INICIAR SESIÓNMayla coloca a primeira colher na boca e não dá pra negar: tá uma delícia. Mas ela não quer ficar devendo nada para ele, então pega um copo d’água e bebe um gole.
— Tá com muita pimenta — diz, colocando o copo de volta na mesa e limpando a boca com o guardanapo. — Será que eu botei mais pimenta no seu prato do que no dos outros? Isso seria engraçado, né? — De você eu não duvido nada — ela responde, enquanto Adrian se encosta na cadeira e fica a encarando, já sabendo que ela tá mentindo. — Vou comer assim mesmo, tô com fome. — Ah, claro! — ele solta um sorriso sarcástico, vendo ela se acabar no prato que ele preparou. Ela come tudo até raspar o fundo e só depois percebe que talvez tenha exagerado. Olha para ele e vê aquele sorrisinho malicioso ainda ali. Depois do jantar, os dois vão até o quarto do Júlio. Mayla ajeita direitinho as máquinas, coloca a máscara de oxigênio no rosto do avô, vai até a cozinha, pega uma garrafa de água e um copo, separa os remédios e dá pra ele. Adrian observa tudo, impressionado com o tanto que ela se dedica ao senhor Júlio. Começa a olhar para ela de um jeito diferente. Quando o avô finalmente dorme, todos voltam pra sala e Mayla se senta no sofá. — Menina, temos uma coisa pra te contar. Eu e o Adrian decidimos pagar uma enfermeira pra cuidar do Júlio. Você não precisa trancar a faculdade nem sair da empresa. — Eu agradeço, senhor Leone, de verdade. Mas eu vou fazer isso pelo meu avô. Fiquei pensando e decidi que vou vender a empresa. Era a única coisa que eu ainda tinha dos meus pais, mas eu não dou mais conta. E meu velhinho precisa mais de mim do que ela. — Posso te ajudar com a empresa — Adrian diz, chamando a atenção dos dois. — Conheço um bom gestor financeiro, posso investir e tirar a empresa da falência. A gente vai casar mesmo, então não vai fazer diferença. — Melhor você comprar logo, porque a gente não vai ficar casado para sempre... — ela fala sem pensar, depois olha pro senhor Leone e se arrepende. — Quer dizer… não sei se vamos ficar, né? — Mesmo assim, posso ajudar. Não pelo seu pai, porque ele não merece, e nem por você. Vou fazer isso pelo senhor Júlio, pela amizade dele com o meu avô. Ela puxa o ar fundo e solta rápido, claramente irritada com o que ouviu. Desvia o olhar, conta até dez mentalmente para não soltar o que está entalado. Adrian percebe e se diverte com a forma como ela tenta se controlar, mas sabe que ela está morrendo de vontade de xingar ele. — Então é isso — diz o senhor Leone, encerrando o assunto. — Amanhã, Adrian vai com o gestor na sua empresa. Você mostra os balancetes e vejam o que dá pra fazer. De manhã, uma enfermeira vai vir aqui para te dar apoio. Não tranque a faculdade, continue até terminar. Mas amanhã vocês também vão resolver as coisas do casamento. Contratei uma cerimonialista para ajudar. Tudo tem que estar pronto em um dia, pois vocês se casam depois de Amanhã. Os dois suspiram pesados ao mesmo tempo, derrotados por não terem escolha. Um nunca teria escolhido o outro. Mayla nunca imaginou que um dia se casaria com Adrian. E ele muito menos com ela. Se levantam, se despedem e vão embora. Mayla ainda passa na cozinha, lava a louça e sobe pro quarto. Faz sua higiene noturna, depois vai até o quarto do avô. Se ajeita na poltrona com uma coberta e acaba dormindo ali mesmo. Na manhã seguinte, Mayla e Adrian acordam quase no mesmo horário. Cada um faz sua higiene matinal. Adrian liga pro gestor, depois liga pra Mayla pra combinarem o encontro na empresa dela. A enfermeira contratada por Leone chega bem na hora em que Mayla tomava café da manhã. Mayla deixou tudo anotado direitinho: os remédios do avô, os horários certinhos, o que ele pode ou não comer. Também deixou o número do celular dela em destaque, caso aconteça alguma emergência. Fez tudo com o máximo de cuidado antes de sair. Deu um beijo carinhoso no senhor Júlio e saiu de casa com o coração apertado. Entrou no carro e foi direto para empresa. Chegou antes do horário e ficou esperando Adrian. Poucos minutos depois ele aparece, pelo menos para negócio, ele é pontual. — Bom dia, senhorita Reynard. Sou o seu novo gestor — diz o homem estendendo a mão pra ela. Mayla sorri e responde o cumprimento, apertando a mão dele. Mas isso incomoda Adrian, principalmente porque eles demoraram um pouco demais nesse aperto de mãos. — Bom dia, futura esposa — ele soltou em um tom mais alto, fazendo os dois soltarem as mãos na hora. — Vamos entrar ou vão trabalhar aqui fora mesmo? Mayla revirou os olhos e seguiu os dois para dentro do prédio. Pegaram o elevador e subiram até a área do financeiro. Adrian fica incomodado com a bagunça: funcionários andando de um lado pro outro, algumas mesas vazias, papelada acumulada, tudo que uma empresa falida tem. Na sala do financeiro, Mayla apresenta a equipe. O gestor avisa que ficaria ali para analisar as contas e entender direitinho a situação da empresa. — Ótimo — comentou Adrian, cruzando os braços. — Agora me mostra a sua empresa, Mayla, porque até agora, sinceramente, não vi nada de bom. — Do que exatamente você não gostou? — ela rebate, sem acreditar no que tinha ouvido, olhando para ele como se quisesse fulminar com os olhos. — No fim do tour eu te dou minha avaliação. Vamos? Mayla apenas assentiu, e os dois entraram no elevador. Mas assim que o elevador sobe um andar e meio… ele para. E tudo apaga. — Ah, não! Que droga! — ela resmunga, apertando os botões, tentando fazer tudo voltar ao normal. — Nossa, a situação tá tão crítica assim que nem a conta de luz você conseguiu pagar? — ele provoca, com um sorriso debochado. Isso foi o estopim. Mayla parte pra cima dele, empurrando Adrian com força contra a parede de metal do elevador.— Quero que você traga a sua família pra morar aqui. Vou cuidar de tudo pra passar essa casa pro seu nome. A partir de hoje, você será o chefe dos meus seguranças, principalmente os da empresa. Seu salário será aumentado pra dez vezes mais do que você recebe agora.— Senhor, não precisa, eu estou bem...— Eu não aceito um "não". Já está decidido. Você será responsável por todos, então nada mais justo que receber o certo. Fora que você fez um trabalho que eu nem tinha te pedido, e fez muito bem-feito. Estou muito orgulhoso de você, Nathan.— Eu nem sei como agradecer... Muito obrigado, de verdade. — Adrian sorri, toca no ombro dele, entra na van e seguem para o chalé.Mayla segue atrás dele. De vez em quando, dá um leve susto no Adrian, quando ela acelera um pouco mais e acaba passando por ele. Mesmo que a Lamborghini chegue a 200 km por hora, Adrian vê Mayla fazendo isso e o coração dele até erra as batidas.Quando enfim eles chegam ao chalé, ele já desce brigando com ela, porque tinh
Mayla não consegue nem se levantar, ainda permanece sentada, chorando. Adrian se levanta, alisa as costas dela e a ajuda a ficar em pé. O julgamento pode até ter acabado, mas o peso das palavras que foram ditas ali causou um estrago muito grande.— Mayla, vamos para casa. Precisamos conversar. — Ela apenas assente com a cabeça e se deixa levar por Adrian.Dentro do carro, ele pondera antes de ligar o motor. Mas, ao lado dele, Mayla não para de chorar. Não consegue. É uma dor... mas também um certo alívio por saber que seu pai não causou a morte de ninguém.— Mayla, me desculpa — diz Adrian, olhando para o volante, pois não consegue encará-la. — Passei a minha vida toda te culpando pela morte da minha avó, dizendo que foi o seu pai que se embebedou, dirigiu e a matou. Todas as brincadeiras que fazia com você eram uma forma de te fazer pagar pelo que ele fez.— Eu não tenho por que te desculpar. Você não teve culpa de nada.— Mas foi o meu pai que matou seus pais, Mayla...— Mas não foi
Quinze dias depois, o julgamento acontece. Todos estão sentados, aguardando o juiz entrar. Mayla segura a mão de Adrian com força, tentando controlar o tremor que insiste em tomar conta dela. Do outro lado do salão, algemados, estão Adriano e Inês, tentando manter uma postura arrogante.O juiz entra. O julgamento começa.— Estamos aqui hoje para julgar os réus Adriano Vital e Inês Vital, acusados de tentativa de homicídio, formação de quadrilha, sequestro, coação de testemunhas e outros crimes já relatados no processo.Adriano encara o juiz com um olhar frio, mas por dentro está inquieto. Inês tenta desviar o olhar sempre que Mayla a encara. Sabe que está diante do resultado das escolhas que fez.A promotora se levanta e apresenta as provas: mensagens, vídeos, testemunhos. Tudo confirma que os dois armaram para tirar Mayla do caminho, ameaçaram pessoas próximas a ela e chegaram ao ponto de arquitetar a morte do próprio pai.Adrian observa tudo com o maxilar travado. Ele vê os vídeos d
Ela respira fundo, limpa as lágrimas e começa a falar:— Você veio quando tudo estava sobre as minhas costas. Você tirou todo o peso de cima de mim e, mesmo eu te odiando, eu aceitei a sua ajuda. E foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida, porque eu não sabia que um dia eu te amaria tanto, mas eu sabia que precisava de um alívio. Quando eu fui obrigada a me afastar de você... Ali, para mim, foi o fim do mundo. Eu não pensei que voltaria a estar aqui, assim, com você. Eu...ali foi o verdadeiro inferno. Ter que chegar em você e dizer tudo aquilo que eu disse... Eu não menti só para pra você, eu tive que mentir para mim também. Eu te amo, Adrian. Não pelo que você tem, mas pelo que você é. Apesar das brincadeiras que você fazia comigo na adolescência, depois do casamento, você se mostrou ser outra pessoa. Nós dois evoluímos juntos, crescemos juntos, e você sempre esteve ali por mim, pelo meu amor. Eu sou grata por tudo que você fez pela gente. E eu prometo que, a partir de hoje, nada
A volta para casa foi bem divertido, apesar do desconforto e do aperto. Mayra veio no colo de Adrian, com a bengala dele dentro dela. Foi só uma diversão, não houve gözada, foi só para descontrair.Chegaram em casa rindo e se depararam com Aurora dormindo nos braços do Senhor Leone, com a mamadeira na boca. Maila, antes de sair, tinha tirado o leite com a bombinha e deixado nos potinhos, mas não imaginava que o Senhor Leone a amamentaria.— Já posso receber o salário de babá! Veja, está limpinha, cheirosinha e com o buchinho cheio! — diz ele, mostrando Aurora aos pais. — Mayla se aproxima dele e senta ao lado, Adrian senta do outro. — Quando vai ser o casamento de vocês de novo?— Eu não quero outra festa, acho que já tivemos uma. Acho que agora podemos nos casar novamente apenas no civil. — Mayla fala, e Adrian concorda, mas logo nega com a cabeça, pois o Senhor Leone a olha com desaprovação.— Nem pensar! Depois de tudo o que aconteceu, acho que agora é a hora em que vocês mais prec
Assim que eles entram no quarto, Mayla desce do colo de Adrian. Mas ele não deixa te devorar a boca dela. Seus olhos brilham com desejo, seu corpo queima como fogo por ter Mayla novamente em seus braços, e se amaldiçoa por ter ficado tanto tempo sem toca-la por uma besteira que ela nem teve culpa.Ele a empurra até a parede com força, agarra o rosto de Mayla e a beija com mais intensidade, como se não existisse o amanhã para os dois. Ele a beijava com saudade de tudo, do corpo dela, do toque dela, da sua pele macia e seus gemidos provocantes.Seus beijos são parados com uma mordida no lábio de baixo da Mayla, ele queria provocar, ver se ela ainda estava tão entregue a ele como sempre foi. E o olhar dela dizia tudo, tão provocante quanto suas mãos que o toca, enquanto retira a camisa dele.Adrian também retira o vestido de Mayla, e fica surpreso por ela não está usando nada por baixo. Ele beija o pescoço dela, da leves mordidas enquanto aperta a bunda dela com uma certa força trazendo-







