o curativo de dinossauro que Adrian trouxe. — Dino — ele disse, fungando. — Dino — Adriam confirmou. — Quero outro. — Só tem um, filho. — Então quero o dino no outro joelho também. — O outro joe

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