Compartilhar

Capítulo 2

Autor: NanaBOliver
last update Data de publicação: 2025-01-28 04:49:29

Por Kim Jin-Hoo

Quando termino de encher a taça com o vinho, Ha-na me encara com curiosidade. Agora, de perto, consigo ver o quanto ela é realmente linda e sexy. Seu cabelo longo e escuro estava levemente ondulado, caindo sobre os ombros como se moldasse seu rosto de propósito. A maquiagem suave apenas acentuava a intensidade dos olhos escuros e misteriosos, mas a boca... Ah, essa boca. Sempre foi minha fraqueza. Carnuda, perfeitamente delineada, parece um convite para o pecado.

Não posso evitar. Minha mente vagou por um instante, imaginando como seria passar a língua por entre aqueles lábios, mordê-los, senti-los.

O perfume dela chega até mim, uma mistura de notas doces e marcantes. Sexy. Tentador. Ela é perigosa e, no fundo, acho que gosto disso.

— Só de olhar para você, eu me sinto impaciente, senhor Kim. — A voz dela corta meus devaneios, desafiadora. Seus olhos brilham com aquela ousadia que sempre me irritou e... me atraiu. — Não achei que estivesse na Coreia.

Pego minha taça, girando suavemente o vinho, e dou um sorriso de lado.

— Pelo visto, você não presta atenção às revistas de fofocas. Tem uma semana que cheguei. Estou assumindo a presidência.

— Hm… — Ela dá de ombros, pegando a taça e levando aos lábios. — Meus parabéns, mas ainda não entendi por que está aqui. E, principalmente, na minha mesa.

— Estou aqui no restaurante pelo mesmo motivo que você. Mas na sua mesa... por outro.

Sua sobrancelha arqueia, intrigada, mas ela não me pressiona. Melhor assim. A verdade é que aceitei vir a este encontro às cegas porque sabia que precisava considerar o casamento. Mas no momento em que a vi aqui, enviei uma mensagem cancelando a mulher com quem deveria me encontrar.

Eu já queria falar com Ha-na, e agora tinha o pretexto perfeito.

— Qual seria ele? — ela pergunta, com aquele olhar desafiador que só me faz querer provocá-la mais.

— Ha-na, é do nosso conhecimento — e acredito que de todos — que nossas famílias se odeiam. — Dou um gole no vinho antes de me inclinar levemente na direção dela. Meu tom fica mais baixo, mais íntimo. — Mas não acho que precisamos seguir os mesmos passos. Eu sei reconhecer quando tenho alguém à altura. Seria um desperdício ignorar isso.

— Devo agradecer pelo elogio? — Ela estreita os olhos, desconfiada.

— Não. Isso foi de graça. Mas o que eu tenho para lhe oferecer não será. — Cruzo os dedos e apoio os cotovelos sobre a mesa, prendendo seu olhar com o meu. — Estou abrindo uma nova empresa. Quero você como minha sócia.

A testa dela se franze de leve, formando aquela ruguinha que, por algum motivo, acho adorável.

— Desculpe, acho que não entendi. Você quer abrir uma empresa comigo? Foi isso mesmo?

— Exatamente.

Ela ri. Não de mim, mas da surpresa.

— Jin-Hoo, você acabou de dizer que nossas famílias se odeiam. E nós dois… — Ela gesticula entre nós. — Bem, nunca fomos exatamente amigos. Como isso pode dar certo?

— Talvez porque nunca tentamos. — Respondo com naturalidade. — Sei de tudo isso, mas também sei que você é a melhor no que faz. Quero me associar a você, Ha-na.

Seus olhos me estudam, e por um segundo, vejo algo quebrar na fachada impassível dela.

— Mesmo assim, já pensou no inferno que será se nossos pais descobrirem?

— Não descobrirão. Nosso acordo será sigiloso. — Meu tom é firme. — Nós dois podemos nos beneficiar disso. Além disso, sei que você está com dificuldades para assumir a presidência. Eu posso ajudá-la.

Ela ergue uma sobrancelha, desafiadora.

— E como exatamente?

— Comprando ações. Eu sou mais persistente que meu pai, Ha-na, e mais flexível. Posso garantir o apoio que você precisa. — Dou um gole no vinho e observo o brilho em seus olhos mudar. — Seu tio está disputando com você, e, mesmo sendo uma CEO excelente, o cargo de presidência exige... um jogo político. Além disso, há o machismo enraizado. Eles não vão facilitar para você.

— E como você tem tanta certeza disso? — Ela pergunta, cética, mas curiosa.

— Um dos acionistas me contou. Ele é o mesmo que trabalha para a nossa empresa.

Seus olhos se estreitam, e eu vejo a raiva tomar conta dela.

— Filho da puta.

Seu palavrão é música para os meus ouvidos. É fascinante ver essa mulher, normalmente tão controlada, mostrar um lado tão visceral.

— Tenho provas. — Digo, enquanto pego o celular e mostro a gravação da conversa. — Então, o que me diz? Podemos nos ajudar. Não somos nossos pais, Ha-na. Podemos ser melhores.

Ela toma mais um gole de vinho, deixando um sorriso escapar.

— Isso não é um golpe seu, é?

— Podemos fazer um contrato com cláusulas rígidas. — Respondo, tranquilo.

— E se eu usar isso contra você no futuro?

Dou um sorriso. Ela sabe que somos mais parecidos do que gostaria de admitir.

— Vou correr o risco. Então, o que me diz?

Um silêncio se instala, mas não é desconfortável. Nossos olhares se cruzam, intensos, como se pudéssemos ver além das palavras.

— Está bem, Jin-Hoo. Vamos elaborar isso. Quero participar de tudo, nada de me deixar de fora.

Dou um sorriso satisfeito.

— Nossos encontros podem ser em algum lugar mais calmo.

— Não aqui. Não quero que pensem que há algo entre nós. — Ela diz, brincando com a borda da taça. — Tenho um hotel reservado.

— Perfeito.

O garçom chega com o pedido e nos serve. O silêncio se instala enquanto comemos, mas não é desconfortável. Na verdade, é quase como uma partida de xadrez onde cada movimento é calculado.

Enquanto ela corta o prato com elegância, aproveito o momento para analisá-la com atenção. Ha-na é realmente uma mulher de tirar o fôlego. O conjunto que veste abraça suas curvas com perfeição. Apesar de delicadas, há algo irresistivelmente provocante em seu corpo, como se tivesse sido feito para o pecado.

Quando terminamos, ela levanta o olhar e me encara. Não como eu a observo, mas de uma forma mais intensa, como se estivesse tentando decifrar cada parte de mim. E então reconheço a expressão em seus olhos. Eu já a vi antes em outras mulheres. Desejo.

— Sabe, Ha-na, lembra do que eu disse uma vez para você?

Ela inclina a cabeça levemente, curiosa.

— Qual delas?

Meu sorriso surge de canto, mas minha voz sai rouca, carregada de uma tensão que não consigo esconder.

— Pegue o que você quer, sem medo.

Ela não desvia o olhar, e um sorriso perigoso brinca em seus lábios.

— E o que você quer no momento, Ha-na?

Ela passa a língua lentamente pelos lábios, como se quisesse me provocar.

— Você. — Ela responde sem hesitar, sem jogos, sem rodeios. Sua voz baixa, mas firme, carrega uma determinação que só aumenta meu desejo. — Não posso negar que hoje estou desejando você. No momento, o que eu quero é um lugar a sós... e descobrir se você é tão sexy quanto imagino.

O brilho em seus olhos se intensifica, e sinto o ar entre nós pesar não diga e ela continua:

— Porque eu sei que você me quer também, Jin-Hoo. Sua expressão é fria, mas o seu olhar… O seu olhar está queimando de tesão.

O sangue ferve em minhas veias, e meu pau pulsa na calça, endurecendo quase de imediato. Não há espaço para joguinhos. Não com ela. Quero tê-la agora, de todas as formas, descarregar esse desejo acumulado de uma vez por todas.

— Então o que está esperando? Venha pegar o que você quer.

— Antes disso, devo deixar claro. — Ela diz com um sorriso cheio de malícia, os olhos fixos nos meus. — É apenas uma transa. Nada mais.

Meu sorriso se abre, ainda mais provocador.

— Pelo jeito somos mais parecidos do que imaginávamos. Vamos?

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Acordo Proibido    Epílogo

    Por Ha-na Jin-Hoo estava cuidando de tudo na nossa empresa. Antes de termos nosso bebê, foi realizada a grande inauguração, e tudo estava indo às maravilhas. Nós dois conseguimos conciliar as duas empresas, a nossa vida pessoal e, ainda assim, encontrar tempo para nós. E agora, com a chegada do nosso filho, parecia que todas as peças do nosso mundo estavam finalmente no lugar. A sala da maternidade estava mergulhada em um silêncio acolhedor, quebrado apenas pelo respiro calmo do bebê em meus braços. A luz suave do fim da tarde entrava pelas cortinas, tingindo tudo de dourado, como se o mundo lá fora também tivesse parado para contemplar esse momento. Toquei de leve sua bochecha, tão pequena, tão delicada, e um sorriso escapou sem que eu pudesse conter. Depois de tudo que vivemos — os riscos, o medo, as lutas e as lágrimas — ele estava aqui. Nosso filho. Senti meu coração disparar de um jeito doce, quase infantil. Havia nele uma força tão frágil e ao mesmo tempo tão absoluta, que me

  • Acordo Proibido    Capítulo 44

    Por Jin-Hoo — Jin-Hoo! — ouço o grito da minha mulher. O som rasga o ar — seco, curto — e por um segundo penso que tudo vai explodir em sangue. Minha cabeça dá um estalo; a visão fica nublada. Sinto algo quente pulsar no meu ombro, um ardor que queima até os ossos, e um gosto metálico invade minha boca. Não é o medo que me paralisa: é a possibilidade de tê-la perdido. O mundo gira em torno de mim. Vejo Tae-Min cambalear, a arma escorregando de sua mão. Um segurança, da porta, disparou. Não foi para matar, foi de advertência — o tiro ricocheteou e atingiu o braço dele. O urro que ele solta corta a alma. A arma cai com um baque no chão. Não penso. Me lanço em cima dele. O impacto é bruto. O cheiro de pólvora e suor invade minhas narinas, o gosto amargo de pó de disparo ainda no ar. As mãos dele tentam se soltar, mas eu torço seu braço até a articulação ranger. O medo vira combustível; minhas pernas tremem, mas meu corpo age. — Ninguém toca na minha mulher! — rosno, sem fôlego

  • Acordo Proibido    Capítulo 43

    Por Choi Ha-naObservo meu tio segurando a arma; aquele homem enlouqueceu completamente. Ele vai ser preso ou morto só por estar com aquilo na mão.As sirenes do shopping começam a tocar em alerta, sinalizando para todos evacuarem imediatamente. A polícia não demoraria a chegar.— Você quer me matar agora? — minha voz permanece calma, os olhos frios. — Se tem um pingo de decência, jogue essa arma para longe.— Você acha que ligo para isso? — ele rebate, apontando a arma. — Não pensei que você fosse chegar tão longe. É meu direito este lugar. Me esforcei para acabar assim.— Deveria ter se esforçado de outra maneira — respondo, irritada. — Se não tivesse sido tão ambicioso e…Ele solta uma risada ácida, ecoando pela sala.— Você falando de ambição? Logo você… — revira os olhos. — Não seja hipócrita, Ha-na. Sempre foi ambiciosa. Quis estar aqui desde que começou como estagiária. Eu a treinei tão bem… tão bem que está aí.Por um lado ele tinha razão. Mas eu nasci para isso; é meu direito

  • Acordo Proibido    Capítulo 42

    Capítulo 31 Por Choi Ha-na Enquanto aguardo o início da coletiva de imprensa, não estou nem um pouco nervosa — pelo contrário, estou mais confiante do que nunca. Para esse dia inesquecível, escolhi um conjuntinho vermelho da minha própria coleção, combinado com saltos altos da mesma cor. Toda a atenção estará em mim hoje. E é exatamente isso que eu quero. Observo os acionistas chegando e se acomodando nas cadeiras especiais reservadas para eles. Meu pai já está sentado na plateia. Hye-Jin-ah se aproxima sorrindo ao me cumprimentar. — Como se sente, presidente? — Ah, para com isso — faço um gesto com a mão, rindo. — Estou ótima. Olho ao redor e falo mais baixo, apenas para ela ouvir: — Nenhum sinal dele? — Fica tranquila — ela responde séria — informei todos os seguranças desde cedo. Seu tio está proibido de entrar no shopping. Sorrio, aliviada. Desde que meu pai deu o veredito final, não o vi mais. Parece até que está me evitando, o que não combina em nada com sua personalid

  • Acordo Proibido    Capítulo 41

    CAPÍTULO 30Por Kim Jin-HooSair do quarto depois do banho com a minha esposa foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Isso está me corroendo por dentro — e ela sabe. Toda vez que algum homem se aproxima dela tentando ser gentil, meu corpo fica tenso, e eu quase perco o controle. Sei que, pra ela, é a mesma coisa.Nós dois já estamos no limite. Está mais do que na hora de todos saberem. Nós nos amamos e não precisamos da aprovação de ninguém. Não somos mais adolescentes.Demorei muito pra aceitar que sou apaixonado por ela. Reprimi meus sentimentos na adolescência, quando nem entendia o que era amor. Lembro como eu ficava nervoso ao vê-la nas festas, mas precisava manter distância por causa do meu pai. Então, eu apenas a observava de longe. E toda vez que nossos olhares se cruzavam, era como se eu estivesse no paraíso — como se tivesse encontrado a felicidade. É assim que descrevo hoje.Não quero mais esconder. Ha-na é meu lar. Meu mundo inteiro.E quando ela me contou que também

  • Acordo Proibido    Capítulo 40

    Por Choi Ha-na— Muito bem! Espero que estejam preparados para os próximos desafios! — o apresentador dos jogos anuncia. — E vamos aos escolhidos para os últimos jogos…Os tambores começam a tocar enquanto todos aguardam ansiosamente pelos nomes finais da disputa. Então, meu nome e o de Jin-Hoo aparecem no final, junto às nossas equipes.Nós nos olhamos por um breve momento. Dou um sorriso de lado e dou de ombros. Nós dois sabíamos que, uma hora, isso ia acontecer — e, bom, estávamos ansiosos por isso. Competimos juntos… como adversários.Quem nos vê de longe nem imagina que dormimos juntos todas as noites. Que nos amamos incondicionalmente.Minha equipe se aproxima enquanto nos preparamos para o jogo. Esse jogo é tradicional entre nós, e um dos últimos: pegar a bandeira do adversário, sem ser pego, e voltar ao campo inicial. Quem fizer isso primeiro, vence.O campo improvisado no resort está montado, e o clima é de pura adrenalina. Prendo o cabelo em um rabo de cavalo alto. Estou de

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status