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CAPÍTULO 3 GIAN

Autor: Yla
last update Data de publicação: 2024-05-02 07:40:50

Da casa do Fausto, fui diretamente para a minha casa, o que chamo de rancho, porque é uma casa afastada da cidade. Tudo aqui é rodeado por árvores, cheio de pássaros, com um lindo e grande jardim, composto por variados tipos de flores, uma enorme piscina, na qual eu quase não tenho tempo de desfrutar, o único lugar que vou frequentemente e extravaso todo o meu estresse do dia é na minha academia e no meu saco de pancada. Aqui é o meu refúgio, onde tenho momentos de paz.

Sento-me no meu escritório, diante do meu computador, e começo a trabalhar para saber o que, de fato, está acontecendo nos empreendimentos Montes. Após duras horas de trabalho, é inegável os desfalques que eles estão sofrendo, pretendo terminar esse trabalho em pelo menos em duas semanas.

Nesses dias, trabalhei arduamente para descobrir o desfalque, que não é pequeno, liguei para Fausto Montes e Romero, marcando uma reunião para mostrar todas as planilhas com o que eu descobri.

No dia seguinte, dirigi-me até a empresa no horário marcado, a secretária leva-me até a sala de reuniões, onde os dois esperam-me, e, ao entrar, Fausto e Romero se levantam para me cumprimentar.

— Caro Gian, estamos surpresos com a sua rapidez! — Fausto fala.

— Por favor, Gian, estamos certos das nossas suspeitas? — Romero pergunta.

— Sim, houve desfalques. — Falo.

Romero b**e forte na grande mesa, assustando a mim e o senhor Fausto com a sua fúria.

— Sabia que eu estava certo! — Romero afirma nervoso.

— Acalme-se, Romero, essa sua falta de controle colocará tudo a perder. — Fausto fala bravo.

Fausto pede-me que eu explique para ele onde é o referido golpe e quem está atrás de tudo isso! Expliquei que Walter, o homem que trabalha com eles há muito tempo e ainda está à frente das empresas, cuidando de todo o financeiro, é o responsável pelo desfalque de todos os seus empreendimentos, inclusive, as empresas ilícitas, no qual Fausto é chefe desde jovem. Romero fica completamente irritado, querendo fazer justiça com as próprias mãos, saindo da sala de reuniões, e Fausto pede-me que eu o acompanhe.

Consegui alcançá-lo e, no seu carro, seguimos para um lugar estranho. Romero marcou um encontro com Walter num lugar um tanto quanto estranho. No caminho, ele faz-me a seguinte pergunta:

— Gian, sabe manusear armas? Sabe lutar? — Romero pergunta enquanto dirige.

— Sei, aprendi de tudo nessa vida. — O respondi.

Mas, ao chegarmos no encontro com Walter, no grande galpão que parece estar só, Romero, completamente sem controle, partiu para cima do Walter, o que ocasionou uma briga entre eles. Romero conseguiu desarmar Walter e, por incrível que pareça, a arma veio até os meus pés, seguro a arma entre as mãos e vejo Romero matando Walter, mas um capanga surge com a arma apontada para Romero, e, nesse momento, só eu poderia salvar Romero. Silenciosamente, mirei na direção desse desconhecido e puxei o gatilho em direção ao homem, que cai no chão sem vida.

— Obrigado por me salvar, Gian. — Romero me abraça.

— Melhor matar do que morrer! — Falo.

— Preciso tirar esses vermes daqui o galpão não tem ninguém. O que me faz ter mais raiva desse imundo é que, agora, entendo como acontece todos os desvios e o porquê de tantos desfalques.

Respiro fundo após essa adrenalina que passei junto com Romero, ele liga para alguns homens que imediatamente chegam para enterrar os dois homens, ele leva-me para conhecer o enorme galpão, no qual fico admirado por tanto armamento pesado. Romero dá-me aulas de como atirar corretamente com armamento pesado. O restante do dia foi somente para conhecer o meu novo trabalho e atirar com todas aquelas armas, e, no final, ainda ganhei uma arma de presente, por salvar a vida do Romero.

Daquele dia em diante, tornei-me o melhor amigo do Romero. Equilibro todas as finanças daquela família. Hoje, Romero e Fausto sabem o que entra e sai daquelas empresas. Ganhei o coração de todos naquela casa, menos de Natasha!

Fui convidado para um jantar na mansão, em agradecimento por salvar a vida do Romero, comprei flores para as mulheres da casa. Quando cheguei, sou recebido pela anfitriã da casa, Lúcia Montes.

— Gian, meu querido, obrigada pelas flores, seja bem-vindo sempre à esta casa. Queria muito agradecer pessoalmente por salvar a vida do Romero, não sei nem o que seria de mim se tivesse acontecido algo com o meu filho.

— Não tem o que agradecer, faria tudo novamente. — Falo e fico com as outras flores nas mãos.

Natasha desce silenciosamente, os seus cabelos curtos, pretos e lisos, fazem-me perder a noção do tempo. Nunca pensei que um dia iria desejar outra mulher como desejo Natasha, é algo inevitável.

— Natasha, venha falar com o nosso convidado! — Lúcia a chama.

— Esse homem não é meu convidado! — Natasha fala, encarando-me.

— Natasha, você me mata de vergonha! — Lúcia fala.

— Trouxe rosas! — Falo, entregando-lhe o buquê.

— Não quero nada de você, as suas mãos são sujas de sangue e pólvora! Sabia que você era como papai e Romero.

— Quem é igual a mim, Natasha? Receba Gian com se ele fosse da família e aceite as rosas dele. — Fausto ordena.

O senhor Fausto apareceu e fez Natasha aceitar as minhas rosas na força do ódio, a mesma aceita a contragosto. Fui conversar com ele enquanto Romero chega e, sempre que posso, olho Natasha disfarçadamente, para ninguém perceber o quanto estou admirado com a beleza dela.

Romero, enfim, chegou, conversamos mais um pouco, sentamos todos ao redor da mesa, percebo Natasha e Romero trocando farpas. Não entendo tamanha rebeldia da Natasha com a sua família, eu amaria ter pelo menos a minha mãe ao meu lado, já que o meu pai não foi um exemplo. Até entendo um pouco ela não querer ser de uma família que se tornou rica através do crime, como também não entendo ela permanecer nesse meio. Eu, na idade da Natasha, já sustentava a mim e a minha mãe, apesar das dificuldades, jamais quis permanecer no ambiente de dor e miséria que eu vivia.

O luxo aqui é maior, deve ser difícil para ela largar toda a sua herança para viver uma vida de ativista politicamente correta.

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  • AO PRIMEIRO OLHAR    EPÍLOGO

    MESES DEPOIS: Alguns meses passaram-se e só me dei conta que nasci para ser pai, acompanhei toda a gravidez até o parto, Natasha realizou um dos meus maiores sonhos, que é ser pai. Ver a minha filha nascer foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, amo cuidar e proteger a minha pequena Lorena, ela chegou mudando toda a nossa rotina, não temos hora para dormir, quem manda agora é ela, e como é parecida com a mãe. Ando pelo jardim com Lorena nos braços e os cachorros em volta, fico conversando com ela. — Sabe, Lorena, que o meu maior sonho era ser pai. — Falo, andando pelo jardim. Lorena balbucia algumas coisas que não entendo, e fico mostrando a ela as cores das flores. Natasha chega sorrindo. — Ela precisa tomar leite, Gian. — Natasha fala, vindo na nossa direção. — Natasha, ela ama ficar no jardim. — Lorena parece comigo, mas é calma igual você. Natasha segura Lorena no colo, e dá-lhe a mamadeira sentada no banco do jardim, e fico admirando as mulheres da minh

  • AO PRIMEIRO OLHAR    51.NATASHA

    Desde que retirei o meu método contraceptivo, já esperava ansiosa para uma possível gravidez, tudo estava perfeito comigo, só não imaginava que seria tão rápido, é incrível a emoção de se segurar nas mãos o exame, fiquei trêmula, a minha vontade era de correr e contar para Gian, mas escondi a gravidez. Quero muito aproveitar para revelar no aniversário dele, já imagino que a emoção será grande para nós dois e toda a família. Os dias têm sido de intensa correria para preparar algo simples, mas que tenha muitos significados. Gian é um homem muito família, convidei as pessoas mais próximas, que são a equipe do trabalho dele e a minha família. O que seria de mim sem a ajuda da senhora Clara? Que conhece Gian como ninguém. Fany é a única que sabe da minha gravidez, eu tinha que ter uma cúmplice, e ela ajudou-me demais. Em mim, habita um coração tranquilo. Ver o sorriso do Gian não tem preço diante de tudo o que preparei para ele, só Deus sabe o quanto foi difícil amanhecer o dia e ter

  • AO PRIMEIRO OLHAR    50. GIAN

    Um mês passou-se e, após o casamento, divido o meu tempo entre o trabalho e ajudar Natasha com os trabalhos da faculdade, daqui a alguns meses ela concluirá finalmente o seu curso de medicina, apesar de ela pensar em desistir, mas dei-lhe força o suficiente, e ela decidiu continuar. Ao chegar em casa, Natasha brinca com os dois filhotes da cachorra Pepa, segundo ela, nós somos avós deles. Pergunto-me se ela sabe que farei aniversário amanhã, não sei se ela liga para essas coisas, desço do carro e falo: — A farra tá boa? — Pergunto, indo em direção a ela. — Gian, não consigo chegar da faculdade e não vir olhar eles, como são lindos. — Natasha fala com os cachorros nos braços e vem beijar-me. — Te amo, Natasha. — Retribuo o beijo e seguro um dos filhotes. Natasha chama o segurança e pede para o mesmo tirar uma foto nossa com os quatro cachorros, sentamos e sorrimos, e os bichinhos ficam de olho no celular, sorrio da sua atitude. — Ficou linda a nossa foto, Natasha, essa é a n

  • AO PRIMEIRO OLHAR    49. NATASHA

    A cada hora que se aproximava o casamento, o frio na barriga tomava conta de mim, a minha mãe sempre vinha no meu quarto olhar se eu já estava pronta. Hoje é um dia especial, os meus olhos se enchem de lágrimas e lembro-me que não posso chorar, se não irei borrar a maquiagem. Estou tão ansiosa que quase não me alimentei direito, e agora, o próximo a vir no meu quarto é o papai, para me alertar sobre o horário do casamento. Diante do espelho, segurando o buquê, respiro fundo, e mais uma vez ele chama-me: — Natasha, olha a hora, se não vamos atrasar. — Estou pronta, papai. — Falo, abrindo a porta do quarto. — Como está linda, minha princesa, Gian deve estar ansioso. — O senhor também está lindo, papai, estou pronta. — Falo. De braços dados, fomos para a cerimônia e, no caminho, senti a necessidade de falar com o meu pai para pedir desculpas por toda a minha rebeldia. — Pai! — Chamo por ele. — Pode falar, Natasha. — Pai, preciso muito te pedir perdão por ser tão rebelde

  • AO PRIMEIRO OLHAR    48.GIAN

    (GIAN) UMA SEMANA SE PASSOU – CASAMENTO: Uma semana passou-se e aqui estou, me arrumando para casar com a mulher que desejei ao primeiro olhar, não gosto muito de retornar ao passado, até porque águas passadas não movem moinhos, e assim é a minha vida ao lado de Natasha, creio que passamos por todos as etapas de um relacionamento, do sofrimento a alegria, mas aprendemos um com outro, e isso é o que importa, amadurecemos e crescemos como pessoas. Após estar pronto, olho-me no espelho e, separado da Natasha, eu e a minha tia Clara estamos num hotel, e ela, com a sua simplicidade, vem até o meu quarto. — Gian, meu querido, como está o coração para o tão grande e sonhado dia? — Ela pergunta. — Estou feliz e um pouco nervoso, vou confessar. — Isso tudo é normal, querido, já está pronto? Digo que sim, e fomos juntos para o salão onde acontecerá a cerimônia de casamento. De braços dados com a tia Clara, entramos, e já vejo Romero e alguns amigos nossos, a minha sogra nos cumprime

  • AO PRIMEIRO OLHAR    47. NATASHA

    Após o meu pedido de noivado, eu só tinha uma certeza: queria ser a esposa e a mãe dos filhos do Gian. Ao chegar na faculdade, procurei ligar para a minha médica para agendar uma consulta e retirar o meu diu. Fany chega me abraçando. — Deixa eu ver o seu anel, amiga do céu. — Está aqui. — Mostro a mão, satisfeita. — Natasha, fico feliz por você estar noiva de um homem que realmente te ama, te respeita e te valoriza como mulher. — Verdade, quero casar o mais rápido possível, e você será a madrinha. — Sério, Natasha? Fany solta gritinhos de alegria, estou no meu melhor momento como mulher e completamente segura da escolha que fiz. Mas à noite, Gian e eu anunciamos o nosso casamento de verdade, aos meus pais e a Romero, que não perde a oportunidade de infernizar-me, papai está soltando fogos de artifício e, antes de virmos embora, ele já tinha bebido horrores, nunca vi papai tão satisfeito, já pediu até mais netos. O perdoei por tudo o que aconteceu e, como filha, também d

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