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CAPÍTULO 9

Autor: Evilyn Sá
last update Fecha de publicación: 2021-12-29 08:21:37

          Assim que Oliver conseguiu tempo nós fomos de carro até a casa da minha família, tudo o que eu conseguia fazer era rir, ele estava realmente muito tenso devido aos meus irmãos, primeiro porque pensava que eles não iriam gostar dele, segundo porque eles eram dois e ele apenas um e terceiro porque ele não sabia como interagir com muitas pessoas em um ambiente. Sempre foi sozinho e agora que mora junto de Marcos a única pessoa que ele convive é com o melhor amigo. Começo a rir quando ele pergunta o tamanho dos meus irmãos caso ele precise fugir, ele solta uma risada e pisca para mim, mas o meu verdadeiro foco é a minha família estou com muitas saudades, faz muito tempo que não os vejo minha mãe até vi depois do assalto mas os meus irmãos já tem muitos meses. Quando chegamos em frente da minha casa fico surpresa com o que vejo, esta totalmente pintada, o portão foi trocado, o pequeno jardim foi restaurado, até a porta da frente foi trocada, suspiro de emoção fazia muitos anos que não tínhamos condições de fazer esses pequenos reparos. Então com o passar do tempo a casa foi se desgastando até ficar com a aparência muito feia, o portão era todo enferrujado e nem trancar ele trancava, colocávamos uma corrente com um cadeado para fechar. Mas como e quando minha mãe arrumou dinheiro para esses pequenos reparos? Oliver me observa em silêncio.

- Você está bem? – ele pergunta porque estou concentrada olhando para a fachada da casa.

- É que fazia muitos anos que não arrumávamos essa casa e ver ela assim toda reformada me fez lembrar de quando era pequena e meu pai estava aqui – ele apenas concorda com a cabeça.

- Vamos entrar? – ele segura minha mão.

- Sim – falo ainda emocionada. Entramos ele puxando as nossas malas, bato na porta e meu irmão mais velho abre, aí caio no choro de vez, o abraço que ele me dá, seu famoso abraço de urso, cumprimenta Oliver com um aperto de mãos, Luca corre e me abraça também.

- Estávamos com saudades – ele diz me soltando e me beliscando, reclamo mas logo o belisco também.

- Eu também estava com saudades, Lu – falo o apelido que minha mãe deu para ele, e ele faz cara de zangado. Cumprimenta Oliver apenas com a cabeça e logo se retira, Luca sempre odiou visitas, lembro quando era pequeno e se chegava alguém, ele corria e se escondia de baixo de algo, ou da mesa, cama, sofá. Qualquer lugar que o coubesse depois que a visita ia embora ele aparecia do esconderijo e eu caia na gargalhada por isso.

- Vai correr e se esconder é? – falo zombando.

- Vou, lá no seu antigo quarto – ele diz e fecho a cara na hora ele se dá por vencido e sai rindo.

- Como estão as coisas? – pergunto para Anthony.

- Estamos melhores que nunca, você não vai acreditar no que aconteceu – ele pega minha mão e me olha – lembra do homem que matou nosso pai? – ele para e pensa no nome – o tal Bortolini?

- Sim o que tem ele? – fecho a cara.

- Depositou um cheque de indenização para mamãe – meu queixo cai totalmente.

- Como assim? Ele... – é então que minha ficha cai. Olho para Oliver que está sorrindo ainda segurando nossas malas, não foi o pai quem depositou a indenização mas o filho, o herdeiro e meu namorado, começo a chorar as lágrimas escorrem quentes pela minha face. Oliver me olha e diz devagar com a boca mas sem som algum.

- Eu te amo linda – tudo o que mais quero é abraça-lo e beijar a este homem até não aguentar mais.

- Não é um milagre? Licia? – Anthony me olha preocupado.

- Não, na verdade encontrei um milagre falo apontando para Oliver – mas Anthony não entende o que quero dizer. Minha mãe entra na sala, e fico admirada pintou o cabelo, cortou, comprou roupas e sapatos novos e sua aparência é bem mais saudável, deve estar trabalhando menos, corro e a abraço com toda força.

- Você está linda! – falo ainda abraçada nela.

- Obrigada querida – ela beija o alto da minha cabeça.

- Estava com saudades e de você também meu rapaz – ela puxa Oliver e o abraça ele fica sem jeito mas percebo que ficou feliz por este gesto de carinho.

- Bom penso que vou me instalar no meu antigo quarto – Oliver pega a minha mala e vai andando comigo, mas Anthony vem tira a mala do meu namorado e diz muito sério.

- Pode deixar que eu levo, você é visita – dou um sorriso para ele e vejo que ficou sem jeito mas minha mãe coloca a mão em seu ombro e diz bem alto.

- Venha Oliver você irá ficar no quarto de Anthony – começo a gargalhar mas escuto Oliver recusar. Quando entro no meu quarto vejo que foi pintado de branco, mas minhas coisas foram recolocadas do jeito que eu havia deixado, muitas emoções passam em meu coração ao ver esse lugar que posso chama-lo de meu, percebo que Anthony me observa.

- O que achou dele? – pergunto sem olhar para meu irmão.

- Não sei ao certo, mas mamãe gosta muito dele – ele afirma arrancando tinta da maçaneta.

- Trate-o bem – exijo.

- Vou tentar – ele me encara e fico seria.

- Você não sabe como devemos a ele Anthony – cruzo os braços e encaro meu irmão mais velho.

- Não devo nada á ele do que está falando? – ele senta em minha cama agora esperando por uma explicação.

- Thony – começo pensando bem nas palavras – vou começar te explicando algo muito triste – suspiro e sento em frente ao meu irmão – Oliver não tem mãe e o pai o odeia, o culpa pela morte da esposa, que faleceu ao dar à luz, ele foi criado com um único objetivo era a fonte do dinheiro só por isso não foi dado a adoção – meu irmão fica sério e continua me ouvindo – então ele não tem família, não tem á ninguém entende?

- Sim, entendo e isso é triste Licia mas porque devemos algo á ele? – engulo em seco não sei qual será a reação de meu irmão ao revelar a verdade.

- Tem poucos dias que ele recebeu a herança – suspiro – e neste mesmo dia descobrimos que foi o pai dele que matou o nosso pai. – vacilo por um momento mas então continuo – então o dinheiro da indenização não foi pago pelo homem que cometeu o crime mas sim pelo filho que o castigou e tirou todo o dinheiro dele, o conforto e o status – meu irmão abaixa a cabeça mas não diz nada. Começo a ficar realmente nervosa mas então ele levanta a cabeça e percebo que está chorando, sento ao lado dele e o abraço.

- Depois que recebemos esse dinheiro propus casamento para a Sara – ele fala de repente.

- E o que ela disse? – fico nervosa para saber a resposta.

- Que sim, foi o dia mais feliz da minha vida Licia, finalmente vou poder me casar e devo isso ao seu namorado – ele me abraça – irei, trata-lo como a um irmão prometo – abraço meu irmão mais velho e sinto uma pontada de felicidade e ciúmes no meu coração.

          Oliver teimou o tempo todo e se recusou ficar com o quarto de Anthony, se instalou na sala, e todos desistiram de tentar argumentar com ele, eu só fiquei observando e rindo. Ele e meus irmãos se deram bem até demais, esqueceu de minha existência ao se colocar na frente do vídeo game, já estava começando a ficar irritada quando ele finalmente saiu da sala e foi atrás de mim no meu quarto.

- O que foi? – ele pergunta observando as minhas coisas.

- Nada – falo seca. Ele vem me envolve com seus braços e apoia a cabeça no meu ombro. - Você sabe que estou tentando fazer amizade com seus irmãos – ele afirma.

- Pelo jeito já conseguiu – falo ainda brava.

- Para linda, já estou aqui não estou – suspiro profundamente e me viro para encará-lo.

- Você tem razão – ele pega minha mão e segura.

- Me explica uma coisa – ele começa passando os dedos de cima a baixo no meu braço – o Anthony tem contabilidade administrativo certo?

- Sim – tem uns meses que meu irmão concluiu o curso superior dele mas por não ter experiência estava com dificuldade para achar emprego – ele está fazendo um estágio para ganhar experiência. - Oliver concorda com a cabeça o observo por um instante.

- Porquê? – pergunto curiosa.

- É que estou precisando de alguém de confiança para cuidar das empresas - ele passa a mão nos cabelos e me observa – e pensei em contratar seu irmão – meu queixo cai totalmente, isso seria o sonho realizado para ele.

- Isso. Isso seria um sonho realizado para ele e.. – engasgo emocionada.

- Oh linda venha aqui – sento no colo dele e vejo seus lindos olhos verdes me observarem – eu realmente preciso de alguém que entenda disso porque não quero me preocupar será um cargo que exigirá muito dele, mas irei pagar bem para que ele administre todas as empresas. Beijo o alto da testa dele e ele ri.

- Como se tornou alguém tão bom? – seguro o rosto dele em minhas mãos.

- Por você linda, quando falei que você me transformou estava dizendo a verdade – ele ri e então me beija – você é a razão para continuar vivendo, me deu um motivo para ser feliz vou tentar com todas as minhas forças diariamente te fazer feliz.

- Oh! Oliver – falo em meio as lágrimas - amo tanto você.

- Eu também minha linda a amo com todo meu coração – ele coloca minha mão em seu peito – está sentindo cada batida pertence á você. - Suspiro e o beijo com todo meu coração. Conforme nos beijamos sinto cada batida de seu coração, escuto a respiração dele, o calor do corpo que entra em minha pele me fazendo arrepiar. No entanto nos empolgamos e então em um determinado momento me sinto em pânico, ninguém sabe mais existe um motivo pelo qual nunca me envolvi com ninguém na idade em que estou.

- Linda sinto muito, eu perdi o controle, Sinto muito – ele diz levantando da cama. Se aproxima de mim e tenta segurar minha mão mas eu afasto, ele não entende, não consigo, tenho um trauma do qual ainda não superei, suspiro, puxo a respiração e olho para ele.

- A culpa não é sua – falo sussurrando.

- É sim, eu sinto muito – ele diz com a voz vacilante. Não consigo me mexer, estou em choque novamente, me sinto no segundo grau, uma adolescente totalmente dedicada aos estudos, a ‘nerd’ da sala de aula, era assim que me chamavam, nunca ninguém me notou, até que Nicolas, o garoto mais disputado do colégio foi colocado como meu par para um trabalho de ciências. Depois disso ele não se afastou mais de mim, ficamos amigos muito rápido, ele parecia perfeito, loiro, olhos azuis um sorriso inocente que me cativava e é claro á todas da escola também. Não demorou muito para ele dizer que gostava de mim, sempre andávamos na hora do intervalo junto, fazíamos trabalhos e provas juntos, ele me levava sempre no parque e andávamos. Isso durante um tempo, era normal, eu estava começando a gostar dele. Só que um dia tudo isso mudou, ele começou a ficar desrespeitoso, tentava me agarrar e eu sempre brigava com ele, com o passar do tempo ele começou a ficar pior até que terminei a nossa amizade. Nicolas passou a me perseguir, não deixava ninguém se aproximar de mim e sempre me ameaçava. Ele arranjou uma namorada e sempre jogava na minha cara que ela fazia coisas que eu nunca faria. Me chamava inútil e me insultava de todas as formas, minha mãe foi no colégio diversas vezes conversar com ele e tentar resolver. Não adiantou nada, fui obrigada a ser transferida para outra escola, já estava depressiva, não saia de casa, nem mesmo do meu quarto, quando finalmente saí da fossa e resolvi andar para espairecer, já  cansada de ficar trancada em casa por causa dele, Nicolas me surpreendeu quando me aproximava do mercado, me lembro muito bem daquele dia, estava chovendo e frio, ele me arrastou a força para um beco imundo, eu gritava sem parar, mas ninguém veio me ajudar nunca me senti tão sozinha como naquele dia, me lembro de tudo perfeitamente, ele me agarrando e me apertando contra ele, me jogando no chão e subindo em cima de mim, sussurrava no meu ouvido.

- Você será minha Alícia, quer por bem ou por mal – meu corpo todo estremeceu de tanto medo. Comecei a me debater com todas as minhas forças até não aguentar mais, depois disso tudo o que me lembro é de acordar no hospital, com minha mãe chorando e segurando minha mão, ela disse que o Nicolas havia sido preso, por estupro, meu corpo todo doía, minha cabeça latejava, comecei chorar sem parar com minha mãe me consolando, depois ela me explicou que ele tinha batido em minha cabeça com muita força por isso desmaiei, ele fez o que queria comigo desmaiada, uma moça me encontrou estirada ainda desacordada no chão, pelo que minha mãe me conta foi essa moça quem salvou minha vida. Oliver ainda me observa preocupado pois estou chorando e ele pensa que a culpa é dele, mas na verdade a culpa é toda minha e da minha cabeça que insiste em não esquecer o que aconteceu, suspiro e me acalmo decido que está na hora dele saber o porque reagi dessa forma.

- Oli a culpa não é sua... ela é toda minha eu. – paro e olho para ele que discorda – eu tenho que contar algo para você! Indico a cama, ele senta ao meu lado suspiro e me preparo para contar o que aconteceu e torço para que ele ainda queira ficar comigo.

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Último capítulo

  • AMOR PERFEITO   EPÍLOGO

    Sinto um estranho frio na minha barriga, me olho no espelho e nem acredito no quanto me sinto linda e feliz, minha mãe me observa e começa a chorar de felicidade, Luiza sorri a final foi ela quem me ajudou e me incentivou nos momentos mais difíceis, Marcos não demorou muito para pedir a mão de minha amiga e ela aceitou, veio toda feliz mostrar o anel de noivado para mim e fico feliz por ela assim como ela está feliz por mim agora, volto a observar minha mãe, ela continua chorando emocionada ao me ver nesse vestido perfeito, ela está namorando um fazendeiro que conheceu no serviço dela, está tão feliz e isso me deixa mais tranquila não á ninguém que mereça a felicidade como minha mãe merece mas é claro que se Roger não tratá-la bem vai ter três problemas atrás dele, eu e meus irmãos. Aliso meu vestido branco, e percebo que a escolha do modelo sereia foi uma ótima decisão, valorizou muito meu corpo, sem falar nos brilhos que chamam atenção por toda a

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 19

    Depois de muitas dificuldades o pai de Oliver devolveu o dinheiro que tinha roubado do filho, ele passou um mês na cadeia por desacato e tentativa de suborno, mas o juiz foi bonzinho com ele e o condenou a apenas um ano de prestação de serviços comunitários desde que ele devolvesse o dinheiro extorquido, meu namorado ficou bem satisfeito com o que aconteceu com o pai dele e agora que está sem nada tentou falar com Oliver para pedir perdão, mas não conseguiu enrolar Oli que o ignorou completamente e eu o apoio totalmente eu também não conseguiria ficar perto de uma pessoa que me odiou a vida inteira sem nenhum motivo e que agora quer se aproximar apenas por interesse. As aulas em fim acabaram, passei para o segundo ano da faculdade tranquilamente, apesar das dificuldades consegui conciliar um relacionamento com meus estudos e eu não poderia estar mais feliz até ver Anthony no estacionamento aos beijos com Melissa, depois de tudo o que aconteceu esqu

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 18

    Na semana do julgamento Oliver estava uma pilha de nervos, não se aguentava parado, ele passou as informações para o advogado que contratou um agente para investigar tanto o pai de Oliver quanto o advogado dele, mas o advogado não passou nenhuma informação com respeito a isso para nós o que acabou deixando meu noivo mais ansioso ainda, ele não conseguiu estudar e levou bomba nas últimas provas do ano, acabou recuperando com trabalhos que entregou e apresentou, toda vez que eu tentar conversar com ele tudo o que eu falava era motivo para irritação. Então até o dia da audiência me mantive distante dele, não estava brava ou chateada apenas queria evitar me aborrecer e deixar ele aborrecido. Finalmente o dia da audiência com o juiz chega e me encontro com ele no horário marcado.- Desculpe – é a primeira palavra que sai de sua boca ao me ver.- Não há o que desculpar – beijo ele – você está bem?- Estou tentando me manter calmo – passo a mão e

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 17

    Achei gentil da parte de Marcos por convidar Anthony e Luca para a festa os dois estavam animados para sair e se divertir, passei na casa alugada e peguei eles, depois parei no apartamento de Oliver para ele vir também, fomos os quatro no meu ‘fox’ vermelho, chegando no apartamento de Marcos vimos que realmente era uma festa, havia muitas pessoas provavelmente do curso de medicina de Luiza e amigos de Marcos, a música estava alta, coitado dos vizinhos, Lu nos recebe indicando as bebidas e comidas, caso não quisesse se servir havia garçons para anotar os pedidos. Oliver me puxa para dançar e sigo o ritmo da música, meu vestido não é comprido, um pouco para baixo do joelho então não é difícil dançar com ele, seguimos o embalo dançando e as vezes nos beijando, conforme o tempo passa começo a suar então peço um tempo para ele. Saímos do meio da sala e vamos para a mesa com bebidas, Oliver sempre um cavalheiro me serve uma taça com vinho sento em

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 16

    Nos dias que seguem Oliver faz a mudança para o apartamento antigo dele, além de ficar longe de Melissa é muito mais perto da universidade posso até ir a pé se quiser visitar ele. Percebo que ele está triste por mudar, Marcos apesar de chateado ajuda na mudança também com Luiza, enquanto auxilio na mudança sinto meu celular vibrar olho o número discado e percebo ser Anthony quem está me ligando.- Oi, o que foi? – fico preocupada com essa ligação repentina.- Você pode me encontrar agora daqui á meia hora? – percebo que a voz dele não está normal, fico com medo pois algo deve ter acontecido.- Sim, na cafeteria lê coffe daqui meia hora – olho para Oliver que me observa.- Está bem, até mais – ele desliga o telefone. Oliver me olha com cara de cachorrinho abandonado.- Era Anthony penso que algo sério aconteceu – suspiro preocupada.- Ele não te falou nada? – meu namorado me abraça e beija minha cabeça.- Não, isso me deixa mais

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 15

    Entramos no apartamento dele e me sento no sofá, ele me pede uns minutos e vai para o quarto dele, observo todo o ambiente á minha volta continua da mesma forma de alguns dias atrás e a lembrança do último acontecimento vem a minha mente, levanto rapidamente do sofá, e sento em uma poltrona do outro lado da sala, encolho meus joelhos para perto de mim e abraço eles, apoio minha cabeça no meio das minhas pernas e fecho os olhos, tento imaginar outras coisas, penso no que acabou de acontecer no elevador, mas tenho problemas com lembranças ruins elas ficam em minha mente e mesmo que eu queira, esquece-las, elas parecem que gostam de me atormentar.- Você está bem? – levanto a cabeça Oliver está na minha frente mas agora sem barba e com pijamas.- Na verdade não – falo olhando para o sofá ele segue meu olhar e depois de alguns minutos me pega no colo – o que você está fazendo? – pergunto assustada.- Levando você para o meu quarto – fico assust

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