INICIAR SESIÓNMeu único pensamento era que eu queria que esse dia acabasse o mais rápido possível, pelo, o que Oliver me explicou estávamos indo para o tribunal onde um juiz iria transferir os bens para ele, normalmente em casos de herança através de testamento não é nada burocrático o juiz só irá confirmar que Oliver é o dono de tudo e fará a liberação dos bens para ele ter pleno acesso e o pai dele passa a não ter mais pleno uso do dinheiro, só se Oliver fizer a liberação diante do juiz o que eu duvido muito que faça, na verdade não tenho nem ideia do que ele fará com o pai dele. Quando chegamos no local percebo que logo isso será o meu trabalho, sempre estarei em um tribunal mas não como apoio de alguém mas sim como advogada lutando diante de um juiz por alguém que necessita dos meus serviços. Vai ser como assistir a um exemplo do que irei fazer, vai me ajudar e muito na universidade e quando o professor de direitos humanos pergunta o que fiz nas férias direi que fui a um julgamento. Olho para Oliver e percebo que ele não está muito bem.
- Precisa de algo? – pergunto preocupada.- Não - ele olha para a porta do prédio – só estou criando coragem – diz baixo.- Estou aqui com você Oli – seguro forte a mão dele, ele me olha e me dá um beijo então entramos. Subimos de elevador para o décimo andar, durante o trajeto todo Oliver me abraçou, mas quando o elevador para ele me solta e segura minha mão. Andamos até o final do corredor e lá estão três homens, dois são advogados e um eu reconheço no mesmo instante em que coloco meus olhos nele, meu estômago embrulha, sinto minha garganta seca e começo a tremer. Oliver percebe minha agitação e então me olha e fica assustado com a expressão em meu rosto.- O que aconteceu linda? Está bem? – aponto para o homem e Oliver segue meus dedos com o olhar.- É ele – falo quase sem voz.- Aquele é o meu pai – ele diz.- Oh! meu Deus – as palavras saem da minha boca seguida de lágrimas – ele era o bêbado. Ele que. – não consigo terminar então Oliver entende o que quis dizer e quem me consola é ele não eu.- Foi ele quem bateu no carro do seu pai? – ele pergunta com o ódio nos olhos.- Foi – falo baixinho – Carlos Bortolini dono das empresas Bortolini, as maiores empresas de importação e exportação do país, foi ele quem ganhou de modo sujo e nos deixou sem nada – falo com a raiva transbordando na voz.- Você consegue manter a calma? – ele pergunta.- Não sei se irei conseguir – olho sinceramente para ele.- Por favor se você conseguir prometo que irá gostar que vai assistir – ele pega minha mão e a beija – só tente ficar calma. Olho para Oliver e me concentro nele faço positivo com a cabeça e então ele sorri e diz no meu ouvido quando nos aproximamos.- Você me deu o motivo maior para acabar com ele – então ele sorri e eu também. Nós aproximamos dos três homens, Oliver os cumprimenta mas eu me mantenho quieta, percebo que um é amigo e advogado de Oliver. O outro deve ser o do pai dele no mínimo quer lutar por uma parte da herança, ele nos observa mas mantenho o foco da minha atenção em Oliver. Percebo que ele se aproxima; está mais velho e gordo, deve beber muito, continua sendo o alcoólatra que matou a meu pai.- Vejo que está com uma namoradinha, não irá apresentar a minha futura nora? – ele diz com uma voz nojenta e se aproxima aperto a mão de Oliver.- Não, não irei dar o desprazer a ela, conhecer a um inútil para quê? – a voz de Oliver muda, parece mais grossa e firme ao falar com o pai.- Olha como fala comigo seu... – Oliver corta.- Há vai dizer que sou seu filho e lhe devo respeito? – ele ironiza deixando ao pai vermelho de raiva – presta bem atenção no que vou te falar, hoje você irá se arrepender de ser essa pessoa detestável que é – ele encara ao pai com tanta fúria que nem o reconheço.- Você sabe que irei recorrer na decisão – o pai dele ri.- E você sabe que pode recorrer o quanto quiser sempre irão dar ganho de causa a ele – falo o encarando – ele é o herdeiro, era a vontade dela e nenhum juiz irá fazer ao contrário – o homem se vira para mim.- Oh, você fala? Pelo visto é tão insuportável quanto este bastardo – ele diz ironizando.- Não sou pior que ele, - falo sorrindo – lembra o homem que você matou? Então era meu pai! – vejo que ele fica sem cor. Oliver sorri e eu também - E se for preciso testemunho favor de Oliver falando que você não passa de um alcoólatra idiota – ele suspira cerrando os dentes de ódio.- Agora se nos der licença.. – Oliver fala me puxando – não é que você teve uma ótima ideia. – ele fala sorrindo e eu devolvo o sorriso. Sento em uma cadeira atrás de Oliver e de seu advogado, ele explica quem sou caso precise de alguma testemunha, o advogado afirma que sou uma carta na manga, mas garante que não irá precisar, eu entendo que realmente não irá, se trata de um testamento deixando tudo para Oliver, nenhum juiz dará ganho de causa ao pai dele. A sessão se inicia o juiz senta em sua cadeira, b**e com o martelo na mesa e começa.- Caso mil e trinta oito – ele diz com voz monótona – transferência de bens e patrimônio, por favor o advogado do herdeiro com a palavra.- Sua excelência, como pode ver tenho comigo o testamento da falecida mãe de Oliver Charles Bortolini – ele pausa e continua – seu único filho e herdeiro, conforme a vontade da mãe dele, aos vinte e dois anos ele teria pleno uso e seria o único dono dos bens que ela herdou em vida – ele pausa novamente – no testamento fica claro que o herdeiro era quem decidiria o que passaria para o pai dele – o juiz olha para o advogado e concorda com a cabeça.- Por favor passo a palavra para Oliver Charles Bortolini – o juiz diz e b**e o martelo. Oliver se levanta.- Qual será sua decisão referente a seu pai? – questiona o juiz.- Sua excelência, este homem não pode ser chamado de meu pai – ele começa – ele nunca me criou ou me deu amor como a um pai, na verdade tudo o que tenho é o desprezo e o ódio dele – ele afirma o juiz olha para o pai de Oliver depois para ele – então a minha decisão será dura, mas clara a respeito dele, em primeiro lugar ele não poderá continuar na casa em que está eu a venderei, em segundo lugar ele não irá ficar como administrador das empresas, eu assumirei a partir de agora, darei-lhe um emprego em uma das empresas, no setor de almoxarifado será o chefe, ganhará um salário digno e darei uma pequena casa á ele, e nada além disso – o pai de Oliver levanta e começa a gritar mas o juiz manda que ele sente e se acalme.- Passo a palavra para o advogado de Carlos Bortolini – o juiz diz.- Meu cliente se recusa a aceitar isso – afirma o advogado – ele é o pai e tem direitos como marido excelência.- O senhor o criou como pai? – o juiz pergunta diretamente para ele.- Sim excelência – o juiz retornar a olhar para Oliver. O advogado de Oliver se levanta e retoma a palavra.- Tenho uma testemunha excelência – sorrio pensando que sou eu mas outra pessoa se levanta uma senhora de aproximadamente uns cinquenta anos ela senta ao lado do juiz – bom senhora Maria do Carmo Castilho, a senhora trabalhou por mais de vinte anos para os Bortolini correto?- Sim, eu fui a babá de Oliver – ela afirma – a mãe dele quem me contratou, eu vi o nascimento dele.- E poderia nos dizer que categoria de pai o senhor Carlos Bortolini foi? – o advogado pergunta.- Ele sempre odiou ao menino, nunca entendi porque, no dia em que Oliver nasceu ele mandou com que eu arrumasse as roupinhas e as coisas necessárias para que ele desse ao bebê num lar de adoção – ela pausa por um instante e então continua – só não o fez devido ao testamento – ela afirma.- E depois com o passar do tempo Carlos demonstrou algum categoria de afeição pelo garoto? – a questiona.- Não, nunca - ela afirma – as coisas pioraram conforme Oliver crescia, o coitadinho tentava de todas as formas agradar ao pai, mas o senhor Bortolini sempre o destratou e o desprezou – ela afirma. O advogado se vira para o juiz.- Penso que é tudo excelência – o juiz então passa a testemunha para ser interrogada pelo outro advogado.- A senhora afirma que foi contratada pela mãe correto? – o advogado questiona.- Sim, ela me contratou para auxiliá-la quando não pudesse cuidar do bebê – ela garante.- Em que momento a senhora testemunhou a isso? Afirma sendo que o nascimento do menino foi em um hospital em horário fora do expediente de trabalho da senhora – ele questiona.- Protesto excelência – diz o outro advogado – ela morava na casa seu horário de trabalho era constante – o juiz olha para o advogado.- Deferido – ele Diz – a senhora convivia com a família?- Sim excelência – ela afirma.- Então penso que terminamos com a senhora obrigado - ela desce – não quero ouvir mais nada, o testamento e o depoimento dela já foram o suficiente para mim, dou ganho de causa ao filho, os bens serão transferidos para seu nome dentro de três dias, quanto ao senhor tem trinta dias para deixar a casa – o pai de Oliver bufa de ódio – e quanto ao senhor Oliver tem trinta dias para entregar casa e o novo cargo na empresa para seu pai.- Sim excelência – ele diz.- O tribunal encerra aqui – ele b**e o martelo e encerra a sessão. O pai de Oliver nos encara com ódio nos olhos, se levanta e vem em nossa direção.- Isso não vai ficar assim – ele diz quase aos berros e então vira as costas e se retira. Olho para Oliver que ri, começo a rir também.- Você decidiu o que fazer com ele agora? – pergunto rindo. Ele me encara e segura o meu rosto nas mãos dele.- Na verdade descobri o que fazer quando você o reconheceu, havia pensado em dar só o emprego, mas o juiz não iria aceitar só isso, não se preocupe vou procurar a casa mais feia e menor que existir – abraço-lhe e suspiro aliviada a justiça foi feita esse homem sofreria de alguma forma.- Obrigada – falo tristemente.- Não tem que me agradecer por isso linda – ele beija a ponta do meu nariz e resolvemos sair para comer e comemorar.- A onde você quer ir? – ele me pergunta sorrindo.- Que tal comer pizza? – olho para Oliver que acena em aprovação. Encontramos uma pizzaria e entramos.- Você viu a cara dele quando você disse que ele trabalharia como empregado? – falo rindo.- Me segurei para não rir – ele diz gargalhando.- Não sabia que conhecia sua babá ainda – olho espantada para ele.- Claro que sim, sempre a visito e a casa que ela mora era dei-lhe – meu queixo caí – ela merecia afinal é a única mãe que conheço – ele dá de ombros.- Falando em mãe – suspiro – estou com saudades da minha – ele pega minha mão e segura.- Que tal ir visitar ela e seus irmãos e oficializar nosso namoro? – abro um sorriso enorme.- Seria ótimo – falo sorrindo mais ainda.- Como são seus irmãos? – ele pergunta curioso.- Folgados, chatos e fedidos mas amo muito os dois – ele solta uma gargalhada.- Percebe-se mesmo – ele comenta.- Mas é verdade e você verá – ele me puxa para mais próxima dele. Olho aqueles lindos olhos verdes com pontos azuis e vejo o quanto amo ele, seu braço envolve minha cintura, e encosta os lábios nos meus, mas não com delicadeza igual sempre faz, desta vez é com urgência como se fosse nosso último beijo. Ele para e me observa tomar o ar novamente e então sorri, aqueles dentes brancos e perfeitos, num largo sorriso que me arrepia ao observar.- Vamos pedir? – ele pergunta mas levo alguns instantes para processar, apenas aceno com a cabeça porque de verdade não consigo controlar meus pensamentos neste instante, só consigo me concentrar em como estou feliz por tê-lo.Sinto um estranho frio na minha barriga, me olho no espelho e nem acredito no quanto me sinto linda e feliz, minha mãe me observa e começa a chorar de felicidade, Luiza sorri a final foi ela quem me ajudou e me incentivou nos momentos mais difíceis, Marcos não demorou muito para pedir a mão de minha amiga e ela aceitou, veio toda feliz mostrar o anel de noivado para mim e fico feliz por ela assim como ela está feliz por mim agora, volto a observar minha mãe, ela continua chorando emocionada ao me ver nesse vestido perfeito, ela está namorando um fazendeiro que conheceu no serviço dela, está tão feliz e isso me deixa mais tranquila não á ninguém que mereça a felicidade como minha mãe merece mas é claro que se Roger não tratá-la bem vai ter três problemas atrás dele, eu e meus irmãos. Aliso meu vestido branco, e percebo que a escolha do modelo sereia foi uma ótima decisão, valorizou muito meu corpo, sem falar nos brilhos que chamam atenção por toda a
Depois de muitas dificuldades o pai de Oliver devolveu o dinheiro que tinha roubado do filho, ele passou um mês na cadeia por desacato e tentativa de suborno, mas o juiz foi bonzinho com ele e o condenou a apenas um ano de prestação de serviços comunitários desde que ele devolvesse o dinheiro extorquido, meu namorado ficou bem satisfeito com o que aconteceu com o pai dele e agora que está sem nada tentou falar com Oliver para pedir perdão, mas não conseguiu enrolar Oli que o ignorou completamente e eu o apoio totalmente eu também não conseguiria ficar perto de uma pessoa que me odiou a vida inteira sem nenhum motivo e que agora quer se aproximar apenas por interesse. As aulas em fim acabaram, passei para o segundo ano da faculdade tranquilamente, apesar das dificuldades consegui conciliar um relacionamento com meus estudos e eu não poderia estar mais feliz até ver Anthony no estacionamento aos beijos com Melissa, depois de tudo o que aconteceu esqu
Na semana do julgamento Oliver estava uma pilha de nervos, não se aguentava parado, ele passou as informações para o advogado que contratou um agente para investigar tanto o pai de Oliver quanto o advogado dele, mas o advogado não passou nenhuma informação com respeito a isso para nós o que acabou deixando meu noivo mais ansioso ainda, ele não conseguiu estudar e levou bomba nas últimas provas do ano, acabou recuperando com trabalhos que entregou e apresentou, toda vez que eu tentar conversar com ele tudo o que eu falava era motivo para irritação. Então até o dia da audiência me mantive distante dele, não estava brava ou chateada apenas queria evitar me aborrecer e deixar ele aborrecido. Finalmente o dia da audiência com o juiz chega e me encontro com ele no horário marcado.- Desculpe – é a primeira palavra que sai de sua boca ao me ver.- Não há o que desculpar – beijo ele – você está bem?- Estou tentando me manter calmo – passo a mão e
Achei gentil da parte de Marcos por convidar Anthony e Luca para a festa os dois estavam animados para sair e se divertir, passei na casa alugada e peguei eles, depois parei no apartamento de Oliver para ele vir também, fomos os quatro no meu ‘fox’ vermelho, chegando no apartamento de Marcos vimos que realmente era uma festa, havia muitas pessoas provavelmente do curso de medicina de Luiza e amigos de Marcos, a música estava alta, coitado dos vizinhos, Lu nos recebe indicando as bebidas e comidas, caso não quisesse se servir havia garçons para anotar os pedidos. Oliver me puxa para dançar e sigo o ritmo da música, meu vestido não é comprido, um pouco para baixo do joelho então não é difícil dançar com ele, seguimos o embalo dançando e as vezes nos beijando, conforme o tempo passa começo a suar então peço um tempo para ele. Saímos do meio da sala e vamos para a mesa com bebidas, Oliver sempre um cavalheiro me serve uma taça com vinho sento em
Nos dias que seguem Oliver faz a mudança para o apartamento antigo dele, além de ficar longe de Melissa é muito mais perto da universidade posso até ir a pé se quiser visitar ele. Percebo que ele está triste por mudar, Marcos apesar de chateado ajuda na mudança também com Luiza, enquanto auxilio na mudança sinto meu celular vibrar olho o número discado e percebo ser Anthony quem está me ligando.- Oi, o que foi? – fico preocupada com essa ligação repentina.- Você pode me encontrar agora daqui á meia hora? – percebo que a voz dele não está normal, fico com medo pois algo deve ter acontecido.- Sim, na cafeteria lê coffe daqui meia hora – olho para Oliver que me observa.- Está bem, até mais – ele desliga o telefone. Oliver me olha com cara de cachorrinho abandonado.- Era Anthony penso que algo sério aconteceu – suspiro preocupada.- Ele não te falou nada? – meu namorado me abraça e beija minha cabeça.- Não, isso me deixa mais
Entramos no apartamento dele e me sento no sofá, ele me pede uns minutos e vai para o quarto dele, observo todo o ambiente á minha volta continua da mesma forma de alguns dias atrás e a lembrança do último acontecimento vem a minha mente, levanto rapidamente do sofá, e sento em uma poltrona do outro lado da sala, encolho meus joelhos para perto de mim e abraço eles, apoio minha cabeça no meio das minhas pernas e fecho os olhos, tento imaginar outras coisas, penso no que acabou de acontecer no elevador, mas tenho problemas com lembranças ruins elas ficam em minha mente e mesmo que eu queira, esquece-las, elas parecem que gostam de me atormentar.- Você está bem? – levanto a cabeça Oliver está na minha frente mas agora sem barba e com pijamas.- Na verdade não – falo olhando para o sofá ele segue meu olhar e depois de alguns minutos me pega no colo – o que você está fazendo? – pergunto assustada.- Levando você para o meu quarto – fico assust







