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Estou com medo

Autor: Leide
last update Data de publicação: 2025-05-14 04:18:14

Amélia Alves

Antes:

Uma casa estranha que me causa arrepios e derrepente além de tristeza sinto um medo tão grande que começo a chorar enquanto arrasto minha mochila pela casa, o cheiro de velho e mofo atinge meu nariz, minha tia me leva para um quartinho feio e abafado com cheiro de mofo ainda mais forte que o resto da casa, tinha um colchão velho no chão e um guarda- roupa caindo os pedaços, com uma voz seca ela fala.

— Guarde suas coisas no armário, ela fala apontando para o armário velho, eu abro as portas e o pó me faz tosse e pego minhas roupas e jogo no armário, eu não sei faz estas coisas minhas mãe sempre guardou todas as minhas roupas,Depois deito naquele colchão frio com uma coberta fina, à noite eu tremo de frio e de fome,Aquelas pessoas são esquisita, aquele homem me olha de um jeito esquisito e minha tia parece me odiar, embora ela pareça amigável de vez em quando ela é sempre fria e sem afeto, Nessa época do ano é bem frio em São Paulo, as noites são bem gelada e eu quase não consegui dormir tremendo os dentes, o que me resta é chorar e pensar que tudo isso é um pesadelo que eu vou acordar amanhã e estarei na minha casa com a minha mãe, na minha cama quentinha, depois acabo pegando no sono com esse pensamento.

Na manhã seguinte eu levanto abra a porta daquele quarto e caminho até a cozinha estou com muita fome minha barriga está roncando, tem um bolo na mesa, de chocolate parece delicioso vou lá e pega um pedaço mas assim que eu coloco a minha mão uma grande mão b**e forte gritando

— Tire a mão do meu bolo sua ladra, você não tem educação sabe que não pode mexer nas coisas dos outros, o homem fala irritado e eu me encolho toda com medo.

— Desculpe é que eu estou morrendo de fome, eu pensei que poderia pegar um pedaço, falo com os olhos cheios de lágrimas

— Pensei que podia pegar um pedaço, menina idiota come aquele pão ali e não toque no meu bolo entendeu, ele fala agressivo e eu apenas balançou a cabeça confirmando, pega o pão que ele mandou eu comer está duro e seco, não sei nem de quantos dias é mas eu estou com fome demais para questionar, Medo de mais para falar alguma coisa vou pedir algo para beber

— Você não colocou a roupa ainda para ir para a escola, você pensa o quê que eu vou vestir você, coloque a roupa ou vamos nos atrasar, minha tia entra gritando comigo e eu saio correndo assustada de volta para o quarto e procurar um uniforme, revirou que toda aquela roupa que eu joguei no armário e acho meu uniforme todo amassado bem no fundo coloco ele uma blusa de frio e o meu tênis pego minha mochila e saio correndo, minha tia já está dentro do carro me esperando e manda eu entrar, é tudo tão difícil eu não sei muito bem me vestir sozinha sempre minha mãe me ajudava, muito menos entrar em um carro sem alguém para me ajudar, mas minha tia não se importa com nada apenas fica rindo e conversando o tempo todo com aquele homem esquisito.

— Desce do carro já chegamos, minha tia fala em frente há um lugar esquisito que eu nunca vi

— Mas essa não é minha escola, falo morrendo de medo

— Essa é sua nova escola, tempo integral você vai sair só a 5 da tarde, agora deixa desse carro e vai embora logo eu tenho muita coisa para fazer não tenho tempo de cuidar de uma pirralha chorona, ela fala gritando e eu saio do carro e acabo escorregando e machucando o joelho, mesmo assim eles não se importa continua lá dentro eu levanto do chão segurando minhas lágrimas e caminho para dentro dos portões da minha nova escola.

— O que aconteceu com você menina, uma voz de uma mulher soa atrás de mim, me fazendo da um pulo assustada eu me viro morrendo de medo e digo

— Eu caí na entrada foi quando cheguei, falo olhando para o chão sem nem encarar a mulher, mas para minha surpresa ela se aproxima de mim dizendo

— Venha comigo vou te levar para fazer um curativo nesse joelho, e me diga por que sua roupa está tão amassada a sua mãe não passa suas roupas? ela me pergunta me olhando de cima abaixo, no mesmo instante as lágrimas começam a cair dos meus olhos e com muita dificuldade eu digo

— A minha mãe morreu, agora estou sozinha e não sei me vestir ou passar roupas, falo essas palavras e vejo olhar da mulher suavizar e ela me pega no colo com muito carinho e diz

— Você não está sozinha vamos cuidar de você aqui nesta escola, não precisa fica com medo, eu te prometo ninguém aqui vai te machucar, a mulher fala essas palavras me leva até uma sala onde me cólica sentada e limpa meu joelho coloca um curativo depois arruma o meu cabelo e minhas roupas que estavam todas torta e me pega pela mão e leva para a sala de aula onde uma professora gentil da aula, todas as crianças já estavam lá dentro e fiquei com medo de entrar, mas a professora me pegou pela mão e me levou até a sala me apresentando para todos, eu não conseguia nem olhar para ninguém estava apavorada de medo, principalmente com todos me olhando, Fiquei bem no canto tentando parecer invisível, embora não adiantou porque todos eles me olhavam e cochichavam, não sei o que eles falavam, mas nenhuma criança se aproximou de mim e tudo que eu queria era que chegasse a hora do lanche, já que minha barriga estar roncando muito, isso se me deixarem comer aqui, se for proibido, eu quero minha mãe estou com fome, com medo e tudo que quero é minha mãe de volta, por favor mãezinha volta eu prometo ser uma boa menina.

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Último capítulo

  • Apenas você    uma rotina amoniosa

    Ponto de vista de Amélia Às vezes, quando o silêncio toma conta da mansão, eu me pego olhando pela janela do quarto e lembrando de tudo o que passamos até chegar aqui. Cada cicatriz, cada lágrima, cada batalha… todas elas me trouxeram até este momento. E olhando para minha família, eu finalmente entendo o que significa vencer — não é sobre poder ou riqueza, é sobre ainda estar de pé, com as pessoas que se ama.Benjamin brincava no gramado, rindo alto enquanto corria atrás do cachorro, e nos meus braços, minha pequena Sofia dormia tranquila, com o rostinho sereno e os lábios entreabertos. Era impossível não sorrir. Ela parecia um anjo, completamente alheia ao mundo de sombras e pólvora em que nasceu.Maxin estava do lado de fora, conversando com Nikolai. Mesmo de longe, eu reconheceria aquele jeito firme e o olhar analítico. Ele nunca relaxava completamente — nem mesmo nos dias de paz. Era o instinto do homem que comanda uma máfia, mas também o do pai e marido que faria qualquer coisa

  • Apenas você    A vida continua

    O sol da manhã iluminava a mansão Sokolov, mas dentro das paredes do imenso lar, a sensação era de alerta constante. Amélia despertou nos braços de Maxin, sentindo o corpo dele quente e firme contra o seu. O cheiro de pele e poder do marido misturava-se à segurança que apenas ele conseguia proporcionar. O trauma do sequestro ainda estava fresco, mas ali, deitada sobre o peito dele, Amélia sentiu pela primeira vez desde muito tempo uma sensação de paz — embora frágil, pois o mundo lá fora nunca descansava.Maxin a observava dormir por alguns segundos antes de inclinar-se para beijar seu pescoço, provocando arrepios que subiam até a nuca.— Bom dia, minha mulher… — murmurou, voz rouca, carregada de desejo e possessividade. — Pronta para enfrentar o dia comigo?Amélia sorriu, abraçando-o com força. Ela sentia o corpo ainda marcado pelo prazer da noite anterior, mas mais do que isso, sentia o vínculo profundo que os unia, uma mistura de amor, desejo e intimidade que ninguém poderia quebra

  • Apenas você    em seus braços

    Maxin entrou em casa com Amélia nos braços, sentindo seu corpo ainda frágil pelo susto do sequestro e pelas feridas da batalha. Ela se segurava nele, respirando ofegante, os olhos arregalados de alívio e medo. Cada passo que ele dava era carregado de determinação e possessividade. Nada no mundo, nenhum inimigo, poderia tocá-la novamente.Assim que atravessaram a porta do quarto, Maxin a encostou suavemente contra a parede, mas com força suficiente para que Amélia sentisse o controle absoluto dele. Seus lábios colidiram com os dela em um beijo que era ao mesmo tempo reconfortante e faminto. A língua dele explorava a dela, exigente, e cada toque de suas mãos pelo corpo de Amélia provocava arrepios que a faziam derreter nos braços dele.— Você está viva… e nada vai te tirar de mim — murmurou ele entre os beijos, voz rouca e carregada de emoção e desejo. — Eu não vou mais deixar ninguém te machucar.Amélia o abraçou com força, sentindo a segurança que apenas Maxin conseguia lhe dar. O cor

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    O quarto estava um caos. Vidros quebrados, móveis virados, o som metálico de respiração pesada e o cheiro de sangue enchendo o ar.O chão de mármore já não refletia o luxo do hotel, mas o retrato de uma guerra pessoal.Maxim e Giovanni lutavam como dois animais selvagens. Nenhum deles pensava em honra — apenas em destruição.O russo avançou primeiro, rugindo, com o rosto coberto de suor e sangue. Giovanni tentou recuar, mas foi pego pelo colarinho e lançado contra a parede. O impacto o fez grunhir, cuspindo sangue.— Você achou mesmo que podia tocar nela e sair vivo? — rosnou Maxim, os olhos queimando.— Ela merece mais do que um bruto como você! — Giovanni respondeu com o sotaque carregado, rindo, mesmo ferido. — Ela precisa de alguém que saiba tratá-la como uma rainha, não como uma posse!Maxim o acertou com um soco tão forte que o italiano cambaleou. O ruído do impacto ecoou como um trovão. Giovanni tentou revidar, atingindo o maxilar de Maxim, mas o russo parecia não sentir dor.

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  • Apenas você    Talvez ele merece perdão

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