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Autor: aly
last update Data de publicação: 2025-04-14 05:33:24

Elana pisca algumas vezes, a cabeça virando com tanta informação.

— Sim... eu... eu morava em Detroit, mas agora estou em Nova Iorque..., mas, espera. Editora Buzzy? Seu chefe?

— Sim, senhora Kingsley. — a voz de Alice soava profissional, mas com um entusiasmo contido. — A Editora Buzzy tem interesse em autores com um apelo emocional forte e uma base de leitores engajados. Seu vídeo chamou a atenção do nosso diretor editorial, e ele pediu para entrarmos em contato o mais rápido possível.

Elana piscou, tentando absorver aquelas palavras. Seu coração parecia querer escapar do peito.

— Vocês querem... falar comigo? Sobre um livro?

— Exatamente. Seu vídeo demonstra uma narrativa intensa e autêntica, algo que buscamos. Meu chefe gostaria de agendar uma reunião para discutir possibilidades. Se a senhora estiver disponível, podemos organizar um encontro ainda hoje.

Elana engoliu em seco. Ainda estava processando a ideia de que, de um dia para o outro, havia ganhado dezenas de milhares de seguidores. Agora, uma editora queria falar com ela?

— Eu... — sua voz falhou, e ela limpou a garganta. — Sim, claro.

— Perfeito! Enviarei os detalhes para o e-mail que está nas suas redes sociais. Estamos animados para conversar.

Elana murmurou um "obrigada" antes de a ligação se encerrar. Ficou parada, segurando o celular, sem saber se ria ou chorava.

Em menos de vinte e quatro horas, sua vida havia virado de cabeça para baixo.

Antes de pensar em ligar para Isabella e contar as novidades, o e-mail de Alice chegou. Ela tinha que estar no centro da cidade em uma hora. Em segundos Elana jogou algumas almofadas para o alto e subiu as escadas. Ela jogou suas malas em cima da cama e começou a procurar uma roupa. 

Revirando as malas, Elana soltou um gemido frustrado ao perceber que as roupas estavam amassadas. Antes de pensar em se arrumar, decidiu que precisava de um banho. Correu até o banheiro, ligou o chuveiro e deixou a água quente cair sobre seu corpo, tentando lavar não só a ressaca, mas também a avalanche de emoções que a atingira nos últimos minutos.

Enquanto a água escorria, ela fechou os olhos e inspirou fundo, como se tentasse recuperar o controle de si mesma. É só uma reunião... com uma editora importante... nada demais, tentou se convencer, mesmo sabendo que era, sim, muito mais do que isso.

Ao sair do banho, ainda com os cabelos pingando, vestiu um roupão e voltou para o quarto, onde começou a vasculhar as malas. Escolheu um vestido preto simples, um de seus favoritos por sempre a fazer parecer mais segura do que realmente se sentia, e uma jaqueta jeans para disfarçar o ar de improviso. Enquanto se olhava no espelho, percebeu os olhos inchados e a expressão cansada, então tratou de fazer uma maquiagem rápida, só para não parecer tão abatida.

Depois de secar o cabelo, ela o prendeu em um coque apressado, mas elegante. Pegando a bolsa, saiu de casa às pressas, sentindo a adrenalina correr pelo corpo. As ruas da vizinhança, antes cinzentas e sufocantes, pareciam agora o cenário de uma nova chance. Uma chance que ela jamais imaginou que teria.

E ao entrar no metrô lotado em direção ao centro da cidade, Elana segurou firme em sua bolsa, repetindo para si mesma: você consegue.

Quarenta minutos depois, Elana desceu do metrô. Seguindo o GPS do celular, ela caminhou pelas ruas lotadas, até chegar em frente ao enorme prédio da Editora Buzzy. 

O prédio era imponente, com grandes janelas de vidro espelhado e o nome da editora gravado em letras douradas logo acima da entrada. Por um instante, Elana sentiu as pernas vacilarem. Não parecia real. Tudo aquilo era grande demais, diferente demais do mundinho limitado ao qual ela se acostumou nos últimos anos.

Respirou fundo e atravessou as portas de vidro, sendo recebida por um saguão movimentado, repleto de pessoas apressadas, empilhando papéis, falando ao telefone ou equilibrando copos de café. Elana se sentiu minúscula, mas ao mesmo tempo, determinada a não recuar.

Aproximou-se da recepção, e com a voz ainda hesitante, disse:

— Eu... tenho uma reunião. Com Alice Montclair.

A recepcionista, sem sequer erguer os olhos do monitor, apontou para o elevador.

— Décimo quinto andar.

Elana assentiu, apertando a bolsa contra o peito, e seguiu até o elevador. Enquanto subia, seu reflexo no espelho de fundo mostrava não só sua imagem, mas toda a ansiedade que carregava. A cada andar que passava, parecia que o peso aumentava. E se tudo isso fosse um engano? E se não fosse nada?

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Último capítulo

  • A segunda chance com o CEO   Epílogo

    Na costa gelada de Cape Cod, Massachusetts, a casa de praia de Elana e Gabriel era o ponto de encontro anual para as datas comemorativas. A construção ampla, com janelas que davam para o mar coberto por uma névoa invernal, estava decorada para o Natal, com luzes piscando na varanda e uma árvore imensa brilhando na sala de estar. Era véspera de Natal, e a neve caía suavemente lá fora, cobrindo o gramado com um manto branco. O aroma de chocolate quente e biscoitos recém-assados enchia a casa, misturando-se ao crepitar da lareira. Elana se consolidara como uma autora renomada, com cinco livros publicados, cada um mais aclamado que o anterior. Gabriel transformara a editora em uma das mais respeitadas do país, sempre com Elana como sua maior inspiração. Juntos, eles construíram uma família cheia de amor, risadas e aventuras. No quintal, coberto por uma fina camada de neve, Elana ajustava uma guirlanda na porta de correr, o cabelo com alguns fios grisalhos que ela exibia com orgulho, emb

  • A segunda chance com o CEO   207

    A capela do castelo, com suas paredes de pedra antiga e vitrais coloridos, estava decorada com elegância sutil: arranjos de rosas brancas e lavandas adornavam os bancos de madeira polida, e a luz suave que entrava pelos vitrais criava um mosaico de cores no chão. O aroma delicado das flores misturava-se ao frescor da brisa que vinha dos vinhedos, e o som de um quarteto de cordas ecoava suavemente, tocando uma melodia clássica que preparava o ambiente para a cerimônia. As duas desceram as escadas de pedra do castelo, o som dos saltos ecoando nos corredores antigos. Uma limusine branca as aguardava na entrada interna que levava diretamente à capela, a poucos metros dali, garantindo que Elana chegasse impecável. Dentro da limusine, Isabella segurou a mão de Elana, o olhar cheio de carinho. — Você está deslumbrante. O Gabriel não vai saber o que fazer consigo mesmo quando te vir. Elana riu, apertando a mão da amiga. — Só espero que ele não desmaie. — Eu também. — respondeu Isabella

  • A segunda chance com o CEO   206

    Um ano havia se passado desde aquela noite mágica no topo da Torre Eiffel, e a vida de Elana e Gabriel havia mudado de maneiras que nenhum dos dois poderia ter previsto. A turnê de leituras do livro de Elana fora um sucesso estrondoso, com multidões lotando livrarias e eventos literários em várias cidades. Era o dia do casamento, um sábado ensolarado em uma charmosa vila nos arredores de Paris. O local, um castelo restaurado com jardins impecáveis, parecia saído de um conto de fadas, escolhido a dedo por Gabriel para refletir a grandiosidade do momento. No quarto reservado para a noiva, o vestido de casamento de Elana estava pendurado em um cabide ornamentado, um modelo de renda branca com detalhes delicados. A cauda longa repousava suavemente no chão, e o véu, preso ao lado, esvoaçava com a brisa suave que vinha do jardim. Elana, no entanto, não estava se arrumando. Sentada na beira da cama, ainda de robe, ela estava absorta, o notebook aberto em seu colo. Seus dedos voavam pelo te

  • A segunda chance com o CEO   205

    Quando as portas do elevador se abriram, eles foram recebidos por um maître que os conduziu a uma mesa cuidadosamente preparada, isolada em uma área exclusiva do restaurante. A decoração era minimalista, mas sofisticada, com velas tremeluzindo e uma vista de tirar o fôlego através das janelas panorâmicas. Paris se estendia abaixo deles, um tapete de luzes que parecia pulsar com a energia da cidade. Elana ficou sem palavras, girando lentamente para absorver tudo. — Gabriel... isso é incrível. — sussurrou, virando-se para ele com um sorriso que fez o coração dele disparar ainda mais. — Só o melhor para você, amor. — disse ele, puxando a cadeira para ela se sentar. O jantar começou com uma taça de champanhe, seguida por pratos delicados que misturavam sabores franceses com uma apresentação impecável. Elana e Gabriel conversavam e riam. Ela contava histórias engraçadas das leituras da turnê, enquanto Gabriel, esperava o momento perfeito. No meio do jantar, quando o garçom servia o pr

  • A segunda chance com o CEO   204

    Elana corou, girando o vestido levemente, a saia esvoaçante capturando a luz. — Culpa da Isabella. Ela escondeu esse vestido na minha mala. — Ela riu. — Acho que ela sabia que essa noite ia ser especial antes de mim. Gabriel se aproximou, segurando as mãos dela, o olhar cheio de amor. — Ela conhece você melhor que você mesma. — Ele fez uma pausa, encarando-a de cima a baixo. — E, sim, essa noite vai ser mais especial do que você imagina. Elana inclinou a cabeça, notando algo em seus olhos. — Gabriel, você está estranho. O que está acontecendo? — Nada, só... estou ansioso para te levar para esse jantar. — respondeu ele. — Vamos? Acho que se eu passar mais um minuto nesse quarto com você, gostosa desse jeito, não iremos jantar em lugar nenhum e você será a minha comida. Elana riu alto, o rosto corando ainda mais enquanto dava um leve tapa brincalhão no peito dele. — Gabriel! Se comporta! — Ela pegou a bolsa, ainda rindo, e o olhou com um sorriso travesso. — Mas confesso que

  • A segunda chance com o CEO   203

    — É exatamente porque eu confio em você, que estamos aqui. — Elana para de andar e olha para Gabriel. — Você acreditou em mim e no meu livro, coisa que ninguém jamais fez. E é graças a isso, que hoje eu estou em uma turnê com um livro que eu amei escrever e com um projeto para um segundo livro em aberto. Gabriel ficou em silêncio por um momento, absorvendo as palavras dela, o coração aquecido por sua sinceridade. Ele sorriu, puxando-a para mais perto e apoiando a testa contra a dela. — Eu acredito em você desde que você ganhou aquele papel para ser uma arvore falante na escola. Quando você ficou com medo de esquecer todas as falas, por ter diversas pessoas te encarando. Elana, eu sempre soube que você era especial. O seu livro, a sua paixão... isso tudo é você. Eu só dei um empurrãozinho. Você fez o resto. — Ele fez uma pausa, os olhos brilhando com orgulho. — E agora, em Paris, a gente vai celebrar tudo isso. Você merece. Elana riu, a lembrança da peça escolar trazendo uma levez

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