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Entregue A Carta

Penulis: Batistad
last update Tanggal publikasi: 2026-09-02 23:25:04

Darius

A carta estava na mão de Kaian, mas era o silêncio de Mirella que fazia Darius querer destruir o quarto. A cena inteira parecia pintada por uma mão cruel: Mirella em robe frouxo, os cabelos desalinhados demais para inocência, a boca ainda rubra demais para mentira limpa; Kaian ao lado da cama, com a camisa meio aberta, o envelope escondido dentro do casaco como se pudesse guardar fogo contra o peito e não queimar. E Selene, ao lado de Darius, imóvel como lua sobre campo de execução. Ela
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  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   A Escolha Melhor

    DariusA Sala dos Juramentos brilhou e registrou. Uma linha de prata surgiu na mesa entre Darius e Selene, fina no início, depois mais profunda, gravada como se a pedra tivesse esperado séculos para condenar um homem por uma frase justa. Vaela ficou rígida e disse que o juramento havia sido aceito. Darius não tirou os olhos de Selene. Disse apenas que era bom. Ela o encarou como se aquilo a ferisse. Por que bom? Porque, quando ele esquecesse, a pedra o condenaria. O silêncio mudou. Não suavizou. Aprofundou. Ezra respirou lentamente, e então revelou a única forma de Darius recuperar controle pleno sem destruir Selene: aceitação dela.A palavra aceitar pareceu doce e cruel. Selene olhou para Ezra e perguntou aceitar como. Ele respondeu que não era perdão forçado, nem submissão, nem cama, nem marca. Era aceitação consciente do vínculo reparado. Ela precisaria reconhecer, por escolha livre, que Darius tinha lugar ao lado dela novamente. Nara soltou uma risada seca, dizendo que era só iss

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   O Alfa Sem Trono

    DariusA de vocês. A frase de Ezra pareceu entrar na pedra antes de entrar no corpo de Darius. A Sala dos Juramentos respondeu com um brilho baixo, como se as paredes antigas reconhecessem uma verdade que os vivos ainda tinham medo de aceitar. Ezra explicou que a dor do vínculo aumentaria conforme a terceira prova se aproximasse, não porque o destino romantizava perdão, mas porque vínculos feridos buscavam um estado final: reparação, ruptura ou transferência. Nara parou de respirar. Vaela disse o nome de Ezra em aviso, mas ele respondeu que eles precisavam saber. Selene ergueu o queixo e mandou que dissesse. Havia nela aquela coragem que doía de olhar: não a ausência de medo, mas a decisão de não se ajoelhar diante dele.Ezra olhou para Selene, não como mentor protegendo menina, mas como homem prestes a entregar lâmina a uma adulta que podia escolher usá-la. Se ela nunca perdoasse Darius, a dor poderia se estabilizar em guerra constante. Eles sobreviveriam, mas o vínculo permaneceria

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   As Rachaduras Do Vínculo

    DariusO sangue no corredor não era de Darius, e isso deveria ter acalmado Selene. Não acalmou. Quando ela chegou à Sala dos Juramentos com a lista apertada na mão e os olhos ainda vermelhos de lágrimas que ninguém ousou mencionar, Darius estava de pé diante da mesa de pedra, vivo demais para cadáver, pálido demais para homem ileso. Havia prata queimada no punho esquerdo dele, uma linha funda atravessando a palma, mas o cheiro de sangue no corredor vinha de outro macho: um guarda de Morvan que agora jazia desacordado sob vigilância de Cassian. Darius não olhou primeiro para a própria mão. Olhou para Selene. E aquela foi sua derrota mais íntima, porque ela também olhou para ele antes da ferida. Por um instante, apenas um, o medo dela escapou da armadura. Depois o orgulho voltou, frio, perfeito, necessário.Ela perguntou se ele havia sido levado, e a voz era fria, embora os olhos não fossem. Darius sentiu o lobo inclinar-se para aquela rachadura como fera faminta diante de porta entreab

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   Sangue No Corredor

    Selene— Estou aqui.Maldito fosse. Selene perguntou se ele havia investigado sua expulsão porque se culpava ou porque ainda a queria. A pergunta ficou nua no quarto, e a resposta dele veio depois de uma respiração longa: começara com culpa. Selene fechou os olhos. Claro. E depois? Darius disse que encontrara sua pegada antiga preservada em prata perto da fronteira norte. O peito dela apertou. Sua pegada? Pequena, descalça, marcada em lama seca sob ritual, como se alguém tivesse guardado o momento em que ela cruzou a barreira. O frio subiu pelas costas dela. Perguntou por quê. Ele respondeu que era para provar que a expulsão fora concluída.Selene levou a mão à boca. Darius continuou, a voz mais baixa, dizendo que ajoelhara ali. O mundo ficou imóvel. Ela perguntou o quê. Na fronteira, onde ela sangrara, ele ajoelhara na lama e entendera que não havia defesa para o que havia feito. Mesmo que não tivesse assinado a alteração, mesmo que Morvan mentisse, mesmo que Mirella manipulasse, ele

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   Do Lado De Fora

    SeleneCedro, chuva e Darius ficaram do outro lado da porta, atravessando a madeira como pecado conhecido. Selene ficou imóvel, lágrimas ainda escorrendo pelo rosto, mas o corpo entrou em alerta, raiva e vergonha se misturando depressa. Ele sentira. Claro que sentira. O vínculo, esse fio maldito, levava seu prazer, sua dor, suas fendas. Ela enxugou o rosto com força, tarde demais. Do outro lado da porta, Darius parou. Ela não o ouviu bater, não o ouviu chamar. Apenas sentiu a presença dele encostada no corredor como sombra ajoelhada. A marca pulsou uma vez. A loba dela avançou, ferida, querendo abrir. Selene fechou os olhos. Não. Não agora.Ela não queria ser vista assim por ele. Não queria que Darius colocasse os joelhos no chão diante de sua dor e transformasse seu choro em mais uma penitência masculina. Não queria o consolo de quem segurava parte da lâmina. Mandou que fosse embora. A voz saiu baixa, mas ele ouviu. A madeira entre eles pareceu absorver a frase. Por um tempo, nada. E

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   Lágrimas Sem Plateia

    SeleneSelene Aster não chorou no pátio. Não chorou quando Morvan chamou sua voz de feitiçaria, nem quando os guerreiros caíram de joelhos e todos olharam para ela como se a lua tivesse parido uma ameaça em forma de mulher. Não chorou quando a placa transformou Darius de acusador em cúmplice, porque chorar ali seria presente demais para homens que haviam passado a vida confundindo lágrimas femininas com confissão. Então atravessou o salão, subiu as escadas, ignorou criadas, guardas, anciãos, sussurros, o olhar duro de Vaela, o cuidado silencioso de Ezra, a preocupação quase violenta de Nara, e entrou nos próprios aposentos com a coluna reta.Só quando a porta se fechou atrás dela, o corpo entendeu que não havia plateia. E desabou. Não foi bonito. Nada que nasce de uma rejeição antiga é bonito quando finalmente encontra espaço. Selene caiu sentada junto à porta, como se a madeira tivesse sido o último osso que a sustentava. A capa escorregou dos ombros, a lâmina lunar bateu no chão com

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