INICIAR SESIÓNMiranda acreditava que seu casamento com o poderoso CEO Alec Radcliffe era para sempre. Mas o sonho se tornou um pesadelo de silêncio e gelo. Quando ela finalmente confirma a traição, o golpe é mais cruel do que imaginava: Alec não só nega o divórcio, como traz para dentro de casa o pequeno Edward, seu filho de cinco anos, fruto da infidelidade. Humilhada em sua própria casa e pressionada por uma familia que valoriza o dinheiro acima da sua dor, Miranda é obrigada a conviver com o desprezo do marido, que usa a perda do bebê deles para justificar sua crueldade. Presa em uma teia de mentiras e conveniências, Miranda suporta o insuportável... até que a verdade vem à tona. Quando o castelo de cartas de Alec desmorona, os papéis se invertem. Agora, será ele quem terá de rastejar pelo perdão da esposa que um dia destruiu. Mas será que o amor sobrevive ao amargo desprezo?
Ver másSeis meses depois. A mansão Radcliffe já não era um lugar onde reinavam os problemas; a justiça, embora dolorosa, havia trazido um encerramento definitivo. Elizabeth Radcliffe foi condenada a uma longa pena de prisão por homicídio qualificado e fraude. Beatrice, graças ao seu depoimento sobre o assassinato, recebeu uma sentença reduzida por fraude e sequestro, mas passaria muitos anos atrás das grades. O sobrenome Radcliffe estava manchado, porém limpo de segredos. Miranda havia dado à luz uma linda menina. Exatamente como Edward havia previsto, eles a chamaram de Paula. Miranda estava sentada na cadeira de balanço no quarto de Paula, amamentando-a. O quarto era mais do que perfeito. Edward, agora um orgulhoso irmão mais velho de seis anos, entrou na ponta dos pés. — Mamãe, posso ver a Paula? — Claro que sim, querido — sussurrou Miranda, olhando para ele com um amor que já não era apenas adotivo, mas visceral. Edward aproximou-se do berço e acariciou a bochecha da irmã com o me
Capítulo Fim Alec estava dirigindo como um louco. A necessidade de ficar sozinho e refletir era imperiosa. Tinha um verdadeiro maremoto dentro de sua mente que havia arrasado seus pensamentos, colocando-o em uma posição que o afetava demais. O coração batia com força, ele agarrava o volante com ferocidade e não se importava em avançar os sinais vermelhos. Finalmente, parou abruptamente em uma ponte, estacionou e desceu, deixando que o ar frio batesse em seu rosto. Fechou os ojos, segurando-se no parapeito. Havia chegado a um lugar que não havia planejado, mas onde precisava estar. Então, ele desabou. Começou a chorar sem parar, como uma criança pequena. Não importava se algum carro passava e o via; o mundo exterior não interessava. Estava ali, lamentando-se e perguntando-se: “Por que isso tem que acontecer comigo? Por que tenho que viver isso?”. Doía-lhe a perda do pai, e o que a mãe havia feito, assassinando-o, doía ainda mais profundamente. Seu telefone começou a tocar sem parar
A revelação de que Elizabeth Radcliffe havia assassinado o próprio marido, o pai de Alec, deixou a todos em um estado de choque gelado. Alec sentia que o chão se movia sob os seus pés. O rosto que olhava para a mãe do outro lado da sala já não era de ira pela traição, mas de um horror absoluto. Elian, seu advogado, tentou segurá-lo pelo braço, mas Alec se soltou; sua única âncora era Miranda. Ela, pálida e com a mão trêmula, segurou-o com todas as suas forças. — Alec, respira. Olha para mim — suplicou Miranda, sussurrando. O juiz, batendo o martelo com desespero, declarou um recesso de emergência. A promotoria avançou sobre Beatrice, enquanto a defesa de Elizabeth desmoronava diante da magnitude da nova acusação. No meio do tumulto, Alec mal registrava o movimento. Sua mente havia voltado anos no tempo: a notícia da morte, os funerais, a dor da perda... tudo manipulado. Sua mãe não era apenas uma mentirosa; era uma assassina. Elian e Miranda conseguiram tirar Alec da sala, abrin
Finalmente, sob a pressão implacável da promotora e diante da verdade que pairava no ar, Elizabeth cedeu. Ela se inclinou para o microfone, com a voz já não mais arrogante, mas vazia. — Sim — admitiu Elizabeth, com a cabeça ligeiramente baixa. — Sim, eu participei da conspiração. A palavra ecoou pelo tribunal, oficializando a traição. — E a senhora pode confirmar a este tribunal que o motivo era manipular a vida de seu filho, Alec Radcliffe, e garantir a continuidade da linhagem da família Radcliffe através da senhora Beatrice? Elizabeth cerrou os lábios. — Eu queria proteger o nome... — murmurou. — Não lhe foi perguntado o seu objetivo, senhora. Foi-lhe perguntado sobre a manipulação e a fraude. Confirma que o menino, Edward, é filho biológico do senhor Alec Radcliffe e da senhora Miranda Radcliffe, e que a senhora participou ativamente para ocultar este fato? — Sim. É verdade. Naquele momento, a mão de Miranda apertou a de Alec com tanta força que quase doeu. O a






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