INICIAR SESIÓNCheguei da faculdade, mamãe se encontrava desesperada, chorando muito, levei um susto, pensei que tinham matado alguém da nossa família.
— Mãe, por que está chorando? — Pergunto, angustiada. — Acabei de saber que quase mataram Romero, se não fosse por Gian, uma hora dessas estaríamos velando o seu irmão. — Sabia que esse tal Gian era bandido também, por isso não fui com a cara dele. — Falo, lembrando da forma como ele estava olhando-me no jardim. Balanço a cabeça em negativa. — Filha, não fale isso, Gian salvou o seu irmão! Não sei o que fiz para vocês serem assim, tão desunidos. — Mamãe fala nervosa. — Está bom, mamãe. Se é para te confortar, estou feliz porque aquele homem salvou a vida do príncipe desta casa. — Falo ironicamente. A conforto. Subi para o meu quarto, completamente insatisfeita com esse tal Gian, ele tem se tornado o salvador da pátria em tão pouco tempo. Ai, que ódio. Não entendo o porquê vangloriam tanto esse desconhecido. Durante o jantar, não deu outro assunto, somente Gian o herói. Faço caras e bocas, querendo falar o que eu penso, mas a minha opinião de nada vale nesta casa. Para completar o meu descontentamento, soube que Gian foi convidado para um jantar aqui em forma de agradecimento, queria muito não estar aqui, mas sou, infelizmente, forçada a estar na presença deles, logo mais, à noite. A minha mãe organizou um belíssimo jantar, a correria dela era tão grande em deixar tudo impecável que eu jurava ser um príncipe que iria chegar. Arrumei-me rapidamente, desço a escada, já ouvindo a voz dele, Gian já se encontra lá embaixo. Desci lentamente as escadas, e, o pior de tudo, é ter que me convencer que ele é lindo. Minha mãe conversa com ele, segurando um buquê de flores, e ele segura outro, não acredito que ele teve a audácia de trazer-me flores também, fico sem acreditar. Os olhos verdes do Gian focam em mim, parecia até que eu era uma miragem, ele era o homenageado da noite, mas pelo seu olhar, parecia que eu era a pessoa importante da noite. Mas fiz questão de desprezá-lo, odeio o seu olhar, principalmente quando ele me encara, pois nunca sei o que ele está pensando sobre mim. O seu olhar é misterioso. Apesar do papai forçar-me a aceitar as suas flores, eu as guardei, porque elas são lindas, não é todo dia que se ganha flores. Romero chegou, e foi inevitável a troca de farpas entre mim e ele, principalmente por mamãe mimá-lo como uma criança. — Filho, não tem uma noite sequer que não ajoelhe e ore por você. — Mamãe só faz oração por Romero, é isso o que ouvi mesmo? — Pergunto. — Começou, estava custando, tem horas que eu penso que se tivesse sido assassinado por aquele verme, Natasha ficaria muito feliz. — Já chega, os dois! Não estamos sozinhos, esse jantar é para comemorarmos a vida do Romero e agradecer a Gian. Será que nem hoje vocês se unem? Estou morrendo de vergonha! — Eu não quero agradecer nada! Sempre fui colocada de lado por não aceitar esse tipo de máfia na qual vocês vivem. — Falo. — Vocês, incluindo você. Acha que a sua faculdade é de graça? Acha que essa roupa caiu do céu? Você adora luxar! Padrão de vida igual a esse, sua profissão nunca irá te dar. Papai terminar de falar, e levanto-me da mesa, saindo da presença deles, tentando engolir o choro, não posso deixar transparecer as minhas emoções na frente desse bandido. — Volta aqui, Natasha! — Papai ordena. Não obedeci às suas ordens e subi para o meu quarto. Papai, um dia, vai me pagar por toda a humilhação que ele me fez passar. Sempre que fico chateada, fico por horas na varanda do meu quarto, odeio ter nascido nessa família, sinto-me impotente e sem forças para sair desta casa, toda a vez que o meu pai me manda ir embora, sempre me colocando à prova, porque ele sabe que não tenho coragem de ir. Algumas horas passaram, vejo Gian indo embora e ele, ao abrir a porta do seu carro, acaba me vendo sozinha na varanda do meu quarto, mesmo de longe, nos encaramos. A minha língua coça com vontade de mandá-lo para o inferno, e ele continuou parado, me olhando. — O que quer ver? Perdeu alguma coisa aqui? — Pergunto com raiva. Gian não fala nada, morro com o silêncio dele, o problema é que ele fala com os olhos e não sei decifrar nada desse homem, que ódio. Gian nunca me dirigi a palavra, será que ele pensa que sou louca, e tem medo de mim? Saí da varanda, trancando tudo, e após isso, percebo o carro indo embora, era o que faltava, estou cercada de bandidos por todos os lados, e agora papai adotou esse daí, mais estranho que a minha vida.MESES DEPOIS: Alguns meses passaram-se e só me dei conta que nasci para ser pai, acompanhei toda a gravidez até o parto, Natasha realizou um dos meus maiores sonhos, que é ser pai. Ver a minha filha nascer foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, amo cuidar e proteger a minha pequena Lorena, ela chegou mudando toda a nossa rotina, não temos hora para dormir, quem manda agora é ela, e como é parecida com a mãe. Ando pelo jardim com Lorena nos braços e os cachorros em volta, fico conversando com ela. — Sabe, Lorena, que o meu maior sonho era ser pai. — Falo, andando pelo jardim. Lorena balbucia algumas coisas que não entendo, e fico mostrando a ela as cores das flores. Natasha chega sorrindo. — Ela precisa tomar leite, Gian. — Natasha fala, vindo na nossa direção. — Natasha, ela ama ficar no jardim. — Lorena parece comigo, mas é calma igual você. Natasha segura Lorena no colo, e dá-lhe a mamadeira sentada no banco do jardim, e fico admirando as mulheres da minh
Desde que retirei o meu método contraceptivo, já esperava ansiosa para uma possível gravidez, tudo estava perfeito comigo, só não imaginava que seria tão rápido, é incrível a emoção de se segurar nas mãos o exame, fiquei trêmula, a minha vontade era de correr e contar para Gian, mas escondi a gravidez. Quero muito aproveitar para revelar no aniversário dele, já imagino que a emoção será grande para nós dois e toda a família. Os dias têm sido de intensa correria para preparar algo simples, mas que tenha muitos significados. Gian é um homem muito família, convidei as pessoas mais próximas, que são a equipe do trabalho dele e a minha família. O que seria de mim sem a ajuda da senhora Clara? Que conhece Gian como ninguém. Fany é a única que sabe da minha gravidez, eu tinha que ter uma cúmplice, e ela ajudou-me demais. Em mim, habita um coração tranquilo. Ver o sorriso do Gian não tem preço diante de tudo o que preparei para ele, só Deus sabe o quanto foi difícil amanhecer o dia e ter
Um mês passou-se e, após o casamento, divido o meu tempo entre o trabalho e ajudar Natasha com os trabalhos da faculdade, daqui a alguns meses ela concluirá finalmente o seu curso de medicina, apesar de ela pensar em desistir, mas dei-lhe força o suficiente, e ela decidiu continuar. Ao chegar em casa, Natasha brinca com os dois filhotes da cachorra Pepa, segundo ela, nós somos avós deles. Pergunto-me se ela sabe que farei aniversário amanhã, não sei se ela liga para essas coisas, desço do carro e falo: — A farra tá boa? — Pergunto, indo em direção a ela. — Gian, não consigo chegar da faculdade e não vir olhar eles, como são lindos. — Natasha fala com os cachorros nos braços e vem beijar-me. — Te amo, Natasha. — Retribuo o beijo e seguro um dos filhotes. Natasha chama o segurança e pede para o mesmo tirar uma foto nossa com os quatro cachorros, sentamos e sorrimos, e os bichinhos ficam de olho no celular, sorrio da sua atitude. — Ficou linda a nossa foto, Natasha, essa é a n
A cada hora que se aproximava o casamento, o frio na barriga tomava conta de mim, a minha mãe sempre vinha no meu quarto olhar se eu já estava pronta. Hoje é um dia especial, os meus olhos se enchem de lágrimas e lembro-me que não posso chorar, se não irei borrar a maquiagem. Estou tão ansiosa que quase não me alimentei direito, e agora, o próximo a vir no meu quarto é o papai, para me alertar sobre o horário do casamento. Diante do espelho, segurando o buquê, respiro fundo, e mais uma vez ele chama-me: — Natasha, olha a hora, se não vamos atrasar. — Estou pronta, papai. — Falo, abrindo a porta do quarto. — Como está linda, minha princesa, Gian deve estar ansioso. — O senhor também está lindo, papai, estou pronta. — Falo. De braços dados, fomos para a cerimônia e, no caminho, senti a necessidade de falar com o meu pai para pedir desculpas por toda a minha rebeldia. — Pai! — Chamo por ele. — Pode falar, Natasha. — Pai, preciso muito te pedir perdão por ser tão rebelde
(GIAN) UMA SEMANA SE PASSOU – CASAMENTO: Uma semana passou-se e aqui estou, me arrumando para casar com a mulher que desejei ao primeiro olhar, não gosto muito de retornar ao passado, até porque águas passadas não movem moinhos, e assim é a minha vida ao lado de Natasha, creio que passamos por todos as etapas de um relacionamento, do sofrimento a alegria, mas aprendemos um com outro, e isso é o que importa, amadurecemos e crescemos como pessoas. Após estar pronto, olho-me no espelho e, separado da Natasha, eu e a minha tia Clara estamos num hotel, e ela, com a sua simplicidade, vem até o meu quarto. — Gian, meu querido, como está o coração para o tão grande e sonhado dia? — Ela pergunta. — Estou feliz e um pouco nervoso, vou confessar. — Isso tudo é normal, querido, já está pronto? Digo que sim, e fomos juntos para o salão onde acontecerá a cerimônia de casamento. De braços dados com a tia Clara, entramos, e já vejo Romero e alguns amigos nossos, a minha sogra nos cumprime
Após o meu pedido de noivado, eu só tinha uma certeza: queria ser a esposa e a mãe dos filhos do Gian. Ao chegar na faculdade, procurei ligar para a minha médica para agendar uma consulta e retirar o meu diu. Fany chega me abraçando. — Deixa eu ver o seu anel, amiga do céu. — Está aqui. — Mostro a mão, satisfeita. — Natasha, fico feliz por você estar noiva de um homem que realmente te ama, te respeita e te valoriza como mulher. — Verdade, quero casar o mais rápido possível, e você será a madrinha. — Sério, Natasha? Fany solta gritinhos de alegria, estou no meu melhor momento como mulher e completamente segura da escolha que fiz. Mas à noite, Gian e eu anunciamos o nosso casamento de verdade, aos meus pais e a Romero, que não perde a oportunidade de infernizar-me, papai está soltando fogos de artifício e, antes de virmos embora, ele já tinha bebido horrores, nunca vi papai tão satisfeito, já pediu até mais netos. O perdoei por tudo o que aconteceu e, como filha, também d







