LOGINA grande festa estava pronta e o que, a princípio, havia sido pensado como uma armadilha para os inimigos, hoje era a celebração da vitória. O plano tinha sido tão perfeito que, em uma única tarde, conseguiram acabar com todos aqueles inimigos. Sabiam que, no futuro, novos confrontos surgiriam, mas já não havia medo, porque juntos haviam conseguido derrotar adversários muito poderosos.Mais uma vez, Ísis havia sido a responsável pela vitória. Foi sua atuação, sua astúcia, que permitiu encontrar o esconderijo dos inimigos.— Você é uma mulher aguerrida e inteligente, minha cachorrinha — a voz sensual de Ramsés fez estremecer a fibra mais íntima do ser da jovem, que sorriu com doçura.— Eu não teria conseguido nada sem o meu herói… — respondeu ela, coquete — se naquele dia, naquele beco, você não tivesse encontrado meu corpo quase sem vida, hoje eu não estaria ao seu lado… — os olhos dela se encheram de lágrimas; lembrar daquele passado sempre era difícil — eu não teria nossos três filh
Dilan estava perdido em seus sonhos absurdos quando ouviu o som de saltos se aproximando do escritório. Não se preocupou muito, sequer levantou a cabeça. Supôs que fosse Luna, mas ao aguçar um pouco os sentidos percebeu que aquele não era o aroma dela. Uma alegria intensa o invadiu de repente. Ele sabia perfeitamente a quem pertencia aquela delícia._ Ísis! _ disse, surpreso e feliz _ venha, sente-se _ acrescentou, levantando-se e caminhando em direção a ela para guiá-la até uma poltrona que havia no local.Ísis precisou conter o impulso de vomitar, não apenas por causa do cheiro dele, mas porque sua simples presença lhe era repulsiva. O sorriso forçado da jovem foi interpretado como algo positivo pelo homem, que passou a se exceder em elogios e atenções._ Ísis… me desculpa… nunca foi realmente minha intenção te machucar tanto _ começou a dizer após alguns minutos _ eu… estava enganado. Luna sempre me dizia que você era uma mulher cruel, desprezível, que a machucava constantemente, e
A comoção havia alcançado todos os cantos da cidade. Ramsés, Drago, Cratos e Héctor traçavam o plano a seguir. Sabiam que precisavam ser cuidadosos, mas também implacáveis. A situação não podia se estender por mais uma semana, nem sequer por mais dois dias. Não podiam deixar aquelas alimañas soltas, pois seriam capazes de exterminar cada ser inocente que ali habitava._ Acho que devemos ir direto atrás deles _ começou Cratos, que queria cortar o mal pela raiz, ou seja, matar Dilan e Luna imediatamente._ Precisamos ser cautelosos. Não podemos cometer o menor erro. Enfurecê-los fará com que ataquem pessoas indefesas _ disse Héctor, que até então parecia perdido em seus pensamentos. Havia algo que ele precisava dizer _ além disso, há vampiros entre eles… são mais do que imaginávamos.A preocupação crescente alcançou níveis impensáveis. Tudo indicava que derrotá-los levaria mais tempo do que eles próprios acreditavam._ Não podemos colocar a sociedade em ainda mais risco… precisamos sabe
Enquanto Dilan e Luna se encontravam ardentes no banheiro, no escritório as coisas eram completamente opostas. Ramsés continuava tentando convencer sua adorada cachorrinha de que não havia permitido nenhuma aproximação daquela loba leviana além do breve abraço que ela lhe havia dado à força. O problema era que a pestilência da mulher havia ficado impregnada na roupa do homem e, por essa razão, sua linda ômega havia se ofendido profundamente.Drago, de um canto, só conseguia rir daquele par de loucos que, apesar das coisas terríveis que estavam acontecendo, não perdiam o brilho nem a ternura própria do amor que compartilhavam._ Minha preciosa cachorrinha, você viu e ouviu tudo o que aconteceu neste escritório e fora dele. Eu juro que não a toquei nem por uma pequeníssima milésima de segundo e que nunca na minha vida o farei _ disse o homem imponente, que agora mais parecia um filhotinho indefeso, com a mão erguida como se fizesse um juramento solene._ Mmm… mesmo assim… esse cheiro qu
Momentos antes, Ísis havia entrado no edifício luxuoso. Bastou colocar um pé no umbral da porta para perceber o fétido odor que horas antes havia inquietado Drago e Ramsés. A jovem, que era um pouco mais sensível, soube no mesmo instante que seres, cujo interior estava morto, encontravam-se no local. A putrefação provinha diretamente da alma daqueles que haviam cedido a impulsos inferiores aos humanos, ou até mesmo aos dos animais, e haviam se agarrado com força à sua origem primigênia, aquela que existiu antes de a deusa lua descer à terra.No imponente edifício, todos a receberam com estranhamento, mas não lhe barraram o caminho. Ela já havia sido levada e apresentada por seu presidente tempos atrás e todos sabiam que aquela linda menina era a esposa do chefinho e dono de tudo._ Boa tarde _ cumprimentou ela com doçura à recepcionista e seguiu seu caminho.Ela subiu tranquila, longe de imaginar a surpresa que a aguardava ao sair daquele elevador. Assim que as portas se abriram, foi
— Mamãe Selene… acho que eu deveria ir com Ramsés — disse Ísis, olhando pela janela. Ela sentia que seu lugar era ao lado de seu alfa, como uma boa lua deveria estar.— Eu sei, pequena… você também tem uma grande missão a cumprir nesta batalha — foi a resposta da deusa, que a observava com um amor infinito.Ísis beijou seus filhotes, que dormiam tranquilamente, e partiu. Ela não podia ficar em casa esperando que Ramsés resolvesse tudo sozinho. Ela era sua outra metade e, sempre, um todo é maior do que a soma de suas partes.“—“— Drago, precisamos criar um bom escudo para Ísis. Acho que ela será uma das presas daqueles malditos — Ramsés meditava em seu escritório. Ele havia conseguido tirar Luna de lá sem levantar suspeitas. Agora precisavam ter extremo cuidado com tudo o que fizessem, já que tê-los infiltrados em sua empresa era, no mínimo, complicado.— Já fiz isso. Amanhã ambos estarão aqui. Helena também virá, embora ela, assim como minha Hatice, esteja grávida — um sorriso cúmpli







