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Que comecem os argumentos (II)

Author: Roseanaautora
last update publish date: 2026-08-30 04:54:30

— Nesse caso, ouvirei os argumentos das duas partes. No entanto, esclareço desde já que esta audiência não existe para decidir qual dos dois possui mais dinheiro, poder ou ressentimento. O que será avaliado é quem oferece melhores condições para atender às necessidades emocionais, físicas e sociais de Zoe e Maicon, sem afastá-los injustificadamente do outro genitor.

Meu coração acelerou. Embora soubesse que enfrentaríamos uma grande disputa pela guarda de Zoe e Maicon, tive a sensação de que no
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    POV OliverEu sabia. Não precisava que Jack dissesse. Não precisava ouvir a confirmação de Adriel nem encontrar os dois juntos naquela cama. A camisa dele sobre o corpo dela, a provocação antes de a porta do elevador se fechar e a forma como ela evitou sustentar meu olhar disseram tudo.Jack havia dormido com Adriel.Aquelas palavras se repetiram dentro da minha cabeça até perderem o sentido. Mesmo assim, cada repetição parecia atingir uma parte diferente do meu corpo. Primeiro, meu peito. Depois, meu estômago. Por fim, minha cabeça inteira, que começou a latejar como se alguém estivesse batendo nela por dentro.Apoiei uma das mãos na parede e tentei respirar. Não consegui. O corredor pareceu estreito demais, o ar desapareceu e, por alguns segundos, tive vontade de arrancar a porta do elevador com as próprias mãos, enc

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    Óbvio que não hesitei. Empurrei-o e saí. Antes que a porta do elevador se fechasse, falei:— Eu nunca me vestirei assim por você. Porque estamos divorciados. E porque essa camisa não é minha. É de Adriel.Sorri enquanto a porta se fechava entre nós.Assim que Oliver desapareceu da minha visão, amparei-me na parede do elevador, sentindo a respiração acelerar e a vista ficar turva. Eu estava prestes a desmaiar. E não queria que Adriel me encontrasse desacordada novamente. Ele começaria a fazer perguntas, e eu já não tinha mais nenhuma desculpa convincente para aquilo.Além disso, eu estava confusa. Não conseguia entender o que Oliver estava fazendo nem qual era o seu verdadeiro objetivo. Mas sabia que não podia ser algo bom. Ele certamente tentava encontrar alguma fraqueza em mim. Qualquer coisa que pudesse usar a seu favor para

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    POV JaquelineFiquei em choque ao vê-lo ali, na minha frente. Tentei olhar para Oliver, mas os olhos dele estavam na camisa branca que eu vestia, que não era do meu tamanho. Não havia nada nos meus pés. E, por sorte, eu estava de calcinha. Ao menos naquele momento.Nossos olhos se encontraram e Oliver demorou para falar:— Só falta você me dizer que ele está no banho. — comprimiu os lábios.— Pelo visto você sabe muito bem como funciona isso tudo. — devolvi — então sim, Adriel está no banho.Eu nunca fiquei tanto tempo imersa naqueles olhos azuis. E eu via a mim mesma. E, por muitos anos, eu sequer me via. E agora eu estava ali... refletida nos olhos do homem que eu amei desde que aprendi a gostar.Eu esperava qualquer coisa. Menos que Oliver virasse as costas e saísse andando.Fui atrás dele, pouco me importando com a

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    Fiquei destroçado com as flores ali, no lixo. Ainda assim, respirei fundo e tentei me manter firme. Talvez houvesse uma explicação. Quem sabe o entregador não colocou as flores na porta certa.Fui para o elevador e assim que parou no andar do apartamento de Natália, senti meu coração acelerar. Pela primeira vez na vida, eu não sabia o que fazer, como agir e o principal... o que esperar.Embora eu quisesse revelar meus sentimentos, algo dentro de mim dizia que aquelas rosas no lixo eram o sinal do que eu receberia de resposta. E eu compreendia que não era merecedor de um perdão. E que Jack acharia que eu só estava tentando empatar o relacionamento dela com Adriel.Mas se eu não tentasse, jamais saberia o que poderia ter sido. O pior é que eu sequer conseguia imaginar como seria voltarmos àquela vida de casados. E a resposta era simples: só fomos casados no pap

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    Respirei fundo. Eu poderia simplesmente dizer que não teria mais filhos. No entanto, achei prudente não revelar aquilo. Nos últimos tempos, percebi que não conhecia Brianna completamente.— Eu não quero ter outros filhos. — falei.— Eu... não me importo. Quero ter filhos, mas sei que você já tem os seus. Então... seus filhos também serão meus.Eu não podia prolongar aquilo. Já sabia exatamente o que queria. Meu relacionamento com Brianna foi construído sobre uma fantasia, uma traição e o sofrimento de outra pessoa.— Não podemos continuar com isso, Brianna.— Com isso o quê?— Eu gosto de você. Mas não te amo.Ela não respondeu. Apenas permaneceu me olhando.— Cheguei a pensar que havia enganado você... mas depois percebi que

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    — Mandou um cartão?— Sim.— E o que dizia?— “Quero borboletear com você e nossos filhos para sempre.”— O... quê?— Eu achei... que ela ia gostar. Jack gosta de borboletas acariciadas e quentes.— Ela vai achar que você está chapado.— Descobri que nunca conheci minha própria mulher. Passei sete anos correndo atrás de um sonho e finalmente constatei que era apenas isso mesmo: um sonho, uma ilusão. O que passou não volta, Niko. Mas quero recuperar o tempo perdido. Só que não quero fazer isso com Brianna. Quero fazer com Jack, a mãe dos meus filhos.— Então entre na luta, porque, neste momento, ela deve estar fodendo com seu irmão.— Não fale isso! — gritei.— Dói?— Isso me estraçalha por dentro. E não é porque se trata de Adriel. Poderia ser qualquer outro homem. Ela é minha.— Jack não é um objeto para pertencer a alguém.Engoli em seco. Ele tinha razão.— Adriel vai fazê-la sofrer.

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