Share

Capítulo 4

Penulis: Flavia Mirandah
last update Tanggal publikasi: 2024-11-06 07:30:54

Ágata

Somos interrompidas pelo telefone tocando, minha tia vai atender e volta dizendo que é um pedido de orçamento. E esse foi o primeiro de muitos que recebemos, no final da tarde já estávamos com todos os sábados agendados pelos próximos dois meses, isso significa que estaremos ocupados nas festas de fim de ano, não poderei passar as festas com meu pai. O telefonema mais inesperado foi de um dos hotéis mais importantes da cidade, que queria nos contratar para sua festa de réveillon.

Passo o final de semana fazendo orçamentos e, diferente dos outros que costumava fazer, esses eram imensos, pois a maioria das festas que pegamos era para o triplo de pessoas que estávamos acostumadas.

Fico feliz, mas, ao mesmo tempo, preocupada, pois teremos que aumentar o nosso quadro de ajudantes, as pessoas que nos ajudavam nas festas possuem outro emprego durante a semana, e o Bufê é uma forma de terem um aumento na renda mensal e todos são muito competentes no que fazem.

A semana passa rápido, minha matrícula na faculdade está feita, e estou tão feliz que só falto sair abraçando as árvores que encontro pelo caminho, nunca imaginei que conseguiria colocar meus planos em prática em tão pouco tempo.

Até que o que não estava planejado começa a acontecer... meu coração começa a bater um pouco mais forte toda vez que penso em um tal engenheiro metido a recreador infantil e cowboy.

Eu nunca namorei e não planejo namorar tão cedo, quando encontrar alguém quero que seja como meus pais.

O amor entre eles era lindo, meu sonho é formar uma família como era a minha antes de tudo se perder. Sempre tive umas paqueras, mas nunca passou disso, quer dizer, teve o Ditinho uma vez...

Ele era o menino mais lindo do colégio, tinha dezesseis anos e era jogador de futebol do time da escola, seu pai era um fazendeiro metido a rico, mas todos sabiam que ele estava era falido. Ele me pediu um beijo uma vez, eu tinha acabado de completar dezesseis anos e nunca havia beijado ninguém e me senti a “rainha da cocada preta”, principalmente, porque todas as garotas se desmanchavam por causa dele, e ele queria me beijar.

“Encontramo-nos debaixo da arquibancada do ginásio de futebol e ficamos um tempo conversando, um sentado ao lado do outro, de repente, ele foi se aproximando e pegando na minha mão, eu estava simplesmente desesperada, não sabia como agir. Tinha perdido minha mãe recentemente e não tinha ninguém para conversar, por mais que fosse muito ligada ao meu pai, não me sentia à vontade de conversar sobre garotos com ele.

Ele foi se aproximando cada vez mais e quando achei que fosse, enfim, me beijar, me puxou para o seu colo, apertando minha cintura. Tentei me soltar e senti sua boca sobre a minha, ele lambia meus lábios deixando sua saliva ali e empurrava sua língua dentro da minha boca, me senti enojada com aquela situação. Parecia que ele estava lambendo um picolé. Se isso era beijar, nunca mais beijaria ninguém enquanto eu viver, o pior de tudo ainda não contei... Ele me “lambia” de uma forma tão... digamos... intensa, comecei a sentir meu estômago embrulhar, nessa mesma hora ele me ajeitou em seu colo e senti que tinha sentado em algo duro, juro que não acreditei que ele estava excitado por estar me lambendo. Fiquei apavorada e não sei de onde tirei forças e consegui sair dos braços dele e saí correndo sem olhar para trás.”

Essa foi a última vez que encontrei com ele, logo depois houve um grande escândalo: a cidade descobriu que o pai dele estava falido e com problemas na justiça, ele foi preso e Ditinho se mudou para a casa dos avós com a mãe, pois estavam morrendo de vergonha pela prisão do pai e, realmente, por nossa cidade ser pequena foi o acontecimento do ano ele saindo algemado da delegacia.

Desde que conheci o Beto, senti um carinho muito grande por ele, devido à maneira que brincou com as crianças na festa no dia em que nos conhecemos, e por suas ações não imaginei que ele fosse rico, as pessoas com a mesma condição dele sempre fizeram questão de mostrar que o dinheiro pode comprar tudo, e ele é o oposto disso tudo.

Nunca imaginei que o encontraria novamente, mas como o mundo é pequeno, descubro que ele é amigo de infância de Luana e Alice, então, acredito que vamos nos encontrar muito.

Os orçamentos continuam a crescer cada vez mais, fazendo com que fosse preciso termos um espaço só nosso.

Hoje olho para trás e ainda não consigo acompanhar a velocidade de tudo o que está acontecendo em minha vida e não imaginei que fosse possível voltar para casa tão cedo para matar a saudades do meu paizinho.

Olho para a mala em cima da minha cama e sorrio feliz com as possibilidades que o mundo está me oferecendo.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Apaixonada pelo playboy que não quer se apegar   Capítulo 142

    Ágata— Porra! Eu acho que não vou aguentar toda essa inauguração — diz Edu, com as mãos na barriga de tanto gargalhar, sendo acompanhado por Mel, que até agora tenta se controlar.— Relaxa, amor! — digo dando uma mordidinha em seu queixo. — Eles são apenas crianças e, como toda criança, ele ficou somente curioso com a nuvem.— Esse é o problema, loirinha — ele diz, ainda emburrado. — São curiosos, e Otto é homem e não é bobo, sei muito bem onde pode levar essa história de ver nuvem no quarto, hoje eles têm três anos, amanhã estarão com quinze e aí? Se não colocar respeito agora, depois fica difícil... — Ele me abraça forte, mas logo se vira para nossos amigos que estão abraçados ao nosso lado, admirando a fam&iac

  • Apaixonada pelo playboy que não quer se apegar   Capítulo 141

    ÁgataVou para o shopping com Gustavo, que veio somente para nos buscar. Ele trata Nina como se fosse neta dele, cheio de chamegos e fez questão de vir nos buscar e acompanhar até o local da recepção, já que meu marido está ocupado recepcionando os convidados.Assim que chego, vejo Beto próximo à entrada principal, o lugar está simplesmente fantástico, vários garçons circulam entre os convidados, meu marido me vê e abre um sorriso, faz sinal para que eu me aproxime do local onde ele conversa com Edu.Assim que Nina vê que Otto está com o pai, sai correndo em direção ao amigo. Eles sempre conversam via Skype, Mel e eu, principalmente depois da maternidade, nos aproximamos bastante.Ficamos alguns minutos conversando, até que percebo que Beto está incomodado com alguma coisa, e em v&aacu

  • Apaixonada pelo playboy que não quer se apegar   Capítulo 140

    ÁgataAlguns Anos depoisEstou com os olhos fechados, ouvindo a voz de Nina e Beto conversando animadamente ao meu lado. Mesmo estando acostumada a voar, sempre sinto um frio na barriga, é algo incontrolável. Nina, ao contrário de mim, fica eufórica quando sabe que vamos viajar.— Olha, papai! Me dá a nuvem de plesente? Eu quelo! — Dou um leve sorriso, tenho certeza que ela deve estar fazendo bico na tentativa de convencer o pai, essa menina tem o pai e os avós enrolados no dedo mindinho. Nunca vi uma criança ser tão minada quanto ela!— Não tem jeito filha, o papai não consegue pegar a nuvem, ela fica no céu e é muito longe! — ele diz tentando resolver o problema com ela.— Mas estamos peltinho dela, é só voc&

  • Apaixonada pelo playboy que não quer se apegar   Capítulo 139

    Beto— Então, vocês dois vão marcar o casamento para quando? — Rodrigo pergunta, olhando para mim e Ág.Já se passaram alguns dias de toda aquela confusão e estamos sentados na praça de alimentação do shopping, depois de tanta tensão, as mulheres resolveram tirar uma tarde para fazer compras e como não podíamos deixá-las sozinha, resolvemos acompanhá-las e acabamos virando carregador de sacolas, porque Alice veio junto e resolveu ajudar as amigas e em cada loja que entraram, nos entregavam algumas sacolas.— É mesmo, Beto, estou com vontade de comer bolo de casamento — Alice fala rindo.— Sabe que você me deu uma boa ideia, Lice! — resolvo provocá-la. — Que tal um casamento duplo? — Faz tempo que ela e Luca andam saindo e até agora nada de oficializar a rela&cc

  • Apaixonada pelo playboy que não quer se apegar   Capítulo 138

    BetoAbro os olhos devagar e percebo que não estou em casa, então, me recordo de tudo o que aconteceu nas últimas horas, fecho os olhos tentando, em vão, acordar. Como gostaria de estar sonhando, ou melhor tendo um pesadelo — não sei como vou conseguir ser forte, nunca imaginei me encontrar numa situação dessas.Olho ao meu lado e vejo meu amigo mexendo no celular, ele percebe que acordei e me olha sorrindo, não consigo entender esse cara, deve estar com algum problema! Acabei de perder uma das mulheres da minha vida e ele sorri? Que porra está acontecendo?— Achei que ia demorar mais para acordar? — ele diz se aproximando.— Que horas são?— Oito horas da manhã.— Onde está a Luana? Quero saber o que aconteceu na cirurgia. — Um nó se forma em minha garganta, não tem como adiar

  • Apaixonada pelo playboy que não quer se apegar   Capítulo 137

    ÁgataO carro do Beto está na garagem, mas ele não está em casa, o terno que usava pela manhã está dobrado em cima da cama. Imagino que ele deve ter chego mais cedo e saído aqui por perto mesmo, a pé mesmo.Tomo um banho gostoso, tentando ainda entender a confusão que tem sido este dia, nada deu certo e fico frustrada cada vez que isso acontece.Tomo um suco de laranja, para enganar a fome, quero jantar com meu noivinho e se comer algo agora, com certeza, não vou conseguir jantar.Resolvo descansar um pouco, mas decido ficar no sofá mesmo, meu cansaço é tão grande que acabo adormecendo.***Acordo assustada e percebo que já está muito tarde, está tudo silencioso. Será que ele não voltou ainda — penso começando a ficar preocupada. Vou até o nosso quarto e vejo que j&

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status