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A Escolha Que Quebra Corrente

Author: Batistad
last update publish date: 2026-09-28 09:43:43

Vaela

As sombras recuaram meio palmo. Murmurei que reconheciam união. Ezra olhou para os mortos e perguntou se era porque estávamos vinculados. Não. Virei o rosto para ele. Porque escolhemos sem lei fabricada. Algo em seus olhos escureceu, quente e ferido. Isso seria péssimo para um Conselho inteiro. Para vários. O canto da boca dele quase sorriu. Começava a entender por que o queriam longe. Só agora? A provocação ficou entre nós como faísca breve, viva, absurda em meio à procissão de mortos. E
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  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   paciência qllp

    LucanA voz de Elara cantou meu nome como se puxasse correntes. Não era uma canção inteira, apenas Lucan alongado em melodia ferida, uma sílaba presa entre dor e promessa. Avancei um passo. Vaela segurou meu braço. Não sozinho. Tentei puxar. Ezra ficou do outro lado, bloqueando sem tocar demais. Ela estava chamando. Vaela apertou os dedos. Ou a mina estava usando a voz dela. Olhei para Selene, porque ela havia ouvido Liora, porque caminhava com a mãe dentro da própria ferida. Disse que ela sabia a diferença. Selene ficou em silêncio por um segundo. Depois respondeu que nem sempre.Aquilo foi pior que negação.A parede à frente abriu uma fenda estreita, revelando um corredor lateral banhado por luz azul escura. O cheiro de Elara veio mais forte por ali. Tão forte que senti na língua. Lembranças de pele, cama, sonho, unhas em minhas costas. A mente se encheu da imagem dela na visão: presa à coluna, ainda selvagem, ainda minha e nunca posse de ninguém. A voz cantou novamente. Lucan… aqui

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   O Lobo Que Não Toma

    SeleneA mina começou a cantar mais baixo, e o corpo de Darius veio atrás de mim como muralha quente contra o frio azul. Ele não me puxou contra si. Não me envolveu demais. Apenas me sustentou, deixando que meus pés permanecessem nos degraus, deixando que a escolha continuasse minha. Mesmo assim, o contato explodiu. Senti a mão dele em minha cintura como se estivesse direto sobre a pele, embora houvesse tecido entre nós. Grande. Quente. Firme. O polegar não se moveu, mas a pressão bastou para que meu corpo lembrasse de tudo que não deveria: a boca dele em minha mão, a respiração quando me viu escolher prazer diante dele, a forma como meu nome ficava preso na garganta daquele homem.A mina percebeu. Claro que percebeu. As paredes brilharam, e o canto mudou de tom, mais íntimo, quase provocador. Darius prendeu o ar. Disse que ela estava usando o vínculo. A mina ou ele? A mina. Resposta segura. A boca dele ficou perto demais da minha nuca quando falou que, se fosse ele usando o vínculo,

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   O Calor no Azul

    SeleneA escada descia como uma garganta que aprendera a engolir mulheres em silêncio. Fui a primeira a pisar no azul, e o degrau sob minha bota sangrou luz. Não rachou, não cedeu, não gemeu. Apenas reconheceu meu peso com uma pulsação fria que subiu pela sola, atravessou minha perna e mordeu a palma recém-cortada. A bandagem feita por Darius já estava úmida. Cada gota que escapava parecia encontrar caminho próprio pelos meus dedos, como se a mina chamasse meu sangue pelo nome e eu tivesse passado a vida inteira sendo conduzida até aquela boca escondida sob a fortaleza.Atrás de mim, o grupo se movia em ordem tensa. Darius logo depois. Não à frente. Não tão perto que seu calor virasse interferência. Perto o bastante para que eu sentisse o lobo dele roçando a borda do vínculo, furioso, atento, acorrentado por uma palavra que eu não pronunciara, mas que ele respeitava mesmo assim. Espere. A palavra parecia ter se instalado nos ossos dele. Odiei isso. E senti meu corpo responder. Maldit

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   O Alfa Que Espera

    SeleneNo silêncio, eu ouvia o coração de Darius pelo vínculo. Batia rápido. Forte. Descontrolado. Por mim. A mão dele em minha cintura tremia, não de fraqueza, mas de contenção. Darius queria. Cada parte dele queria. O cheiro do desejo dele misturou-se ao frio mineral e transformou o corredor em uma prisão de sentidos. Senti meu próprio corpo responder, um calor baixo, involuntário, humilhante de tão vivo. A palma ferida pulsou. A marca lunar brilhou. Minha respiração falhou. Darius inclinou a cabeça, mas não tocou minha pele com a boca. A distância entre seus lábios e a curva do meu pescoço era uma tortura medida em misericórdias.A mina estava tentando usar aquilo, ele disse, a voz quase sem som. E ele? Ele estava tentando sobreviver àquilo. Fechei os olhos. Sobreviver a me tocar? A te tocar sem esquecer que não sou dono do alívio que sinto. Aquilo me golpeou. Porque havia alívio nele também. Não só desejo. Não só fome. Segurar-me, mesmo assim, mesmo por permissão mínima, completa

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   O Lobo Que Não Toma

    SeleneA mina começou a cantar mais baixo, e o corpo de Darius veio atrás de mim como muralha quente contra o frio azul. Ele não me puxou contra si. Não me envolveu demais. Apenas me sustentou, deixando que meus pés permanecessem nos degraus, deixando que a escolha continuasse minha. Mesmo assim, o contato explodiu. Senti a mão dele em minha cintura como se estivesse direto sobre a pele, embora houvesse tecido entre nós. Grande. Quente. Firme. O polegar não se moveu, mas a pressão bastou para que meu corpo lembrasse de tudo que não deveria: a boca dele em minha mão, a respiração quando me viu escolher prazer diante dele, a forma como meu nome ficava preso na garganta daquele homem.A mina percebeu. Claro que percebeu. As paredes brilharam, e o canto mudou de tom, mais íntimo, quase provocador. Darius prendeu o ar. Disse que ela estava usando o vínculo. A mina ou ele? A mina. Resposta segura. A boca dele ficou perto demais da minha nuca quando falou que, se fosse ele usando o vínculo,

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